Boeing 737 MAX vai receber liberação da União Europeia na próxima semana

Agência de Segurança da Aviação da UE é um dos últimos grandes reguladores a aprovar a volta do modelo. O avião 737 MAX da Boeing receberá autorização final para retomar os voos na Europa na próxima semana, disse o chefe do órgão de segurança aérea da União Europeia nesta terça-feira (19). A Agência de Segurança da Aviação da UE (Easa) é um dos últimos grandes reguladores a aprovar as mudanças executadas pela Boeing no MAX e no sistema anti-stall da aeronave, culpado por dois acidentes que mataram centenas de pessoas e causaram uma suspensão global nos voos do modelo em março de 2019. A agência europeia, que publicou um projeto de diretriz de aeronavegabilidade em novembro, fez muitos ajustes de apresentação após consultas públicas, disse o diretor executivo Patrick Ky em uma coletiva de imprensa online. Aeronaves 737 Max foram proibidas de voar Reuters Boeing é acusada de fraude e pagará US$ 2,5 bilhões por acidentes com o 737 Max "Esperamos publicá-lo na próxima semana, o que significa que o MAX estará liberado para voar novamente", disse Ky. Uma certificação separada da variante MAX-200 provavelmente virá nas "próximas semanas", acrescentou ele, permitindo que os voos sejam retomados antes de meados do ano. A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) e autoridades brasileiras liberaram o MAX para voos em novembro. O Canadá deve seguir o exemplo na quarta-feira (20). Após as duas quedas do avião, a Easa insistiu em realizar uma revisão mais ampla e mais profunda do que normalmente conduz nos jatos da Boeing sob a autoridade primária da FAA. O presidente da Emirates, Tim Clark, na semana passada creditou a "linha muito dura" do regulador europeu por ajudar a restaurar a confiança do público no MAX. Vídeos: Últimas notícias de economia

Google beneficiou Facebook em seu sistema de publicidade digital, diz jornal

Documento obtido pelo 'New York Times' mostra que empresas fizeram pacto para ter benefícios em anúncios on-line e 'cooperar' caso fossem investigadas. Companhias negam que tenham tido vantagem indevida. Fachada do Google. Arnd Wiegmann/Reuters O Google e o Facebook possuem um acordo com vantagens indevidas no mercado de publicidade digital, de acordo com documentos que baseiam uma reportagem do último domingo (17) do jornal "New York Times". Esse acordo incluía benefícios concedidos pelo Google ao Facebook na compra de espaços publicitários na internet. Em troca, a rede social de Mark Zuckerberg se comprometeu a não criar um concorrente direto ao sistema de leilão do buscador e gastar um montante pré-definido todos os anos – cerca de US$ 500 milhões. As duas empresas, juntas, representam mais do que 60% do mercado de publicidade digital, segundo um levantamento de 2019 da consultoria eMarketer. O pacto entre as companhias foi citado pelo procurador-geral do Texas, Ken Paxton, em um processo que acusa o Google de conduta anticompetitiva. Paxton afirmou que a empresa "usou o seu poder de monopólio para controlar preços" no mercado de publicidade digital. O Google é alvo de dois outros processos nos EUA: o Departamento de Justiça acusa a companhia de abusar de poder de mercado para impedir a concorrência e 38 estados e territórios americanos alegam monopólio sobre os mecanismos de busca e os mercados publicitários. O acordo O documento obtido pelo "New York Times" está no processo liderado pelo Texas e diz que os executivos do Google viram uma "ameaça existencial" quando o Facebook anunciou, em 2017, que iria testar um novo sistema de leilão de anúncios on-line. Esse sistema, chamado "header bidding", permitiria que sites oferecessem seus espaços publicitários para vários leiloeiros ao mesmo tempo. Os leiloeiros são empresas como o Google, que mediam a venda de anúncios na internet. A ideia foi abandonada pelo Facebook em 2018, ano em que a rede social se tornou parceira do projeto "Open Bidding" do Google. Com o "Open Bidding", o Google permitiu que outros leiloeiros competissem pelos espaços em sua plataforma, com a cobrança de uma pequena porcentagem para cada venda. Para que o Facebook entrasse na jogada, o Google propôs uma condição mais vantajosa, incluindo vantagem de tempo para enviar lances do leilão e mais dados sobre as pessoas que visualizariam aquele anúncio. A reportagem do "New York Times" diz ainda que o Facebook tinha uma porcentagem de vitórias garantidas nos leilões e que as empresas concordaram em "cooperar" caso fossem investigadas por órgãos reguladores. A rede social prometeu dar lances em 90% dos leilões que pudesse identificar os usuários que viriam um anúncio e que gastaria cerca de US$ 500 milhões por ano após 4 anos do início do acordo. O que dizem o Google e o Facebook Em uma publicação em seu blog oficial no sábado (17), o Google não negou o acordo com o Facebook – pelo contrário, a companhia diz que a participação da rede social não é nenhum segredo. A empresa negou que ofereça condições mais vantajosas ao Facebook e disse que as taxas que cobra de outros leiloeiros é mais baixa do que a média do mercado. A companhia afirmou que a acusação liderada pelo procurador-geral do Texas é "enganosa" e que irão mostrar nas cortes que as alegações estão erradas. O Facebook disse em comunicado que "parcerias como essas são comuns na indústria" e que possui acordos com diversas outras empresas. "Qualquer sugestão que esses tipos de acordos prejudicam a concorrência não tem base", afirmou. Processo contra o Facebook O Facebook sofre uma acusação separada e não relacionada diretamente com o Google. A rede social foi processada por manter seu domínio nas redes sociais usando conduta anticompetitiva. São citadas como partes dessa estratégia as compras dos então rivais em ascensão Instagram e WhatsApp pela companhia - em negócios bilionários fechados em 2012 e 2014, respectivamente. Veja vídeos sobre tecnologia no G1

