Discos para descobrir em casa – 'Dick Farney na Broadway', Dick Farney, 1954

Capa do álbum 'Dick Farney na Broadway', de Dick Farney Reprodução ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Dick Farney na Broadway, Dick Farney, 1954 ♪ O primeiro sopro de modernidade na música brasileira, a mola que propulsou João Gilberto (1931 – 2019) a ir atrás de uma bossa que era nova até para ele, veio em 1946 da voz macia de Dick Farney. Em 1946, com a gravação original do samba-canção Copacabana (João de Barro e Alberto Ribeiro), o cantor carioca mostrou que o gênero poderia abrir mão do melodrama para embalar o ouvinte em tons suaves e quase coloquiais que contrastavam com a grandiloquência vocal das estrelas da era do rádio. Dorival Caymmi (1914 – 2008) – moderno desde antes de chegar à cidade do Rio de Janeiro (RJ), vindo da Bahia – foi nessa onda que se ergueu à beira-mar, na intimidade das boates e clubes da borbulhante noite carioca, e cedeu o samba-canção Marina (1947) para Dick Farney. Na certidão de nascimento, Dick Farney era Farnésio Dutra e Silva (14 de novembro de 1921 – 4 de agosto de 1987), cantor e pianista que já mostrara intimidade com o jazz. Pianista de formação clássica, Farney se encantara desde cedo pela canção norte-americana e, com farta bagagem musical, atípica para instrumentistas adolescentes, o artista começou a tocar profissionalmente em discos e programas de rádio a partir de 1937. Pianista da orquestra do lendário Cassino da Urca de 1941 a 1944, ano em que debutou como cantor no mercado fonográfico com as edições sequenciais de quatro singles de 78 rotações por minuto, Farney tinha tanto apego ao jazz e à canção norte-americana que decidiu “fazer a América”, como dizia a gíria da época, e partiu para os Estados Unidos. Foi para lá em 1946, voltou logo para o Brasil e, no ano seguinte, foi de novo para os EUA, onde desembarcou em Manhattan, epicentro de Nova York, em 1º de março de 1947 – como informou o crítico musical Sylvio Túlio Cardoso (1924 – 1967) no texto que escreveu para a contracapa de Dick Farney na Broadway, primeiro álbum do cantor no Brasil. LP de 10 polegadas editado pela Sinter (Sociedade Interamericana de Representações), gravadora fundada no Brasil em 1945 que passaria a se chamar CBD (Companhia Brasileira de Discos) em 1955, Dick Farney na Broadway apresentou ao mercado nacional oito músicas registradas pelo cantor em 1947 para a gravadora norte-americana Majestic, com a qual o artista carioca assinara contrato com as bençãos da emissora de rádio NBC, cujo elenco já contava com o nome de Dick Farney – o que explica a foto do cantor ao microfone da NBC na capa do LP. Das oito músicas do álbum, seis era canções norte-americanas interpretadas pelo cantor com a fluência do inglês desse artista que desde sempre dominou tanto a língua quanto o idioma musical norte-americano. As outras duas eram os sambas-canção Copacabana e Marina, reapresentados no LP Dick Farney na Broadway em versões bilíngues que, às respectivas letras originais em português, acrescentaram versos em inglês escritos por Jack Lawrence (1912 – 2009) e Al Stillman (1901 – 1979), respectivamente. Lawrence – para quem não liga o nome à música – foi também letrista de Tenderly, standard norte-americano que Farney teve a primazia de gravar em 15 de junho de 1947 e lançar em julho daquele mesmo ano. O cantor apresentou Tenderly ao mundo no mês em que a cantora Sarah Vaughan (1924 – 1990) gravou essa parceria de Lawrence com Walter Gross (1909 – 1967), autor da melodia composta em 1946 que teria sido apresentada a Farney em primeira mão no estúdio, de acordo com o relato de Sylvio Túlio Cardoso na contracapa do LP de 10 polegadas. Retrato tardio do sucesso de Dick Farney nos Estados Unidos, país onde o cantor chamou atenção da mídia na segunda metade dos anos 1940, esse álbum de 1954 flagrou o cantor na companhia da orquestra do compositor e maestro norte-americano Paul Baron (1910 – 1985). Barou criou arranjos por vezes expansivos que dissolveram a aura de intimidade que dava charme ao samba-canção Copacabana, por exemplo. A gravação de Marina começou em tonalidade íntima, mas a orquestra se agigantou quando o cantor deu voz aos versos em inglês dessa versão bilíngue. Ainda assim, a maciez do canto à meia-luz de Dick Farney acariciou os ouvintes no registro original de Tenderly. Gravações como a da balada There's no sweeter word than sweeheart – composição de Teddy Powell (1905 – 1993), sob o pseudônimo de Freddy James, e Jack Little (1899 – 1956) – mostraram Dick Farney à vontade no terreno então dominado por Frank Sinatra (1915 – 1998), cantor norte-americano ao qual o artista carioca foi linkado no Sinatra-Farney Fan Club, fundado em 1949 no Rio de Janeiro (RJ) e ponto de encontro de futuros ícones da bossa nova – João Gilberto e Johnny Alf (1929 e 2010), entre eles – pelo culto ao jazz. Dick Farney, inclusive, frequentava o fã-clube desde a fundação, pois, mesmo indo bem na carreira norte-americana, jamais descuidou do mercado fonográfico brasileiro, para o qual gravou sucessivos discos nos anos em que viveu na ponte Brasil-Estados Unidos até decidir permanecer definitivamente em solo nacional. Uma das joias do álbum Dick Farney na Broadway, a abordagem de For once in your life (Fischer e Figal, 1947) atestou a habilidade do cantor carioca para triunfar no mercado norte-americano – assim como a regravação de How soon (Will I be seeing you) (Jack Owens e Carroll Lucas, 1944). Ao cair no suingue da canção Somebody loves me (George Gershwin, Ballard MacDonald e Buddy DeSylva, 1924), Dick Farney mostrou apurado senso rítmico, qualidade exigida para crooners de orquestras. Já o registro de My melancholy baby (Ernie Burnett e George Norton, 1912) exalou a melancolia anunciada no título da canção, mas sem melodrama, com a modernidade atemporal do canto de Dick Farney. Mesmo após a fase áurea, o cantor levou adiante a discografia, pavimentada no Brasil com álbuns como Meia-noite em Copacabana com Dick Farney (1957), Atendendo a pedidos (1958), Canções para a noite de meu bem (1960), Jazz (1962), Penumbra romance (1971), Dick Farney (1973), Noite (1981) e Feliz da gente (1983), entre muitos outros discos, sendo que alguns foram gravados ao vivo e dois foram divididos nos anos 1970 com a cantora Claudette Soares. Quando morreu, em 1987, a três meses de completar 66 anos, Dick Farney amargava injusto ostracismo, mas já tinha o nome na história por ter vindo da voz desse cantor, em 1946, o sopro de modernidade que anteviu um novo começo de era na música do Brasil.

Reni Santoni, ator de 'Stallone: Cobra' e 'Seinfeld', morre aos 81 anos

Ator estava internado em Los Angeles após anos com problemas de saúde, segundo revista 'Hollywood Reporter'. Reni Santoni em cena de 'Perseguidor implacável', com Clint Eastwood Divulgação O ator Reni Santoni, que participou de filmes como "Stallone: Cobra" (1986) e da série "Seinfeld", morreu neste sábado (1º) aos 81 anos. De acordo com a revista "Hollywood Reporter", ele estava internado em Los Angeles após anos com problemas de saúde. A informação foi confirmada à publicação pelo produtor e roteirista Tracy Newman, amigo de Santoni. Entre os problemas enfrentados pelo ator estava um câncer. Além de interpretar o parceiro de Sylvester Stallone no filme de ação e o pizzaiolo Poppie na série cômica, Santoni também esteve no primeiro filme da série "Dirty Harry", "Perseguidor implacável" (1971), estrelada por Clint Eastwood. Seu último trabalho foi na série "Franklin & Bash", em 2012. Reni Santoni em 'Seinfeld' Divulgação

Grupo Novos Baianos anuncia live em homenagem a Moraes Moreira

♪ A morte de Moraes Moreira (8 de julho de 1947 – 13 de abril de 2020), ocorrida há quatro meses, acabou com a possibilidade de o grupo Novos Baianos voltar à cena com a formação mais clássica da banda. Contudo, dois anos após o encerramento do show da (em tese) derradeira turnê, Acabou chorare – Novos Baianos se encontram (2016 / 2018), Baby do Brasil, Luiz Galvão, Paulinho Boca de Cantor e Pepeu Gomes se reencontram virtualmente em live em homenagem a Moraes Moreira, compositor – em parceria com o poeta Luiz Galvão – das principais músicas do repertório da fase áurea do grupo. Anunciada em rede social de Pepeu Gomes na noite desta segunda-feira, 3 de agosto, a live está programada para as 17h30m de sábado, 8 de agosto, no canal oficial no YouTube da marca de cerveja que patrocina o evento. Estão previstos no roteiro sucessos como A menina dança e Preta pretinha, músicas apresentadas no antológico segundo álbum do grupo, Acabou chorare (1972).

Grupo 3030 expressa saudade do futuro e fé no tom espiritualista do álbum 'Infinito interno'

O rapper Rael e o grupo de reggae Ponto de Equilíbrio participam do disco criado pelo trio durante o período de isolamento social. ♪ Primeira das 15 músicas na disposição do repertório de Infinito interno, álbum autoral lançado pelo trio carioca-baiano de rap 3030 no sábado, 1º de agosto, Oxalá fala de fé e positividade em gravação que emula batuque afro-brasileiro na cadência do ijexá. Até por estar alocada na abertura do disco, Oxalá traduz as intenções de Bruno Chelles, LK e Rod na criação de Infinito interno, álbum produzido durante o isolamento social com ecos da origem baiana do 3030 e com cancioneiro inédito que versa basicamente sobre espiritualidade e fé, como já haviam sinalizado os singles Céu, Lunar e Oração. Essa atmosfera positivista é corroborada por músicas como Faya, Fé (gravada com a adesão do rapper Rael), Laskhmi, Liberdade (reggae formatado com o toque do grupo carioca Ponto de Equilíbrio), Maré e Universo ao meu favor. Capa do álbum 'Infinito interno', do grupo 3030 Divulgação A intenção do 3030 foi expressar saudade do futuro sem perder a esperança em repertório idealizado em tom espiritualista. Promovido atualmente pela música Alma de cigana, o álbum Infinito interno também reitera o objetivo do grupo de diluir a prosódia do rap em coquetel rítmico temperado com brasilidade já exposta em discos anteriores como Tropicália (2019). A diversidade rítmica brasileira do disco está em sintonia com a origem do 3030. Embora associado à cena cosmopolita da cidade do Rio de Janeiro (RJ), o grupo surgiu da reunião, entre 2008 e 2009, de dois baianos do distrito de Arraial d'Ajuda (BA), Bruno e LK, com Rod, carioca que sempre passava férias nessa terra litorânea situada no município de Porto Seguro (BA). O que legitima a levada baiana da música Oxalá, ponto de partida da viagem espiritualista empreendida pelo 3030 no álbum Infinito interno.

Ewan McGregor usa Harley elétrica para cruzar América Latina em 'Long Way Up'

Ao lado de seu amigo Charley Boorman, ator rodou mais de 20 mil quilômetros e passou por 13 países. Série documental será exibida pelo serviço Apple TV+ a partir de 18 de setembro. Ewan McGregor e Charley Boorman em 'Long Way Up' Divulgação Ewan McGregor se juntou mais uma vez ao seu amigo Charley Boorman para retratar uma longa viagem de moto documental. Depois de se aventurarem pela Ásia e pela África com as BMW GS, os dois agora estarão em "Long Way Up", anunciado nesta segunda-feira (3) pela Apple TV+, para cruzar a América Latina. Pela primeira vez, os dois abandonam as motos da fabricante alemã e realizaram a jornada com a Harley-Davidson LiveWire; a primeira moto elétrica da marca. A estreia será em 18 de setembro no serviço de streaming e novos episódios serão divulgados a cada semana. McGregor e Boorman rodaram mais de 20 mil quilômetros com o modelo elétrico, que teve que passar por alterações técnicas para poder rodar em terrenos off-road; como a adaptação de uma bolha na dianteira, rodas raiadas e suspensão mais elevada. Saindo de Ushuaia, a dupla passou por 13 países, entre eles: Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colombia e México. Acompanhando o comboio de produção estavam picapes elétricas da Rivian, uma competidora da Tesla. Em 2019, o G1 foi até os Estados Unidos avaliar a nova Harley LiveWire; confira como foi: Harley-Davidson LiveWire elétrica: G1 avalia o modelo

Escritor de 'O menino do pijama listrado' coloca receita de 'Zelda' por engano em seu novo livro

John Boyne admitiu erro cometido em 'A traveller at the gates of wisdom' ao copiar ingredientes de tintura usada em 'Breath of the wild'. 'The legend of Zelda: Breath of the wild' Divulgação O escritor John Boyne, conhecido por "O menino do pijama listrado", admitiu neste domingo (3) que cometeu um engano ao colocar uma receita do jogo "The legend of Zelda: Breath of the wild" em seu novo livro, "A traveller at the gates of wisdom" "Isso é meio que hilário. Estou totalmente disposto a admitir", afirmou o irlandês em seu perfil no Twitter. "Algo me diz que eu vou contar esta anedota no palco por muitos anos." Initial plugin text Ele respondeu a uma série de tuítes da jornalista Dana Schwartz, na qual ela falava que o trecho do livro que citava a receita tinha sido publicada no Reddit. Entre os ingredientes de tinturas vermelhas de tecidos, o texto lista itens como olhos de Octorok e cogumelos de Hylian. Ela então pediu que ele nunca alterasse em futuras edições, e ele concordou. "É, vou deixar como está. Eu na verdade acho que é bem engraçado e você está totalmente correta. Eu não lembro mas devo ter pesquisado no Google", disse o escritor. "Hey, às vezes você pode apenas jogar suas mãos pra cima e dizer 'Vacilo meu!'." "A traveller at the gates of wisdom" foi lançado nos Estados Unidos no último dia 21 de julho. Initial plugin text

