MC Cabelinho é intimado a depor e nega apologia ao crime: 'Não falo nada além da realidade'

'Se moro em comunidade, não vou falar da patricinha que anda com o cachorro na orla de Copacabana', diz cantor e ator ao G1. Ele foi intimado junto com MC Maneirinho em apuração sobre apologia ao crime. MC Cabelinho Divulgação MC Cabelinho recebeu uma intimação na semana passada para depor em uma delegacia do Rio sobre apologia ao crime, na mesma investigação na qual foi intimado o MC Maneirinho. Vitor Hugo Nascimento, o Cabelinho, é um dos cantores de funk mais conhecidos do Brasil hoje. Aos 24 anos, ele tem diversas músicas ouvidas dezenas de milhões de vezes no YouTube e já fez um dueto com Anitta em "Até o céu". Ele também é ator, intérprete do personagem Farula em "Amor de mãe". Na pausa da gravação da novela durante a pandemia, Cabelinho lançou um disco com o objetivo de que "a elite entenda a favela antes de julgar". O músico falou na tarde dessa quinta-feira (29) com o G1. Ele diz que a intimação partiu da denúncia de um político, mas que não quer divulgar o nome pois "esses caras querem mídia". Ele também afirmou que seus advogados não tiveram acesso a toda a denúncia, e por isso ele foi à Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio, nesta quinta-feira, mas não depôs. O G1 procurou a Polícia Civil, mas até a publicação da reportagem não obteve retorno. Ele afirma que suas letras apenas descrevem a realidade da favela, sem apologia ao crime: "Às vezes me pergunto quanto isso vai acabar, quando vão parar de olhar para a gente dessa forma, ver todo favelado como criminoso." Leia a entrevista abaixo: G1 - Quando você recebeu essa intimação e qual foi sua reação? Cabelinho - Tem uma semana. Eu fiquei chateado, mas não fiquei surpreso. Os caras criminalizam o funk há um tempão. Então é uma parada com a qual a gente se acostumou, mas mesmo assim fico chateado G1 - O depoimento estava marcado para hoje? Como foi? Cabelinho - Meus advogados não quiseram que eu desse o depoimento, acharam melhor não fazer. Eles não conseguiram ver o inquérito todo, só metade. Assim que eles tiverem acesso ao inquérito todo, vamos ver o que fazer. G1 - Mas você postou uma foto na frente da delegacia. Você chegou a falar com a polícia? Cabelinho - Não. Eu fui lá me encontrar com os advogados, mas não falei. G1 - Você disse no Instagram que a denúncia foi feita por um político. Quem é? Cabelinho - Eu prefiro não falar, porque esses caras querem mídia, querem causar intriguinha, fofoca, reboliço. Acho que ele não merece que eu fale. G1 - A denúncia é sobre apologia ao crime. Você faz isso nas suas músicas? Cabelinho - Eu não considero o que eu falo apologia. E acho que ninguém deveria considerar. O MC não falo nada além da realidade, do que acontece. Eu sou nascido e criado onde via da janela boca de fumo, tráfico, correria. Não tem como mudar o contexto. Não tem como falar de coisa bonita, se moro em comunidade, não vou falar da patricinha que anda com o cachorrinho na orla de Copacabana. G1 - O Maneirinho foi intimado pela mesma denúncia? Há outro MC? Cabelinho - Eu encontrei com ele lá na delegacia. Acho que o nosso depoimento seria até no mesmo horário. Até agora, que eu saiba, somos só nós. G1 - E você sabe porque são vocês dois, e não outros? Cabelinho - Eu queria saber te responder isso. MC Cabelinho, cantor de funk e ator que interpreta o personagem Farula, de 'Amor de mãe' Divulgação G1 - Queria saber sobre o impacto de ter sido intimado. Primeiro para você, pessoalmente. Cabelinho - Não queria que acontecesse, queria que entendessem nossa realidade antes de falarem besteira. O difícil é que tem mais pessoas na sociedade que pensam como eles. Às vezes me pergunto quanto isso vai acabar, quando vão parar de olhar para a gente dessa forma, ver todo favelado como criminoso. Eu não tenho culpa de ter traficante na favela. G1 - E o impacto profissional disso, na sua carreira e de outros músicos de funk? Cabelinho - A maioria das pessoas não entende porque a gente fala da nossa realidade. E acho que quando isso acontece com mais um MC, mais um DJ, eles podem ganhar mais confiança nessa forma de pensar, que está errada. Mas como eu falei, eu não vou me calar, enquanto puder me defender desses caras, vou me defender, vamos fazer o possível para reverter. MC e DJ não são bandidos.

Xbox Series X e S vão ter preços mais baixos após redução de imposto sobre games

Series X será vendido por R$ 4.600 e Series S vai custar R$ 2.800. Nova geração de console da Microsoft vai ser lançada em 10 de novembro. Xbox Series X e Xbox Series S Divulgação A Microsoft anunciou nesta quinta-feira (29) que vai diminuir os preços de seus novos consoles, os Xbox Series X e S, após a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o setor de games. Com isso, o Series X passa a ter preço sugerido de R$ 4.599. Já o Series S, uma versão menos potente, vai ser vendido por R$ 2.799. Ambos serão lançados no dia 10 de novembro no Brasil. Originalmente, os consoles chegariam ao país por R$ 4.999 e R$ 2.999, respectivamente. "Os consumidores que já fizeram a compra na pré-venda devem solicitar o reembolso com os varejistas responsáveis pela comercialização, que devem avaliar como o reembolso será feito caso a caso", afirmou a empresa em comunicado. O decreto com a redução foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (27). Com a decisão, preços de consoles, acessórios e também de máquinas que possuem tela incorporada, sejam elas portáteis ou não, devem cair, segundo expectativa do governo.

Vaquinha virtual arrecada mais de R$ 600 mil para babá que aparece em novo filme de Borat

Jeanise Jones foi muito elogiada por evitar comentários misóginos durante o filme recém-lançado Jeanise Jones (à direita) foi elogiada por evitar comentários misóginos durante o filme recém-lançado Divulgação / Amazon Prime Um valor equivalente a mais de R$ 600 mil foi arrecadado para apoiar uma estrela involuntária do novo filme "Borat: Fita de Cinema Seguinte", estrelado por Sacha Baron Cohen. Jeanise Jones, de 62 anos, foi recrutada para o filme que mostra o jornalista cazaque Borat pregando peças em cidadãos americanos. Ela aparece em várias cenas após ser convidada a tomar conta da filha fictícia do infame personagem de Cohen. Após o lançamento do filme na semana passada, o pastor de sua igreja criou uma página de crowdfunding para os fãs "dizerem obrigado". O pastor Derrick Scobey disse que Jones trabalhava na congregação da Igreja Batista Ebenezer, na cidade de Oklahoma. Devido à pandemia do coronavírus, ela recentemente perdeu seu emprego após 32 anos. Na página da vaquinha virtual, Scobey disse que os produtores do filme pediram uma "avó negra para um pequeno papel em um documentário". Durante as filmagens, Jones foi encarregada de cuidar de Tutar, a filha de Borat, interpretada pela atriz Maria Bakalova. Em várias cenas, a mulher desvia dos comentários misóginos feitos pelo personagem de Sacha Baron Cohen. Ela também encoraja Tutar a "ser feliz" e diz a ela para "usar seu cérebro, porque seu pai é um mentiroso". 'Veio do coração'"Isso não foi planejado para Jeanise. Tudo veio do coração", disse Scobey. "Ela é uma das pessoas mais autênticas que já conheci." Sacha Baron Cohen no segundo filme do personagem Borat Divulgação Em uma entrevista ao New York Post, Jones declarou que, durante sua aparição no filme, ela estava tentando dar os melhores conselhos possíveis. "Nesse tipo de situação, você não pode deixar de ter paciência porque está tentando ajudar alguém — pelo menos, foi o que pensei", disse ela. Em declarações à Variety, ela afirmou que ainda não assistiu ao filme, que atraiu milhões de telespectadores durante o fim de semana de estreia no Amazon Prime Video. Por seu papel, Jones recebeu US$ 3.600 (algo em torno de R$ 20 mil). Jones revelou que, desde o início das filmagens, ela estava preocupada com o bem-estar de Tutar. Mas, depois que uma amiga mostrou um trailer do filme no começo deste mês, ela relembrou a experiência com bom humor. "Estou feliz em saber que [a Sra. Bakalova] não está realmente nessa situação", disse ela à Variety. "[O Sr. Cohen], eu não sei. Não era real, então eu apertava sua mão e dizia: 'Você me pegou.'"

Scarlett Johansson casa com Colin Jost em cerimônia pequena para família e entes queridos

União foi divulgada por instituição americana de combate à fome e isolamento na terceira idade. Scarlett Johansson e Colin Jost posam no tapete vermelho do Globo de Ouro 2020 Jordan Strauss/AP A atriz Scarlett Johansson se casou com o comediante Colin Jost no último fim de semana em uma pequena cerimônia. A notícia foi divulgada pela instituição de caridade Meals on Wheels nesta quinta-feira (29). "Estamos emocionados em dar a notícia de que Scarlett Johansson e Colin Jost se casaram no fim de semana em uma cerimônia íntima com sua família mais próximas e entes queridos, seguindo precauções de segurança contra a Covid-19 como orientado pelo Centro de Controle de Doenças", afirmou a organização em publicação no Instagram. "O casamento deles deseja fazer a diferença para adultos mais velhos e vulneráveis durante este tempo difícil ao ajudar a Meals on Wheels America. Por favor considere doar para celebrar o casal feliz." O casal, que ficou noivo em maio de 2019 após cerca de dois anos de namoro, não se pronunciou sobre a união. A Meals on Wheels é uma instituição que combate a fome e o isolamento de pessoas da terceira idade nos Estados Unidos.

Regina Porter e Jeferson Tenório são confirmados para a Flip 2020

18ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty acontece de 3 a 6 de dezembro virtualmente. José Miguel Wisnik, ensaísta e crítico literário, na Flip 2019 Walter Craveiro/Flip/Divulgação A escritora americana Regina Porter e o autor brasileiro Jeferson Tenório tiveram presença confirmada na 18ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece de 3 a 6 de dezembro. Os autores vão dividir uma mesa com debates sobre racismo e desigualdade e falar sobre seus livros: "Os Viajantes", de Porter, e "O avesso da pele", de Tenório. Porter é uma dramaturga premiada. Neste seu primeiro romance, lançado em julho de 2019, ela narra a história de duas famílias, uma negra e uma branca, que começa após a segunda guerra mundial e se desenvolve por seis décadas. Tenório é escritor e professor. Seu último romance acompanha um jovem que tem o pai assassinado pela polícia e vai tentar resgatar a história da família. 'O avesso da pele', de Jeferson Tenório, e 'The travelers', de Regina Porter Reprodução Outros confirmados são Bernardine Evaristo, autora de "Garota, Mulher, Outras" e vencedora do Booker Prize 2019; Pilar Quintana, autora de "A Cachorra"; Itamar Vieira Junior, autor de "Torto Arado" e vencedor do Prêmio Leya de 2018; e Eileen Myles, autora de "Chelsea Girls". Quanto custa e quanto pode custar um livro no Brasil Como livrarias passam pela pandemia Flip virtual A Flip 2020 terá formato virtual devido à pandemia de coronavírus. A programação da 18ª edição do evento será composta por mesas transmitidas ao vivo em plataforma própria e nas redes sociais da Festa, além de vídeos gravados, eventos paralelos e programações de parceiros. Inicialmente, a Flip 2020 estava prevista para acontecer de 29 de julho a 2 de agosto, mas foi adiada para novembro em um primeiro momento. "Este é um ano atípico, por isso optamos por este formato. A Flip Virtual contará com uma linguagem própria que respeita o sentido original e o espírito da Festa: ser mais do que um mero evento, estabelecendo uma relação duradoura e permeável com Paraty", explica Mauro Munhoz, diretor artístico da Flip. Flip 2020 é adiada para novembro por causa do novo coronavírus VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento

TRF2 mantém decisão para que Youtube retire vídeos com versão original do funk 'Só surubinha de leve'

Decisão atende a pedido do Ministério Público Federal, que alegou que 'o conteúdo da música caracteriza violência à mulher por instigar o crime de estupro'. O funkeiro MC Diguinho Divulgação/Instagram/mcdiguinho O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) manteve a sentença determinando a retirada de 22 vídeos do Youtube associados à versão original do funk "Surubinha de Leve", de MC Diguinho. 'Só surubinha de leve', de MC Diguinho, é criticada por fazer 'apologia do estupro' A decisão atende a pedido do Ministério Público Federal (MPF) que, em ação civil pública, alegou que "o conteúdo da música caracteriza violência à mulher por instigar o crime de estupro e possuir teor discriminatório, naturalizando estigmas de gênero". De acordo com o MPF, o vídeo original foi publicado no início de 2018 e a letra se referia às mulheres com xingamentos, citando ainda que elas deveriam ser embebedadas para prática ato sexual e abandonadas na rua. Após associação da música com um estupro coletivo, o compositor mudou a letra, mas vídeos no Youtube continuaram com a letra original. A ação do MPF solicitando a retirada dos vídeos foi movida em 2019 e a Justiça Federal condenou o Google, determinando a exclusão do conteúdo do Youtube em junho deste ano. Após recurso da empresa de tecnologia, o TRF2 confirmou a sentença e reconheceu que há a "hipótese excepcional de controle de conteúdo", já que o próprio artista mudou o texto e retirou as expressões criticadas. Para o Tribunal, a exclusão dos vídeos atende ao disposto no Marco Civil da Internet (Lei n.º 12.965/2014), na Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Contra a Mulher e na Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher. O G1 tenta entrar em contato com a defesa do Google para receber um posicionamento da empresa de tecnologia.

Jeff Bridges publica foto de tratamento após diagnóstico de linfoma

'Essa coisa de câncer está provocando sentimentos de preciosidade, e de gratidão, e do bom amor à moda antiga', escreveu ele, que tem 70 anos, em rede social. Ator promete publicar atualizações em seu site. Jeff Bridges em tratamento após descoberta de linfoma Reprodução/Twitter/TheJeffBridges O ator americano Jeff Bridges, conhecido por filmes como "O grande Lebowsky" (1998) e ganhador do Oscar por "Coração louco" (2009), publicou nesta quinta-feira (29) uma imagem de seu tratamento, a primeira desde que foi diagnosticado com linfoma. Ele também prometeu que vai manter o púbico atualizado através de seu site. "Nova merda foi revelada - eu tenho câncer", escreveu o ator, em nova referência a uma das falas mais conhecidas de "O grande Lebowsky". Initial plugin text "Mas essa não foi a única merda que foi revelada. Essa coisa de câncer está provocando sentimentos de preciosidade, e de gratidão, e do bom amor à moda antiga, e muito disso tudo, de verdade. Estou sentindo tanto do que estão me enviando e, cara, eu agradeço. É contagiante, todo esse amor, como um tipo positivo de vírus." O linfoma é um câncer que afeta as células do sistema linfático – ele é uma parte importante do sistema imunológico. Trata-se do sistema de defesa do nosso organismo, que ajuda a combater infecções. No linfoma, essas células passam a se proliferar de forma descontrolada (clique aqui para saber mais sobre a doença). The Dude (ou O Cara) Jeff Bridges, John Goodman e Steve Buscemi em 'O Grande Lebowski' Divulgação Ao longo de uma carreira iniciada ainda na década de 1950, Bridges teve sete indicações ao Oscar e levou a estatueta uma vez. O papel que lhe rendeu o prêmio foi o de um cantor country alcoólatra que tenta voltar aos seus dias de glória. Já no célebre e cult "O grande Lebowsky", dirigido pelos irmãos Ethan e Joel Coen, ele foi um maconheiro que vivia de roupão de banho, num filme estranho sobre boliche. O longa não ganhou o Oscar, teve críticas apenas medianas e não chegou a fazer sucesso de bilheteria. Mas se tornou fenômeno cultural. Foi criada, inclusive, uma seita – o "Dudeism", inspirado no personagem de Bridges, The Dude (O Cara, em português). Clique aqui para ler mais. VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento

Silva sustenta toda a leveza pop de 'Passou passou', primeiro single do décimo álbum do artista

Cantor flerta com o ska em gravação de música inédita com apelo para o público que foi atrás do 'Bloco do Silva'. Capa do single 'Passou passou', de Silva João Arraes Resenha de single Título: Passou passou Artista: Silva Compositores: Lúcio Silva e Lucas Silva Edição: Farol Music Cotação: * * * * ♪ Primeira amostra do décimo álbum de Silva, programado para ser lançado ainda neste ano de 2020, o inédito single autoral Passou passou soa coerente com a trajetória do artista no universo pop brasileiro. O cantor sustenta toda a leveza pop dessa gravação de fácil digestão que apresenta música composta por Lúcio Silva com o irmão Lucas Silva e lançada nesta quinta-feira, 29 de outubro. Produzida pelo próprio Silva, que pilota sintetizador e órgão no single bafejado com sopros e os toques de músicos como o baixista Hugo Maciel e o guitarrista Juninho Preto, a aliciante gravação de Passou passou embala a música como ska estilizado e ambientado em atmosfera vintage que remete a um clima sonoro dos anos 1960, sem deixar de soar contemporânea. Na real, Passou passou é o (melhor) que se pode esperar do artista após improvável ascensão mercadológica. Ao longo dos últimos cinco anos, Silva migrou da introspecção indie tecnopop dos álbuns Claridão (2012) e Vista pro mar (2014) para o mainstream, em ponte que começou a ser pavimentada pelo artista com o álbum Júpiter (2015), no qual o cantor começou a gravitar em torno do pop, entendendo-se pop como uma música de alcance mais popular. Após ampliar o público com show e disco calcado no repertório de Marisa Monte e com disco autoral pautado por brasilidade pop e sintomaticamente intitulado Brasileiro, o cantor pôs o Bloco do Silva na rua e em posterior (e desnecessário) álbum ao vivo que perpetuou o registro de show carnavalizante em que o artista recorreu ao apelo de sucessos da axé music. Ou seja, do ponto de visto mercadológico, Silva precisava voltar ao terreno autoral com música inédita que (man)tivesse apelo pop popular para quem foi atrás do bloco do cantor. Com letra que versa sobre o descarte (feliz) de relação de amor, Passou passou cumpre bem essa função e, além do single, gerou clipe gracioso roteirizado e dirigido por Rafael Câmara. Composição simples e fácil de ser cantarolada, como deve ser toda boa canção pop (e mal nenhum há em ser assumidamente pop...), Passou passou espalha boas vibrações e alimenta a expectativa pela chegada iminente do quinto álbum autoral gravado por Silva em estúdio com músicas inéditas.