Veja como montar um plano de negócios

Exportação de suco de laranja do Brasil cai 23,5% no 1° semestre da safra 2020/21

O mesmo cenário já havia sido visto em novembro, quando a entidade reportou queda nos embarques dos quatro primeiros meses da safra. suco de laranja fruta Pixabay As exportações de suco de laranja do Brasil atingiram 497.490 toneladas de julho a dezembro, primeiro semestre da safra 2020/21, queda de 23,5% ante mesmo período da temporada anterior, quando a produção foi maior, disse nesta terça-feira a associação de exportadores do setor CitrusBR. "Na safra passada tivemos uma produção de 1,2 milhão de toneladas de suco, 37,4% acima do período anterior. Isso permitiu recompor os estoques internacionais de suco brasileiro", disse o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, em nota. Calendário da feira: janeiro tem mamão, melancia, quiabo e pepino O mesmo cenário já havia sido visto em novembro, quando a entidade reportou queda nos embarques dos quatro primeiros meses da safra. Segundo a associação, em 30 de junho de 2019 os estoques globais de suco de laranja em poder das empresas associadas à CitrusBR eram de 253.181 toneladas. Com o processamento da safra 2019/20, 36% maior que a anterior, e após meses de ritmo forte de embarques, esses estoques foram recompostos a 471.138 toneladas ao final de junho de 2020. Netto disse que, devido à bienalidade da citricultura-- que alterna anos de maior e menor produção-- esse fenômeno tem sido comum. Em anos de safras maiores as exportações são mais intensas comparadas a ciclos menores, como o atual, principalmente nos meses iniciais de cada temporada. "Isso não significa que as exportações serão menores nesta temporada, mas indica, por enquanto, uma necessidade menor de se transferir produto para os pontos de venda mundo afora", explicou ele, considerando que parte dos compradores estão com estoques abastecidos. A safra de laranja 2020/21 da principal região produtora do mundo, situada no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, deve cair 30,36% ante a temporada passada, conforme projeção do Fundecitrus divulgada em dezembro. A redução na colheita devido a uma severa seca, que representa a maior quebra anual para a cultura desde 1988, deixou a safra estimada em 269,36 milhões de caixas, de acordo com a fundação de pesquisa do setor. Após a divulgação de tamanha quebra, o Itaú BBA avaliou que o recuo na produção citrícola deveria afetar as exportações de suco de laranja do país. Em faturamento, as exportações somaram 680 milhões de dólares no semestre, recuo de 35,9% ante a receita de julho a dezembro de 2019, informou a CitrusBR com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Entre os compradores, a Europa continua a ser o principal mercado das exportações brasileiras, com uma participação de 65,94%, seguida de Estados Unidos (26,40%), Japão (2,75%), China (2,41%) e Austrália (0,82%). Outros destinos representam 1,68%. Para a Europa as exportações totalizaram 317.288 toneladas, uma redução de 31,5% ante o mesmo período da safra 2019/20. Em faturamento, os embarques somaram 464,8 milhões de dólares, baixa de 41,6%. Na mesma linha, os embarques para os Estados Unidos também recuaram entre os meses de julho e dezembro. Foram 99.297 toneladas de suco de laranja, volume 11,4% menor em base anual, enquanto a receita caiu 19,6%, para 145,8 milhões de dólares.