Fã de Diogo Nogueira pede música do cantor após 54 dias em UTI de SP com Covid-19 e manda recado ao ídolo que está com o vírus

'Tenha uma excelente recuperação', diz Kleber Nascimento em vídeo que gravou para sambista carioca que revelou ter a doença no mesmo dia em que motorista recebeu alta e deixou hospital. Quando saiu, ele ouviu equipe médica cantar 'Clareou'. Fã de Diogo Nogueira se recupera de Covid com música do sambista após 54 dias em UTI de SP Um fã do cantor Diogo Nogueira que escolheu a música "Clareou" para comemorar sua alta após 54 dias internado em uma UTI com Covid-19 em São Paulo gravou um vídeo desejando boa recuperação ao artista depois de saber que ele também contraiu a doença. (veja acima). O motorista Kleber do Vale Nascimento, o Nano, de 45 anos, recebeu alta do Hospital Municipal do M’ Boi Mirim, na Zona Sul da capital paulista no mesmo dia em que o cantor Diogo, de 39 anos, revelou em seu Instagram estar com a Covid-19. “Fiquei sabendo que você está com Covid e eu espero que você tenha uma excelente recuperação”, fala o motorista Kleber do Vale Nascimento, o Nano, de 45 anos, no vídeo que compartilhou nas redes sociais e que gostaria que chegasse ao cantor. “Um abraço, fica com Deus, e uma boa recuperação”. Diogo Nogueira faz show gratuito na Praia dos Molhes, em Torres Divulgação/Marcos Hermes O recado de Nano para Diogo é um agradecimento, já que, segundo o motorista, a canção “Clareou” do ídolo foi muito importante para o fã durante o tratamento contra o vírus que matou mais de 23 mil pessoas no estado de São Paulo. “Fiquei internado por Covid 54 dias e a sua música foi inspiradora para mim. A música ‘Clareou’. Essa música tem muita espiritualidade e é uma música que tocou o meu coração e veio com uma mensagem”, diz o motorista na gravação. Na despedida de Nano, médicos e enfermeiros ficaram enfileirados com balões, o aplaudindo no corredor por onde passava numa cadeira de rodas. Em sua homenagem, cantaram “Clareou” de Diogo, canção escolhida pelo motorista para celebrar a sua vitória contra a doença. “Clareou, clareou. Deus é maior, maior é deus. E quem tá com ele nunca está só. O que seria do mundo sem ele”, cantou a equipe que tratou dele por quase dois meses. A cena foi gravada e circula na web. Nela, Nano agradece o carinho: “ganhei outra família” Nano aparece cercado pela equipe médica que o tratou no Hospital do M'Boi Mirim, na Zona Sul da capital Divulgação/Arquivo pessoal O motorista falou que é “muito fã do Diogo Nogueira, e, particularmente, essa música [‘Clareou’] é muito linda, letra maravilhosa. Tem tudo a ver com a minha história e o momento que vivi recentemente e ainda estou passando, porém tenho muita fé”. Segundo Nano, seu martírio começou no dia 8 de junho, quando sentiu tosse e falta de ar e procurou o Hospital Municipal da Vila Santa Catarina, também na Zona Sul. Ele tem sobrepeso, um dos fatores de risco para a doença. Nano falou ainda que no dia seguinte foi transferido da Unidade de Terapia Intensiva do Santa Catarina para o Hospital do M’Boi Mirim, de onde saiu em 31 de julho. Durante todo esse período, ele afirmou que ter ficado 22 dias entubado, em coma induzido, porque tinha dificuldades para respirar devido à inflamação nos pulmões. “54 dias de internação, sendo 22 dias em coma induzido entre a vida e a morte, fazendo hemodiálise desde o terceiro dia de internação. Após 20 dias coloquei a traqueostomia”, disse o motorista à reportagem. “Fiquei sem falar, me alimentando por sonda, enfim foram intercorrências e complicações”. Cerca de 40% dos pacientes internados nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) municipais de São Paulo com Covid-19 precisam de hemodiálise. Logo que não precisou mais do respirador e acordou do coma induzido, Nano recebeu uma mensagem em vídeo do ex-jogador Lugano, um dos ídolos do São Paulo Futebol Clube, time para qual torce. “Mando um grande abraço a você. Boa recuperação”, diz o uruguaio Lugano, atual superintendente do clube tricolor. A gravação foi feita por uma sobrinha do motorista. Na conversa com o G1, ele falou que a declaração do ex-atleta o motivou a não desanimar por continuar internado. “Num momento muito difícil da internação, logo na saída do coma, a minha sobrinha conseguiu um vídeo do Lugano e foi muito emocionante, pois sou são paulino fanático, e um dos meus ídolos torcendo por mim, foi muito motivador, ele que é um símbolo de raça”, agradeceu Nano. Seus parentes não pararam por aí. Sabendo que o motorista é apaixonado por samba, decidiram pedir para o cantor paulista Péricles também mandar seu recado para comemorar a alta médica de Nano. “Estou muito feliz em saber que você está melhor, já está em casa”, fala o pagodeiro Péricles num vídeo. São recordações como essas que Nano quer se lembrar daqui em diante, quando precisará continuar fazendo fisioterapia. O tempo que ficou na cama lhe deixou com ferimentos no corpo e falta de mobilidade nos membros superiores e inferiores. “De sequela infelizmente não consigo andar, pois tive muita perda de massa magra e muscular”, explicou. “Os braços com mobilidade reduzida e uma grande escara nas costas por ter ficado muito tempo deitado”. “E agradeço a toda minha família e amigos que fizeram uma corrente de oração diária, durante todo o período e ainda continuam pela minha recuperação”, disse o motorista, casado há 24 anos, com três filhos e dois netos. Nano ouve música 'Clarear', um dos hits do ídolo Diogo Nogueira, cantada por enfermeiros e médicos ao receber alta Divulgação/Arquivo pessoal Cantor Péricles grava vídeo parabenizando recuperação de motorista fã de samba Initial plugin text

Benito Juarez, engajado maestro que também pôs a MPB na pauta, deixa obra associada à luta pela liberdade

Morte do artista, aos 86 anos, entristece o universo das músicas erudita e popular e faz lembrar atuação do regente mineiro na campanha pelas eleições diretas. Benito Juarez Reprodução / Capa de disco ♪ OBITUÁRIO – Um dos maestros mais engajados e importantes do Brasil, Benito Juarez de Souza (17 de novembro de 1933 – 3 de agosto de 2020) pode e merece ser lembrado pelo 25 anos que regeu a Orquestra Sinfônica de Campinas em período que foi de 1975 a 2000. Contudo, esse grande artista também pode e deve ser reverenciado por ter valorizado a produção autoral de compositores associados à MPB ao conduzir corais e sinfônicas, e não foi por acaso que Francis Hime lamentou a morte do maestro em comentário na rede social em que o filho de Benito, André Juarez, anunciou a definitiva saída de cena do pai – aposentado já há 20 anos – na madrugada desta segunda-feira, 3 de agosto, aos 86 anos, de causas não reveladas. Como maestro da Sinfônica de Campinas, Benito priorizou naturalmente as obras de compositores da música erudita. Mas sempre deu atenção e incluiu na pauta, quando possível, temas de compositores como Gilberto Gil – com quem fez concerto em 1992 na regência da Sinfônica de Campinas – e Milton Nascimento. Além do apreço pela (boa) música popular do Brasil, o que o levou a criar o pioneiro Curso de Música Popular Brasileira na Universidade de Campinas, Benito Juarez também precisa ser aclamado por ter sido o maestro das Diretas Já!, movimento político dos anos 1980. Sim, quando o povo do Brasil começou a se mobilizar e a se reunir nas ruas em 1984, em campanha pelo direito de eleger o próximo presidente do país, Benito Juarez foi o maestro regente da execução do Hino Nacional Brasileiro (Francisco Manuel da Silva, 1822, com letra de Osório Duque Estrada, 1909), cantado pela multidão que presenciou, em 16 de abril de 1984, um histórico comício pelas Diretas Já! na cidade de São Paulo (SP). Embora tenha sido mineiro nascido na interiorana cidade de Januária (MG), Benito Juarez fez nome em São Paulo, onde se formou na Escola Livre de Música de São Paulo e no Curso de Formação de Professores. Após passagem por Salvador (BA), onde integrou a Orquestra Sinfônica da Bahia, o artista voltou a São Paulo, onde criou em 1967 o Coral USP e, em 1971, o Coral da Unicamp. À frente do Coral USP, Benito Juarez usou a música (inclusive a popular) como arma política para combater a opressão de regimes totalitários, se alinhando com a ideologia dos grandes compositores de MPB projetados nos anos 1960.

MC Niack passa por cirurgia para tirar tumor benigno da gengiva

Cantor de 17 que tem as músicas mais tocadas do Brasil tinha acabado de gravar dois clipes quando teve que passar pela cirurgia; ele passa bem e se recupera em casa. Os hits do Niack. MC Niack, cantor de "Oh Juliana", música mais tocada no Brasil hoje, passou por uma cirurgia para retirar um tumor benigno da gengiva, informou a agência do artista, Ritmo dos Fluxos. Ele se recupera bem. O cantor de 17 anos teve que interromper seu ritmo intenso de divulgação. Ele tinha acabado de gravar, na semana passada, dois clipes para o canal Kondzilla em São Paulo, quando teve que fazer a cirurgia. Ele diz que está bem e se recupera em casa, em Ribeirão Preto (SP). Niack começou a carreira há apenas cinco meses, com gravações caseiras, e estourou no aplicativo TikTok com a música "Na raba toma tapão", gravada de forma remota com o DJ mineiro Markim WF. Logo depois, ele também levou ao primeiro lugar dos serviços de streaming a música "Oh Juliana". Conheça a história do MC Niack. MC Niack, de Ribeirão Preto (SP) KondZilla/Divulgação

'O Rei Leão' lidera bilheteria nacional em cines drive-in

'Bloodshot' e 'Os Jovens Titãs Em Ação!' completam top 3 de quinta (30) a domingo (2). Setor movimentou R$ 119,1 mil no período. Nala e Simba em 'O Rei Leão' Divulgação "O Rei Leão" liderou a bilheteria nacional no período de quinta (30) a domingo (2), segundo dados da ComScore. O filme da Disney arrecadou R$ 32,1 mil e foi assistido por mais de 1,2 mil pessoas. Cinema drive-in: filmes, ingressos, programação e horários Como é feita a programação dos cines drive-in Como as sessões e salas vão se adaptar para a reabertura Diretor do novo 'O Rei Leão' explica produção do filme "'Bloodshot" e "Os Jovens Titãs Em Ação!" completam top 3 de uma semana que movimentou R$ 119,1 mil com os 10 filmes mais vistos, e foi um pouco melhor do que a anterior com R$ 94,8 mil. A ComScore não informou quantas salas e quantos cinemas drive-in enviaram os dados do levantamento. No entanto, como a maioria dos cinemas segue fechada por conta da pandemia do novo coronavírus, é o formato drive-in que está movimentando o setor. Veja o ranking da bilheteria no país: 'O Rei Leão' - R$ 32,1 mil 'Bloodshot' - R$ 14,3 mil 'Os Jovens Titãs Em Ação! Nos cinemas' - R$ 13,7 mil 'Pé Pequeno' - R$ 10,7 mil 'Pulp Fiction: Tempo de Violência' - R$ 9,2 mil 'A Família Addams' - R$ 8,7 mil 'O Parque dos Sonhos' - R$ 8,2 mil 'Harry Potter e as Reliquias da Morte - Parte 2' - R$ 7,9 mil 'Grease:Nos Tempos da Brilhantina' - R$ 7,3 mil 'Missão Impossível - Nação Secreta' - R$ 6,7 mil

Leonardo diz que quem não morrer de Covid-19, 'vai morrer de cirrose'

Em live, cantor sertanejo citou aumento de consumo de bebida alcoólica durante pandemia e se emocionou ao relembrar a perda de três amigos para a doença na última semana. Leonardo se emociona em live ao falar da morte de três amigos após diagnóstico de Covid-19 Reprodução/YouTube O cantor Leonardo realizou duas lives neste final de semana e, durante a transmissão de uma delas, a VillaMix em Casa - Modão 2, no sábado (1), afirmou que quem não morresse de Covid-19, morreria de cirrose, citando o aumento no consumo de bebida alcoólica durante o período de isolamento por causa da pandemia de coronavírus. Após cantar a música "Amigos de Bar", o sertanejo brincou com os músicos da banda: "Gostar do boteco mais que eu, ninguém gosta. Vou comprar um boteco semana que vem só pra mim. Só eu vou beber lá. Vou servir, beber, limpar o bar. Estão convidados a não comparecer." Em seguida, Leonardo afirmou que quem não morresse de Covid-19, ia morrer de cirrose. "Os botecos tão abrindo, fala a verdade? Gente, vamos abrir os botecos, pelo amor de Jesus. Quem não morrer desse trem aí, vai morrer de cirrose, que o povo tá bebendo mais em casa. O consumo de bebida alcoólica aumentou. A gente era o terceiro país que mais consumia, hoje estamos em segundo. Logo logo, se vocês me ajudarem, vamos chegar em primeiro." Durante a live, Leonardo também se emocionou ao falar sobre um amigo, que morreu após contrair Covid-19. O sertanejo revelou que perdeu três amigos na mesma semana, vítimas da doença, mas não segurou as lágrimas ao falar sobre Everton, da Casa de Apoio São Luiz, a quem citou como "braço direito". "Confesso que fiquei com muito medo. Hoje sou um senhor de idade, sou avô. Não vou pegar essa p****. Falaram que tem que passar álcool nas mãos, e eu tô bebendo. Desculpa, não consigo falar muito sério. Mas perdi três amigos em quatro dias", relatou Leonardo, antes de se emocionar e receber o apoio da apresentadora Lívia Andrade, que apresentava as lives. Semana Pop mostra os momentos em lives que saíram do controle