Tom Zé ganha coletânea editada em CD com gravações realmente raras dos anos 1960 e 1970

Seleção destaca registro ao vivo de música defendida pelo cantor com o grupo Novos Baianos em festival de 1969. ♪ Quando editadas com critério, coletâneas com fonogramas avulsos da obra de um artista costumam atrair a atenção dos seguidores desse artista e sobretudo de colecionadores de discos que valorizam mídias físicas. É de olho nesse fiel nicho do mercado fonográfico que a gravadora Warner Music edita em CD, nesta segunda quinzena de outubro de 2020, compilação de Tom Zé intitulada Raridades. Idealizada e produzida pelo jornalista e pesquisador musical Renato Vieira, a coletânea foi lançada em edição digital em 16 de setembro. Contudo, é na edição em CD que o projeto fonográfico adquire pleno sentido pela ficha técnica e por contextualizar as 14 faixas da compilação em texto escrito por Vieira para o encarte com informações sobre as procedências das gravações. Desses 14 fonogramas, lançados originalmente pelas já extintas gravadoras RGE (cujo acervo pertence à Som Livre) e Continental (adquirida pela Warner Music em 1993), 12 são registros realmente raros da discografia de Tom Zé, produzidos entre 1969 e 1976. As outras duas gravações figuram como bônus por envolverem o cantor, compositor e músico baiano, mas por serem registros de outro artista – no caso, de uma cantora da noite chamada Betina que, em 1973, lançou single duplo (compacto simples, no jargão fonográfico da época) com duas músicas de Tom Zé, gravadas com arranjos, regências e vocais do artista. Uma música era a então inédita Que bate calado, reapresentada três anos depois por Tom Zé no álbum Estudando o samba (1976) com o titulo trocado para Dói. A outra música era O anfitrião, lançada pelo autor no ano anterior no álbum Tom Zé (1972). Após esse compacto, Betina sumiu sem deixar rastro. Tom Zé, após amargar anos de injusto ostracismo, voltou à tona no fim dos anos 1980 e retomou a discografia a partir da década de 1990. O que justifica ainda mais a produção dessa compilação de gravações obscuras do artista. Capa da coletânea 'Tom Zé – Raridades' Divulgação / Warner Music Valorizada pela boa qualidade dos áudios dos fonogramas (sendo que seis foram tirados de matrizes já digitalizadas e os demais foram extraídos de cópias de discos de vinil), todos remasterizados por Ricardo Garcia, a coletânea Tom Zé – Raridades agrega gravações feitas pelo cantor para singles e para projetos especiais. Uma das preciosidades é a gravação da valsa A dama de vermelho (Pedro Caetano e Alcyr Pires Vermelho, 1943), apresentada na voz do cantor Francisco Alves (1898 – 1952) e revivida por Tom Zé, após 33 anos, em gravação feita para a trilha sonora da novela Xeque-mate, exibida pela TV Tupi em 1976. Músicas lançadas em 1969 no single que marcou a estreia de Tom Zé na gravadora RGE, após um primeiro álbum solo editado em 1968 pelo selo AU – Artistas Unidos (vinculado à gravadora Rozenblit), Você gosta? (parceria com Hermes Aquino) e Feitiço (Tom Zé) fazem menos jus ao status de raridades porque ambas as gravações já tinham sido reeditadas em CD, em 1997, em coletânea de Tom Zé na série 20 preferidas, da RGE, mas são fonogramas importantes e já esquecidos. Efetivamente mais precioso é o registro ao vivo de Jeitinho dela (Tom Zé), captado em 1969 em apresentação do cantor com o grupo Novos Baianos no V Festival da Música Popular Brasileira, da TV Record. O fonograma até então estava disponível somente no LP Estamos com os onze no V Festival da Música Popular Brasileira, lançado via RGE e logo retirado de catálogo. O encontro de Tom Zé com os Novos Baianos é emblemático porque, cabe lembrar, foi Tom Zé quem, em 1967, apresentou Moraes Moreira (1947 – 2020) – para quem dava aulas de violão – ao poeta Luiz Galvão, se tornando o mentor da parceria fundamental que gerou o grupo em 1969. Música também defendida por Tom Zé no mesmo festival de 1969, Bola pra frente reaparece em Raridades no registro feito pelo autor em single editado naquele mesmo ano de 1969. Já Irene (Caetano Veloso, 1969) ganhou a voz de Tom Zé em gravação feita para compacto lançado em 1971. O fonograma é menos raro, pois já foi incluído em coletâneas editadas em LP, mas a inclusão em Raridades é justificada por ser a única música de Caetano Veloso gravada por Tom Zé (descontada a também única parceria dos dois artistas, A pequena suburbana, gravada pelos cantores em 2014 para álbum de Tom Zé). Já as músicas Silêncio de nós dois (Tom Zé) e Senhor cidadão (Tom Zé) são oriundas de single de 1971 resultante da participação de Tom Zé em concurso de incentivo à MPB promovido pela apresentadora Hebe Camargo (1929 – 2012). Detalhe: a versão de Senhor cidadão de 1971 é a original e difere da gravação feita pelo cantor para o álbum de 1972. Da mesma forma, os registros de A babá (Tom Zé, 1972) e do conhecido samba Augusta, Angélica, Consolação (Tom Zé, 1973) incluídos no CD Raridades são as gravações originais de compactos. Aliás, a coletânea Raridades também abarca o lado B do single duplo que apresentou o samba trouxe Quem não pode se Tchaikowsky (1973), parceria de Tom Zé com Odair Cabeça de Poeta. Há ainda a gravação original de Contos de fraldas (Tom Zé), música lançada pelo artista em 1974 – em single dividido por Tom Zé com o artista cearense Tiago Araripe – dez antes da regravação feita para o álbum Nave maria (1984). Mesmo que o pesquisador Renato Vieira tenha sido obrigado a omitir uma ou outra gravação preciosa de Tom Zé por questões jurídicas, caso de Nancy / Olhos azuis (Bruno Arelli e Luís Lacerda, 1976), a edição (em CD) da coletânea Tom Zé – Raridades presta excelente serviço à memória fonográfica nacional por reconstituir passos do cantor que já tinham sido apagados na poeira do tempo.

Samba do Trabalhador volta funcionar após adotar medidas de segurança

Uma das rodas de samba mais tradicionais do Rio voltou a funcionar, mas precisou adaptar o formato. Por conta da pandemia, público não fica mais ao redor dos músicos. Moacyr Luz volta a tocar no Samba do Trabalhador no Renascença Clube; evento tradicional da semana carioca foi adaptado às medidas de segurança por conta da pandemia Mauro Pimentel/AFP O Samba do Trabalhador, uma das rodas de samba mais tradicionais do Rio, voltou a funcionar no dia 19 deste mês. Manteve o local – o Clube Renascença, no Andaraí–, manteve o dia – sempre às segundas-feiras –, mas precisou adaptar o formato. Agora, por conta da pandemia, o público não fica mais ao redor dos músicos. Cantores e instrumentistas estão em um palco e os frequentadores ficam na plateia. Ou seja, o que era uma roda, agora reproduz a disposição tradicional de um show. "Não é mais uma roda. As pessoas não ficam mais ao nosso redor. O palco fica aqui e a plateia fica em frente", explica à AFP Moacyr Luz, de 62 anos, fundador do Samba do Trabalhador, evento que há 15 anos anima nas tardes de segunda-feira para um público de até 1,5 mil pessoas. Para o compositor, um dos pesos pesados do gênero no país e cujo último álbum foi indicado ao Grammy Latino 2020, fazer samba sem multidão é como marcar um gol e não poder comemorar. "Não tem aquela naturalidade da roda. Mas o samba está rolando. Estamos vivendo uma transformação, tem que se adaptar", ressalta Luz, com sua marcante barba grisalha. Depois de mais de sete meses sem tocar para um público de carne e osso – neste período, o grupo fez exclusivamente lives na internet – eles retomaram neste mês as apresentações presenciais no Clube Renascença, tradicional reduto cultural da Zona Norte carioca. Cuíca, pandeiro, tamborim e cavaquinho, instrumentos do samba, são tocados pelos músicos com exímia qualidade. Público não fica mais próximo aos músicos no Samba do Trabalhador, de Moacyr Luz; distanciamento é uma das medidas para reabertura de bares e restaurantes Mauro Pimentel/AFP No entanto, as novas regras fazem tudo parecer diferente: onde antes havia uma multidão caótica em pé, agora tem pequenos grupos espalhados em mesas de plástico nos cerca de 300 lugares comprados virtualmente com antecedência, que se esgotam rapidamente. Para circular pelas dependências do clube é obrigatório o uso de máscara e, para entrar no local, há verificação de temperatura. "Antes, as pessoas se concentravam em volta deles. Você chegava e sentava, não tinha isso de comprar mesa. Com o novo formato, você perde aquele contato, o calor da roda, isso que parece que você está junto com eles tocando", observou Dália Melo, de 42 anos, que compareceu ao show na companhia do marido. "O importante é que voltou", comemora. Questão de "saúde mental" Depois de vários meses restringindo atividades não essenciais para conter a contaminação, as autoridades do Rio iniciaram um processo de reabertura gradual em junho. A música ao vivo foi uma das últimas atividades retomadas, com a obrigação de reduzir o público a 50% e não ter pista de dança. Apesar da falta de calor humano, o público canta com energia os versos de Moacyr Luz, intercalando o samba com cerveja gelada e petiscos. Para os cariocas, esse ambiente tem um efeito terapêutico. "O samba faz parte da cultura brasileira. Ele remete a tanta coisa boa, é a união de um povo, é a defesa de uma tradição. Traz uma alegria imensurável", opina Cristina Barreto, outra assídua frequentadora do Samba do Trabalhador. "Estar aqui é uma questão de saúde mental. Alimenta a alma e dá força para a gente continuar enfrentando isso tudo, com segurança", acrescenta. O estado do Rio de Janeiro (que tem cerca de 17 milhões de habitantes) registra mais de 20.000 mortes pela Covid-19, das 157.000 registradas no país desde o início da pandemia. A capital contabilizou, em média, 37 mortes e 435 casos novos por dia nas últimas duas semanas e acumula 11.900 óbitos até o momento, segundo dados oficiais. Perda Para Moacyr Luz, a pandemia tem sido sinônimo de perda, principalmente após a morte do compositor Aldir Blanc, falecido aos 73 anos, vítima da Covid-19 em maio. "Aprendi a perder. Perdemos o público grande, lançamentos, turnês, perdi meu principal parceiro, Aldir Blanc, com quem tenho mais de 100 músicas compostas", lamenta Luz ao falar do amigo, que foi seu vizinho de prédio por mais de 20 anos. O sambista defende o retorno das atividades para que os músicos possam trabalhar, mas insiste que as pessoas respeitem as regras de distanciamento para evitar uma segunda onda de casos e um novo confinamento. "Meu desejo é poder abraçar as pessoas, não ter medo de fazer carinho", afirma. A pandemia não diminuiu seu espírito criativo. Ao contrário, inspirou algumas das mais de trinta novas canções que ele compôs nos últimos meses. "Tanto verde, tanto mar/ Não posso tocar/Tanta mesa, tanto bar/ Não posso sentar/ Tanta boca, tanto amor/ Nada adiantou, não posso beijar", diz um de seus versos. Mas o músico faz uma previsão: "Toda essa confusão / sei que vai passar". VÍDEOS: Os mais assistidos no G1 nos últimos dias

Uniformes, capacetes e armas nazistas raros são roubados de museus na Holanda

Peças estão avaliadas em mais de R$ 10,1 milhões. Roubos incentivaram revisão nacional da segurança dos museus dedicados à 2ª Guerra Mundial. Uniformes, capacetes e armas alemãs da Segunda Guerra Mundial expostos em museu em Overloon, na Holanda Reuters/Piroschka van de Wouw Capacetes, uniformes e armas nazistas raros avaliados em mais de 1,5 milhão de euros, cerca de R$ 10 milhões, foram roubados de dois museus holandeses dedicados à Segunda Guerra Mundial nos últimos meses, disse uma porta-voz nesta quarta-feira (28). As invasões em um museu de Beek em agosto e de Ossendrecht, no sul da Holanda, duas semanas atrás desencadearam uma revisão nacional sobre a segurança dos museus da Segunda Guerra Mundial, disse Janneke Kennis, que trabalha em um museu semelhante de Overloon. "Não acreditamos que eles roubaram para vender abertamente online, porque as armas são numeradas e são tão únicas e raras que seriam reconhecidas imediatamente", disse. Os ladrões estavam bem preparados e parecem ter levado itens encomendados para coleções particulares, acrescentou ela. "Eles provavelmente estudaram os museus para ver o que precisavam arrombar, fizeram uma lista e o fizeram muito profissionalmente." No Museu de Testemunhas Oculares da Guerra de Beek, vários veículos foram usados para levar as partes mais valiosas da coleção estimada em cerca de 1,5 milhão de euros depois que arrombadores forçaram os portões e golpearam a porta da frente. A coleção, que exigiu anos para ser montada, conta com 150 personagens caracterizados que contam a história de um paraquedista alemão chamado August Segel. No museu de Ossendrecht, os ladrões se apossaram da coleção quase inteira, o que inclui centenas de milhares de euros em uniformes da SS, adagas, capacetes, emblemas, bonés, paraquedas, armas de fogo e binóculos. VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento

De touchdowns a 'Tenet': John David Washington fala sobre passado como atleta e ascensão em Hollywood