Confaz deve autorizar concessão pelos estados de isenção de ICMS sobre oxigênio hospitalar

No Amazonas, alíquota do ICMS sobre oxigênio hospitalar vindo de outros estados é de 18%. Estado enfrenta colapso no sistema de saúde, e falta oxigênio para pacientes de Covid. Parentes de pacientes com Covid em Manaus dizem que oxigênio ainda está em falta nos hospitais O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) realizará reunião extraordinária na próxima quinta-feira (21) para autorizar a concessão pelos estados de isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o oxigênio hospitalar, produto indispensável no combate à pandemia da Covid-19. Com mais de 232 mil casos e 6,3 mil mortes, o Amazonas vive um caos no sistema de saúde com hospitais lotados. As unidades de saúde não têm oxigênio suficiente para todos os pacientes, o que fez o governo adotar medidas emergenciais para receber o insumo. Nesta terça-feira (19), sete pacientes morreram em um hospital de Coari (AM) por falta de oxigênio. O Ministério Público decidiu investigar as mortes por ausência de oxigênio em hospitais do estado. No Amazonas, a alíquota do ICMS é de 18% sobre o oxigênio hospitalar comprado de outros estados e revendido no território. Se o produto for produzido e comercializado dentro do Amazonas, a alíquota é de 7%. Para autorizar a isenção, o Confaz, conselho formado pelos secretários de Fazenda dos 26 estados e do Distrito Federal, deve aprovar um convênio de ICMS. Após o aval do Confaz, a isenção entrará em vigor depois que as assembleias legislativas dos estados aprovarem leis para conceder o incentivo fiscal. Duas das propostas de convênio para o Confaz autorizar a isenção do ICMS vieram do próprio estado do Amazonas. Uma propõe apenas a isenção sobre o oxigênio medicinal. A outra pede que, além do oxigênio, a isenção seja aplicada a remédios sem eficácia comprovada no tratamento para a Covid-19, a exemplo de cloroquina e azitromicina. Também estão listados na segunda proposta kits de teste para Covid-19; kits de intubação e cateteres; respiradores automáticos; álcool 80%; agulhas e seringas; água oxigenada, curativos, gaze e desinfetantes; artigos de laboratório e farmácia; outros gases medicinais; - máscaras, luvas, equipamento de proteção para profissionais de saúde. O estado do Maranhão propôs ainda um convênio para permitir o benefício fiscal nas vendas de oxigênio medicinal destinadas ao Amazonas. Na última sexta-feira (15), o governo federal voltou a zerar o imposto de importação incidente sobre cilindros utilizados para transporte de gases hospitalares, em decisão do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia. VÍDEOS: hospitais sem oxigênio no AM