Louro José brinca com montagem em nota de R$ 200: 'Metido esse lobo-guará'

'Ele não é verde nem amarelo. Muito mais eu nessa nota aí', afirmou Louro nesta segunda (3). Louro José brinca com nota de R$ 200 Reprodução/TV Globo Louro José, o companheiro de Ana Maria Braga no "Mais Você", brincou com uma montagem com ele na nota de R$ 200 nesta segunda (3). "Olha que coisa linda que ia ser", falou Louro ao mostrar a imagem no programa. "Perdi pro lobo. Enxerido, metido esse lobo-guará. Ele não é verde nem amarelo. Ah, para. Muito mais eu nessa nota aí", continuou Louro. "Também sou, Louro José", defendeu Ana Maria. Initial plugin text O Banco Central anunciou na quarta (29) que vai passar a emitir notas de R$ 200 a partir de agosto e o animal vai ser o lobo-guará. A nota de R$ 200 rendeu vários memes na semana passada com usuários comentando qual animal ou personalidade deveria estampar a nova cédula. Veja compilado com memes. Semana Pop mostra os momentos em lives que saíram do controle

Lives da semana: Caetano Veloso, Marília Mendonça, Zeca Pagodinho, Daniel e mais shows

Veja agenda de lives entre segunda (3) e domingo (9). Zé Neto e Cristiano, Teresa Cristina, Luiza Lian e Russo Passapusso também fazem transmissões. Caetano Veloso se apresentou na inauguração do complexo MG4, conjunto de novos estúdios da Globo, no Rio de Janeiro Marcos Serra Lima/G1 Caetano Veloso, Marília Mendonça, Zeca Pagodinho e Daniel fazem lives entre segunda (3) e domingo (9). Veja a lista completa com horários das lives abaixo. O G1 já fez um intensivão no começo da onda de lives, constatou o renascimento do pagode nas transmissões on-line, mostrou também a queda de audiência do fenômeno e a polêmica na cobrança de direito autoral nas lives. Segunda (3) Sofi Tukker - 14h - Link Samba do Trabalhador - 17h - Link Letieres Leite, Ldson Galter e Marcelo Galter (Em Casa com Sesc) - 19h - Link Teresa Cristina - 22h - Link Terça (4) Celso Adolfo (Em Casa com Sesc) - 19h - Link Teresa Cristina - 22h - Link Quarta (5) Sepultura - 16h - Link Antonio Nóbrega (Em Casa com Sesc) - 19h - Link Teresa Cristina - 22h - Link Quinta (6) Luiza Lian (Em Casa com Sesc) - 19h - Link Teresa Cristina - 22h - Link Sexta (7) Leandro Lehart (Em Casa com Sesc) - 19h - Link Zé Neto e Cristiano - 20h - Link Caetano Veloso (Globoplay) - 21h30 - Link Teresa Cristina - 22h - Link Sábado (8) Novos Baianos - 17h30 - Link The Fevers - 18h30 - Link Mastruz com Leite e Cavalo de Pau - 19h - Link Russo Passapusso (Em Casa com Sesc) - 19h - Link Marília Mendonça - 20h - Link Teresa Cristina - 22h - Link Bhaskar - 23h59 - Link Domingo (9) Zeca Pagodinho - 13h - Link Cesar Menotti e Fabiano - 13h30 - Link Lucas Reis e Thacio - 14h30- Link Daniel - 15h - Link Parangolé - 15h - Link Batista Lima - 17h - Link Flávio Venturini (Em Casa com Sesc) - 19h - Link Teresa Cristina - 22h - Link Semana Pop mostra os momentos em lives que saíram do controle

Gafes e incidentes marcam reuniões e transmissões on-line; empresas criam manual de etiqueta para evitar problemas

Paulo Sardinha, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, lembra que adaptação ao mundo virtual não foi planejada e diz que deslizes são naturais. Empresas estão criando manual de etiqueta para reuniões virtuais para evitar gafes As emergências e imprevistos em lives não são exclusividade das apresentações musicais. Em um período onde boa parte dos encontros, reuniões e transmissões são on-line, alguns incidentes são até fofinhos, como o que ocorreu com o padre Luiz Cesar Moraes, de Itajubá, Minas Gerais. Ele se divertiu com sua própria gafe e encantou a internet ao fazer a transmissão de uma bênção on-line em sua página no Facebook. Ao longo de toda a gravação, os filtros divertidos da rede social apareciam enquanto ele fazia a prece. Tem também momentos de "invasão animal" diante de transmissões on-line. E até pessoas que esquecem que estão diante da tela, criando algumas situações um pouco embaraçosas, como foram os casos de um procurador na Paraíba que cochilou durante um julgamento ou um vereador de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, que resolveu abrir um presente durante uma sessão da Câmara Municipal. Até quem está acostumado com incidentes e improvisos ao vivo e trabalha na televisão está sujeito a surpresas. A live do ator Fábio Porchat viralizou, quando a mulher dele passou nua, achando que não estava aparecendo. Encontros corporativos Os imprevistos acontecem também em reuniões de condomínio e corporativas. O que gerou a necessidade de algumas empresas em distribuirem um código de etiqueta pra reuniões on-line entre os funcionários. "Todo mundo tem a mania de ficar no celular. Ficar recebendo mensagem, digitando, fazendo outra coisa, trabalhando... E isso é extremamente deselegante e antipático pra quem está com a palavra", explica Luciana Graiche, vice-presidente da empresa. Paulo Sardinha, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, lembra que a adaptação ao mundo virtual não foi planejada, ninguém se preparou para isso, e muitos deslizes são naturais. Ele também indica para que pessoas que têm crianças ou animais em casa mantenham o microfone no mudo, enquanto ela não estiver falando, abrindo-o apenas no momento da fala.

Menininha de 6 anos faz sucesso reproduzindo coreografia de Beyoncé em ‘Black is king’; veja

A influenciadora mirim Gray Skye aparece em vídeo dançando a música 'My power', do novo álbum visual da estrela pop. Postagem já tem mais de 20 mil curtidas. A influenciadora Gray Skye em vídeo em que reproduz trecho de álbum de Beyoncé Reprodução/Instagram Uma garotinha de seis anos encantou a internet ao reproduzir um trecho do novo álbum visual de Beyoncé, "Black is king". Gray Skye aparece em um vídeo com um figurino semelhante ao da cantora e dançando a coreografia da música "My power". A comparação das duas performances tem mais de 20 mil curtidas no Instagram. Initial plugin text Gray já era famosa na rede social antes da publicação. Quase 540 mil pessoas acompanham suas postagens de dança, geralmente com hits do hip hop. Ela também tem uma carreira musical e grava vídeos mostrando sua rotina com a família para seu canal no YouTube. 'Rei leão' recriado "Black is king" é uma recriação da saga de "O rei leão". O remake da história lançado em 2019, que reconta a animação de 1993 com imagens realistas dos animais, tem trilha de Beyoncé. As músicas do filme inspiraram o novo álbum visual. Beyoncé no trailer de 'Black is king' Reprodução/Instagram/beyonce Na nova história, Simba é um garoto negro que acha em suas raízes força para viver em 2020. O marido da cantora, Jay-Z, e a filha do casal Blue Ivy, 8, participam da produção, além de nomes como Naomi Campbell e Kendrick Lamar.

Ronni Hawk, atriz de seriado da Disney, é presa após acusação de lesão corporal

Segundo site TMZ, estrela do seriado 'Stuck in the Middle ('Irmã do meio')' foi presa após polícia encontrar marido da atriz ferido depois de discussão entre casal. Ronni Hawk, atriz de seriado da Disney, é presa após acusação de lesão corporal Reprodução/Instagram Ronni Hawk, estrela do seriado da Disney "Stuck in the Middle ('Irmã do meio')", foi presa após acusações de violência doméstica e lesão corporal contra o marido. Segundo o site TMZ, a atriz de 20 anos foi detida na sexta-feira (31), em Los Angeles. Ainda de acordo com a publicação, policiais foram chamados até a casa do casal sob alegações de "distúrbio doméstico" e, chegando ao local, encontraram um homem ferido. Os policiais informaram que houve uma discussão verbal entre o casal e que, em algum momento, a briga se tornou física. Por causa dos ferimentos, a atriz acabou detida. De acordo com o site TMZ, Ronni Hawk teve sua fiança estabelecida em US$ 100 mil. Violência doméstica no mundo aumenta durante a pandemia

'Torre de Babel' chega ao Globoplay com vingança e vilã querida

Novela de Sílvio de Abreu teve Tony Ramos, Adriana Esteves e Tarcísio Meira em trama sobre violência e desigualdade social. Relembre história e veja curiosidades e fotos. Tony Ramos em 'Torre de Babel' Jorge Baumann/Globo "Torre de Babel", sucesso no final dos anos 1990, chega ao Globoplay nesta segunda (3) com história sobre violência e desigualdade social. Para ajudar a relembrar a novela de Sílvio de Abreu, o G1 publica curiosidades, com dados do Memória Globo. A trama principal é a clássica vingança. José Clementino (Tony Ramos) trabalhava na construção de um shopping center. Durante uma festa, flagra a esposa com dois homens e a mata com golpes de pá. César Toledo (Tarcísio Meira), dono do shopping, chama a polícia e depõe contra o empregado. Depois de 20 anos na cadeia, Clementino consegue um emprego como vigia do shopping com objetivo de destruí-lo. Em entrevista ao Memória Globo, Tony Ramos contou como construiu seu personagem: "O Clementino começou como eu gostava. Na primeira etapa, ele era feliz, cabeludo, comendo feijoada. Quando chegou a sinopse dos seis primeiros episódios, levei um susto. Ele tinha um tipo de vilania que nem a mídia e nem o público estava sabendo como lidar." Torre de Babel: Clementino mata a esposa Silvio de Abreu queria abordar a violência das grandes cidades e criticar o encarceramento como solução dos problemas de segurança. "A única maneira é fazer com que a sociedade mude, e as pessoas tenham condição de vida melhor. O personagem do Tarcísio Meira pensa: 'não vejo condição de essa pessoa mudar de vida. Ela tem que sair da sociedade para que eu possa sobreviver’. Uma colocação muito radical”, disse em entrevista ao Memória Globo. Personagens queridos Depoimento - Adriana Esteves: A personagem Sandrinha, de "Torre de Babel" Adriana Esteves fez bastante sucesso como Sandrinha, filha de José Clementino. A vilã não perdoou o pai por ter assassinado sua mãe e odiava a família inteira. Ambiciosa, trabalha como garçonete e se envolve com Alexandre Toledo (Marcos Palmeira) por interesse. "Fiz permanente para usar aqueles cachinhos no cabelo e emagreci para botar aquelas roupas superindecentes. E a personagem foi crescendo, foi um gol de equipe. Era uma vilã cheia de humor. As pessoas riam do jeito dela de ajeitar a calcinha. Uma mequetreférrima”, disse Adriana. Outros personagens queridos foram Jamanta (Cacá Carvalho) e Bina Colombo (Claudia Jimenez). Abandonado na porta do ferro-velho, Jamanta era um tipo ingênuo, quase bobo. Grandão e meio assustador, desenvolveu um tique nervoso, que manifestava toda vez que era contrariado. Já Bina lançou um bordão. Com sua personalidade forte, ela sempre impedia a amiga de falar, com a frase: “Cala a boca, Luzineide!”. Veja curiosidades sobre 'Torre de Babel': Para viver Clementino, Tony Ramos raspou os cabelos, emagreceu oito quilos e meio e apareceu com a barba por fazer em vários capítulos. Por meio do personagem de Ramos, Silvio de Abreu aproveitou para falar da dificuldade que os ex-presidiários encontram quando tentam retornar ao mercado de trabalho e de como a escassez de oportunidades e o preconceito social contribuem para que muitos voltem ao crime. Os atores Tony Ramos, Victor Fasano e Cleyde Yáconis ganharam o prêmio Master de 1998 nas categorias Melhor Ator, Personalidade e Hour-Concours, respectivamente. Em 1999, a novela foi considerada a melhor do ano pelos jurados do Troféu Imprensa. Tony Ramos foi escolhido o melhor ator, e Adriana Esteves, a melhor atriz. O público não aceitou o namoro entre a ex-modelo e empresária Leila (Silvia Pfeifer) e Rafaela (Christiane Torloni) e o vício em drogas de Guilherme (Marcello Antony). Para não perder a audiência, o autor matou Leila e Guilherme durante a explosão do shopping. A ideia de Sílvio era aproximar Leila de Marta (Glória Menezes). As duas se tornariam grandes amigas. A partir dessa relação, ele queria discutir o preconceito em relação à amizade entre heterossexuais e homossexuais. Fake news divulgadas diziam que as duas, na verdade, teriam uma relação. Segundo Silvio de Abreu, a repercussão dessa trama fictícia chocou o público, que não queria ver Glória Menezes e Silvia Pfeifer em cenas de intimidade. Para a gravação das cenas da explosão, foram importados mais de US$ 200 mil em equipamentos de efeitos especiais. O cenógrafo Mário Monteiro construiu três maquetes idênticas ao shopping, mas com proporções diferentes: a maior era seis vezes menor do que o shopping original. A segunda era dez vezes menor, e a terceira, 20. A explosão durou cerca de seis minutos no ar. Torre de Babel: O shopping explode Veja fotos: Maitê Proença e Tony Ramos em 'Torre de Babel' Arley Alves/Globo. Adriana Esteves em 'Torre de Babel' Jorge Baumann/Globo Cacá Carvalho em 'Torre de Babel' Arley Alves/Globo Marcos Palmeiras e Adriana Esteves em 'Torre de Babel' Arley Alves/Globo Claudia Raia, Edson Celulari e Isadora Ribeiro em 'Torre de Babel' Jorge Baumann/Globo Tarcísio Meira em 'Torre de Babel' Jorge Baumann/Globo Explosão em 'Torre de Babel' Jorge Baumann/Globo Juca de Oliveira em 'Torre de Babel' Jorge Baumann/Globo Marcello Anthony em 'Torre de Babel' Jorge Baumann/Globo Glória Menezes em 'Torre de Babel' Arley Alves/Globo Sílvia Pfeifer e Christiane Torloni em 'Torre de Babel' R. Marques/Globo Etty Fraser e Claudia Jimenez na novela 'Torre de Babel', de 1998 Acervo TV Globo Etty Fraser na novela 'Torre de Babel', de 1998 Acervo TV Globo