'Não esperava que isso fosse acontecer, que dirá tão rápido', diz filho de Denzel Washington. Com 36 anos, ator entrou na carreira do pai no seriado 'Ballers', em 2015. Com a estreia de "Tenet", novo filme do diretor Christopher Nolan, nesta quinta-feira (29), o protagonista John David Washington deve ser oficializado como um dos mais novos membros do primeiro escalão de Hollywood. G1 JÁ VIU: 'Tenet' é um ótimo filme ruim Christopher Nolan fala sobre 'Tenet' e sua paixão pelo tempo Mesmo com o papel principal em "Infiltrado na Klan" (2018), de outro grande diretor, Spike Lee, o destaque no primeiro grande lançamento dos cinemas após a reabertura de algumas salas pelo Brasil e pelo mundo sacramenta sua ascensão. Seu currículo se torna ainda mais impressionante ao lembrar que até 2015 ele ainda nem atuava profissionalmente. Tanto que o próprio ator de 36 anos, antigo jogador profissional de uma liga secundária de futebol americano, não imaginava uma evolução tão rápida. Assista ao trailer de 'Tenet' "Fico animado de poder trabalhar com diretores dessa forma. Eu não esperava que isso fosse acontecer, que dirá tão rápido", diz John David ao G1, em entrevista pelo telefone. "É uma maratona, não uma arrancada." Ele também aceita ser chamado de "JD", mas alerta para que evitem usar apenas seu primeiro nome. "Minha mãe fica mesmo irritada quando as pessoas me chamam de John", conta ele, entre risadas. Christopher Nolan conversa com John David Washington durante gravações de 'Tenet' Divulgação Troca de atuação O desejo de atuar sempre existiu. Pelo menos desde que começou a reparar no trabalho do pai, o ganhador do Oscar Denzel Washington. Tanto que em 1992 apareceu como um pequeno estudante ao fundo de uma cena de "Malcolm X". No filme dirigido por Lee, Denzel ganharia sua primeira indicação da Academia como ator principal. A admiração, no entanto, foi superada por uma vontade de construir o próprio caminho. Com isso, atuou por cerca de seis anos como running back em diferentes times, sem nunca jogar na National Football League (NFL), a principal liga de futebol americano dos Estados Unidos. Em 2012, percebeu que a carreira como atleta chegava ao fim durante um treino, quando um barulho preocupante acusava uma lesão no tendão de Aquiles. Um ano depois, de volta à casa dos pais e sem saber exatamente o rumo a tomar, a resposta veio através da ligação de um agente, que queria falar sobre uma futura série da HBO sobre jogadores de futebol americano. John David Washington e Dwayne Johnson em cena de 'Ballers' Divulgação Em "Ballers", comédia estrelada por Dwayne Johnson ("Jumanji - Próxima Fase") que estreou a primeira de suas cinco temporadas em 2015, John David deu início à nova profissão ao unir suas duas paixões. "Eu sempre quis atuar minha vida inteira. Mas nunca pensei que estaria nessa posição em um filme de Christopher Nolan. Quer dizer, eu conseguia me ver em um. Imaginava essas coisas. Imaginava até estar em um filme do Spike Lee, mas não com essa dimensão." Adam Driver e John David Washington são os dois Rons Stallworths de 'Infiltrado na Klan' Divulgação Coma, durma, treine, repita Ironicamente, oito anos depois de deixar os gramados, a experiência no esporte ainda o ajudou a garantir o trabalho com Nolan – e a tornar reais as ideias mirabolantes do britânico, conhecido pela preferência por acrobacias práticas em suas gravações, com o menor número de computação gráfica possível. Ou seja, em "Tenet" John David teria de realizar cenas complexas de ação. Em especial, lutas com golpes de trás para a frente, graças a uma tecnologia dentro da história que reverte a existência de objetos e de pessoas. "Ajudou muito. Coma, durma, treine, repita. Coma, durma, treine, repita. Eu sou um homem de rotina por causa do futebol americano. Sabe, amadores treinam até acertarem. Profissionais treinam até não errarem", conta o ator. "Eu queria acertar todos movimentos e fixá-los no meu espírito, para que se tornassem memória muscular e eu não precisasse pensar a respeito. Assim como quando você aprende as falas de uma cena e isso te dá espaço para improvisar, reagir a seu parceiro." John David Washington fala com Christopher Nolan durante gravações de 'Tenet' Divulgação Olhando para trás Com um apartamento em Nova York, John David voltou mais uma vez à casa dos pais, em Los Angeles, no começo da pandemia. Talvez pelo espírito inquieto de atleta, aproveitou a região para gravar um de seus próximos projetos. "Malcolm & Marie", estrelado por ele e por Zendaya ("Euphoria"), é um drama rodado em cerca de duas semanas durante a quarentena ainda sem data de estreia. Quem sentir falta do ator depois de "Tenet" também terá a oportunidade de vê-lo no suspense "Born to be murdered", no qual atua ao lado de Alicia Vikander ("Tomb Raider: A Origem"). Com lançamento previsto para 2021, o filme conta a história de um casal de férias preso em uma conspiração. John David Washington e Zendaya em imagem de divulgação de 'Malcolm & Marie' Reprodução/Twitter/Zendaya Se isso não fosse o bastante, no começo de outubro John David foi confirmado no elenco do próximo projeto do diretor David O. Russell ("Joy: O Nome do Sucesso"). A produção ainda não tem nem título, mas já conta com nomes como Christian Bale ("Ford vs Ferrari") e Margot Robbie ("Aves de rapina"). Mesmo com tudo isso acontecendo, JD promete que ainda vai ter as revelações e enigmas da trama de Nolan na mente por um bom tempo. "Estou sempre pensando nele, claro. Penso no que eu descobri e no que eu gostaria de ter entendido para poder colocar na atuação, mas isso acontece com quase tudo o que eu faço", conta ele. "Até mesmo uma pequena história do meu personagem, pessoalmente sempre descubro mais com a passagem do tempo. Tipo, um ano depois eu costumo perceber que entendi umas coisas de 'Infiltrado na Klan' que eu gostaria de ter feito, ou até de 'Ballers', de alguma forma. Mas é assim que eu sou." Jack Cutmore-Scott, John David Washington e Robert Pattinson em cena de 'Tenet' Divulgação VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento

Quais filmes que vão entrar em cartaz nos próximos meses, após reabertura dos cinemas?

Após paralisação do setor na pandemia, calendário do final de 2020 e início de 2021 tem longas de heroínas, cinebiografia e sequência de terror; veja trailers Semana Pop explica como ficou o calendário de filmes para os próximos meses Cinemas estão reabrindo em várias partes do país, com protocolos de segurança para tentar evitar o contágio do coronavírus. Mas muita gente ainda está se perguntando: após a paralisação do setor na pandemia, como ficou o calendário de lançamentos nos próximos meses? Primeira grande estreia após a retomada, o thriller "Os Novos Mutantes" foi lançado na última quinta-feira (22) e conseguiu levar mais de 60 mil pessoas aos cinemas do país em seu primeiro fim de semana de exibição. O longa liderou a bilheteria no período, arrecadando pouco mais de R$ 1 milhão. "Tenet", aguardada ficção científica de Christopher Nolan, chega nesta quinta (29), após mudanças na previsão de estreia, com a promessa de ajudar a alavancar o faturamento nos cinemas. Outros filmes, também adiados por causa da pandemia, já estão prontos, aguardando na fila para chegarem às telas. Veja, abaixo, os principais filmes com lançamento programado para os próximos meses Assista ao novo trailer de 'Mulher-Maravilha 1984' 'Mulher-Maravilha 1984' Estrelado por Gal Gadot, o segundo filme da heroína da DC teve a estreia marcada para junho de 2020, depois foi adiado para agosto, depois mudou para outubro. Agora, finalmente, vai sair no Natal de 2020. Ufa! Assista ao trailer de Viúva Negra 'Viúva Negra' O primeiro longa próprio da heroína vivida por Scarlett Johansson está previsto para o dia 7 de maio de 2021. Ele já teve outras duas datas antes: abril e outubro de 2020. Essa nova história da espiã russa Natasha Romanoff se passa entre as tramas de "Capitão América: Guerra civil" e "Vingadores: Guerra infinita". Jennifer Hudson em 'Respect' Divulgação 'Respect - A história de Aretha Franklin' Mais uma heroína que está prestes a chegar aos cinemas. A cinebiografia está prevista para estrear em fevereiro de 2021. Aretha, uma lenda da música soul americana, é interpretada por Jennifer Hudson, que já ganhou um Oscar e, desde já, é cotada para levar de novo. 'Velozes e furiosos 9' ganha 1º trailer; ASSISTA 'Velozes & furiosos 9' A nova sequência da franquia tem Vin Diesel, Charlize Theron, Michelle Rodriguez, Helen Miren e Jordana Brewster no elenco. É o quinto filme da série dirigido pelo Justin Lin. O público pode esperar uma trama de vingança e, claro, explosões e perseguições. Ele foi adiado para abril de 2021. Teaser de 'Um lugar silencioso 2' 'Um lugar silencioso 2' Quem quer tomar uns sustos no cinema também terá que esperar até abril de 2021. Desta vez, a personagem vivida por Emily Blunt descobre que as criaturas aterrorizantes do primeiro filme não são os únicos perigos que ela e os filhos têm que enfrentar. Daniel Crag se despede de James Bond em "007 - Sem Tempo Para Morrer" Divulgação '007 - Sem tempo para morrer' Mais um com estreia marcada para abril de 2021. Além de Daniel Craig como protagonista, dois nomes bem celebrados estão no filme. o vilão é interpretado por Rami Malek, que ganhou o Oscar na pele de Freddie Mercury, e Phoebe Waller Brigde está no time de roteiristas, depois de ganhar prêmios no Globo de Ouro e no Emmy com a série Fleabag.

Elogiado ator de musicais de teatro, Mateus Ribeiro entra em cena como cantor e compositor

Artista catarinense dá início à carreira fonográfica com o single autoral 'João ninguém'. ♪ Artista catarinense que entrou em cena em 2005 como ator de musicais de teatro, iniciando trajetória ascendente que atingiu um primeiro pico há dois anos com o voo artístico de Peter Pan – O musical (2018), Mateus Ribeiro compõe desde os 19 anos. Em setembro de 2019, no rastro do sucesso conquistado pelas elogiadas atuações no musical sobre Peter Pan e no espetáculo juvenil Meu destino é ser star – Ao som de Lulu Santos (2019), o artista gravou naipe de composições autorais para perpetuá-las em disco e para “mostrar para o mundo como minha arte pode reverberar de outras formas, que vão além de criar um personagem”, como Mateus explicou em rede social ao revelar a existência desse trabalho musical. A primeira dessas músicas, João ninguém, composta em 2013, chega ao mundo a partir desta quarta-feira, 28 de outubro, em single gravado e editado por via independente que dá início a carreira de Mateus Ribeiro como cantor e compositor. A gravação de João ninguém foi feita com produção musical de Rique Azevedo, tendo sido mixada e masterizada por João Milliet. Além de dar forma ao fonograma como produtor, Rique Azevedo tocou violão, baixo, piano, guitarra e programação na gravação, cujo sons percussivos foram extraídos de balões pelo próprio Mateus Ribeiro. Na sequência do lançamento do single João ninguém, promovido com clipe roteirizado e dirigido (com Julio Denig) pelo artista, o cantor pretende apresentar mais três músicas autorais, sendo que uma delas tem lançamento previsto ainda para este ano de 2020.

Zé Manoel se eleva ao recontar história do povo negro no álbum 'Do meu coração nu'

Pianista e compositor pernambucano alia o ativismo do discurso à beleza de música requintada em disco autoral de canções inéditas. Capa do álbum 'Do meu coração nu', de Zé Manoel Kelvin Andrade / Máquina 3 Resenha de álbum Título: Do meu coração nu Artista: Zé Manoel Edição: Joia Moderna / ONErpm (distribuição digital) / Passa Disco (parceria na edição em CD) Cotação: * * * * * ♪ Em junho deste ano de 2020, Zé Manoel apresentou História antiga, primeiro single de álbum então intitulado Meu coração escuta e dita em silêncio. Nessa grandiosa composição da refinada lavra do artista, o cantor, compositor e pianista pernambucano – nascido em 1980 em Petrolina (PE) – recontou, com dor no peito, narrativa ancestral, genocida, que vem ceifando vidas negras ao longo de séculos de escravidão e injustiça social. No álbum lançado na segunda-feira, 26 de outubro, com o título já trocado para Do meu coração nu, Zé Manoel desenterra tesouros ancestrais, se despe dos pré-conceitos brancos e reconstrói essa narrativa social, oferecendo o posto de vista negro da história. O álbum Do meu coração nu bate no pulso da ancestralidade africana, mas no compasso próprio deste artista que transita pelo universo musical erudito com a mesma naturalidade com que finca notas no fértil solo afro-brasileiro. Pianista de mão cheia, de toque tão sucinto quanto preciso, já comumente arregimentado para discos de exigentes cantoras como Adriana Calcanhotto e Maria Bethânia (que o chamou para o álbum que apronta desde setembro com os toques de músicos como o também gigante violonista João Camarero), Zé Manoel se eleva – inclusive – como compositor em Do meu coração nu. História antiga, que já se insinuou grande em junho, fica ainda maior no contexto social e musical do álbum produzido pelo guitarrista baiano Luisão Pereira e lançado pela gravadora Joia Moderna em edição digital (distribuída via ONErpm) e edição em CD (fabricada em parceria com o selo Passa Disco, da homônima loja de discos do Recife). Não fosse a (boa) música, o disco já estaria legitimado somente pela reconstrução – em 11 faixas que encadeiam músicas e falas – do enredo da história do povo negro, evocativa da ancestralidade africana, como reforçam os versos em francês de Notre histoire, parceria de Zé Manoel com o compositor e baterista Stephane San Juan bafejada pelos sopros arranjados por Alberto Continentino. Zé Manoel lança o terceiro álbum de estúdio, 'Do meu coração nu', produzido por Luisão Pereira Kelvin Andrade / Máquina 3 / Divulgação Na exposição do disco Do meu coração nu, a canção Notre histoire sublinha a fala da historiadora sergipana Beatriz Nascimento sobre a invisibilidade dos povos negros e indígena no roteiro escrito por mãos brancas. Retirada do documentário O negro – Da senzala ao soul (1977), a fala da historiadora está alocada na faixa anterior intitulada Escuta Beatriz Nascimento e é ouvida sobre a música que brota do toque do piano de Zé Manoel. Em outra fala musicada, Escuta Letieres Leite, o maestro baiano – um dos arranjadores do álbum Do meu coração nu – defende a matriz afro-brasileira latente tanto no baião de Luiz Gonzaga (1912 – 1989) quanto no toque do piano de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994). Contudo, além do discurso tão legítimo quanto necessário, a música jamais fica em segundo plano no disco. Grande música, aliás. Nesse terceiro álbum de estúdio, o primeiro desde Canção e silêncio (2015), Zé Manoel atinge sublimes regiões emocionais com composições como Canto pra subir (Zé Manoel), inebriante canção de adeus composta pelo artista com inspiração nos versos “Você tem que aprender a sair da mesa quando o amor não está mais sendo servido”, eternizados pela cantora norte-americana Nina Simone (1933 – 2003) na gravação de 1965 da música You've got to learn (Il faut savoir, Charles Aznavour, 1961). No mesmo alto nível melódico e harmônico de Canto pra subir, a música No rio das lembranças propõe imersão nas águas doces de Oxum em que Zé Manoel revolve memórias ancestrais e embute canto de candomblé colhido no terreiro Xambá, de Olinda (PE). Guitinho da Xambá é parceiro (na letra) e convidado de Zé Manoel na faixa encorpada com o baticum e as vozes do Grupo Bongar, oriundo do mesmo terreiro. Guardião de falas e sensações imemoriais, o corpo é o templo que abriga a sensualidade romântica de Não negue ternura. Cantora e compositora baiana que também vendo apresentando outras visões da história negra, Luedji Luna é parceira e convidada de Zé Manoel nessa canção sobre amor preto e sobre aceitação. No discurso do álbum Do meu coração nu, as personagens negras se elevam ao alto e rogam proteções para sobreviver na selva das cidades violentas que exterminam o povo preto com balas perdidas que encontram sempre o mesmo alvo. Rogar às deusas é o que faz a poeta pernambucana Bell Puã nos versos ouvidos no prelúdio que antecede Pra iluminar o rolê (Zé Manoel), outra maravilha contemporânea do repertório inédito e autoral do álbum Do meu coração nu. Pra iluminar o rolê é canção embebida em latinidade (com ecos dos boleros caribenhos de João Donato) e leveza construída pelo arranjo que harmoniza o piano de Zé Manoel com a guitarra de Kassin, a bateria de Stephane San Juan e o baixo, órgão e synth pilotados pelo produtor musical Luisão Pereira. A atmosfera leve dilui a angústia do eu-lírico da canção por ignorar o paradeiro do ser amado. Já Wake my divine é flerte com a canção norte-americana. A música é de Zé Manoel. Escrita em inglês, a letra é de autoria da cantora norte-americana Gabriela Riley, convidada da faixa. No arremate do disco, Zé Manoel pede cura e externa gratidão ao orixá das doenças, Obaluaê. Com sopros orquestrados divinamente pelo maestro e arranjador Letieres Leite, Adubé Obaluaê – faixa previamente lançada em 19 de outubro como segundo single do álbum – reverbera Tincoãs no solo afro-brasileiro em que Zé Manoel assenta o álbum Do meu coração nu. Desse solo, Zé Manoel tem o mundo como horizonte infinito, vislumbrado pelo som sofisticado desse artista que ainda precisa ser (re)conhecido como um gigante do universo musical do Brasil para que ele não veja o aeroporto como a única saída viável para o crescimento de carreira que já soma mais dez anos de canções e silêncios.