Mercados europeus caem com ressurgimento de preocupações sobre lockdown

Bolsas europeias começaram o dia com otimismo depois que dados confirmaram que a China foi uma das poucas economias a registrar crescimento ao longo de 2020. Lockdowns na Europa estão conseguindo deter segunda onda da Covid-19 Getty Images via BBC As ações europeias recuaram nesta terça-feira (19), pressionadas pelas ações de varejistas, de viagens e bancos, já que a possível prorrogação do lockdown em razão do coronavírus na Alemanha levantava preocupações sobre os danos aos balanços corporativos e ao crescimento econômico. Depois de ganhar quase meio por cento na abertura, o índice pan-europeu STOXX 600 passou a cair à medida que a sessão desenrolava-se e fechou em queda de 0,2%. O DAX da Alemanha também caiu 0,2%, mesmo com a pesquisa do instituto de pesquisa econômica ZEW mostrando que o sentimento dos investidores na maior economia da Europa melhorou mais do que o esperado em janeiro. Europa em lockdown: França, Portugal e Itália impõem isolamento social mais rígido O CAC 40 da França caiu 0,3% e o FTSE 100 de Londres teve queda de 0,1%. As bolsas europeias começaram o dia com otimismo em relação à força econômica da China depois que dados confirmaram que a segunda maior economia mundial foi uma das poucas a registrar crescimento ao longo de 2020. No entanto, a perspectiva de lockdowns mais longos manteve os investidores cautelosos, já que a chanceler alemã, Angela Merkel, e os governos estaduais concordaram em estender o lockdown para a maioria dos centros comerciais e escolas até 14 de fevereiro, disseram fontes à Reuters. Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,11%, a 6.712 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,24%, a 13.815 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,33%, a 5.598 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,25%, a 22.441 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,67%, a 8.199 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,35%, a 5.077 pontos. Vídeos: Últimas notícias de Economia

Demanda por crédito nos pequenos negócios dobrou em 2020, diz Sebrae

Segundo pesquisa da instituição, nos últimos seis meses do ano, a proporção de empresários que procuraram um novo empréstimo passou de 18% para 38%. No entanto, o aumento não foi acompanhando pelo crescimento do número de pequenos negócios tomadores de crédito. A proporção de pequenos negócios que tentaram um novo empréstimo nos bancos passou de 18% para 38% nos últimos seis meses de 2020, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) divulgada nesta terça-feira (19). Alternativas ao crédito: especialistas dão dicas para pequenas e médias empresas Em meio à pandemia, concessões de crédito somam R$ 3,4 trilhões entre março e dezembro, diz Febraban No segundo trimestre do ano, durante a fase mais difícil da pandemia do coronavírus, o volume de crédito concedido pelos bancos aumentou em 35%, comparado ao mesmo período de 2019, passando de R$ 65 bilhões para R$ 87 bilhões. No entanto, o aumento no total de financiamentos concedidos não foi acompanhando pelo crescimento do número de pequenos negócios tomadores de crédito. “Não houve um aumento no número total de pequenos negócios tomadores de crédito, mas houve um crescimento considerável no volume de crédito e um recorde de 79% na proporção de empréstimos tomados como Pessoa Jurídica. Sob influência da pandemia houve, por um lado, uma mobilização do governo para oferecer programas de crédito emergenciais e, por outro, a necessidade de crédito por parte dos empresários diante de crise profunda”, explica o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Entre os pequenos negócios, a expansão do volume do crédito ficou concentrada nas Empresas de Pequeno Porte (EPP), que receberam 83% das novas concessões, seguidas das microempresas com 12% e dos microempreendedores individuais (MEI) com 5%. Já o número total de pequenos negócios tomadores de empréstimo bancário cresceu apenas 1%. “Os dados indicam que, neste contexto, as empresas que conseguiram crédito já possuíam um relacionamento bancário e foram favorecidas por uma boa organização financeira”, afirma Melles. Dificuldades continuam O levantamento do Sebrae aponta que, apesar dos obstáculos históricos para o acesso ao financiamento, o ano de 2020 apresentou uma queda no nível de dificuldade na obtenção de empréstimos bancários, segundo avaliação dos próprios empresários. Em 2019, 69% dos pequenos negócios encontraram dificuldade. Essa porcentagem caiu para 63% em 2020. A demanda por um novo empréstimo mais que dobrou em bancos por parte de donos de empreendimentos de pequeno porte. Enquanto em 2019, 18% dos empresários tentou obter um crédito, em 2020 esse percentual foi de 38%. Os recursos foram utilizados principalmente para capital de giro, de acordo com o Sebrae. Entre os novos empréstimos ou financiamentos tomados, 55% foram feitos por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), lançado pelo Governo Federal para atender aos fortes impactos da crise. Governo confirmou em outubro terceira fase de crédito para micro e pequenas empresas Os relatos de dificuldades dos empresários junto aos bancos também caíram expressivamente, principalmente sobre as taxas de juros - de 44% para 18% - e exigência de garantias - de 20% para 11%. De acordo com o estudo, essa queda é reflexo do Pronampe e da disponibilização de novas linhas de crédito com garantias do Sebrae, via Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), entre outros fundos garantidores. Mesmo com uma melhora no cenário de crédito bancário, o Sebrae destaca que um dos principais desafios para 2021 ainda é a redução da burocracia, considerada um fator importante para facilitar a aquisição de empréstimo. Pequenas empresas estão recuperando empregos perdidos, diz Sebrae O trabalho mostra ainda que as demais formas de financiamento não bancários, comuns entre os pequenos negócios, como negociar prazo com fornecedores, passar cheque pré-datado e usar recursos de amigos e parentes, também foram bem menos utilizados em 2020, se comparado a todos os demais anos em que a pesquisa foi realizada. Confira outras informações da pesquisa: Em 2020, apesar de uma forte contração das fontes de financiamento além dos bancos, aumentou a proporção de pequenos negócios que utilizam recursos de bancos oficiais - de 8% para 13%; O número total de pequenos negócios tomadores de crédito passou de 5,8 milhões no segundo trimestre de 2019 para 5,9 milhões no mesmo período de 2020. 2020 registrou a maior proporção (79%) de pequenos negócios que pegaram empréstimos em bancos como PJ desde a criação do estudo, em 2019. Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil lideram o ranking dos bancos mais procurados pelos pequenos negócios, mas as instituições financeiras não tradicionais, como o Sicoob, Banpará e Sicredi, são mais bem avaliadas em termos de satisfação. Enquanto a demanda por capital de giro aumentou nos últimos seis meses, as demais tiveram queda, como por exemplo, empréstimo para reforma ou ampliação do negócio e compra de máquinas e equipamentos. Conheça empreendedores que estão superando a crise