Teatro on-line: companhias se reinventam em peças no Zoom com atores em casa

Espetáculos na quarentena usam tecnologia para tentar recriar o jogo teatral e manter grupos ativos. Thiago Lacerda e diretores comentam experiências digitais acompanhadas pelo G1. 'A Arte de Encarar o Medo', do grupo Os Satyros, está em cartaz no Zoom Divulgação A sala do aplicativo Zoom tem se mostrado versátil nesta quarentena. Ela é usada para reuniões de trabalho, para aulas on-line, para festas de aniversário à distância, para baladas virtuais e agora virou palco de teatro. Sem poder aglomerar pessoas em salas ou teatros, artistas e companhias têm se reinventado durante o isolamento social e criado espetáculos transmitidos pela plataforma ou através de lives nas redes sociais (veja agenda de eventos abaixo). Em vez daquele burburinho das pessoas entrando no teatro, os momentos pré-espetáculo são de ajustes. Você precisa deixar o vídeo e o microfone desligados e marcar a opção de mostrar apenas quem está com a câmera aberta em destaque. Um dos "truques" de "A Arte de Encarar o Medo", do grupo paulistano Os Satyros, e de "Parece Loucura, mas Há Método", da Armazém Companhia de Teatro do Rio, é abrir e fechar câmeras. As narrativas vão se desenvolvendo e os atores ligam a câmera, fazem suas cenas em destaque, depois desligam e vão para a "coxia imaginária". Nos espetáculos com 18 e 10 atores, respectivamente, a movimentação é ágil. Além das boas atuações, as trilhas bem marcadas e efeitos visuais contribuem para o clima das peças. Peça virtual em que o público vota e decide o final do espetáculo Interatividade x falta do público no espaço Já que o calor do público não pode ser sentido presencialmente, os dois espetáculos vistos pelo G1 buscam se aproximar das pessoas pela interatividade na internet. Em "A Arte de Encarar o Medo", dois atores perguntam no começo quais são os medos do público. A peça se passa 5.555 dias depois do início da quarentena em uma sociedade ainda em isolamento. "A gente encontrou essa solução para poder ter um vínculo real com o público, manter a conexão que durasse no espetáculo", explica Rodolfo García Vázquez, um dos fundadores do Satyros e diretor da peça. Depois de cada sessão, os atores também convidam o público para ligar suas câmeras e participar de uma roda de conversa. "Acaba se tornado até mais caloroso e forte do que quando é presencial e não tem nenhuma ação depois", continua. "Apesar de tecnológica e não corpórea, está sendo uma experiência bastante humana e intensa", defende o diretor. Peça "Parece Loucura mas há Método" da Armazém Companhia de Teatro Divulgação Já em "Parece Loucura, mas Há Método", são nove personagens de Shakespeare que fazem "batalhas" de cenas e o público que vota em quem deve continuar. O desejo da participação das pessoas não é novidade para a companhia. "O público precisa experienciar algo que o transforme, que o coloque de forma ativa no processo do espetáculo", diz o diretor Paulo de Moraes. "A internet dá voz a todos, então, pensamos que o espetáculo precisaria dar também essa 'voz'. Fazemos uma brincadeira com essa cultura do 'cancelamento', propondo que o público escolha as histórias que quer continuar conhecendo e 'cancele” outras'", explica. Teatro em lives Thiago Lacerda em cena de 'Quem Está Aí? – Monólogos de Shakespeare' feita através de uma transmissão on-line Reprodução/YouTube/Sesc São Paulo Quem também fez uma peça on-line com textos de Shakespeare foi o ator Thiago Lacerda para o projeto Em Casa com o Sesc. A experiência, nesse caso, é diferente para quem faz e para quem assiste, porque é uma live em que o ator interpreta o texto para uma câmera. É bem mais limitado do que os espetáculos via Zoom, e talvez por isso a sensação para Lacerda nem é a de teatro. "Não acho que o que aconteceu tenha sido teatro. Talvez a gente precise encontrar um outro nome para o que é", diz o ator ao G1. "Ao mesmo tempo que foi estranho, foi desafiador, foi revelador, foi gratificante, foi poderoso, foi comunicativo". Ele interpretou "Quem Está Aí", uma montagem de três monólogos de Shakespeare, que já faz há 10 anos, e sentiu falta do público mesmo falando para mais de mil pessoas ao vivo. O espetáculo está disponível no canal de YouTube do Sesc, assim como peças e shows transmitidos anteriormente. É rentável financeiramente? Sem espetáculos e sem poder dar aulas ou oficinas, a renda de quem vive de teatro ficou bastante comprometida durante a pandemia. Além de manter os artistas ativos, o teatro on-line tem sido uma alternativa financeira viável para estes tempos difíceis. Ainda mais porque o público na internet tem potencial para ser muito maior. "A gente paga aluguel sem ter nenhum tipo de rendimento e a opção que nos resta é entregar o imóvel e começar nossa vida do zero", diz Vázquez, dos Satyros. O diretor diz que a bilheteria on-line fica em torno de 60% a 70% do que eles faturam no teatro na Praça Roosevelt em São Paulo, mas que houve picos perto da estreia que superaram a marca do teatro físico. "A gente pode ter até mil pessoas na sala do Zoom. Nossa sala só cabe 60 pessoas presencialmente. Então a gente tem capacidade para ter muito mais público", diz. A peça fica em cartaz por tempo indeterminado e a companhia se organiza para duas montagens internacionais: uma americana e outra europeia-africana com atores de 9 países diferentes. "É uma loucura pensar que a gente está ensaiando uma peça que as pessoas estão a 20 mil km de distância umas das outras e estão contracenando, criando cenas, criando emoções ao vivo", completa Vázquez. O monólogo "Todos os Sonhos do Mundo", com o ator Ivam Cabral e fundador do Satyros, também está em cartaz. Para Moraes, da Armazém Companhia de Teatro, estar fazendo teatro on-line também é simbólico: "Essa nossa estreia é uma tentativa de resistência, de reconstrução da possibilidade de viver do nosso trabalho". Concentração e frio na barriga No bate-papo pós-espetáculo, os atores dos Satyros falam que a experiência é próxima do teatro presencial e que dá até para sentir um leve ansiedade antes da transmissão. "O frio na barriga indica que o que a gente faz é teatro também. Acho que é uma ferramenta que veio para ficar, para nos acolher nessa resistência", diz o ator Fábio Penna. "O teatro não é mais regional, é para o mundo". Lidar com questões imprevisíveis e com o acaso também reforçam o fazer teatral no on-line. Vázquez diz que já houve sessões em que a internet caiu e o ator fez a cena com a internet do celular e, em outra, acabou a luz na casa e foi preciso acender velas. Peça "Parece Loucura mas há Método", da Armazém Companhia de Teatro, faz o público escolher qual personagem deve continuar em cena Divulgação Moraes também falou do estado de atenção dos atores mesmo em casa: "É uma concentração muito parecida. Falta o contato mais físico com os parceiros de cena, mas estamos todos conectados, em estado de atenção constante". "Cada um separou um canto de sua casa que virou um misto de camarim, coxia e palco", diz o diretor. Ele ensaiou com os atores separadamente em reuniões virtuais em que eles discutiam como seria o cenário e o figurino. Opção mais democrática? Toda a estrutura de um espetáculo em cartaz, com técnicos, cenógrafos, iluminadores e todos os outros profissionais dos bastidores, não é igual no teatro on-line, mas a alternativa democratizou de certa forma o acesso aos espetáculos dessas companhias. Nas salas de zoom, pessoas de todas as cidades do Brasil e do mundo podem ver o que os grupos de São Paulo e do Rio produziriam em suas cidades. "Nosso público mudou completamente. Passou a ser pessoas que moram na esquina da Praça Roosevelt, que já acompanham nosso trabalho há muito tempo, pessoas que estão em Manaus, no interior do Mato Grosso", diz Vázquez, do grupo Os Satyros. "É como se abrisse uma porta de um novo mundo, um mundo em que o artista não se sente incapaz. Essa pandemia nos colocou em uma posição muito vulnerável como artista", afirma o diretor. Peças em cartaz "Parece Loucura, mas há Método", da Armazém Companhia de Teatro Elenco: Charles Fricks, Isabel Pacheco, Jopa Moraes, Kelzy Ecard, Liliana de Castro, Luis Lobianco, Marcos Martins, Patrícia Selonk, Sérgio Machado e Vilma Melo. Quando: sextas e sábados, às 20h; domingos, às 18h Onde: Aplicativo Zoom Ingressos: a partir de R$ 10 no site. O espectador escolhe o valor do ingresso que quer adquirir. "A Arte de Encarar o Medo", da companhia Os Satyros Direção: Rodolfo García Vázquez Elenco: Ivam Cabral, Eduardo Chagas, Nicole Puzzi, Ulrika Malmgren, Diego Ribeiro, Dominique Brand, Fabio Penna, Gustavo Ferreira, Henrique Mello, Julia Bobrow, Ju Alonso, Marcelo Thomaz, Marcia Dailyn, Mariana França, Sabrina Denobile e Silvio Eduardo Quando: sextas e sábados, às 21h; domingos, às 16h Onde: Aplicativo Zoom Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), há ingresso solidário e também a opção de fazer uma doação para o grupo. "Todos os Sonhos do Mundo", da companhia Os Satyros Direção: Rodolfo García Vázquez Elenco: Ivam Cabral Quando: sextas e sábados, às 21h; domingos, às 16h Onde: Aplicativo Zoom Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), há ingresso solidário e também a opção de fazer uma doação para o grupo. Em Casa Com Sesc Canal de YouTube do Sesc transmite peças, shows e palestras semanalmente. A programação é postada nas redes sociais. Projeto ‘Teatro On-line’ vai arrecadar dinheiro para ajudar profissionais do teatro

G1 Ouviu, podcast de música, chega ao episódio #100 com quase 3 milhões de downloads

Programa tem análises e entrevistas sobre novidades musicais. Entre abril e maio, podcast foi o 5º mais ouvido da América Latina, com média de 213 mil downloads semanais. Pedro Sampaio, Niack, Any Gabrielly, Dua Lipa, Clairo, Bad Bunny, Marília Mendonça, Gloria Groove, Run The Jewels, Billie Eilish e Lauana Prado estão em top 100 do G1 Ouviu Divulgação O podcast G1 Ouviu chega ao episódio #100 nesta semana. Sempre aos domingos, o programa fica disponível com um guia de novidades musicais. Entre 13 de abril a 10 de maio de 2020, o G1 Ouviu foi o quinto podcast mais ouvido da América Latina, com média de 213 mil downloads semanais, segundo a empresa Triton Digital, que compila os dados. Entre agosto de 2018 e setembro de 2019, em sua primeira fase, o programa tinha os lançamentos musicais de cada semana comentados por Braulio Lorentz, Rodrigo Ortega, Gabriela Sarmento e a equipe de Pop & Arte do G1. A partir de setembro, o podcast passou a explicar um tema da música por semana, do proibidão ao gospel, sem preconceitos. O centésimo episódio do podcast é especial e traz uma lista com 100 músicas para entender os principais movimentos da música brasileira e internacional hoje. Contando as duas fases, o podcast tem quase 3 milhões de downloads. Foram explicadas tendências e contadas histórias dos hits que você ouve, com entrevistas e análises. Em suas cem edições, o G1 Ouviu já falou de temas como: O show mais surreal da história do Rock in Rio O que é playback e por que (quase) todo mundo usa? As várias facetas do funk: acelerado, consciente, global, rave Anitta x Ludmilla e outras disputas pelas autorias de hits Hits sobre depressão e ansiedade têm contraindicação? Qual é o legado do Skank? 'Voz do Google' desponta no pop brasileiro Pabllo Vittar, Anitta e a força do pop brasileiro fora daqui Desabafos e o peso da fama dos popstars sertanejos A dona da música mais ouvida no YouTube em 2019 Pisadinha, piseiro: a força do forró no teclado O brega-funk que veio da panela de uma avó Trilhas e personagens musicais do Big Brother Brasil Como nasce uma trilha digna de Oscar? Quais os hits do Carnaval 2020? LGBT fora do pop: Rap, fado e sertanejo em busca de diversidade O 'sertanejo jurídico' e a musa advogada de 'Liberdade provisória' O impacto da pandemia no mundo da música A era das lives: De Coldplay a Gusttavo Lima Cultura do cancelamento: Do Rei do Pop aos príncipes do funk Baladas à distância: como está a cena noturna na quarentena? Como hinos de louvor invadiram as lives mais vistas do Brasil? Sem shows, sem renda: o impacto da crise para músicos e técnicos Faixa a faixa dos novos álbuns de Lady Gaga, Bob Dylan e Pearl Jam Lives de pagode reavivam o amor dos brasileiros pelo ritmo São João 2020: lives, causos e a saudade das festas juninas Shows drive-in: estranhamento, buzinas e cachês mais baixos Você pode escutar o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.