Nasce Lua, filha de Tiago Leifert e Daiana Garbin

'Lua nasceu! Obrigado pelo carinho! Mamãe e Lua estão ótimas!', anunciou o apresentador nas redes sociais. Tiago Leifert e Daiana Garbin Reprodução/Instagram/tiagoleifert O apresentador Tiago Leifert e a jornalista Daiana Garbin tiveram sua primeira filha nesta quarta (28). Leifert anunciou o nascimento de Lua em seu Instagram nesta tarde. "Lua nasceu! Obrigado pelo carinho! Mamãe e Lua estão ótimas!", disse o apresentador nas redes sociais. Garbin anunciou a gravidez após a final do "BBB20", em abril. "Obrigada por estar ao meu lado todos os dias e por ser o pai da menina que está crescendo em minha barriga." Artistas, amigos e ex-BBBs parabenizaram a família. "Parabéns Titi e Daiana. Bem-vinda, Lua", escreveu o diretor Boninho. "Parabéns! Que a linda e abençoada Lua ilumine com mais amor e alegrias a vida de vocês", desejou a apresentadora Ana Furtado. Fernanda Gentil, Thiaguinho, Iza, Alok, Ivete Sangalo, Gustavo Villani também desejaram boas-vindas à menina. Semana Pop explica temas do entretenimento

Kim Kardashian faz festa de 40 anos em ilha particular e diz que se sente 'abençoada'

'Em momentos como esse, sou humildemente lembrada de como minha vida é privilegiada', diz influenciadora e empresária americana. Kim Kardashian faz festa de 40 anos em ilha particular Reprodução/Twitter/Kim Kardashian Nas fotos em que Kim compartilhou, Kanye West não aparece, apenas a mãe Kris Jenne e amigos. As irmãs Kourtney, Khloe, Kendall e Kylie também estavam na comemoração. Kim Kardashian comemorou os 40 anos em uma ilha particular e falou sobre a festa para amigos íntimos e família no Twitter nesta terça-feira (27). "40 anos e me sinto tão humilde e abençoada", escreveu a influenciadora que nasceu no dia 21 de outubro de 1980. "Para o meu aniversário este ano, não consegui pensar em uma maneira melhor de comemorá-lo do que com algumas das pessoas que ajudaram a me transformar na mulher que sou hoje", explicou. Nas fotos em que Kim compartilhou, Kanye West não aparece, apenas a mãe Kris Jenner, a irmã Kourtney e amigos. As irmãs Khloe, Kendall e Kylie também estavam na comemoração. A influenciadora disse ainda que antes de viajar os convidados fizeram exames e ela pediu que todos estivessem de quarentena. "Surpreendi meu círculo íntimo mais próximo com uma viagem a uma ilha particular onde poderíamos fingir que as coisas estavam normais apenas por um breve momento", escreveu. Kim Kardashian compartilhou fotos da festa de 40 anos em ilha particular com amigos e família Reprodução/Twitter/Kim Kardashian "Dançamos, andamos de bicicleta, nadamos perto de baleias, andamos de caiaque, assistimos um filme na praia e muito mais", cita as atividades da viagem. "Percebo que, para a maioria das pessoas, isso é algo que está muito fora de alcance agora, então, em momentos como esses, sou humildemente lembrada de como minha vida é privilegiada", finalizou a influenciadora que tem mais de 190 milhões de seguidores no Instagram e 67 milhões no Twitter. A viagem de aniversário aconteceu durante a pandemia do novo coronavírus e a influenciadora foi criticada nos comentários das postagens pela festa e por usar a palavra "humildemente". Durante a semana passada, a mãe e as irmãs prepararam uma festa surpresa, na qual lembraram comemorações antigas de aniversário de Kim. As irmãs dançaram a mesma coreografia do aniversário de 10 anos da influenciadora e o bolo de aniversário era igual ao da festa de 16 anos. Gabriela Pugliese e outras celebridades da web com atitudes desastrosas durante a pandemia

Helena Ranaldi faz post no aniversário do filho e semelhança entre os dois impressiona

Pedro Waddington, filho da atriz e do diretor Ricardo Waddington, faz 23 anos nesta quarta (28). 'Tua cara', escreveu um internauta. Semelhança entre Helena Ranaldi e o filho Pedro Waddington chamou atenção nas redes sociais Reprodução/Instagram/HelenaRanaldi; João Miguel Júnior/Globo Helena Ranaldi fez um post para celebrar o aniversário de 23 anos do filho Pedro Waddington na madrugada desta quarta (28), mas o que chamou atenção mesmo foi a semelhança entre mãe e filho. "Tua cara", "Cópia fiel! lindo! Que Deus abençoe e parabéns!️", escreveram dois internautas. Outra comentou: "O filho da Helena Ranaldi parece mais a Helena Ranaldi do que a própria Helena Ranaldi". Além de destacar como são parecidos, amigos e fãs também parabenizaram o menino, que é fruto do relacionamento com o diretor Ricardo Waddington. "São 23 anos de vida e a cada ano que passa eu me sinto presenteada por ser sua mãe. Admiro demais seu caráter e sua generosidade. Seu jeito suave, seu sorriso bonito, largo e sincero, seu olhar doce e sua pureza são características marcantes que fazem você ser essa pessoa especial", escreveu Helena. Pedro parece seguir os caminhos artísticos dos pais e compartilha fotos de apresentações teatrais nas redes sociais. A atriz estreou a peça "Protocolo Volpone", em São Paulo, com todos os protocolos de segurança na quarta (21). São 20 pessoas por sessão e a temporada vai até 8 de novembro. VÍDEO: Semana Pop explica temas do entretenimento

Marcelinho Moreira põe 'Marias' na roda com adesões de Diogo Nogueira e Xande de Pilares

Maria Rita também participa do quarto álbum solo do cantor, compositor e percussionista carioca. ♪ Em 2013, Arlindo Cruz, Marcelinho Moreira e Rogê deram a Maria Rita um samba para o quinto álbum de estúdio da cantora, Coração a batucar, gravado naquele ano e lançado em 2014. Intitulado Lado a lado, o samba acabou limado da seleção final do disco e foi parar na voz de Alcione, cantora que o apresentou no álbum Tijolo por tijolo (2020), lançado em maio. Mas eis que, sete anos depois de ter sido oferecido a Maria Rita, Lado a lado ganha enfim um registro fonográfico da cantora paulistana. O samba é cantado por Maria Rita com Marcelinho Moreira no quarto álbum solo do cantor, compositor e percussionista carioca, Marias, posto no mercado fonográfico na terça-feira, 27 de outubro, dia do aniversário do artista, com distribuição da gravadora Biscoito Fino. Requisitado no universo do samba pela habilidade de tocar o repique de mão, instrumento introduzido nas rodas por Ubirany (integrante da formação original do grupo Fundo de Quintal), Marcelinho Moreira já contabiliza 35 anos de carreira como músico, tendo ganhado projeção com percussionista da banda de Beth Carvalho (1946 – 2019), na qual ingressou com meros 16 anos. Contudo, se a trajetória profissional é longa, o álbum Marias vem se somar a uma ainda curta discografia solo, composta pelos álbuns Marcelinho pão e vinho (2006), Fé no batuque (2013) e Canto de batuqueiro – Ao vivo (2017). Capa do álbum 'Marias', de Marcelinho Moreira Divulgação Com repertório inteiramente autoral, o álbum Marias foi gravado aos poucos, ao longo de anos, com produção musical orquestrada pelo próprio Marcelinho Moreira. Além de Maria Rita, o batuqueiro reúne as vozes de Diogo Nogueira, Gerlane Lopes – cantora de samba do Recife (PE) – e Xande de Pilares. Diogo é o convidado de Poesia e canção, parceria de Marcelinho com Fadico e Vinicius Maia. Gerlane figura em A vida continua, samba do compositor em parceria com Fadico e Márcio Alexandre. Já Xande de Pilares entra no roda para defender o partido alto O samba que fiz para ela, composto por Marcelinho Moreira com o recorrente Fadico e com Gilson Bernini. O álbum Marias reúne 12 músicas no repertório autoral, sendo que somente duas já foram lançadas em discos de outros artistas. É o caso de Lado a lado, o samba que, enfim, ganhou a voz de Maria Rita.

Cannes estende tapete vermelho para versão reduzida do festival

Quatro filmes que participariam da competição principal oficial em maio serão exibidos. Evento ocorre até quinta (29). Convidados posam de máscara no tapete vermelho do Festival de Cannes Valery Hache/AFP Amantes do cinema tiveram a oportunidade de acompanhar o tapete vermelho de Cannes na noite desta terça-feira (27), quando os organizadores do famoso festival deram início a um evento reduzido e mais discreto, com uma disputa de curtas-metragens, após o cancelamento da festa original deste ano devido à pandemia de coronavírus. Cinemas de volta: Como as sessões e salas vão se adaptar para a reabertura Normalmente repleto de estrelas de Hollywood para a celebração de duas semanas em maio, Cannes era uma versão muito mais tranquila de seu glamour, com até mesmo alguns grandes hotéis decidindo permanecer fechados. Semana Pop explica como ficou o calendário de filmes para os próximos meses Mas os organizadores disseram que queriam realizar um evento mesmo assim, apesar das restrições às viagens, para destacar alguns filmes e dar um impulso ao setor de cinema, que foi duramente atingido pelo confinamento decorrente da pandemia. Festivais on-line podem amenizar os prejuízos do cinema de arte? "É uma reunião de amigos", disse o presidente do Festival de Cinema de Cannes, Pierre Lescure. O evento no litoral sul da França é a maior vitrine de cinema do mundo e também um grande mercado para o setor. O público foi convidado a se inscrever para ganhar ingressos. Quatro filmes que participariam da competição principal oficial em maio serão exibidos, enquanto vários curtas-metragens concorrerão a um prêmio. Usando máscaras e, em alguns casos, vestidos longos, os convidados passaram pelo tapete vermelho até um dos auditórios. "Precisamos viver em Cannes", disse a participante e moradora local Arlette Destouches. "Estamos aqui para isso, para viver, para não adormecer." VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento

Chrissy Teigen conta detalhes da gravidez e da perda do filho: 'Tristeza total e absoluta'

Em longo e detalhado texto, modelo fala sobre parto de emergência quando bebê tinha 20 semanas e agradece apoio. 'Precisava dizer algo antes de poder seguir em frente', diz. Chrissy Teigen no dia em que perdeu o terceiro filho Reprodução/Instagram/ChrissyTeigen Chrissy Teigen fez um relato longo e detalhado sobre a dor de perder o terceiro filho e as complicações que teve durante a gestação. "Eu não tinha ideia de quando estaria pronto para escrever isso", começa o texto da modelo casada com John Legend. Muito emocionada, ela diz que revê anotações no bloco de notas do celular enquanto escreve o texto e agradece às pessoas que mandaram mensagens de apoio nas redes e pessoalmente. "Mensagens de estranhos nas redes sociais têm consumido meus dias, a maioria começando com, "você provavelmente não vai ler isso, mas ...". Posso assegurar-lhe que li sim", afirma. Chrissy revelou que costuma ter problemas com a placenta, inclusive deu à luz a Miles, o segundo filho, um mês antes porque ele não conseguia se alimentar direito. Por conta disso e de complicações específicas, ela falou que, no fim, sabia que não conseguiria dar continuidade à gravidez de Jack, nome escolhido para o terceiro filho do casal. "Eu já havia entendido o que aconteceria: eu faria uma epidural e seria induzida a dar à luz nosso filho de 20 semanas, um menino que nunca teria sobrevivido na minha barriga (desculpem pelos termos tão diretos)", diz. "Nós o monitoramos muito de perto, esperando que as coisas sarassem e parassem. Na cama, sangrei e sangrei, levemente, mas o dia todo, trocando minhas próprias fraldas a cada duas horas quando o sangue ficava desconfortável", continua. Ela também contou que no dia em que perdeu o filho, teve uma noite ruim com sangramento maior do que estava acostumada a ter: "Depois de algumas noites no hospital, meu médico me disse exatamente o que eu sabia que estava por vir - era hora de dizer adeus. Ele simplesmente não sobreviveria a isso, e se durasse mais, eu também não sobreviveria". "O oxigênio foi colocado sobre meu nariz e boca, e essa foi a primeira foto que você viu. Tristeza total e absoluta", escreveu sobre a foto que abre esta matéria. Fotos com Legend Bebê de modelo Chrissy Teigen e cantor John Legend morre após parto Reprodução/Instagram Chrissy Teigen postou fotos em que aparece chorando ao lado do marido e explicou o motivo de registrar aquele momento. "Eu tinha pedido a minha mãe e John para tirar fotos, não importa o quão desconfortável fosse. Expliquei a um John muito hesitante que precisava deles e que não queria ter que perguntar", diz. "Eu sabia que precisava saber desse momento para sempre (...) E eu sabia absolutamente que precisava compartilhar essa história", continuou. Ela também falou diretamente com quem a criticou pelo fato de expor aquele momento: "Não posso expressar o quão pouco me importo que você odeie as fotos. Quão pouco me importo que seja algo que você não teria feito. Eu vivi isso, eu escolhi fazer isso e, mais do que tudo, essas fotos não são para as pessoas que viveram isso ou estão curiosas o suficiente para se perguntar como é algo assim. Essas fotos são apenas para as pessoas que precisam delas. Os pensamentos dos outros não importam para mim". Recuperação Após postar as imagens, Chrissy e Legend ficaram um tempo resguardados com Luna e Miles. A modelo comentou que os filhos enchem a casa de felicidade e se emociona com isso. "As pessoas dizem que uma experiência como essa cria um buraco em seu coração. Um buraco certamente foi feito, mas foi preenchido com o amor de algo que eu tanto amava. Não parece vazio, este espaço. Parece cheio", completa. "Também choro quando fico com raiva de mim mesma por estar feliz. Às vezes eu leio coisas que me fazem rir ou vejo uma postagem no Instagram digna de um like. E sempre esqueço que não estou mais grávida", diz. "Eu seguro minha barriga quando ando por aí. Eu tenho um momento de surto quando as crianças pulam na minha barriga inexistente. A clareza após esses momentos sempre me deixa triste", lamenta a modelo. Chrissy voltou a agradecer a todos que estiveram por perto e concluiu: "Escrevi isso porque sabia que precisava dizer algo antes de poder seguir em frente e voltar à vida, então, realmente agradeço por me permitir fazer isso". Horas depois, ela compartilhou vídeos cozinhando com a filha Luna e uma amiga em casa. LEIA MAIS: John Legend fala sobre novo disco 'Bigger Love': 'Amor pode nos ajudar a superar tempos difíceis' VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento:

Banda CORTE lança músicas inéditas enquanto afia o repertório do segundo álbum

Surgido em 2015 da reunião de Alzira E com músicos do grupo Bixiga 70, o quinteto paulistano mostra 'Dose exata' em novembro e apresenta 'A terra' em dezembro. Alzira E em cena em 2018, no primeiro show feito pela banda CORTE no Rio de Janeiro Rogério Von Krüger / Divulgação Festival Levada ♪ Foi em cena que, em 2015, surgiu CORTE, quinteto paulistano que junta a cantora e compositora Alzira E (voz e baixo) com os músicos Cuca Ferreira (sax barítono e flauta), Daniel Gralha (trompete e flugelhorn), Fernando Thomaz (bateria) e Marcelo Dworecki (guitarra e baixo). A partir de convite de Dworecki para Alzira, com quem o guitarrista já tocava desde 2013, a banda se agregou e estreou nos palcos em 2015 com show que gerou o álbum CORTE, lançado em 2017 com 10 músicas gravadas ao vivo – em estúdio – em maio de 2016. Com cinco anos de vida, a banda CORTE afia o repertório do segundo álbum – previsto para ser gravado em 2021 – enquanto joga duas músicas inéditas na rede entre novembro e dezembro deste ano de 2020. A primeira, Dose exata, é parceria de Alzira E com o poeta arrudA e surge em 3 de novembro em registro ao vivo audiovisual. Música apresentada pela banda em shows, mas nunca gravada em disco, Dose exata é a primeira amostra do projeto audiovisual CORTE vivo em SP. Esse projeto consiste em seis vídeos com números de show feito pelo quinteto em 2019 em auditório da cidade natal de São Paulo (SP) com projeções de Marina Thomé. Os outros cinco vídeos serão disponibilizados semanalmente até dezembro, mês em que o quinteto CORTE fecha 2020 com a edição do inédito single A terra pelo selo Baticum. Gravado a distância, durante o período de isolamento social, o single apresenta a inédita composição A terra, feita por Alzira E a partir de poema de Eunice Arruda.