Discos para descobrir em casa – '...E no entanto é preciso cantar', Carlos Lyra, 1971

Capa do álbum '...E no entanto é preciso cantar', de Carlos Lyra José Maria de Mello ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – ...E no entanto é preciso cantar, Carlos Lyra, 1971 ♪ Entre o fim dos anos 1960 e o início dos anos 1970, décadas antes de o Japão se tornar o país que mais valoriza a bossa nova, o México abrigou ícones do gênero que partiram do Brasil em exílios voluntários. Quando a bossa já não era soava tão nova aos ouvidos do público do Brasil, então mais atraído pelas inflamadas competições travadas nos festivais e pela rebeldia industrializada da Jovem Guarda, a saída foi o aeroporto. Grandes e fundamentais nomes da bossa nova – como Carlos Eduardo Lyra Barbosa, carioca nascido em 11 de maio de 1933 – tomaram um avião para os Estados Unidos. Dos EUA, alguns partiram para o México, onde se aclimataram. Foi o caso de Lyra, cantor, (excepcional) compositor e músico que morou lá de 1968 a 1971, tendo inclusive feito dois discos no México, sendo um álbum com repertório inédito produzido pelo violonista Rubén Fuentes, Carlos Lyra... Saravá!, gravado em 1969, lançado em 1970 naquele país e somente editado no Brasil em 2001. Nono dos 22 álbuns que compõem a discografia oficial de Carlos Lyra, ...E no entanto é preciso cantar foi lançado em 1971 pela gravadora Philips e marcou a volta do artista ao Brasil. Produzido por Roberto Menescal, com arranjos do compositor e violonista Théo de Barros (parceiro de Geraldo Vandré em Disparada, para quem não liga o nome à música...) e com repertório inteiramente autoral, o álbum ...E no entanto é preciso cantar alternou músicas inéditas – assinadas por Lyra sozinho ou com novos parceiros como Chico Buarque, Jésus Rocha e Ruy Guerra – com regravações de títulos marcantes do cancioneiro desse compositor que se impôs como o maior melodista da bossa nova depois do soberano Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994). Aliás, o próprio Jobim enaltecia publicamente as qualidades do colega. “Grande melodista, desenhista, harmonista, rei do ritmo, da síncope, do desenho, do desenho, da ginga, do balanço, da dança, da lyra. Lyrista e lyricista, romântico de derramada ternura, nunca piegas, lacrimoso ou açucarado. Formidável compositor”, derramou-se Jobim, jogando com as palavras no texto De Carlos a Carlos, escrito para o prefácio do Songbook Carlos Lyra (1993), livro de partituras produzido por Almir Chediak (1950 – 2003). Algumas dessas qualidades do compositor foram reveladas em disco em 1956 quando Sylvia Telles (1935 – 1966) deu voz macia à canção Menino, apresentada no ano anterior por Geraldo Vandré – sob o pseudônimo de Carlos Dias – com o título no gênero original (Menina) em festival de TV. Na sequência da gravação de Sylvia Telles, o conjunto Os Cariocas gravou o samba Criticando em disco lançado em 1957, somente três anos após Lyra ter se iniciado no ofício da composição com a criação da música Quando chegares. No embalo da revolução estética consumada em 1958 por João Gilberto (1931 – 2019), Carlos Lyra gravou o primeiro álbum em 1959, sintomaticamente intitulado Bossa nova, cujo repertório incluiu Maria ninguém, composição revivida por Lyra no disco de 1971 em que o cantor se reapresentou para o público do Brasil. Maria ninguém, cabe ressaltar, foi gravada por João Gilberto no mesmo LP de 1959 no qual o cantor baiano também registrou Lobo bobo, standard da parceria de Lyra com Ronaldo Bôscoli (1928 – 1994), composto em 1957. Por isso mesmo, Bossa nova foi título muito natural para o álbum de estreia de Carlos Lyra, cantor, compositor e violonista afinado com a estética do movimento. Só que Lyra sempre teve forte ideologia social – sinalizada no disco de 1971 no título ...E no entanto é preciso cantar, indicativo dos tempos ditatoriais vividos pelo povo brasileiro na época – e politizou o cancioneiro a partir dos anos 1960. Esse tom socialista impresso ao cancioneiro de Lyra tem sido interpretado erroneamente como “ruptura” do compositor com a estética da bossa nova. No entanto, isso – a guinada rumo ao engajamento musical – também foi muito natural. Afinal, em 1960, ano que as músicas do álbum Bossa nova ainda estavam conquistando o Brasil, o compositor já criava a trilha sonora da peça A mais valia vai acabar, seu Edgar (1960), texto do dramaturgo e diretor paulistano Oduvaldo Vianna Filho (1936 – 1974), o também engajado Vianinha. Foi por isso que, ao reaparecer no mercado fonográfico brasileiro em 1971, Lyra regravou tanto canções apaixonadas – joias do alto quilate melódico de Minha namorada (introduzida a capella na regravação do disco antes de o violão do artista se fazer ouvir em registro minimalista) e Primavera, parcerias do compositor com o poeta Vinicius de Moraes (1913 – 1980), ambas apresentadas em 1964 – como músicas mais politizadas, caso da resistente Marcha da quarta-feira de cinzas (1963), de cuja letra foi extraído o título ...E no entanto é preciso cantar para esse álbum de 1971 que se equilibrou entre o passado e o presente musical de Carlos Lyra. Composição inédita que abriu o disco, Identidade expôs questionamentos do artista diante da passagem do tempo e do fluxo inexorável da vida. “Vejo a imagem se apagando / Ouço a voz se transformando / E pergunto a quem não vejo: / Por que meu rosto no espelho / Já não reflete ninguém”, se indagou o artista. Com arranjo que evocou a leveza da bossa nova sem emular clichês do gênero, a canção em inglês I see my passing by reuniu o artista com a atriz e cantora Kate Lyra, parceira na composição e convidada da gravação. Norte-americana, Kate já era mulher de Lyra na época, tendo se casado com o compositor no México, anos após terem se conhecido no Brasil, quando Kate foi fazer teste para integrar o elenco de Pobre menina rica, musical de teatro que, a rigor, nunca foi encenado como peça, mas que legou para posteridade a bela trilha sonora de Lyra e Vinicius. A propósito, como Lyra regravou no disco de 1971 a mais sublime canção dessa trilha, Primavera, o confronto da melodia dessa composição com as de músicas inéditas como Lenda do Rio Vermelho resultou até cruel. Já o balanço do então inédito samba Até parece resultou imponente, o que tornou injusto o esquecimento desse samba nesse álbum de 1971 em que Lyra também deu voz a O pregoeiro – parceria então inédita com o compositor Jésus Rocha – antes de reavivar Canção que morre no ar (Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli, 1960) com arranjo de tom lírico. Primeira e única parceria de Carlos Lyra com Chico Buarque, o samba Essa passou foi gravado com arranjo de cordas e com a adesão vocal de Chico, que nunca registrou a composição na própria discografia. Detalhe: Beth Carvalho (1946 – 2019) também gravou o samba de Lyra e Chico em raro single editado naquele ano de 1971. Da safra inédita do álbum ...E no então é preciso cantar, a composição Mariana – parceria de Lyra com Ruy Guerra – se impôs, ao lado do samba Até parece, como a joia perdida neste disco de transição. Sem se intimidar com o glorioso passado como compositor, Carlos Lyra renovou o repertório autoral em álbuns posteriores como Eu & elas... (1972) e Herói do medo (1975). A partir dos anos 1980, o artista aderiu aos periódicos revivals do cancioneiro da bossa nova em discos e shows, fazendo eventuais álbuns de músicas inéditas como Carioca de algema (1994) e o estupendo Além da bossa (2019). Aos 87 anos, completados em maio de 2020, Carlos Lyra segue firme, com a consciência de que, no entanto, é preciso cantar...

Morris assenta as pedras de álbum construído a partir de exposição do artista chinês Ai Weiwei

♪ Cantor, compositor e músico paulistano, Morris Picciotto lança o segundo álbum neste segundo semestre de 2020 via YB Music. Intitulado Homem Mulher Cavalo Cobra, o disco já está pronto, tendo sido gravado sob direção artística de Romulo Fróes com 13 músicas no inédito repertório autoral. Cada faixa do álbum é caracterizada como uma “pedra” e ganha um número sequencial. Oito “pedras” já foram paulatinamente apresentadas em singles e/ou clipes com os quais Morris vem assentando os alicerces deste disco gerado a partir da ida do artista a uma exposição de Ai Weiwei, designer arquitetônico e artista plástico chinês. A visão da mostra retrospectiva de Weiwei – em cartaz em São Paulo (SP) em 2018 – inspirou Morris a compor as músicas Boia de pedra (ainda inédita) e Pátria bipolar (apresentada em junho). A partir da associação de Morris com Romulo Fróes, o conceito do disco foi expandido e estruturado em quatro blocos temáticos, preenchidos por parcerias de Morris com artistas associados à cena indie da cidade de São Paulo (SP). O bloco Morte compreende as composições Doía (Morris e Romulo Fróes), Espelho cego (outra parceria de Morris com Romulo) e Um dia lindo para morrer (Morris e Clima). O bloco Identidade abrange as músicas Alguma algum ninguém (Morris e Maurício Pereira), Longe da árvore (Morris e Juliana Perdigão) e O meu lugar nenhum lugar (Morris). Já o bloco Mitologia abarca as faixas Dois irmãos (parceria de Morris com Rodrigo Campos, programada para ser lançada na sexta-feira, 7 de agosto), a música-título Homem Mulher Cavalo Cobra (Morris) e Onça-çá (Morris e Clima). Por fim, o bloco Pessoas inclui Desalentado (Morris e César Lacerda) e Exausta (parceria de Morris com Alice Coutinho gravada com a voz de Juçara Marçal), além das já mencionadas faixas Boia de pedra e Pátria bipolar. O álbum Homem Mulher Cavalo Cobra foi formatado com os toques de músicos como Allen Alencar (guitarra), Igor Caracas (bateria), Felipe Roseno (percussão), Marcelo Cabral (baixo synth) e Rodrigo Campos (guitarra), além do próprio Morris (no violão de nylon).

Roberta Miranda vai atrás de 'Ponto G' para atingir sucesso com música da dupla Os Nonatos

Cantora lança single com regravação da composição já conhecida no universo sertanejo nas vozes de Gusttavo Lima e de Edy Britto & Samuel. Capa do single 'Ponto G', de Roberta Miranda Divulgação ♪ Em sincronia com o Dia do orgasmo, celebrado em 31 de julho, Roberta Miranda lançou o single Ponto G com regravação dessa música de versos sensuais. Composição de Nonato Costa e Nonato Neto, Ponto G já tem longa trajetória de sucesso no universo sertanejo. A música foi lançada oficialmente em 2009 nas vozes de Os Nonatos – dupla que se dissolveu em agosto de 2018, 26 anos após ter sido formada em janeiro de 1992 pelo cearense Raimundo Nonato Costa com o paraibano Raimundo Nonato Neto – e teve o sucesso ampliado em 2013 na vozes da dupla Edy Britto & Samuel em gravação que reverberou sobretudo na região centro-oeste do Brasil. No ano seguinte, em 2014, foi a vez do então emergente cantor Gusttavo Lima incluir Ponto G no repertório do segundo álbum de estúdio do artista, Do outro lado da moeda. Seis anos depois, Roberta Miranda revitaliza Ponto G, em gravação valorizada pelo arranjo mais dançante, com a esperança de atingir mais uma vez o sucesso no universo sertanejo.

MC Kevinho anuncia edição de single com o funk 'Avançada'

♪ MC Kevinho lança inédita música autoral menos de um mês após reaparecer como convidado de Festa, single lançado em julho pelo astro pop português David Carreira. Kevinho – nome artístico de Kevin Kawan de Azevedo, funkeiro paulista que ganhou visibilidade com o single Olha a explosão (2016) – está anunciando neste domingo, 2 de agosto, a edição do single Avançada. Funk de 150 BPM, Avançada será apresentado em single programado para a próxima sexta-feira, 7 de agosto, em edição simultânea com o clipe da música. A capa do single Avançada já pode ser vista nas redes sociais do artista, cujo último single solo, Te gusta, foi lançado em maio e alcançou bom desempenho nas paradas de Portugal.

Técnicos de som, luz e imagem de eventos se manifestam em SP por protocolos para volta ao trabalho

Profissionais levaram cases que usam para guardar equipamentos e protestaram em frente à Alesp, neste domingo na Zona Sul. Organizadores dizem que pandemia trouxe 'apagão'. Profissionais da área técnica de eventos, shows, teatro e cinema promovem manifestação Passeata com Cases em São Paulo neste domingo (2) Van Campos/FotoArena/Estadão Conteúdo Profissionais da área técnica de eventos, conhecidos nos bastidores como "graxa", fizeram uma passeata de protesto neste domingo (2), na Zona Sul da cidade de São Paulo. Levando os cases que usam para trabalhar, eles cobraram uma definição dos protocolos de segurança para a retomada do setor ao trabalho durante a pandemia de coronavírus, entre outras coisas (veja abaixo). Segundo os organizadores, a pandemia do coronavírus trouxe "o verdadeiro pesadelo do apagão". A reivindicação do grupo é por um plano emergencial para a categoria e pela revisão das leis para o setor, que "não mais atendem a realidade e necessidades da Área Técnica". "Somos os profissionais que ninguém vê, mas, sem o nosso trabalho, nenhum artista sobe ao palco, nenhuma marca apresenta o seu produto, nenhum aplauso será ouvido. Sim, nós empurramos cases, mas também fazemos o show acontecer", escreveram os profissionais em um manifesto. Durante a passeata, os manifestantes levaram os cases usados nos bastidores para guardar os equipamentos para a montagem dos shows. Eles realizaram o ato em fila, com distanciamento entre os participantes, que usavam máscaras de proteção e seguravam cartazes. O grupo se reuniu na Avenida Pedro Álvares Cabral, nas imediações do Parque Ibirapuera, passou pelo Monumento às Bandeiras, e terminou em frente a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Profissionais da área técnica de eventos pedem protocolos para retomada ao trabalho em protesto neste domingo (3), em São Paulo Van Campos/FotoArena/Estadão Conteúdo O que reivindicam As principais reivindicações dos manifestantes são: definição dos protocolos de segurança para a retomada do setor ao trabalho; auxílio emergencial até o fim do estado de calamidade pública ou até que seja autorizada a realização de eventos; cursos de capacitação para os profissionais, de modo que possam atuar como trabalhadores formais; criação de um Comitê de Eventos no Conselho Nacional de Turismo para identificar e discutir questões do setor de eventos; criação de uma linha de crédito voltada para o setor de eventos, visando, principalmente, o pagamento da folha de salários e das despesas das empresas.

G1 Ouviu #100 - As cem músicas para entender o pop atual

Centésimo episódio do podcast é especial e traz uma lista para entender os principais movimentos da música brasileira e internacional hoje; ouça. Você pode ouvir o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar. O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça - e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado G1 ouviu, podcast de música do G1 G1/Divulgação

Lives de hoje: Gusttavo Lima, Aglomerou, Léo Santana, Emicida e mais shows para ver em casa

Neste domingo (2) também tem a edição virtual do festival Lollapalooza, além de Larissa Luz, Teresa Cristina e mais; veja lista de shows. Aglomerou, Emicida e Gusttavo Lima fazem lives neste domingo (2) Divulgação Gusttavo Lima, Léo Santana e Emicida estão entre os destaques das lives deste domingo (2). Outra transmissão marcada é do grupo de pagode Aglomerou, após o tiroteio que interrompeu a live na semana passada. Também vai continuar a edição virtual do festival Lollapalooza. Veja a lista completa com horários das lives abaixo. O G1 já fez um intensivão no começo da onda de lives, constatou o renascimento do pagode nas transmissões on-line, mostrou também a queda de audiência do fenômeno e a polêmica na cobrança de direito autoral nas lives. Léo Santana convida Dilsinho e Ferrugem - 13h - Link Gusttavo Lima com participação de Matheus & Kauan, Rai Saia Rodada e Wallas Arrais - 14h - Link Aglomerou - 15h - Link Larissa Luz (Em Casa com Sesc) - 19h - Link Lolla 2020 - 19h - Link Emicida - 21h - Link Teresa Cristina - 22h - Link Semana Pop: como a pandemia afetou as produções de seriados médicos

Discos para descobrir em casa – 'Orlando Silva canta músicas de Ary Barroso', Orlando Silva, 1953

Capa do álbum 'Orlando Silva canta músicas de Ary Barroso', de Orlando Silva Reprodução ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Orlando Silva canta músicas de Ary Barroso, Orlando Silva, 1953 ♪ Formato lançado em 1951 no mercado fonográfico do Brasil, o LP de 10 polegadas – disco de vinil com espaço para oito faixas em dois lados – possibilitou a idealização de álbuns conceituais. Antes de ceder lugar ao LP de 12 polegadas, a partir de 1956, esse primeiro molde de LP conviveu nas lojas com os seminais singles de 78 rotações por minutos. Foi em LP de 10 polegadas editado em 1953 pela gravadora Musidisc que a voz referencial do cantor carioca Orlando Garcia da Silva (3 de outubro de 1915 – 7 de agosto de 1978) se uniu ao cancioneiro igualmente emblemático do compositor mineiro Ary Evangelista Barroso (7 de novembro de 1903 – 9 de fevereiro de 1964), cuja obra é um dos pilares da música brasileira construída dos anos 1930 aos anos 1950 antes da ruptura estética provocada pela revolução da Bossa Nova. Primeiro ídolo de massa produzido no Brasil dos anos 1930 pela indústria do disco e pela máquina do rádio, Orlando Silva já estava distante do auge da voz e da popularidade quando entrou em estúdio em 1953 para gravar, com arranjos e com a orquestra do maestro paulistano Leo Peracchi (1911 – 1993), oito músicas de Ary Barroso – e também oito músicas do compositor carioca Custódio Mesquita (1910 – 1945) para dar origem a um segundo LP de 10 polegadas editado pela Musidisc naquele ano de 1953. Mesmo assim, o artista ainda era, se não um senhor cantor, pelo menos um grande cantor a ser respeitado, nem que fosse pela história pregressa. Orlando Silva tinha sido “o cantor das multidões” que impressionara ninguém menos do que João Gilberto (1931 – 2019) com o moderno fraseado vocal e com divisões sagazes que chamaram a atenção do futuro criador da bossa nova e que, mais tarde, também encantariam um discípulo insuspeito chamado Roberto Carlos, futuro rei da juventude brasileira dos anos 1960. No período que foi de 1935 a 1942, Orlando Silva conseguiu ofuscar a fama de outros grandes cantores de multidões como o conterrâneo carioca que lhe ajudara no início da carreira, Francisco Alves (1898 – 1952), o “rei da voz”, calado em fatal acidente de carro, um ano antes de Orlando abordar as oito músicas de Ary Barroso nesse LP de 10 polegadas que pode ser considerado o primeiro álbum do cantor. Dono de potente voz de longo alcance, propagada pelo rádio a partir de 1934, estreada em disco em 1935 e moldada para repertório de tom seresteiro, Orlando Silva saiu do subúrbio carioca para a glória nacional de forma quase instantânea, a ponto de ter se tornado ídolo já na segunda metade dos anos 1930. Em 1953, a discografia do cantor já incluía gravações originais de músicas emblemáticas como o choro-canção Carinhoso (Pixinguinha, 1917, com a letra posterior de João de Barro, 1937) e a valsa Lábios que beijei (J. Cascata e Leonel Azevedo, 1937). Só que as multidões se afastaram do cantor ao longo dos anos 1940 e Orlando Silva amargou um dos declínios mais dolorosos (literal e metaforicamente) da história da música brasileira. A dor literal era procedente da deterioração dos ossos que embasam as raízes dos dentes, problema que obrigou o artista a extrair vários dentes e a usar doses cavalares de morfina, droga que já usara para amenizar o sofrimento decorrente da amputação de parte do pé, consequência de grave acidente de bonde sofrido em 1932, dois anos antes de o cantor iniciar a escalada fulminante para o sucesso. A morfina corroeu a voz privilegiada do cantor – de emissão já prejudicada pela extração dos dentes – e essa perda (parcial) do viço vocal como intérprete provocou dores tão ou mais profundas na alma de Orlando Silva. Ouvidas em 2020 sem esse contexto trágico, as oito interpretações alinhadas no LP de dez polegadas Orlando Silva canta músicas de Ary Barroso flagram um cantor ainda dono do dom, mesmo que soe como um cantor menos arrebatador no confronto inevitável com o intérprete da fase áurea. Na primeira das oito faixas do disco, gravada com andamento lento e com contracantos proeminentes, Orlando Silva revolveu Terra seca (1943) – samba de caráter social, lançado há então dez anos pelo conjunto vocal Quatro Ases e um Coringa – e, na sequência, deu voz ao melodramático e moralista samba-canção Trapo de gente (1953), também gravado naquele mesmo pela cantora Linda Batista (1919 – 1988). Apresentada em disco na voz de Silvio Caldas (1908 – 1998), outro cantor imponente da era do rádio, a composição Por causa desta cabocla (Ary Barroso e Luiz Peixoto, 1935) exalou lirismo seresteiro e ruralista no registro tradicionalista de Orlando Silva. Também lançados por Caldas, ambos em 1935, os sambas-canção Inquietação e Tu mostraram que o cantor tinha pleno entendimento do significado poético dos versos que interpretava com boa combinação de técnica e sentimento. Tu, em especial, reiterou no LP a vocação de Orlando Silva para dar voz a temas líricos, de romantismo derramado – habilidade que deveria ter convencido o maestro Leo Peracchi a dispensar o coro do arranjo demasiadamente opulento, criado à moda grandiloquente da época. Erro que, na gravação de Orlando, também empanou ligeiramente o brilho de outra pérola então recente de Ary Barroso no terreno do samba-canção, Risque (1952), composição apresentada no ano anterior na voz da cantora Aurora Miranda (1915 – 2005). Muito presente no disco, o coro se ajustou com menor estranheza ao samba Faceira. Composição lançada em 1931 na voz do recorrente Silvio Caldas, Faceira foi a música mais antiga da boa seleção de repertório deste álbum Orlando Silva canta músicas de Ary Barroso. E que músicas! O samba-canção Caco velho (1934), apresentado em disco há então 19 anos na voz da esquecida cantora gaúcha Elisa Coelho (1909 – 2001), corroborou o acerto do reencontro da obra refinada de Ary Barroso com o canto de Orlando Silva. A voz desse grande cantor – mesmo ofuscada por intérpretes sucessores como Nelson Gonçalves (1919 – 1998) e por movimentos musicais como a Bossa Nova, a Jovem Guarda e a Tropicália – somente se calaria definitivamente em agosto de 1978, quando o nome de Orlando Garcia da Silva já estava entronizado na história da música brasileira por ter arrastado multidões embevecidas entre 1935 e 1942.

Cinema drive-in dedicado a filmes brasileiros abre neste sábado em SP com ingressos gratuitos

Com curadoria da cineasta Marina Person, cine em São Paulo começa a funcionar neste sábado (1º) no estacionamento da Alesp e quer exaltar filmes nacionais clássicos e contemporâneos. Drive-in Paradiso estreia hoje na Alesp O cinema drive-in Paradiso, dedicado a filmes brasileiros, abre neste sábado (1º) no estacionamento da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na região do Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo, com ingressos gratuitos. O projeto é do Instituto Olga Rabinovich com parceria da Prefeitura de São Paulo por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Spcine, parceria do Cine Autorama, e apoio da Alesp. A curadoria é feita pela cineasta Marina Person. O evento possui capacidade para 100 carros, com até quatro pessoas por veículo, as quais serão submetidas à triagem que inclui medição de temperatura. Cinema drive-in: filmes, ingressos, programação e horários O filme escolhido para a abertura foi "Café com Canela", para celebrar o movimento "Vidas Negras Importam". A previsão é a de que o espaço funcione até o dia 23 de agosto. A programação vai mesclar clássicos do cinema brasileiro, como "Central do Brasil", comédias como "De pernas pro ar 3" e filmes mais novos, como o inédito "Meu Nome é Bagdá". A sessões serão realizadas aos sábados e domingos, às 17h, 20h e 23h e os ingressos deverão ser reservados pela plataforma Sympla. Público acompanha filme dentro dos carros em sessão do cinema Drive-In Paradiso, no estacionamento da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) neste sábado (1). Anderson Lira/Estadão Conteúdo Programação 17h Sessão #vidasnegrasimportam Filme: Café com Canela Direção: Glenda Nicário e Ary Rosa Ano: 2017 Classificação: 14 anos Duração: 103 minutos Gênero: Drama 20h Filme: Meu Nome É Bagdá Direção: Caru Alves de Souza Ano: 2019 Duração: 100 minutos Gênero: Drama 23h Filme: Central do Brasil Direção: Walter Salles Ano: 1998 Classificação: 12 anos Duração: 120 minutos Gênero: Drama Domingo (02/08) 17h Filme: As Aventuras do Avião Vermelho Direção: Frederico Pinto e José Maia Ano: 2014 Classificação: Livre Duração: 100 minutos 20h Filme: Elis Direção: Hugo Prata Ano: 2016 Classificação: 14 anos Duração: 105 minutos Gênero: Drama 23h Filme: De Pernas pro Ar 3 Direção: Julia Rezende Ano: 2018 Classificação: 14 anos Duração: 108 minutos Gênero: Comédia

Arícia Mess apronta álbum 'Versos do mundo' com samba em parceria com Dona Onete

Enquanto viabiliza a edição do disco, artista lança o single 'Viralata humana' com oito capas diferentes. ♪ Cantora e compositora de origem fluminense projetada na década de 1990, Arícia Mess apronta o terceiro álbum – o primeiro desde Onde mora o segredo (2010), lançado há dez anos. Intitulado Versos do mundo, o terceiro álbum de Arícia apresenta repertório composto e gravado entre São Paulo (SP), Lisboa (Portugal) e Londres (Inglaterra), cidades onde a artista viveu nos últimos três anos. Uma das músicas do álbum Versos do mundo é o samba Batuque é reza forte, composto e gravado pela artista com a paraense Dona Onete em Londres. A parceria nasceu quando Arícia encontrou Onete na capital da Inglaterra para entrevista para o programa de rádio Música negra do Brasil e do mundo, apresentado pela cantora niteroiense. Em vez de se deixar ser entrevistada, Onete surpreendeu Arícia ao improvisar melodias e cantos que, complementados posteriormente por Arícia, geraram o samba Batuque é reza forte. Gravado com a voz de Onete (captada na gravação da suposta entrevista), o violão de Aleh Ferreira e a percussão de Pupillo, o samba está sendo previamente apresentado na coletânea Brazil – Samba, bossa e beyond, editada na sexta-feira, 31 de julho, pelo selo norte-americano Putumayo. Uma das oito capas do single 'Viralata humana' Arte de Dedeia Rocha Enquanto procura meios de viabilizar a edição do disco Versos do mundo, Arícia Mess lança na próxima quinta-feira, 6 de agosto, single avulso e dissociado do álbum (embora previsto para entrar no disco como faixa-bônus). Trata-se de Viralata humana, single que apresenta música composta pela artista com Suely Mesquita nos anos 1990, mas até então inédita em disco. Arícia chegou a anunciar a edição do single Viralata humana em outubro de 2018 em rede social, mas o lançamento oficial da musica acabou ficando para este mês de agosto de 2020, com o charme de o single – produzido por Carlos Trilha e João Deogracias – chegar às plataformas de áudio com nada menos do que oito capas diferentes. Cada capa é assinada por uma mulher integrante de time de oito artistas convidadas a criar imagem tradutora de Viralata humana, música que mistura reggae e rap com a habitual pegada black da artista. Cinco – Ana Luiza Rodrigues, Dedeia Rocha (autora da colagem vista na capa exposta acima), Marcia Thompson, Mercedes Lachamann e Patricia Tavares – são artistas plásticas. Jô Hallack é jornalista e roteirista. Marcella Haddad é fotógrafa. Já Nina Miranda é cantora e compositora, além de artista visual.