Juliano Laham diz que está curado de câncer: 'Nenhum tratamento adicional para ser feito'

Ator fez cirurgia na quinta (22) para retirar tumor benigno nas glândulas adrenais. Amigos famosos comemoraram nas redes sociais. Juliano Laham diz que está curado de câncer Reprodução/Instagram/Juliano Laham Juliano Laham afirmou que está curado do tumor benigno nas glândulas adrenais. O ator anunciou que estava com a doença em setembro e fez cirurgia na semana passada. "Passando pra compartilhar com vocês uma notícia incrível! Graças a de Deus eu estou curado do câncer", escreveu Laham na noite de terça (27). "Eu não tenho nenhum tratamento adicional para ser feito, somente acompanhamento regular e vida 100% normal. Obrigado Deus pelo maior ensinamento, vibrar na fé, no amor e na positividade. Estou MUITO FELIZ!", continuou. Agatha Moreira, Tata Werneck, Juliana Paiva, Yanna Lavigne e Marcelo Serrado comemoram a boa notícia com comentários no post de Laham. Cirurgia bem sucedida Juliano Laham passou por uma cirurgia para retirar o tumor benigno na quinta (22). Dias depois, ele falou sobre seu estado de saúde. "Eu renasci! Obrigado Deus pela oportunidade de estar vivo e poder estar ao lado da minha família e das pessoa que eu tanto amo. Esta foto representa vitória", escreveu o ator. "Agora vou focar na minha recuperação e em breve estarei de volta a minha rotina. Meu coração está repleto de amor e gratidão pela torcida e orações de todos vocês. Já Deus certo!", comemorou Laham. O ator anunciou que estava com a doença ao justificar a ausência no quadro "Dança dos Famosos" 2020, do "Domingão do Faustão" no começo de setembro. Semana Pop: Conheça 5 artistas que surpreenderam na lista de mais influentes da 'Time' VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento

Agora sou gospel: Whindersson Nunes, Luciano Camargo e outros investem em louvores

Sertanejo se juntou ao time de artistas que dedicam projetos paralelos às canções religiosas. Além deles, mais artistas incluíram louvores em lives durante pandemia. Luciano Camargo estreia projeto gospel Whindersson Nunes e Luciano Camargo têm um ponto em comum: em paralelo à suas carreiras, eles decidiram também investir em canções religiosas. Luciano é o novato no mercado. Mas a vontade de se dedicar a louvores vem de anos atrás, quando ouviu o pedido da mãe para uma gravação nessa linha. "A primeira vez que a sementinha desse projeto foi colocada em mim, foi através da minha mãe há 20 anos. O tempo foi passando e essa vontade em mim foi crescendo", conta o sertanejo, que acaba de lançar a música "Tempo". A faixa integra um álbum com 15 faixas, que serão lançadas quinzenalmente e foram gravadas durante a pandemia. Do rap ao louvor No ano passado, Kanye West entrava nesse mercado e deixava para trás suas letras polêmicas. Em outubro de 2019, o rapper lançou o álbum "Jesus is king". O projeto já rendeu prêmios ao cantor. No Billboard Music Awards 2020, ele saiu vencedor de quatro categorias: Melhor artista gospel, Melhor álbum de música cristã, Melhor álbum gospel e Melhor Música Gospel. Diferentemente de Luciano, que garantiu que não abandonará seu projeto sertanejo com Zezé Di Camargo para se dedicar ao gospel, Kanye está determinado em deixar para trás seu antigo repertório. Segundo o site TMZ, fontes próximas ao artista disseram que ele "não cantará nunca mais suas músicas antigas nos formatos originais". Processo de cura Whindersson Nunes durante gravação do clipe de 'Paraíso', parceria com o cantor Luan, nos Lençóis Maranhenses Reprodução/Instagram Também em 2019, Whindersson Nunes compôs "Girassol". A faixa fala de um processo de cura interior e foi escrita pelo artista enquanto ela lidava com a dor da perda de um amigo, o cantor Gabriel Diniz, que morreu em um acidente de avião, aos 28 anos, em maio daquele ano. Além de apresentar a faixa na rede social no esquema voz e violão, Whindersson gravou a canção ao lado de Priscilla Alcantara. A cantora ainda fez uma nova versão da gravação, desta vez, sem o humorista. Pouco antes da composição, o humorista havia revelado aos seguidores que tratava uma depressão. Ligado à religião desde pequeno, costuma dizer que a doença o fez questionar sua fé. A música foi a maneira que encontrou para se reaproximar de Deus. "A igreja me influenciou 100%", afirmou em entrevista ao G1. "Gosto do que eu falo nas músicas e o modo como eu falo é para mim mesmo. Mas acaba ajudando muita gente." Aos fãs mais receosos, Whindersson já mostrou que está no time de Luciano e não vai abandonar a carreira na qual despontou para se dedicar aos hinos de louvor. "Gosto de rir e de cantar, tudo isso sempre anda junto, e eu consigo fazer várias coisas ao mesmo tempo." Louvor na pandemia Luan Santana canta em sua primeira live no YouTube Reprodução/Canal oficial do artista Em 2020, muitos artistas optaram pela regravação de louvores ou por fazer lives ao som de canções religiosas durante a pandemia de coronavírus. Anitta, por exemplo, integrou o festival "Ao Vivo Pela Vida". Além de canções religiosas, a transmissão também teve mensagens de líderes de diferentes religiões. Gusttavo Lima abriu sua segunda live cantando "Maria Passa à Frente". Já Luan Santana convocou o padre Fábio de Melo e os pastores André Valadão e Deive Leonardo para uma de suas transmissões on-line. Ao G1, ele comentou por que artistas de fora do gospel estão cantando músicas religiosas em suas lives e explicou o motivo do convidado especial naquele momento de isolamento. "Eu quero chamar alguém que passe calma, que passe paz para as pessoas." Leia também: Como estética religiosa fascina artistas e foi parar em shows e álbuns de Kanye West e outros? 'Tirei a fase da pandemia para realizar um sonho', conta Luciano sobre projeto gospel VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento

Eleição pop nos EUA: veja artistas que se envolvem na campanha e apoiam Trump ou Biden

Lista de Biden tem Jennifer Aniston, Brad Pitt, Leonardo DiCaprio, Dave Grohl, Billie Eilish e mais. Já entre apoiadores de Trump estão Kid Rock, Kirstie Alley, Ted Nugent e outros. Saiba em quem os artistas votam nos Estados Unidos A menos de uma semana da eleição presidencial nos EUA, e com a votação antecipada atingindo recordes, vários artistas estão engajados na campanha por Joe Biden ou Donald Trump. Eles incentivam o voto antecipado - prática possível no sistema eleitoral do país onde - e declaram suas escolhas. WEBSTORIES: Saiba mais sobre quem é Biden e quem é Trump Veja abaixo dez dos principais artistas que apoiam cada um. Artistas que apoiam Donald Trump Kirstie Alley Kirstie Alley em 'Scream queens' Divulgação Um dos posts que mais repercutiram de artistas que apoiam Trump em 2020 foi da atriz de "Olha quem está falando". “Votei nele em 2016 e vou votar de novo nele nesse ano e pelo mesmo motivo: ele consegue resolver as coisas rapidamente e vai recuperar a economia rapidamente”, escreveu ela no Twitter Initial plugin text Jon Voight Jon Voight, que concorre por 'Ray Donovan', chega à premiação do Emmy 2016 Frazer Harrison / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP O ator de "Perdidos na noite" e "Anaconda" divulgou um vídeo em apoio a Trump e disse que os EUA "estão em perigo com esquerdistas e pensadores liberais". Initial plugin text Isaiah Washington Isaiah Washington Luna Markman/G1 O ator que já fez parte do elenco de "Grey's anatomy" deu uma entrevista em 2019 para o programa "Nuffsaid", da Fox Nation, dizendo que estava abandonando o Partido Democrata, no qual votou durante toda a vida, e que apoiava Trump, que o havia convidado para visitar a Casa Branca. Initial plugin text Roseanne Barr Roseanne Barr em cena de 'Roseanne' Divulgação A protagonista de "Roseanne" tinha voltado ao ar nos EUA com sua clássica série em 2018, mas o programa foi cancelado no mesmo ano após ela fazer comentários racistas. Depois, ela se tornou um pouco mais discreta nas redes, mas declarou seu apoio a Trump na reeleição, com direito a boné. Initial plugin text Kid Rock O cantor americano Kid Rock Divulgação/Myspace do Artista O cantor é um dos apoiadores mais próximos de Trump entre os artistas, desde o início do primeiro mandato. Eles costumam até jogar golfe juntos. Ted Nugent O líder do grupo homônimo de blues-rock é um ativista conservador dedicado, e já declarou apoio a Trump diversas vezes. Em 2020, ele até vende produtos da campanha do presidente na internet. Initial plugin text Ace Frehley Ace Frehley Divulgação/Site oficial O ex-guitarrista do Kiss disse ao programa de Cassius Morris, no YouTube: "Vou dizer que sou um apoiador de Trump. Todos os políticos têm esqueletos no armário. Mas acho que Trump é o líder mais forte que temos disponível". Kelsey Grammer Kelsey Grammer, melhor ator de comédia por "Boss" AP O ator de "Cheers" e "Frasier" já deu várias entrevistas nos EUA explicando seu apoio a Trump. À CNN, ele disse apoiar as atitudes "passionais" do presidente e sua postura diferente dos outros políticos. Initial plugin text Scott Baio Scott Baio Divulgação O ator da série "Arrested Development" e "Happy days" é um antigo apoiador de Trump, desde as primárias de 2016. Ele criticou uma reunião do elenco de "Happy days" em apoio aos Democratas e se recusou a participar. Samaire Armstrong A atriz de "The O.C" divulgou vários vídeos e fotos no Instagram falando sobre seu apoio a Trump. "Faça a América grande de novo, de novo e de novo", ela diz na legenda de uma das imagens, citando o slogan do presidente. Samaire Armstrong Divulgação Artistas que apoiam Joe Biden Jennifer Aniston Jennifer Aniston Reprodução / Instagram "Eu votei em Joe Biden e Kamala Harris. Eu depositei minha cédula e fiz antecipadamente. Eu votei neles porque agora o país está mais dividido que nunca", escreveu a atriz de "Friends" ao lado de uma foto que mostra ela depositando seu voto antecipado pelos correios, modo possível de participação nos EUA. Estados decisivos lideram votação antecipada nos EUA Taylor Swift Taylor Swift no Globo de Ouro 2020 Mario Anzuoni/Reuters “A mudança de que mais necessitamos é eleger um presidente que reconheça que as pessoas de cor merecem se sentir seguras e representadas, que as mulheres merecem ter o direito de escolher o que acontece com seu corpo e que a comunidade LGBTQIA + deve ser reconhecida e incluída”, disse a atriz em à "V Magazine", explicando porque votaria em Biden. Tom Hanks Tom Hanks no tapete vermelho do Oscar 2020 Jordan Strauss/Invision/AP Tom Hanks e Rita Wilson fizeram doações para a campanha de Biden e o ator já tinha apoiado a campanha de Kamala Harris ao Senado em 2019. Hanks também criticou abertamente a forma como Trump lida com a pandemia do novo coronavírus ao jornal "The Guardian": "Cresci procurando por nossos líderes uma orientação calma e informada e não acho que tenhamos isso". Dwayne Johnson Dwayne Johnson em 'Arranha-céu: Coragem Sem Limite' Reprodução "The Rock", apoiou pela primeira vez publicamente um candidato à presidência dos EUA. Ele participou de uma videoconferência com Biden e Harris e disse: "O progresso pede coragem, humanidade, empatia, força, bondade e respeito. Ser gentil e respeitoso um com o outro sempre vai fazer a diferença." Dave Grohl, Bon Jovi, Pink... Dave Grohl, vocalista do Foo Fighters, no Rock in Rio 2019 Marcelo Brandt/G1 O líder dos Foo Fighters foi um dos vários músicos que participaram de um "showmício" virtual em apoio aos Democratas no domingo (25), junto com Bon Jovi, Pink, John Legend e outros. Leonardo DiCaprio Leonardo DiCaprio no tapete vermelho do Oscar 2020 Jordan Strauss/Invision/AP O ator e ativista participou de pelo menos um evento de arrecadação de fundos para a campanha de Biden em 2020. Jennifer Lopez Jennifer Lopez posa no tapete vermelho do Globo de Ouro 2020 Jordan Strauss/AP J-Lo anunciou seu apoio a Biden em uma videochamada com o candidato e falou sobre os problemas que impactam a comunidade latina nos EUA: "Queremos nos unir como um time para combater a Covid e reconstruir a economia dos EUA, que precisa tanto de nós." Billie Eilish Billie Eilish no tapete vermelho do Oscar 2020 Mike Blake/Reuters A jovem cantora se apresentou no evento da convenção do Partido Democrata e escreveu nas redes sociais: “Donald Trump está destruindo nosso país e tudo que nos preocupa" Brad Pitt Brad Pitt no tapete vermelho do Festival de Veneza para o lançamento do filme “Ad Astra” REUTERS/Yara Nardi O ator não só apoia Biden como participou de sua campanha narrando uma propaganda eleitoral. "Um líder que entende, escuta, é honesto e trata os outros com respeito", ele diz sobre o democrata. Initial plugin text Cardi B Cardi B recebe prêmio por Melhor Álbum do Ano no BET Awards Jean-Baptiste LACROIX / AFP A rapper é uma forte apoiadora de Bernie Sanders, o pré-candidato democrata derrotado por Biden nas primárias. Mesmo assim, ela declarou apoio a Biden na disputa contra Trump em um evento pelo Zoom promovido pela revista "Elle". Cardi B e Coronavírus: como a cantora pop virou símbolo da prevenção da doença VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento

Redução de imposto para games só deve impactar preços se houver concorrência de mercado

Presidente Jair Bolsonaro anunciou na segunda-feira (26) redução do IPI que incide sobre consoles de videogames, acessórios e jogos. Redução do IPI foi publicado no Diário Oficial da União nesta terça-feira (27) Mariana Nadaleto/G1 O presidente Jair Bolsonaro anunciou na segunda-feira (26) a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre consoles de videogames, acessórios e jogos. O texto foi publicado nesta terça-feira (27) no Diário Oficial da União (DOU). Com a decisão, o IPI de consoles e máquinas de jogos de vídeo foi reduzido de 40% para 30%, enquanto o de acessórios foi cortado de 32% para 22%. A alíquota de videogames que possuem tela incorporada, tipo arcade, e os portáteis, por sua vez, caiu de 16% para 6%. A redução do IPI, contudo, não é sinônimo de queda imediata nos preços dos games, alertou o economista Bernard Appy, diretor do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF). "A redução do imposto só será repassada aos preços se o mercado for concorrencial, como o que possui diferentes marcas e o contrabando for determinante", explicou ele. Segundo o economista, a ideia é que, com mais concorrência, as empresas baixem os preços para vender mais. Na prática, é a disputa que incide na lei da oferta e demanda. Além de armas de fogo e cigarros, videogames e eletrônicos compõe a lista dos dez produtos mais contrabandeados do país, segundo a Receita Federal. Além do IPI, Ademir de Souza Pereira Junior, professor de finanças da BSSP Educacional, destaca que jogos eletrônicos também estão sujeitos ao Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) (ICMS) e, em alguns casos, Imposto sobre Importação. "Embora boa parte das mídias físicas seja produzida no Brasil, o país não possui mais nenhuma manufatura de consoles. Existem empresas que produzem algumas peças aqui e depois exportam para países como México e Colômbia, gerando mais competitividade internacional, explicou. Apesar do alto valor do dólar, que ultrapassa a marca dos R$ 5,60, o professor acredita que a redução do IPI terá mais impacto em modelos produzidos fora do país e importados a partir de agora. "Os jogos que são produzidos na Zona Franca de Manaus já possuem isenção tributária. Por isso, a redução de preços pelo IPI será mais interessante para os modelos produzidos fora do país", disse ele. Vale destacar que essa é a segunda redução do IPI sobre videogames anunciada por Bolsonaro. No final de 2019, as alíquotas foram reduzidas de 20% a 50% para uma faixa entre 16% e 40%. Na mesma época, a Sony reduziu o preço do PlayStation 4 de R$ 2.599 para R$ 2.399. Na avaliação de Appy, que foi secretário-executivo do Ministério da Fazenda do governo Lula, a nova decisão de Bolsonaro não deve trazer vantagens reais aos brasileiros. "É uma medida populista. No lugar de discutir a uniformização da política tributária, estamos abordando detalhes que não são importantes para o país", analisou. De acordo com o governo, o impacto previsto na arrecadação será de R$ 2,7 milhões por mês em 2020. A previsão para o exercício de 2021, por sua vez, deverá ser de R$ 36 milhões, enquanto para o de 2022, de R$ 39 milhões. Novas alíquotas: Consoles e máquinas de jogos de vídeo: de 40% para 30%; Acessórios de consoles, cujas imagens são reproduzidas em uma tela: de 32% para 22%; Máquinas de jogos de vídeo com tela incorporada: de 16% para 6%. Assista as últimas notícias de economia Assista as últia

Em 'Tenet', Christopher Nolan foca no tema principal de sua carreira: 'Tempo é o mais cinemático dos assuntos'