Fabiana Cozza faz oração ao orixá das folhas antes do álbum 'Dos Santos' 'baixar' em setembro

Single com música inédita de Pedro Luís e Carlos Rennó está programado para 7 de agosto. ♪ Oitavo álbum de Fabiana Cozza, Dos Santos vai baixar no mercado fonográfico em 4 de setembro. Antes, a cantora apresenta na próxima sexta-feira, 7 de agosto, Oração a Ossain, terceiro e último single antes do lançamento desse álbum conceitual de repertório inédito composto por saudações a divindades de religiões de matrizes africanas e indígenas. A música Oração a Ossain foi feita pelo compositor carioca Pedro Luís, com letra de Carlos Rennó, sob encomenda para a cantora paulistana – assim como todo o repertório do disco, com exceção de Senhora negra (2017), música já pré-existente do compositor mineira Sérgio Pererê, cantada por Cozza de forma sublime em gravação lançada em 19 de junho como o primeiro single do álbum Dos Santos. Composição de Moyseis Marques com letra de Luiz Antonio Simas (também autor dos versos de outras duas músicas do repertório), Bravum de Elegbara foi o segundo single do álbum Dos Santos, lançado em 10 de julho. Capa do single 'Oração a Ossain', de Fabiana Cozza Divulgação Mantendo o alto padrão de qualidade dos dois singles anteriores, Oração a Ossain tem como destaque do arranjo o suingue do toque da guitarra de Jurandir Santana, músico baiano residente em Barcelona, na Espanha. Produtor e arranjador do álbum Dos Santos, o baixista Fi Maróstica tira sons percussivos ao batucar o corpo do contrabaixo, instrumento que Fi toca na gravação de Oração a Ossain. Cabe lembrar que, na simbologia das religiões de matriz afro-brasileira, Ossain é o orixá das folhas sagradas com poder curativo. No álbum Dos Santos, cujo engenhoso título reproduz o último sobrenome de Fabiana Cozza dos Santos, a cantora dá voz a músicas de compositores como Alfredo Del-Penho, Douglas Germano, Giselle de Santi, Nei Lopes, Paulo César Pinheiro, Roque Ferreira e Tiganá Santana, além dos já mencionados Carlos Rennó, Luiz Antonio Simas, Moyseis Marques, Pedro Luís e Sérgio Pererê.

Oswaldo Montenegro faz 'A voz da tela' ressoar em single após 25 anos

Artista lança gravação inédita da canção apresentada em 1995 no álbum 'Aos filhos dos hippies'. ♪ Há 25 anos, Oswaldo Montenegro renovou o repertório autoral ao apresentar cancioneiro inédito do álbum Aos filhos dos hippies (1995). Uma das músicas desse disco foi A voz da tela, parceria do compositor carioca com Márcio Guimarães gravada originalmente pelo menestrel com a participação de Tânia Maya. Escrita na época em que Montenegro compunha a trilha sonora para balé sobre pintores, A voz da tela ressoa após 25 anos em gravação inédita lançada em single disponibilizado na sexta-feira, 31 de julho, duas semanas após o clipe ter entrado em rotação. Capa do single 'A voz da tela', de Oswaldo Montenegro Divulgação Nesse novo registro da canção, o arranjo e a mixagem são de Alexandre Meu Rei, músico que tocou guitarra e baixo no fonograma formatado com a voz e o violão de Montenegro. No embalo da edição do single A voz da tela, Oswaldo Montenegro estreia no Canal Brasil neste sábado, 1º de agosto, a série ficcional De sonhos e segredos, composta por seis episódios roteirizados, dirigidos, editados e sonorizados pelo próprio Oswaldo Montenegro, artista multimídia que entrou em cena na década de 1970.

Em 'Black is king', Beyoncé recria 'Rei leão' e faz filme melhor que o de 2019; G1 já viu

Álbum visual baseado na trilha do remake de 'Rei leão' de 2019 é mais legal do que o próprio longa. Beyoncé reimagina saga de Simba unindo mitologia africana e os dias atuais. Veja trailer de 'Black is king', da Beyoncé Beyoncé foi convidada para uma trilha sonora e acabou fazendo os clipes das músicas ficarem melhores do que o próprio filme. O álbum visual "Black is king" é uma recriação da saga de "O Rei Leão" mais criativa do que o remake feito em 2019. O longa do ano passado, que recontava a animação de 1993 com imagens realistas dos animais, tinha trilha de Beyoncé. Agora ela lança o "álbum visual" baseado na trilha. Aqui, Simba é um garoto negro que acha em suas raízes força para viver em 2020. Ela recria todo o universo da trama com a verve que faltou no segundo filme. Leia mais: Com novo 'O Rei Leão', Disney se torna ótima 'plagiadora' de seus próprios clássicos; G1 já viu "Black is king" saiu nesta sexta (31) na plataforma Disney +. Seria melhor ter feito o contrário: transformar a ideia de Beyoncé no longa principal e deixar as imagens de leões realistas para vídeos extras no ano seguinte. Beyoncé no novo trailer de 'Black is king' Reprodução/Instagram/beyonce Como tudo que Beyoncé faz, o figurino e a fotografia são superproduzidos. O começo até demora a ganhar ritmo, com cara de editorial de moda e narração sussurrada em off tipo de "Democracia em vertigem". Mas quando a história e a parte musical engatam, o ritmo vem certinho. As assustadoras hienas da animação original viram uma gangue de moto, e Jesse Reyes encarna com força este espírito sinistro em "Scar", uma das melhores cenas. A fase "Hakuna Matata", do jovem Simba se divertindo com Timão e Pumba, vira ostentação numa mansão com Beyoncé e o marido. Não há papeis claros, mas dá para inferir que Jay-Z é o Pumba - sacada melhor que qualquer tentativa de graça do filme de 2019. Beyoncé lança clipe de 'Already', música que integra novo álbum visual da cantora Reprodução/YouTube Além de Rayes e Jay-Z há diversos convidados, de Naomi Campbell a Kendrick Lamar, incluindo Blue Ivy, filha de Beyoncé, já com oito anos de idade. Há inserções de áudios dos diálogos tirados do filme para acompanhar a relação entre a história original e a criada por Beyoncé. O Simba de "Black is king" é uma criança negra que se perde no mundo e acha nas suas raízes africanas a força para crescer. O filme ainda tem a vantagem de vir na esteira dos protestos antirracistas após a morte de George Floyd, maior manifestação da história dos Estados Unidos. Neste contexto, as falas de Beyoncé sobre coragem e superação se tornam menos genéricas e mais urgentes. Mais um ponto para "Black is king".

Quando a live sai do controle: Tiroteio, micos e outras situações inesperadas de shows on-line

Grupo foi interrompido por tiroteio durante transmissão nesta semana. Lives já tiveram outras emergências (até fuga de cavalo); relembre no Semana Pop. Semana Pop mostra os momentos em lives saíram do controle Nesta semana, um tiroteio interrompeu a live do grupo Aglomerou, em Angra dos Reis, no Rio. Mas, a essa altura da quarentena, essa está longe de ser a única emergência transmitida ao vivo durante um show on-line. O Semana Pop deste sábado (1º) relembra outras vezes em que as lives saíram completamente do controle (assista acima). Veja todas as edições Ouça em podcast O Semana Pop vai ao ar toda semana, com o resumo do tema está bombando no mundo do entretenimento. Pode ser sobre música, cinema, games, internet ou só a treta da semana mesmo. Está disponível em vídeo e podcast.

Semana Pop #97 - Tiroteio, mico e outros momentos em que a live saiu do controle

Grupo foi interrompido por tiroteio durante transmissão nesta semana. Lives já tiveram outras emergências (até fuga de cavalo); relembre no Semana Pop. Você pode ouvir o Semana Pop no G1, no Spotify, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar. O que são podcasts? Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça. Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia... Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça. Comunicação/Globo

Lives de hoje: Leonardo, Skank, Vitor Kley, Péricles, Erasmo Carlos e mais shows para ver em casa

Festival Villa Mix em Casa Modão 2 e lives de Xand Avião e Fagner, Erasmo Carlos e Paula Mattos também acontecem neste sábado (1º). Veja horários. Leonardo, Skank e Vitor Kley fazem lives neste sábado (1º) Divulgação Skank, Vitor Kley, Péricles e Erasmo Carlos fazem lives neste sábado (1º). A segunda edição do Festival Villa Mix em Casa acontece a partir de 16h com shows de Leonardo, Rick e Renner, Gian e Giovanni, Teodoro e Sampaio, Cesar Menotti e Fabiano e Os Parazim. Veja a lista completa com horários das lives abaixo. O G1 já fez um intensivão no começo da onda de lives, constatou o renascimento do pagode nas transmissões on-line, mostrou também a queda de audiência do fenômeno e a polêmica na cobrança de direito autoral nas lives. Leonardo, Rick e Renner, Gian e Giovanni, Teodoro e Sampaio, Cesar Menotti e Fabiano e Os Parazim (Villa Mix em Casa Modão 2) - 16h - Link Bhaskar, Pathy Dejesus, DJ TOM e Luisa Viscardi (Todxs Music Festival) - 17h - Link Leo Chaves - 17h - Link Péricles - 17h - Link Erasmo Carlos (Em Casa com Sesc) - 19h - Link Lolla 2020 - 19h - Link Paula Mattos - 19h - Link Serjão Loroza - 19h - Link Furacão 2000 - 20h - Link Skank - 20h - Link Xand Avião e Fagner - 20h - Link Tulipa Ruiz e Gustavo Chagas - 21h - Link Vitor Kley - 21h - Link Teresa Cristina - 22h - Link Semana Pop: como a pandemia afetou as produções de seriados médicos

Discos para descobrir em casa – 'Tempo de menino', Pedro Luís, 2011

Capa do álbum 'Tempo de menino', de Pedro Luís Jorge Bispo ♪ DISCOS PARA DESCOBRIR EM CASA – Tempo de menino, Pedro Luís, 2011 ♪ Pedro Luís Teixeira de Oliveira é natural do Rio de Janeiro (RJ), cidade onde nasceu em 15 de outubro de 1960. A origem do artista é indissociável da trajetória musical pavimentada desde o início dos anos 1980 por esse cantor, compositor e instrumentista surgido na cena underground carioca, onde militou por quase 20 anos até ganhar visibilidade. Tanto que, na foto feita por Jorge Bispo para a capa do tardio primeiro álbum solo de Pedro Luís, Tempo de menino, editado em 2011 pelo selo MP,B Discos, o cantor foi visto em imagem integrada à paisagem urbana carioca. Gravada com a adesão de Erasmo Carlos, pioneiro roqueiro carioca nascido em outra época, a música-título Tempo de menino (Alô, Tijuca) (Pedro Luís) mapeou, na cadência do samba-funk, lembranças romantizadas, tradições e fatos históricos da Tijuca, bairro carioca em que nasceram e/ou viveram ícones musicais da cidade como Pedro, Erasmo, Jorge Ben Jor, Aldir Blanc (1946 – 2020), Tim Maia (1942 – 1998) e até mesmo o capixaba Roberto Carlos – todos nominalmente citados na letra da composição. Tijucano criado nas proximidades do Morro do Borel, celeiro de bailes funks e de escolas de samba, Pedro Luís impregnou o álbum Tempo de menino das belezas que cintilam e sobrevivem no caos do Rio de Janeiro (RJ). Só que extrapolou as fronteiras musicais da cidade ao longo das 13 faixas do disco produzido pelo MiniStereo, duo formado pelo produtor Rodrigo Campello com o guitarrista JR Tostoi. O leque rítmico do álbum foi aberto com a pluralidade de um artista que debutara no alvorecer dos anos 1980 como integrante do grupo vocal carioca Cobra Coral e que, logo depois, se impressionara como o desvario punk da pauliceia no festival O começo do fim do mundo (1982), marco do movimento punk da cidade de São Paulo (SP). A semente do punk paulistano brotaria na banda Urge, liderada por Pedro Luís na cena underground carioca. Essa banda punk legou em 1991 um único álbum, Urge, para a história da música alternativa da cidade. Garoto carioca suingue sangue bom que completa 60 anos em 2020, tendo no currículo passagem pela banda carioca Boato, Pedro Luís foi apresentado ao mainstream em 1995 pela parceira Fernanda Abreu com a gravação de música de ambos, Tudo vale a pena, no terceiro álbum da cantora, Da lata (1995), lançado um ano antes de o artista entrar em cena com A Parede, coletivo percussivo que está de pé desde 1996. Foi agregado nominalmente à Parede que Pedro Luís enfim ganhou projeção nacional com a edição do álbum O astronauta tupy (1997). Com a Parede, o artista captou a efervescente miscigenação musical do Rio com ênfase no baticum. Contemporânea, essa mistura sonora reverberou, com maior amplitude, no primeiro disco solo de Pedro Luís. Lançado em outubro de 2011, o álbum Tempo de menino começou a ser gravado em 2010, quando o artista já contabilizava 50 anos de vida, 30 de carreira e cinco discos de estúdio com a Parede, sendo que um desses discos, Vagabundo (2004), foi honrosamente dividido com Ney Matogrosso, cantor sempre atento aos sinais de novidades musicais. Sem falar que, desde 2000, Pedro Luís também já vinha pondo o Monobloco nas ruas do Rio de Janeiro, arrastando multidões foliãs no Carnaval da cidade. Todo esse percurso musical carioca desembocou em Tempo de menino em rota expandida pelo Brasil, com direito a uma escala em Portugal na viagem terminada pelo astronauta tupy com a melancolia do fado entranhada na canção Lusa (Pedro Luís e Antonio Saraiva), gravada com a voz da cantora portuguesa Carminho e as guitarras e os dubs de JR Tostoi. No álbum Tempo de menino, o olhar carioca de Pedro Luís focou a miscigenação nacional em aquarela brasileira que passou pela Bahia – origem do toque de capoeira que iluminou a faixa Nas estrelas (Pedro Luís e Sérgio Paes) – e por Minas Gerais, evocada no sentimento blue da toada Imbora, parceria do compositor com o capixaba-carioca Zé Renato (que lançou a música simultaneamente no álbum Breves minutos, também editado em outubro de 2011), valorizada no disco de Pedro Luís pela luxuosa participação de Milton Nascimento, carioca de alma musical mineira. Dentro da fronteira da nação nordestina, Pedro Luís experimentou a pisada de um baião sideral em Os beijos (Pedro Luís e Ivan Santos), faixa gravada com Roberta Sá, parceira do artista e de Carlos Rennó na composição de Tá? (2009), música lançada há então dois anos na voz de Mariana Aydar. Mesmo com incursões além do Rio, o álbum Tempo de menino gravitou basicamente pela geografia musical carioca. Só o esqueleto (Pedro Luís e Ricardo Coelho) balançou na pegada do indie rock para denunciar a fome que abrasa asfalto da cidade partida por profundas desigualdades sociais enquanto é cenário de fervo para cariocas mais privilegiados. Rio moderno (Pedro Luís e Carlos Rennó) mapeou a cena fervilhante dessa cidade afogueada que, tal como Nova York (EUA), parece nunca dormir, sedenta de sexo e festa. Em Tempo de menino, Pedro cantou o Rio do samba, ritmo de Na medida do meu coração (Pedro Luís e Ricardo Silveira), faixa de cadência turbinada pela pressão roqueira do MiniStereo. O Rio do funk evocado pela pressão de Crise (Pedro Luís e Ivan Santos) e pelo suingue de Menina de salão de beleza (Pedro Luís, Beto Valente e Rodrigo Cabelo). O Rio de mulheres tão bonitas que engarrafam o trânsito, caso da personagem perfilada em Bela fera (Pedro Luís), música feita pelo compositor – sob encomenda do diretor Daniel Filho – para a abertura da série As cariocas (TV Globo, 2011). O cantor também deu voz ao Rio das maravilhas contemporâneas de Luiz Melodia (1951 – 2017), emblemático compositor carioca de quem Pedro regravou o lado B Hoje e amanhã não saio de casa (1980), sinalizando quase 20 anos antes a sinceridade do tributo póstumo que prestaria ao Negro gato em 2018 no show Pérolas negras, matriz do álbum de estúdio, Vale quanto pesa – Pérolas de Luiz Melodia, lançado por Pedro Luís em dezembro daquele mesmo ano de 2018. Sem perder a inspiração, o compositor renovou o repertório autoral no álbum Macro (2019), mais um retrato desse artista natural do Rio de Janeiro e dono de obra miscigenada pela própria natureza carioca.