Em entrevista ao G1, cineasta britânico fala sobre como queria trazer o conceito, presente em quase todos os seus filmes, para o 1º plano: 'é uma experiência sensorial, não intelectual'. Uma bala de revólver deixa o buraco em uma parede e, desafiando as leis da física, volta para o cano da arma até se alojar no pente. Essa imagem habitou por muito tempo a mente do cineasta britânico Christopher Nolan – o suficiente para criar raízes, crescer, e dar origem a seu novo filme, o ambicioso "Tenet". O primeiro grande lançamento dos cinemas no Brasil após a reabertura de algumas salas estreia nesta quinta-feira (29) como o ápice de um tema comum a quase toda a carreira do diretor e roteirista de 50 anos. G1 JÁ VIU: 'Tenet' tem ótimas cenas de ação em um dos piores roteiros de Christopher Nolan Na trama de espionagem com toques de ficção científica, o tempo é a grande estrela, verdadeiro protagonista de belas e inventivas cenas de ação, com objetos e até pessoas presos em uma existência de trás pra frente, do futuro para o passado. Assista ao trailer de 'Tenet' Mas tudo começou com um projétil, há mais de 20 anos. "Enquanto escrevia o filme, algo que eu fazia há um bom tempo, eu meio que topava com imagens e símbolos com os quais vinha trabalhando ao longo dos anos", diz Nolan ao G1, em entrevista por telefone. "Em particular o tema da bala sendo sugada da parede de volta para uma arma. Isso é algo que aparece de forma metafórica ou simbólica em 'Amnésia'." Christopher Nolan conversa com John David Washington durante gravações de 'Tenet' Divulgação Desde seu segundo filme (e primeiro sucesso), que em 2000 conquistou a crítica com a história de um homem com a inabilidade de gravar memórias recentes, o cineasta dá pistas de sua paixão pela passagem do tempo. Maior exemplo disso está em "A origem" (2010), que exibia linhas temporais cada vez mais dilatadas conforme os heróis se aprofundavam em diferentes camadas de sonhos – mas variações também estão presentes em grande parte de sua obra, como "Interestelar" (2014) e "Dunkirk" (2017). "Você para e percebe que o tempo é o mais cinemático dos assuntos. Ele é unicamente qualificado como um tema para um filme. Enquanto escrevia 'Tenet', eu queria realmente tentar trazer essa qualidade para o primeiro plano e dar ao público uma experiência que não pode ser lida em um roteiro, não pode ser discutida", diz o diretor. "Ela tem de ser filmada e vivenciada para poder realmente ser entendida em um nível emocional ou instintivo. É uma experiência sensorial, não intelectual." Jack Cutmore-Scott, John David Washington e Robert Pattinson em cena de 'Tenet' Divulgação Ganhando tempo Em "Tenet", um espião sem nome (John David Washington) aceita a missão de impedir uma possível guerra mundial. O filme ainda conta em seu elenco com nomes como Robert Pattinson ("O farol"), Elizabeth Debicki ("As viúvas"), Aaron Taylor-Johnson ("Animais noturnos") e Michael Caine, parceiro de Nolan na trilogia de "Cavaleiros das Trevas" e em outras de suas obras. Através do traficante de armas milionário interpretado por Kenneth Branagh ("Assassinato no expresso do Oriente"), uma entidade misteriosa ameaça a realidade com o poder de inverter a entropia de objetos ou até de pessoas – o que significa, na narrativa, que eles passam a existir de trás para a frente. Apesar do conceito temporal, o filme é um dos mais lineares da carreira de Nolan, que na maior parte do tempo desiste de pular pela narrativa, uma das grandes marcas de seu trabalho. Elizabeth Debicki e Kenneth Brannagh em cena de 'Tenet' Divulgação Nolan sabe Mesmo assim, o britânico não abre mão de outra de suas características principais e omite respostas a muitas das maiores possíveis revelações da trama. Assim como no peão ao final de "A origem", o cineasta prefere deixar o público chegar às suas próprias conclusões. É uma opção consciente. Ele sabe das respostas, mas escolhe dar o poder ao espectador. "Eu certamente tenho mais conhecimento e respostas e acesso a informação que os personagens e o público. Mas quando você lida com coisas que são literalmente inconcebíveis, você tem que respeitar isso como criador, mesmo enquanto está estabelecendo uma nova realidade", afirma Nolan. "Se você tenta lidar com algo que pode ser real em algum nível, mas que pode ter implicações filosóficas interessantes, também tem de respeitar uma maior ambiguidade em relação à sua própria experiência pessoal e libertar o espectador." Christopher Nolan e John David Washington em gravação de 'Tenet' Divulgação Você não está sozinho Se serve de consolo, o comportamento do diretor não se limita ao público. Washington – ator que herdou o carisma do pai, Denzel – conta ao G1 que passou por algo parecido. O protagonista, revelado ao grande público como a estrela de "Infiltrado na Klan" (2018), passou por algo parecido. Depois de voltar para a casa dos pais, em Los Angeles, no começo da pandemia, ele assistiu ao filme com a família, e discutiu com eles a conclusão da história – mas não com o cineasta. O que não significa que o britânico seja fechado a perguntas. Washington ri ao perceber que não chegou a debater as maiores revelações com seu diretor, mas diz que ele estava sempre aberto a colaborações. John David Washington e Elizabeth Debicki em cena de 'Tenet' Divulgação "O que me surpreendeu em relação às respostas de Nolan às minhas perguntas era que ele me deixava entender sozinho. Ou então me guiava, avisava se eu não estava no caminho certo, mas também me deixava descobrir e usar minhas próprias interpretações do que ele escreveu", afirma o ator de 36 anos. "E o que era mais surpreendente, e que me deixou mais feliz, é que ele usou essas coisas. Estão no filme, em alguns dos aspectos da minha atuação, e até falas que eu improvisei." VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento

Rafael Rocha atira 'Pedra' em novembro após single com Ney Matogrosso

Artista abre os trabalhos do segundo álbum solo com 'Boca', samba do irmão Felipe Rocha. ♪ A caminho dos 40 anos, a serem festejados em 2021, o baterista, cantor e compositor carioca Rafael Rocha lança o segundo álbum solo em novembro com produção musical assinada pelo artista com Rodrigo Campello. Com repertório quase todo autoral, Pedra é o título do álbum que sucede Pirâmide (2015) – disco lançado há cinco anos – na obra fonográfica solo de Rafael Rocha, projetado como baterista e compositor da banda carioca Tono após ter integrado grupos como Brasov, Binário e Rabotnik. O primeiro single do álbum Pedra, Boca, tem lançamento programado para 6 de novembro. Única música do álbum Pedra sem a assinatura do artista, Boca é samba torto composto por Felipe Rocha, irmão de Rafael, e gravado com a participação de Ney Matogrosso. A adesão de Ney soa natural, já que, no álbum Atento aos sinais (2013), o cantor gravou duas músicas de Rafael Rocha, Não consigo e Samba do blackberry (parceria com Alberto Continentino), ambas lançadas em disco pelo grupo Tono em álbum de 2011. Na gravação de Boca, Rafael canta com Ney e toca bateria, guitarra e samplers. Os músicos Alberto Continetino (no baixo) e Rodrigo Campello (no cavaquinho) também tocam no single Boca, cuja capa expõe Rafael Rocha em foto de Caroline Bittencourt com arte de Bruno Capinan. Detalhe: foi através da tela do computador que Caroline Bittencourt – atualmente residindo em Copenhagen, cidade da Dinamarca – fotografou Rafael Rocha na Serrinha do Alambari, onde o artista vive no município fluminense de Resende (RJ).

Halloween: os personagem mais assustadores da ficção

'Tenet' tem ótimas cenas de ação em um dos piores roteiros de Christopher Nolan; G1 já viu

Primeiro grande lançamento após reabertura de alguns cinemas no Brasil, novo filme do cineasta se perde ao explorar de forma sisuda absurdos de idas e vindas no tempo. "Tenet", 11º filme de Christopher Nolan ("Dunkirk") que estreia nesta quinta-feira (29), é a obra mais marcada pelos grandes símbolos da carreira do cineasta – um grande espetáculo visual em um gênero conhecido, com toques de ficção científica, que embala discussões e temas mais profundos. Infelizmente, o primeiro grande lançamento dos cinemas após a reabertura de algumas salas no Brasil é um dos piores roteiros já escritos pelo britânico, com diálogos pobres e perdido em sua própria complexidade. Apesar do belíssimo elenco, encabeçado por John David Washington ("Infiltrado na Klan") e de Robert Pattinson ("O farol"), e das criativas cenas de ação, "Tenet" consegue a proeza de confundir o público ao mesmo tempo em que é de certa forma previsível. Assista ao trailer de 'Tenet' Sem tempo, irmão Nolan coloca no centro da narrativa um tema comum a grande parte de seu trabalho, o tempo. Washington – filho mais novo de Denzel e com o carisma do pai – interpreta um espião que aceita a missão de impedir uma possível guerra mundial. Através do traficante de armas milionário interpretado por Kenneth Branagh, uma entidade misteriosa ameaça a realidade com o poder de inverter a entropia de objetos ou até de pessoas – o que significa, na narrativa, que eles passam a existir de trás para a frente, do futuro para o passado. Jack Cutmore-Scott, John David Washington e Robert Pattinson em cena de 'Tenet' Divulgação O cineasta, que não é bobo, tira proveito da premissa, com lutas e perseguições grandiosas e emocionantes que acontecem para os dois lados da linha temporal de forma simultânea. Nolan se aproveita da confusão mental provocada pelo efeito com a maestria esperada do criador de "A origem" (2010) e "Interestelar" (2014), enquanto dá um certo alento ao espectador mais perdido, que tem a companhia do protagonista sem nome, outro novato nesse universo de regras incertas. Elizabeth Debicki e Kenneth Branagh em cena de 'Tenet' Divulgação Alguém nos ajude, Nolan, a entender A famosa inventividade narrativa do britânico fica concentrada mais no tema. Ironicamente, considerando o conceito de vai e vem temporal, a trama de "Tenet" é uma das mais lineares de sua carreira. Talvez por causa dessa complexidade, ele não abusa de pulos e efeitos que desorientam o público como os de "Amnésia" (2000) e até do mais recente "Dunkirk" (2017). A opção ajuda, mas ainda não é suficiente para impedir que o espectador corra o tempo inteiro para acompanhar todas as ideias da história. Cena de 'Tenet' Divulgação Nem mesmo as longas sequências em que um personagem especialista explica tudo o que está acontecendo, e que já são outra marca (não tão bem-vista) do cineasta, funcionam muito bem. Na maior parte do tempo, elas são tão repletas de termos técnicos que soam mais como aulas de física – para piorar, são enfraquecidas por falas que parecem tiradas de um roteiro de curso de cinema. Quando uma das líderes, que parece entender muito bem a ameaça mas que insiste em falar de forma críptica, desiste e grita para o protagonista "estamos sendo atacados pelo futuro!", o filme já perdeu tempo demais em sua própria sisudez para impedir uma virada de olho na plateia. Com um conceito tão absurdo, "Tenet" teria muito a ganhar ao não se levar tão a sério. John David Washington e Elizabeth Debicki em cena de 'Tenet' Divulgação Fé tem limites O título pode ser traduzido como "princípio religioso", ou até mesmo "dogma". Além de servir como um palíndromo, uma daquelas palavras que podem ser lidas da mesma forma de trás para frente, ela também é uma metáfora para as motivações do protagonista. Nolan a escolheu de forma consciente, mas esquece que isso enfraquece o personagem. Sem entender exatamente por que ele aceita uma missão que o próprio não compreende, o público tem dificuldades para criar uma conexão – o carisma da família Washington tem seus limites. Até a opção de omitir seu nome, com certeza algo que pareceu muito sagaz na cabeça do cineasta, tira um pouco da surpresa de uma das grandes revelações finais. O britânico ainda deixa outros pontos vitais para que o público chegue às próprias conclusões, mas faltam a eles a aura de mistério do peão rodando na última cena de "A origem". Kenneth Branagh em cena de 'Tenet' Divulgação Ótimo filme ruim "Tenet" é uma produção ambiciosa que realmente merecia ser vista na maior tela possível, prejudicada pela triste realidade da pandemia. Infelizmente, até por estar há tanto tempo longe dos cinemas, o público merecia um pouco mais do que a tentativa de alcançar a mente de Nolan por duas horas e meia. Com suas explicações complicadas, um senso de urgência com final previsível e ação impecável, é uma obra tecnicamente perfeita, mas que não atinge os altos objetivos que ela mesma estabelece. Na superfície parece excelente, mas não resiste a uma observação mais aprofundada (quem conseguir encontrar lógica para as máscaras de oxigênio, por exemplo, merece um prêmio). "Tenet" é, talvez, um ótimo filme ruim. John David Washington e Robert Pattinson em cena de 'Tenet' Divulgação

Mauricio de Sousa completa 85 anos, e Turma da Mônica faz homenagem nas redes sociais

'Seja nos gibis, nas redes sociais, no cinema, ou no passatempo, sua presença está em todo lugar. Sobretudo na memória afetiva de milhões de brasileiros', celebra a página oficial. Mauricio de Sousa completa 85 anos O cartunista Mauricio de Sousa completa 85 anos nesta terça-feira (27) e o perfil da Turma da Mônica fez homenagens ao seu criador nas redes sociais. "Mauricio de Sousa comemora hoje 85 anos. Seja nos gibis, nas redes sociais, no cinema, ou no passatempo, sua presença está em todo lugar. Sobretudo na memória afetiva de milhões de brasileiros. E no presente, tão grande. Novinho em folha. Feliz aniversário", diz o post no Twitter. Já no Instagram, o perfil da Turma da Mônica contou um pouco do começo da carreira de Mauricio: "Nos anos 1950, Mauricio de Sousa começou a procurar emprego como desenhista. Ouviu um 'desista, menino'. Depois surgiu uma vaga no jornalismo. E Mauricio foi aprimorando seu método de contas histórias. No dia 18 de julho de 1959, na Folha Tarde, a primeira historinha foi publicada. O resto é Presente. E muita história", diz o post. A jornalista Andreia Sadi, o ator e ex-BBB Babu Santana e outros fãs desejaram parabéns ao cartunista, que segue em atividade e está focado em desenvolver a história da Turma da Mônica na fase adulta. "Vai dar um trabalho danado. Eu vou ter que contratar jornalista, vou ter que contratar psicólogo, psiquiatra, escritor, porque eu tenho que fazer a história. A obra adequada para coroar a vida da Turma da Mônica. Então vem aí, não sei quando, alguma coisa que está nascendo aí do estúdio", revela Maurício no vídeo acima. No cinema, o filme "Turma da Mônica: Laços" foi um sucesso de bilheteria em 2019 e vai ganhar continuação. Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica, em foto de janeiro de 2019 Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento

Edi Rock equilibra 'beats' de ontem e hoje para reforçar discurso do álbum 'Origens 2'

Rapper enfatiza a matriz do hip hop na sequência do disco de 2019 ao mesmo tempo em que renova o som ao se conectar com gerações mais jovens. Capa do álbum 'Origens parte 2 – Ontem, hoje e amanhã' Divulgação / Som Livre Resenha de álbum Título: Origens parte 2 – Ontem, hoje e amanhã Artista: Edi Rock Edição: Som Livre Cotação: * * * * ♪ Edi Rock arrisca definições de liberdade nos versos de Origens parte 2, rap produzido por Anderson Franja que abre e batiza o terceiro álbum solo desse artista paulistano revelado e projetado no grupo Racionais MC's. O tema de abertura dá o tom reflexivo do discurso do disco. Sequência de Origens (2019), álbum pautado por misturas rítmicas, Origens parte 2 – Ontem, hoje e amanhã se fundamenta mais no rap – como sinalizaram os singles Vidas negras e Só Deus (com refrão evocativo da atmosfera do gospel na voz de Daniel Querino – e menos nas fusões do rap com outros gêneros musicais, para enfatizar a mensagem. O discurso de Edi Rock geralmente passa longe da originalidade, mas soa necessário e reforça recado que ainda precisa ser escutado pela sociedade brasileira, apodrecida por séculos de racismo e injustiça social. Mesmo em faixa iluminada pelo sol da positividade e produzida pelo trio Dogz, como Um novo amanhã (com Thiaguinho brilhando no canto de alma soul), há o peso do hip hop. Rap formatado por Anderson Franja, produtor de oito das 12 faixas do álbum, Dá um grito traz Big da Godoi no refrão e um beat sombrio que se afina com o cotidiano cinzento da cidade de São Paulo (SP), também assunto de Paranoia – faixa pesada que junta Edi Rock com MC Sombra – e da história narrada na funkeada Tá tendo, faixa produzida por Paulo Ninja. Já Grão de areia bebe da fonte do rap norte-americano e do funk do baixista Bootsy Collins para ressaltar que cada mano é mais um na multidão e na correria da luta cotidiana. De Angola, faixa produzida por CHF que une Edi Rock ao trapper carioca Flacko, acelera mais o ritmo com toque de modernidade, mostrando que o rapper dos Racionais MC's continua em movimento, atento aos sinais do hip hop. A conexão com Guto GT – filho de KL Jay, DJ do Racionais MC's – no R&B romântico Vai chover reafirma a disposição de Edi Rock para se irmanar com gerações mais jovens. DJ Will assina a produção da faixa. Edi Rock e Thiaguinho se juntam em 'Um novo amanhã', uma das melhores faixas do terceiro álbum solo do rapper Leonardo Muniz / Divulgação Além de modernizar o som de Edi Rock sem afastá-lo da matriz do rap, a ligação com jovens manos impede que o artista soe como clone de si mesmo. Faixas como Som de Iemanjá renovam o som do artista, apontando futuro para Edi Rock. Contudo, o álbum Origens parte 2 também valoriza tradições do “velho rap”, assim mencionado nas rimas de Liberdade, faixa produzida por DJ Cia e gravada por Edi com o canto enérgico da rapper Lourena e com o discurso do rapper Morcego. Na faixa, Edi Rock volta a refletir sobre o conceito de liberdade. “Somos um time. Somos um filme. Esse roteiro é nosso”, conclui o rapper no fim do discurso. Vai se diferencia nesse roteiro pela pressão do baticum da faixa produzida por Pedro Penna, autor do rap também assinado por Edi Rock e pelo convidado Jorge Du Peixe. A força dos atabaques potencializa o discurso que capta o momento apocalíptico do mundo. Com produção de Anderson Franja e Sergio Santos, Dinheiro tem pegada aliciante, potencializada pela união de Edi Rock com o rapper carioca MV Bill nesta faixa de batida vintage que nem o discurso – construído com definições-clichês sobre o vil metal – consegue enfraquecer. No arremate do álbum Origens 2, Edi Rock bebe da fonte matricial da África em Heads up com o afrobeat de Meaku, nigeriano residente em Los Angeles (EUA), assim como produtor dessa bilíngue faixa final do álbum, DJ Fredy Muks. Sem esquecer os beats de ontem, Edi Rock também sintoniza os sons de hoje, de olho no amanhã, justificando o subtítulo da alentada sequência do álbum Origens.