Dilma Lóes, atriz e cineasta, morre aos 70 anos

Ela lutava contra um câncer nos Estados Unidos, onde morava há 2 anos. Dilma era mãe da também atriz Vanessa Lóes. Dilma Lões contracena com Jorge Botelho em 'O Bem Amado' Acervo/Globo A atriz Dilma Lóes morreu nesta sexta-feira (31) na Flórida, Estados Unidos, onde morava há dois anos. Ela se tratava de um câncer, de acordo com a família. Dilma tinha 70 anos. Filha do ator e radialista Urbano Lóes e da atriz Lídia Mattos, começou escrevendo e dirigindo suas próprias peças na escola. Estreou no cinema em 1969 atuando nos filmes Meu Nome é Lampião, Parafernália, o Dia da Caça. Dilma Lóes no filme 'Nossas vidas' Reprodução Em 1970, atuou ao lado de Mazzaropi em Betão Ronca Ferro. Sua estreia na TV foi na novela Tempo de Viver, TV Rio, mas tornou-se mais conhecida em O Bem-Amado, TV Globo, a primeira novela brasileira produzida em cores. Roterizou e atuou em filmes como “Quando as Mulheres Paqueram” e “Aquela Gostosa Brincadeira a Dois”, com Carlo Mossy, Vera Fischer e Cléa Simões, dirigidos por Victor di Mello, com quem se casou e teve a filha Vanessa Lóes, também atriz. Durante seu tempo na Globo participou de uma série de programas de Os Trapalhões. Ainda nos anos 80 escreveu, dirigiu e produziu o musical infantil “Se a Banana Prender o Mamão Solta” que foi um grande sucesso de bilheteria e era ao mesmo tempo uma crítica aos preconceitos e normas da sociedade contemporânea. Produziu também documentários de cunho social importante, entre eles “Quando o Crioulo Dança”, que acompanhava o movimento negro e abordava o tema do racismo no Brasil; e “Nossas Vidas”, em defesa dos direitos da mulher e da luta contra o machismo institucionalizado. Ganhou o Kikito de melhor atriz coadjuvante no festival de gramado (em 1979) pelo filme A volta Do Filho Pródigo. Filha faz homenagem Initial plugin text Filha de Dilma, Vanessa Lóes fez um post no Instagram. "As pessoas não morrem, ficam encantadas... e dentro da gente", escreveu. Vanessa e Dilma Lóes Reprodução/Redes Sociais

Diogo Nogueira anuncia que está com Covid-19

'Já estou desde o início fazendo o tratamento e estou super bem', ele diz em vídeo. O cantor Diogo Nogueira anunciou na noite desta sexta-feira (31) que está com Covid-19. Ele divulgou um vídeo em seu perfil no Instagram afirmando que o teste deu positivo e disse que está se sentindo bem. Initial plugin text "Já estou desde o início fazendo o tratamento e estou super bem", ele explica. O cantor agradece os fãs e diz: "Em breve estou de volta para a gente fazer as lives, para sambar bastante, para a gente se divertir com muita alegria e amor". Ele tinha uma live marcada para este domingo (2), que já tinha sido adiada após ele apresentar sintomas da doença. "Eu estou um pouquinho rouco, mas estou bem, apesar de estar com Covid", ele reafirma no final. Diogo Nogueira Divulgação/Marcos Hermes Semana Pop: como a pandemia afetou as produções de seriados médicos

Elizeth Cardoso tem centenário celebrado sem frescor em disco ao vivo

Ayrton Montarroyos se eleva em álbum que eterniza show coletivo feito em março com elenco que também inclui Alaíde Costa, Claudette Soares, Eliana Pittman, Leci Brandão e Zezé Motta. Capa do álbum 'Uma homenagem à divina Elizeth Cardoso – 100 anos ao vivo' Divulgação Resenha de álbum Título: Uma homenagem à divina Elizeth Cardoso – 100 anos ao vivo Artista: Alaíde Costa, Ayrton Montarroyos, Claudette Soares, Eliana Pittman, Leci Brandão e Zezé Motta Gravadora: Biscoito Fino Cotação: * * 1/2 ♪ Apresentadas ao longo deste mês de julho de 2020, as comemorações do centenário de nascimento de Elizeth Cardoso (16 de julho de 1920 – 7 de maio de 1990) se encerram nesta sexta-feira, 31 de julho, com o lançamento pela gravadora Biscoito Fino de álbum ao vivo que registra 16 números de show em tributo à cantora carioca. Orquestrado pelo produtor Thiago Marques Luiz, sob direção musical do violonista e arranjador Paulo Serau, o show foi apresentado em 1º de março no Teatro Paulo Autran, do Sesc Pinheiros, na cidade de São Paulo (SP), com a reunião dos cantores Alaíde Costa, Ayrton Montarroyos, Claudette Soares, Eliana Pittman, Leci Brandão e Zezé Motta. Com capa feia, aquém da importância do nome de Elizeth Cardoso na música brasileira, o disco Uma homenagem à divina Elizeth Cardoso – 100 anos ao vivo oscila como tantos tributos coletivos do gênero, com o agravante de que a cantora homenageada pautou a carreira pelo extremo rigor estilístico. Com arranjos tão convencionais quanto burocráticos, o disco persegue em vão a precisão de Elizeth – rigor, a rigor, inalcançável, justiça seja feita, o que jamais deve ser visto como demérito para os artistas envolvidos. Ayrton Montarroyos chega bem perto desse rigor, sobretudo quando dá voz ao samba-canção Naquela mesa (1972), composto por Sérgio Bittencourt (1941 – 1979) em memória do pai, Jacob do Bandolim (1918 – 1969), músico fundamental na trajetória de Elizeth. Mesmo que por vezes peque por interpretar as músicas na mesma temperatura, Ayrton se confirma grande cantor da geração anos 2010 ao encarar o samba Última-forma (Baden Powell e Paulo César Pinheiro, 1972) e ao fazer dueto com Alaíde Costa no choro Doce de coco (Jacob do Bandolim, 1951, com letra de Hermínio Bello de Carvalho, 1968). Ayrton Montarroyos se destaca no disco com a interpretação de 'Naquela mesa', música de 1972 Marco Aurélio Olímpio / Divulgação Sozinha, Alaíde mostra a habitual classe vocal ao percorrer Estrada branca (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958) com a sobriedade que pauta a maior parte dos 16 números do show. É também Alaíde quem canta o samba Folhas no ar (Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho, 1965), a maior surpresa de roteiro naturalmente calcado em músicas mais facilmente associadas ao canto de Elizeth Cardoso. Intérprete escalada para interpretar Canção de amor (Chocolate e Elano de Paula, 1950), primeiro sucesso de Elizeth, Leci Brandão mostra autoridade quando canta o samba Sei lá, Mangueira (Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho, 1968). Cantora mais vocacionada para cair no suingue da bossa, Claudette Soares interpreta Canção da manhã feliz (Luiz Reis e Haroldo Barbosa, 1962) sem acentuar a luminosidade da canção agregada em medley com Meiga presença (Paulo Valdez e Otávio de Morais, 1966), outro standard do repertório da Divina. Dentro da atmosfera sóbria do tributo, Eliana Pittman eleva tons ao dar voz ao samba-canção Nossos momentos (Luiz Reis e Haroldo Barbosa, 1960) e vai atrás da graciosidade de Eu bebo assim (Luiz Antônio e João do Violão, 1973), samba que causou certa controvérsia ao ser lançado por Elizeth por destoar do padrão habitual do repertório da artista. Cantora que celebrou Elizeth Cardoso há 20 anos no álbum Divina saudade (2000), pálido retrato do cancioneiro da artista então morta há dez anos, Zezé Motta revive Tudo é magnífico (Luiz Reis e Haroldo Barbosa, 1960) e Na cadência do samba (Ataufo Alves e Paulo Gesta, 1962) sem impressionar. Enfim, embora bem-intencionada, esta homenagem fonográfica a Elizeth carece de frescor. O repertório é ótimo e os intérpretes são bons, mas, com exceção do registro de Naquela mesa por Ayrton Montarroyos, tudo soa sem um viço que justifique o tributo em si. Afinal, as 17 músicas alocadas nas 16 faixas do disco também estão ao alcance do público na voz divina de Elizeth Cardoso.

Alan Parker, diretor de 'Expresso da Meia-Noite', morre aos 76 anos

Parker morreu na manhã desta sexta-feira (31), em Londres. Alan Parker, em foto de dezembro de 2004 Jack Guez/AFP/Arquivo Alan Parker, diretor de "O Expresso da Meia-Noite", "Mississipi em Chamas", entre outras obras do cinema, morreu aos 76 anos. Segundo a imprensa internacional, Parker morreu na manhã desta sexta-feira-feira (31), em Londres. O Instituto Britânico de Cinema (British Film Institute), do qual o cineasta é ex-presidente, confirmou a morte. "Estamos profundamente tristes com a morte de Alan Parker nesta manhã", escreveu a instituição em mensagem no Twitter. Morre Alan Parker, diretor de cinema britânico Em comunicado, a família afirmou que Parker morreu após sofrer anos com uma doença, que não foi informada. Initial plugin text Nascido em Londres, na Inglaterra, Alan iniciou a carreira como redator publicitário, migrando para a direção de comerciais e iniciando seus trabalhos no cinema na década de 1970. Alan ficou conhecido por seu trabalho em filmes como "Fama", "A Chama que não Se Apaga" e "The Commitments - Loucos pela Fama", além do longa "Evita", estrelado por Madonna. Ele também escreveu o livro "Bugsy Malone", que deu origem ao filme "Quando as Metralhadoras Cospem", dirigido por ele. Ao longo da carreira, o diretor foi indicado diversas vezes em prêmiações como Oscar, Bafta e Globo de Ouro. Seu último filme com diretor foi "A Vida de David Gale", estrelado por Kevin Spacey e Kate Winslet e lançado em 2003. Em 1984, Parker foi homenageado pela Academia Britânica com prêmio Michael Balcon Award por sua contribuição ao cinema. Em 2013, foi novamente reconhecido por seu trabalho e recebeu o Bafta Fellowship, prêmio entregue pela Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão, em reconhecimento "à contribuição considerável e excepcional ao cinema". "Quando você faz seu primeiro filme, tem certeza que será o seu último. E então você aperta os olhos e de repente, quarenta anos depois, você está no Bafta ganhando um prêmio como este", disse Parker em comunicado ao receber a honraria. Casado com Lisa Moran-Parker, Parker deixa cinco filhos e sete netos. Andrew Lloyd Webber, compositor da trilha sonora de "Evita", lamentou a morte do cineasta. "Muito triste por ouvir a notícia sobre a morte de Alan Parker. Meu amigo e colaborador em ‘Evita’ e um dos poucos diretores que realmente entendiam de musicais no cinema". A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas também lamentou a morte e citou Alan como um "camaleão". "Seu trabalho nos entretinha, nos conectava e nos dava um grande senso de tempo e espaço. Um talento extraordinário, sentiremos muita falta." Initial plugin text Initial plugin text Alan Parker posa com seu prêmio BAFTA, em Londres, foto de fevereiro de 2013 Carl Court/AFP/Arquivo