Renato Russo e Operação Será: Cantor não tem músicas inéditas, dizem produtores

Em operação, polícia afirmou ter encontrado relatório que indica a existência de canções inéditas. Segundo produtores, material pode ter, na verdade, novas gravações de músicas já conhecidas e remixagens; entenda o caso. Renato Russo e Operação Será: Cantor não tem músicas inéditas, dizem produtores Produtores musicais que trabalharam com a obra de Renato Russo - em vida e após sua morte, em 1996 - negaram que os materiais do artista citados em um relatório encontrado durante uma operação policial, nesta segunda-feira (26), sejam músicas inéditas. A Delegacia de Repressão a Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) divulgou ter apreendido, em um estúdio na Zona Sul do Rio, o documento que menciona supostas obras nunca lançadas pelo vocalista da Legião Urbana. Entenda, abaixo, os principais pontos do caso: Renato Russo em show da Legião Urbana em 1994 Milton Michida/Agência Estado A Operação Será, da Policia Civil do Rio, começou há cerca de um ano, depois de uma denúncia feita pelo filho de Renato, Giuliano Manfredini; Nas buscas desta segunda, os policiais afirmam ter encontrado o documento que cita 30 músicas nunca lançadas oficialmente. Entre elas, segundo os agentes, estão versões de canções da Legião Urbana e algumas que podem ser inéditas; Um dos alvos da investigação é o advogado, escritor e pesquisador Marcelo Fróes, idealizador de álbuns póstumos de Renato; Fróes nega ter se apropriado indevidamente de obras do cantor. Segundo ele, não há músicas nunca divulgadas de Renato, mas sim gravações inéditas de canções já lançadas; Carlos Trilha, produtor dos álbuns solo de Renato, comentou o caso, também afirmando que não existem músicas inéditas. Segundo ele, as obras citadas no relatório podem ser remixagens e letras nunca usadas, que estariam sendo musicadas por outros artistas. Marcelo Fróes, que trabalhou em projetos póstumos de Renato entre 2003 e 2010, conta ter entregue à família do cantor, em 2002, um relatório com o levantamento de materiais musicais achados em uma gravadora e em acervos pessoais. Ao G1, ele diz não existir, nesse documento, qualquer menção a canções de Renato ou da banda ainda desconhecidas pelo público. "Até porque, se existissem, já teriam sido lançadas no passado." "É fundamental que as pessoas entendam a diferença entre música inédita, aquela totalmente nova, que ninguém nunca ouviu, e gravação inédita, que é a música já conhecida, gravada de uma forma diferente", explica. "Se falarmos em gravações de músicas já conhecidas, posso afirmar que existem muito mais do que 30 inéditas. Há muito material guardado, que também tem um altíssimo valor histórico." Fróes afirma que, desde o disco póstumo "Duetos", de 2010, não trabalhou em outros projetos ligados à obra da Legião ou de seu vocalista. Para ele, a operação policial que busca músicas inéditas do cantor é "fruto de uma falha de comunicação". O produtor Carlos Trilha, que trabalhou com Renato ainda em vida, em seus discos solo, não acredita na existência de material novo, que possa dar origem a um novo projeto póstumo do artista. Segundo ele, os áudios citados no relatório achado pela polícia podem ser remixagens ou pedaços de gravações, que não entraram nas versões finais de músicas já lançadas. Trilha acrescenta que podem existir trechos de letras não usadas, tampouco finalizadas pelo cantor. Mas, crítico dos álbuns criados após a morte de Renato, ele acredita que, se ainda estivesse vivo, o líder da Legião desaprovaria o lançamento desses trabalhos. "Lembro de, em uma ocasião, o Marcelo me falar que seria legal dar essas letras para artistas consagrados finalizarem. Eu não acho legal. Alguns desses artistas, o Renato nem gostava." Operação Será Batizada com o nome de uma das composições do artista, a operação da Policia Civil do Rio foi motivada por um registro de ocorrência feito por Giuliano Manfredini, filho de Renato e detentor dos direitos autorais de parte de sua obra. Delegado explica caso envolvendo músicas de Renato Russo Segundo os investigadores, o estúdio onde o relatório foi encontrado prestou serviços para uma gravadora. “O cumprimento do mandado de busca e apreensões foi altamente produtivo e conseguimos provas robustas, que em breve vão ajudar a esclarecer toda a verdade sobre o que estava acontecendo. Tem pelo menos 30 músicas em versões inéditas”, afirmou o delegado Mauricio Demétrio, titular da DRCPIM. “Foi feito um serviço, a pedido de uma gravadora, e há menções de canções e versões de canções inéditas. E a gente tem que confrontar o dono do direito autoral, que é o filho do Renato Russo, para ver se ele tinha conhecimento desse material que está no caixa-forte de uma gravadora”, acrescentou o delegado. Um representante de Manfredini foi procurado, mas não retornou o contato do G1.

Veredito em ação de Johnny Depp contra jornal britânico sairá em novembro

Ator processou publicação que o rotulou como 'espancador de esposa'. Amber Heard deu depoimento e confirmou agressões e relacionamento abusivo. Relembre o caso. Johnny Depp e Amber Heard deixam tribunal após depoimentos em 16 de julho de 2020 REUTERS/Hannah McKay O astro de Hollywood Johnny Depp descobrirá no dia 2 de novembro o desfecho de sua ação de difamação contra um jornal britânico que o rotulou de "espancador de esposa", um veredito que pode ter um impacto duradouro em sua carreira. Depp, de 57 anos, processou a News Group Newspapers, que publica o Sun, e um de seus jornalistas, Dan Wootton, por causa de um artigo de 2018 segundo o qual o ator foi violento com sua ex-esposa, a atriz Amber Heard, de 34 anos, e que questionou sua escalação para a franquia de filmes "Animais Fantásticos e Onde Habitam". Tanto Depp quanto Heard depuseram diante do juiz Andrew Nicol durante uma audiência de três semanas na Alta Corte de Londres em julho, expondo suas vidas pessoais tumultuadas e fazendo alegações de abusos domésticos graves, consumo de drogas e casos extraconjugais. RELEMBRE: Johnny Depp acusa ex de defecar em sua cama; Amber Heard diz que fezes eram de cachorros, mas funcionária desmente O casal se conheceu filmando "Diário de um Jornalista Bêbado" em 2011 e se casou em fevereiro de 2015, mas Heard pediu o divórcio 15 meses depois. Depp disse à corte que nunca foi violento com a ex-esposa, que ela estava mentindo e que ela o agrediu em várias ocasiões, acrescentando que perdeu a ponta de um dedo depois que ela o atingiu com uma garrafa de vodca durante uma briga feroz. Heard disse que Depp se transformava em um alter ego egoísta, "o monstro", depois de exagerar no consumo de drogas e álcool. Ele ameaçou matá-la com frequência, disse ela nas audiências, detalhando 14 ocasiões de violência extrema nas quais o ator a sufocou, esmurrou, estapeou, golpeou com a cabeça, estrangulou e chutou. LEIA MAIS: Amber Heard diz que amava Johnny Depp e tinha esperança de que ele abandonaria vício VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento

Artistas na Itália protestam contra fechamento de cinemas e teatros para conter pandemia de Covid-19

País enfrenta 2ª onda de coronavírus e anunciou novas restrições no domingo (25). População se manifesta nas ruas contra medidas. Manifestantes vão às ruas da Itália protestar contra restrições para conter avanço da Covid-19 O mundo da cultura da Itália, desde o grande maestro Riccardo Muti passando pelos cineastas Marco Bellocchio e Nanni Moretti, protestou nesta terça-feira (27) contra as novas restrições de saúde impostas pelo governo para frear o aumento dos casos de coronavírus. O fechamento das salas de cinema e de teatros decidido por decreto desencadeou um movimento de protesto pacífico por parte de atores, diretores, cantores e intelectuais, que pediram publicamente ao chefe de Governo, Giuseppe Conte, e ao ministro da Cultura, Dario Franceschini, que suspendam a medida. Entre os manifestantes estão importantes diretores de cinema: Gianni Amelio, Pupi Avati, Marco Bellocchio, Nanni Moretti, Giuliano Montaldo, Paolo Taviani, Enrico Vanzina, Paolo Virzì. Todos estão preocupados com a crise desatada nesse setor após o primeiro confinamento de março e que corre o risco de se agravar com as novas medidas. Manifestantes protestam neste sábado (24) em Roma, Itália, contra restrições imposta por governos locais contra o coronavírus Mauro Scrobogna/LaPresse via AP "Os novos decretos afetam o setor que mais se adaptou de maneira correta e respeitosa às medidas prescritas pelos protocolos sanitários", alertam em um comunicado. As poucas salas de cinema e de concertos que abriram nas distintas cidades da península, assim como os festivais realizados, implementaram dois lugares livres entre os espectadores, a obrigação de reservar a entrada online e o uso de máscara permanente. "Segundo os últimos estudos, os teatros e as salas de concerto e de cinema estão entre os lugares mais seguros do país. Em virtude disso, não entendemos a lógica com a qual essas atividades foram suspensas", lamentam os signatários. Itália anuncia novas medidas de restrição contra o coronavírus O primeiro-ministro respondeu nesta terça-feira com uma carta na qual manifesta seu respeito e admiração por esse setor, explica que "nunca o considerou supérfluo" e que o critério adotado foi o de "reduzir a socialização e as ocasiões de reunião, com o objetivo de diminuir drasticamente o número de contatos pessoais". VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento

Exposição do Museu do Prado faz reflexão sobre papel da mulher na arte espanhola entre 1833 e 1931

Museu faz 'mea-culpa' em primeira exposição após reabertura e reconhece discriminação contra mulheres artistas e misoginia na forma em que foram retratadas historicamente. Mulher observa o quadro "Falenas" de Carlos Verger Fioretti durante a exposição "Convidadas não convidadas. Episódios sobre Mulheres, Ideologia e Artes Visuais na Espanha (1833-1931)" no museu do Prado em Madri Gabriel Bouys/AFP Escrava, bruxa, prostituta ou mãe: a representação da mulher na arte revela uma misoginia histórica que o Museu do Prado de Madri aborda em uma exposição fazendo o 'mea culpa'. Inaugurada no início de outubro e prevista até março, "Convidadas" revela "uma ideologia, uma propaganda de Estado sobre a figura feminina", explica à AFP Carlos Navarro, curador desta exposição, a primeira do museu após o confinamento. Pinturas, esculturas, fotografias ou vídeos entre 1833 e 1931 constituem esta exposição "sobre a mulher, a ideologia e as artes plásticas em Espanha". Tratam-se de alguns "fragmentos" históricos que evidenciam o "pensamento burguês que quer validar o papel que a sociedade atribui às mulheres", continua Navarro. O Prado, uma das maiores galerias de arte do mundo com dois séculos de história, se reconhece como corresponsável por esta misoginia com essa mostra. A instituição reconhece que houve discriminação contra as mulheres artistas, mas também na forma como as mulheres foram representadas nas obras adquiridas pelo Estado e expostas pelo museu na época. Misoginia Este sexismo que as obras pintadas por homens emitem constitui a primeira parte da exposição, onde se descobrem que as mulheres raramente são protagonistas e que costumam ser relegadas a simples decorações ou acessórios em torno do homem. Quando ocupam o primeiro plano, geralmente é contra sua vontade, como no caso de uma boêmia maltratada e excomungada em uma tela de Antonio Fillol Granell de 1914 intitulada "A rebelde". Há também prostitutas com rostos cansados em numerosas pinturas ou outra que suplica à sua madame sob o olhar indiferente de um cliente fumando um cachimbo no fundo de um quarto sórdido ("A besta humana", Antonio Fillol Granell, 1897). Pinturas "Crisálida" e "Inocência" de Pedro Saenz estão na exposição "Convidados não convidados. Episódios sobre Mulheres, Ideologia e Artes Visuais na Espanha (1833-1931)" no museu do Prado em Madri Gabriel Bouys / AFP Ou modelos forçadas a posar nuas, chorando, numa época em que "não havia limites para a idade ou a violência do nu", explica Navarro diante de meninas nuas que desprezam o público ("Crisálida" em 1897 e "Inocência" em 1899 de Pedro Sáenz Sáenz) ou da imagem de uma escrava acorrentada ("Escrava à venda", José Jiménez Aranda, 1897). Algumas obras empregam uma misoginia mais discreta, como "Soberba" (1908) de Baldomero Gili, com uma mulher elegante cujas roupas se confundem com a plumagem de um pavão atrás dela. Camuflada por uma estética elegante, era comum representar mulheres com certos atributos como o pavão, símbolo da vaidade, para encarnar os supostos defeitos do gênero feminino. O visitante também poderá contemplar a cena censurada do filme mudo "Carmen" (1913), quando o rosto da personagem principal se ilumina de paixão quando um homem morde suas costas. Polêmica O Prado recupera também dezenas de obras pintadas por artistas que a história não colocou no lugar que mereciam: muitas naturezas mortas mas poucos retratos, que antes eram reservados a autores do sexo masculino. Segundo o curador, a mostra traça os lapsos de um tempo que professoras como Rosa Bonheur ou María Antonia Bañuelos, por exemplo, não conseguiram apreciar. Subestimada por seus pares, as obras desta última estão todas no exterior agora. Antes mesmo da inauguração, a iniciativa gerou polêmica por críticas de alguns grupos feministas. A mostra também teve que remover uma obra falsamente atribuída a uma mulher quando havia sido pintada por um homem. Visitante está ao lado da pintura "O Primeiro Beijo" de Viniegra y Lasso de la Vega durante a exposição "Convidados Não Convidados. Episódios sobre Mulheres, Ideologia e Artes Visuais na Espanha (1833-1931)" no museu do Prado em Madri Gabriel Bouys/AFP A Rede de Pesquisa em Arte e Feminismo (RAF) denunciou que "a misoginia do século XIX continua a se projetar nas peças dessas artistas a pretexto de sua recriação histórica", enquanto o Observatório Mulheres nas Artes Visuais (MAV) criticou o título do exposição, vendo uma "chance perdida" de lutar contra o machismo. O curador minimiza as críticas como uma "polêmica induzida por historiadores e principalmente por críticos de arte contemporânea que esperavam fazer parte do projeto". VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento

João Donato tem álbum elétrico editado em LP duplo com outras cores na capa

Capa da edição em LP duplo do álbum 'Donato elétrico', de João Donato Reprodução ♪ Lançado em março de 2016, o álbum Donato elétrico apresentou dez músicas inéditas de autoria de João Donato, compostas pelo artista acriano sem parceiros e gravadas em 2015 com o toque do piano elétrico Fender Rhodes do músico, além de sintetizadores e teclados analógicos também pilotados por Donato. Quatro anos depois, o álbum Donato elétrico ganha edição em LP duplo, produzido pela fábrica Vinil Brasil e posto no mercado fonográfico através do Selo Sesc, com novo tratamento gráfico. O LP exibe outras cores na capa criada por Rodrigo Sommer para a edição original em CD do disco produzido por Ronaldo Evangelista. A edição em vinil do álbum Donato elétrico poderá ser comprada a partir de sexta-feira, 30 de outubro. Trata-se da primeira edição em LP comercializada pelo Selo Sesc, que prevê outros lançamentos no formato. Em Donato elétrico, o pianista revisitou sem saudosismo a sonoridade analógica de álbuns igualmente elétricos como A bad Donato (1970) e Donato Deodato (1973). A novidade residiu no encontro de João Donato com integrantes da banda Bixiga 70, com o trio Metá Metá e com músicos como o guitarrista Gustavo Ruiz, entre outros nomes da cena musical contemporânea da cidade de São Paulo (SP). Donato elétrico resultou em disco de grooves, pautado pelo toque à moda antiga do Fender Rhodes e pela leveza de sopros que mantiveram o álbum no suingue, seja no balanço cubano de Combustão espontânea (João Donato), seja na arretada levada afro-nordestina de Xaxado de Hércules (João Donato). As dez músicas foram compostas sem letras, mas vocalizes de Donato adornaram faixas como o tema jazzístico G8 (João Donato) e Tartaruga (João Donato). Capa da edição em LP do álbum 'Donato elétrico', de João Donato Divulgação / Selo Sesc ♪ Eis, na disposição do LP duplo, as dez músicas do álbum Donato elétrico : Disco 1 Lado A 1. Here's JD (6:13) 2. Urbano (5:38) Lado B 1. Frequência de onda (4:59) 2. Espalhado (4:09) 3. Tartaruga (4:42) Disco 2 Lado C 1. Soneca do marreco (3:59) 2. Combustão espontânea (4:41) 3. Resort (4:19) Lado D 9. Xaxado de Hércules (5:52) 10. G8 (5:17)

Após Covid-19, Jorge Aragão recebe alta e volta para casa

Ele afirma que se recupera em casa da doença. 'Fica aqui a minha reverência e gratidão aos profissionais da saúde e a todos vocês pelas mensagens positivas', disse ele. Jorge Aragão Léo Queiroz / Divulgação Por uma mensagem nas redes sociais, o cantor e compositor Jorge Aragão, de 71 anos, confirmou que foi para casa após passar por uma internação por causa do coronavírus. Ele afirma que se recupera em casa da doença. “Vencemos mais essa batalha. Já estou em minha casa desde o último domingo e em plena recuperação. Fica aqui a minha reverência e gratidão aos profissionais da saúde e a todos vocês pelas mensagens positivas”, afirmou Aragão. Jorge Aragão foi internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Unimed, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, no dia 13 de outubro. No último dia 20 de outubro, a assessoria do cantor confirmou que ele foi transferido para um quarto. Mesmo durante a pandemia, Jorge Aragão lançou trabalhos. Na segunda parte do álbum o álbum Jorge Aragão 70 – Ao vivo em São Paulo, apresentada na sexta-feira, 23 de outubro, o artista rebobina sete sambas autorais em cinco faixas. Vídeos: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias

Luciano Camargo celebra álbum gospel: 'Minha prioridade hoje é cantar pra Jesus'

Ao G1, sertanejo deu detalhes sobre projeto solo e diz que projeto solo é 'paralelo': 'Não existe Zezé Di Camargo sem o Luciano e não existe o Luciano sem Zezé Di Camargo'. Luciano Camargo estreia projeto gospel Em setembro, Whindersson Nunes divulgou um trabalho com influência 100% religiosa. Durante a pandemia, Anitta, Luan Santana e outros artistas cantaram louvores em suas lives. Agora, é a vez de Luciano se aventurar nessa seara. Sem o irmão, Zezé Di Camargo, o cantor sertanejo garante que não entrou nessa por modismo, tendência de mercado ou inspiração na pandemia. "A primeira vez que a sementinha desse projeto foi colocada em mim, foi através da minha mãe há 20 anos", recorda Luciano, ao lembrar que dona Helena pediu para que o filho gravasse um álbum de louvores. "O tempo foi passando e essa vontade em mim foi crescendo, mas há três anos, eu liguei para meu produtor falando que eu queria muito fazer esse projeto, mas a gente não deu o start", relembra o cantor durante conversa com o G1. Em julho de 2019, durante um ensaio para o show da turnê "Amigos - 20 anos", ele decidiu retomar a ideia e compartilhar esse desejo com um, até então, desconhecido. "Conversando ali com o Daniel, que é o vocalista do Chitão... Conheci ele naquele dia e tive vontade de falar sobre o projeto. Mas o tempo não era aquele ainda." O cantor adiou mais um pouquinho os planos, mas agora, em 2020, conseguiu colocar em prática o projeto. Neste mês, Luciano lançou "Tempo", primeira música de seu projeto gospel, que contará com dois EPs. O primeiro, com 9 faixas, chega ao mercado no final de novembro. O segundo, com 8 canções, está previsto para 2020. O projeto solo deu espaço para comentários sobre o fim da dupla com o irmão, Zezé Di Camargo. "Não existe Zezé Di Camargo sem o Luciano e não existe o Luciano sem Zezé Di Camargo. É um projeto solo, é um projeto pessoal." Ele já tem programado uma websérie e um novo disco de inéditas como dupla. Durante bate-papo com G1, Luciano deu mais detalhes sobre o disco, falou sobre o período de isolamento com a família. Ele também confessou que sentirá dificuldade em voltar para a estrada quando os shows voltarem ao normal. "Por mais que eu tenha saudade do me trabalho, por mais que eu tenha saudade de estar ali cantando, eu sei que vou sentir muito mais saudade do que estou vivendo. Essa tranquilidade de não ter que me afastar da minha mulher nem por duas horas." Luciano Camargo Will Aleixo/Divulgação G1 – Você já tinha esse plano para um trabalho gospel faz tempo. Esse período de paralização de agenda por causa da pandemia facilitou pra você conseguir coloca-lo em prática? Luciano - Eu tenho certeza que se não tivesse tido a pandemia, aconteceria de todo jeito, porque já estava em mim, independente de pandemia ou não. Eu não posso dizer se outros artistas que gravaram louvores esse ano, artistas seculares, o que levou eles a gravarem. Eu sei de mim, o que trouxe essa minha vontade. Foi primeiro o pedido da minha mãe. E também a minha mulher, porque a primeira vez que eu entrei em uma igreja foi com a Fau, há 17 anos. Eu me converti naquela época. A pandemia me ajudou é que eu tive realmente tempo pra me entregar totalmente a esse projeto, na produção dele. A pandemia ajudou? Ajudou, mas não foi proposital. G1 – E como foi o processo de produção? Porque, enquanto dupla, você está acostumado a deixar mais essa parte pro seu irmão, né? Luciano - O Zezé sempre produziu, porque o Zezé é o compositor, ele é o cara que mais teve contato com os compositores que acompanharam a gente nesses 30 anos. Então é mais fácil, mais saudável e até mais profissional, vamos dizer assim, ele cuidar da produção. Desde o começo da escolha da música até o final. Eu tenho um produtor meu, que é o Vinicius, que está comigo há 25 anos. Sou o único artista de dupla, um segunda voz, que tem seu próprio produtor. E quando eu dei o start no projeto esse ano, chamei ele. A gente sentou e quanto estava escolhendo o repertório, estava o [Anderson] Toledo, que é o maestro desse álbum, e o Vinícius falou que pensava em mandar todas as músicas para ele. Então o processo de produção foi um maestro fazendo como se fosse uma trilha musical para um filme no cinema. Por mais que sejam estilos diferentes, um arranjo conecta com o outro. Essa foi a linha de produção que a gente fez. Três pessoas produzindo: uma no arranjo, uma na voz e o outra no comando geral. G1 – Você que compôs as faixas? Fez algo para alguém em especial ou algum momento específico de sua vida? Luciano - Não. Esse álbum é pra Ele. Não é momento de pensar em homenagear alguém ou falar sobre o caso de alguém. Eu tive, no começo, um receio muito grande de que os compositores não mandassem música pra mim. Tanto que esse projeto era pra ser de regravações. Quando eu comecei a receber as músicas dos compositores, eu falei: "peraí. Aqui é o primeiro sinal de que estou sendo muito bem aceito". Tem composição do [Tiago Cardoso] Baruque, do Anderson Freire e da esposa dele, Raquel Freire, do André Freire, da Gabriela Rocha e de um menino que conheci no Rio de Janeiro, chamado Yago Vidal. As músicas dele me tocaram profundamente, que é a parte worship [adoração] desse projeto. O que coloco nesse projeto são louvores congregacionais, pentecostais e worship, que é a doação, é onde me identifico muito. O worship realmente é o que mais me identifico. G1 - Por que você ficou com medo de os compositores não te mandarem músicas? Luciano -' Tem 17 anos que sou evangélico, mas nunca expus a minha fé, nunca expus o meu dia a dia com a fé. E num momento desse de pandemia, muitos poderiam chegar e falar: pô, tá vindo porque foi tocado por um momento de caos'. Não, eu fui tocado 20 anos atrás. O meu receio era isso. Um cara que canta música sertaneja, do seguimento secular, que é como a gente chama música sem ser evangélica, sem ser louvores... Eu tinha esse receio. Mas era em mim, não era em nenhum deles. Luciano Camargo Will Aleixo/Divulgação G1 - Já tem uns anos que você canta sozinho em uma parte no show da dupla, mas como foi se ver totalmente como primeira voz, em carreira solo? Luciano - Sabe, eu nunca vi essa coisa de primeira voz e segunda voz. A gente só fala primeira e segunda voz porque são dois cantando, agora se você perguntar pra qualquer um, tecnicamente falando de voz, ele vai te dizer o quanto uma segunda voz, além da importância, é difícil de fazer. A gente faz a linha, o desenho, enquanto a primeira voz está ali, na melodia. E é isso que faz deixar realmente de ser um cantor solo. É a hora que a segunda voz faz o desenho por baixo. E eu sempre me vi ali como dois de grande importância cantando ali. Importâncias iguais. Não foi difícil porque, como você mesmo disse, nesses 30 anos sempre faço números sozinho, já gravei muitas músicas sozinho. O que achei muito difícil no começo foi colocar a voz para mim mesmo, fazer dueto comigo mesmo. Isso eu achei difícil. G1 – Com o anúncio desse projeto, começaram a surgir alguns comentários em sites noticiando o fim da dupla... Luciano - Eu não leio "sites", pseudorepórteres pseudoinformados. No "Fantástico", saiu bem claro: é um projeto solo paralelo. Eu tive esse cuidado. Não existe Zezé Di Camargo sem o Luciano e não existe o Luciano sem Zezé Di Camargo. É um projeto solo, é um projeto pessoal. Mas se você perguntar pra mim: qual é sua prioridade hoje? Em tudo, a minha prioridade hoje é cantar pra Jesus. É ser de fato Dele. Isso é o que importa pra mim. Não importa que de repente alguém possa escrever e insinuar e achar que a sua mentira é uma verdade. Pra mim, não importa. Quando eu vou dormir, que eu dobro meu joelho e faço minha oração, quem tá ali sentindo o meu coração e ouvindo a minha voz é Deus. E ele me ouve há trinta anos, tanto que tudo o que consegui foi através da música. Não estou criando um caminho paralelo porque deixei de ser sucesso. Ano passado qual foi o maior especial, maior assunto dentro da música? "Amigos". Quem faz parte do "Amigos"? Eu faço parte do "Amigos". Ano passado mais de 130 shows junto com meu irmão Zezé. Eu estou muito tranquilo. Sei sim que muitos vão fazer críticas. E não tenho nenhuma pretensão de pregar numa igreja, pra isso existem os pastores que são muito bem conduzidos, guiados, para ministrar a palavra. G1 – Pensa em fazer uma turnê com esse projeto? Luciano - Eu não posso dizer pra você que gravei pensando em uma turnê porque eu não sou artista do universo gospel. Pra fazer uma turnê você tem que virar sucesso, um mega sucesso, e não é o intuito. O intuito, antes, no começo, era só colocar no digital. Ele foi crescendo. Mas não tenho pretensão de fazer show, nenhuma. Tenho uma, que é louvá-lo na igreja. Passei muito tempo querendo isso. Eu fico vendo os grupos de louvores da minha igreja e quando vejo na internet... isso eu tenho vontade, de cantar em uma igreja. G1 - Nessa pandemia você ficou afastado do seu irmão. Estão se vendo ou só não estão trabalhando juntos? Luciano - Não, só não estamos trabalhando. O Zezé foi pra fazenda e ficou lá. Eu me isolei realmente em casa. Só saí pra esse projeto. E com todos os cuidados. Ontem falei com Zezé e ele teve a ideia de fazer uma websérie. Projetos de Zezé Di Camargo e Luciano, claro que existem. Mais uma prova que não vou parar de cantar com meu irmão. E também estamos fazendo um álbum só com inéditas. G1 – Os shows da turnê "Amigos" foram adiados novamente. Queria saber qual sua visão sobre o cenário de shows atualmente com todas as mudanças causadas pela pandemia. Luciano - Sempre fui otimista. Eu não vou entrar na questão se está no momento ou se não está no momento de voltar, porque a gente tem que olhar tudo o que acontece em volta. Mas sempre fui otimista em qualquer situação. Sei que por mais fundo que seja o buraco, a gente não fica ali pra sempre, a gente vai ter que sair uma hora. Então eu sempre fui otimista nesse caso da pandemia porque sabia que a gente ia sair e as coisas iam voltar ao normal. Tempo pra voltar, precisa, é necessário. E acho que vai haver também uma depuração nesses eventos, vai ter um cuidado maior, até nós conosco mesmo. Luciano Camargo com a mulher, Flávia, e as filhas Isabella e Helena, de 10 anos Reprodução/Instagram G1 – E como tem sido esse período pra você? Passou por alguma crise? Luciano - Não. Eu estava falando com o Serginho Groismann numa entrevista e pedi desculpas antes de falar o que eu vivi nessa pandemia. Pedi desculpas pras pessoas pra não parecer egoísta e até insensível. A felicidade em mim sempre foi plena, mas mesmo a felicidade sendo plena, a gente tem um momento ou outro de tristeza. Tirando a pandemia, a tristeza pelo outro que eu tive, eu não tive mais nenhuma. Ficar em casa, poder estar com minha mulher todos os dias... sou casado com a Fau faz 17 anos. Durante 7 anos ela viajou comigo para todos os lugares. Ela era minha casa. Quando as meninas nasceram, ela passou a ficar em casa. Por mais que eu seja caxias em voltar pra casa, querer ficar em casa, eu nunca tinha ficado com elas quatro meses seguidos. Eu estou há sete. Parece egoísmo, mas não. Foi um momento de muita paz pra mim. Se eu e minha mulher já tínhamos uma certeza muito grande do que somos um para o outro, nessa pandemia, essa certeza solidificou mais ainda e a gente descobriu realmente aquilo que a gente sempre falava: nos bastamos. G1 – Aprendeu algo, alguma habilidade diferente, durante esse período? Luciano - Vamos dizer que coloquei um pouco a minha leitura em dia, li muito a Bíblia, reli um livro que ganhei em 1999. Não busquei nada de diferente. Na verdade, eu curti tudo o que eu tenho, que eu já tinha, e de repente não podia curtir todos os dias. G1 - Você acha que vai ter dificuldade em voltar pra estrada? Luciano - Você sabe que não minto. Se você não tivesse feito essa pergunta, eu ia estar mais tranquilo. [risos] Vou sentir muita dificuldade em voltar pra estrada. Por mais que eu tenha saudade do me trabalho, por mais que eu tenha saudade de estar ali cantando, eu sei que vou sentir muito mais saudade do que estou vivendo. Essa tranquilidade de não ter que me afastar da minha mulher nem por duas horas. Então vai ser difícil pela falta que eu sei que ela vai fazer. A falta da comida dela, a falta de participar de toda organização que ela sempre fez em casa. Isso vai fazer muita falta. Por isso eu acho que vai ser muito difícil quando voltar o normal. Vai ser muito difícil. VÍDEOS: Semana Pop explica temas do entretenimento

Teca Calazans faz 80 anos com discografia coesa, pautada pela cultura popular do Brasil

♪ MEMÓRIA – Todas as fontes oficiais afirmam que Terezinha João Calazans veio ao mundo em 20 de outubro de 1940. A data está errada. Como a artista informou dias atrás ao cantor Gonzaga Leal, foi em 27 de outubro de 1940 – há exatos 80 anos, portanto – que a cantora e compositora nasceu em Vitória (ES). Em que pese a origem capixaba, Teca Calazans – como é conhecida no meio musical – se criou no Recife (PE) e essa vivência pernambucana está impregnada na discografia coerente dessa artista que festeja hoje oito décadas de vida. Teca Calazans nunca esteve no topo das playlists de qualquer época ou gênero. Em vez de correr atrás do som volátil da indústria da música, a artista construiu discografia enraizada na perene cultura popular do Brasil. Teca Calazans já deu a pista dessa opção ideológica e musical no primeiro disco, um single duplo com cirandas, editado em 1967 através de parceria do selo Mocambo com a gravadora Rozemblit. Curiosamente, a discografia tão brasileira da cantora inclui diversos títulos gravados e lançados na França. É que, embora tenha vindo para a cidade do Rio de Janeiro (RJ) em 1968, Teca decidiu migrar para a França em 1970, permanecendo até 1980 nesse país europeu em que atuou como difusora da cultura popular do nordeste do Brasil em selos de Paris. Teca Calazans tem discos revelantes gravados entre 1967 e 2007 Pedro Guimarães / Site oficial Teca Calazans Ao longo da década de 1970, Teca Calazans atuou em dupla com Ricardo Vilas. A dupla Teca & Ricardo lançou seis álbuns entre 1974 e 1981, sendo que os quatro primeiros – Musiques et chants du Brésil (1974), Caminho das águas (1975), Cadê o povo? (1976) e Desafio de viola (1978, com Leonardo Ribeiro) – foram gravados e editados na França. O álbum sintomaticamente intitulado Povo daqui marcou a volta da dupla ao Brasil em 1980. Já Eu não sou dois (1981) encerrou a trajetória fonográfica de Teca com Ricardo, mas não a parceria, já que a artista continuou gravando músicas compostas com o colega. Em 1982, a cantora retomou a discografia solo com a edição do álbum Teca Calazans, cujo repertório incluiu coco e temas tradicionais entre músicas de Gonzaguinha (1945 – 1991) e Zé Ramalho. Após um segundo álbum solo, Mina do mar (1984), Teca lançou em 1987 disco com serestas e canções de Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959), compositor desde então recorrente na obra fonográfica da cantora. De volta à França em 1988, Teca Calazans desenvolveu a carreira em Paris ao longo da década de 1990, celebrando o legado pioneiro de Pixinguinha (1897 – 1973) no álbum Pizindim (1991), caindo no samba com roupa de câmara no disco Os sambas dos bambas (1994) e gravando com Baden Powell (1937 – 2000) em faixa do álbum Firoliu (1996). No Brasil, a cantora lançou o álbum Forró de cara nova (1998) e, em 2003, apresentou disco gravado com o compositor e violonista / violeiro pernambucano Heraldo do Monte. O último álbum solo de Teca Calazans, Impressões sobre Maurício Carrilho & Meira, foi lançado em 2007 com repertório voltado para a canção lírica brasileira. Contudo, há cinco anos, na companhia da Camerata Brasilis, a artista lançou Suíte popular (2015), por ora o derradeiro título de discografia fiel à ideologia da cantora. Entre a vivacidade rítmica nordestina e a alma seresteira do Brasil, Teca Calazans vem evoluindo com coerência rara, inclusive como compositora, sendo autora de músicas registradas nas vozes de cantores como Milton Nascimento e Nara Leão (1942 – 1989). São 80 anos de vida, sendo 53 dedicados a perpetuar em disco a riqueza da música popular do Brasil. Viva Teca Calazans!