Yellen diz que novo governo deve focar nos trabalhadores e indica novo pacote de estímulos nos EUA

Secretária de Tesouro afirma que os EUA devem combater práticas 'abusivas' da China no comércio internacional e que dólar será regulado pelo mercado. Ex-presidente do Fed, Janet Yellen, será a secretária de Tesouro do governo de Joe Biden. REUTERS/Gary Cameron A futura secretária de Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, comentou os primeiros passos da sua gestão a parlamentares do Senado em sua audiência de confirmação. A ex-presidente do Federal Reserve (Fed, BC dos EUA) foi indicada ao cargo pelo presidente eleito Joe Biden, que toma posse nesta quarta-feira (20). A economista deu destaque para os pacotes de ajuda à economia, tanto já anunciados como novos. O presidente eleito anunciou no último dia 14 uma proposta de estímulo econômico destinada a impulsionar a economia e acelerar a resposta dos Estados Unidos à pandemia do coronavírus. "Estarei focada no primeiro dia em fornecer apoio aos trabalhadores e às pequenas empresas, colocando em prática, de forma mais rápida e eficiente possível, o plano de ajuda que foi aprovado recentemente e, em seguida, trabalhando com o tempo para um segundo pacote que eu acho que precisamos passar por esses tempos sombrios", disse Yellen. "Nem o presidente eleito, nem eu, iremos propor este pacote de alívio sem uma avaliação do peso da dívida do país. Mas, agora, com as taxas de juros em mínimas históricas, o mais inteligente a fazer é agir de forma ambiciosa", afirmou. O pacote de auxílio proposto inclui US$ 415 bilhões para reforçar a resposta ao vírus e a distribuição das vacinas contra a Covid-19, cerca de US$ 1 trilhão em alívio direto às famílias e cerca de US$ 440 bilhões para pequenas empresas e comunidades particularmente atingidas pela pandemia. Muitos norte-americanos receberiam pagamentos de estímulo de US$ 1.400, valor acima dos cheques de US$ 600 aprovados no mês passado pelo Congresso em um pacote de alívio à pandemia. O auxílio-desemprego suplementar também aumentaria para US$ 400 semanais, ante os atuais US$ 300, e seria prorrogado até setembro. "Temos que reconstruir nossa economia para que ela crie mais prosperidade para mais pessoas e garanta que os trabalhadores americanos possam competir em uma economia global cada vez mais competitiva", disse. Sobre outro ponto fundamental, Yellen reafirmou apoio ao aumento do salário mínimo nos EUA para US$ 15 por hora de trabalho. A futura secretária menciona que estados americanos que aumentaram o salário mínimo pouco perceberam impacto posterior sobre o nível de empregos na região e que, se houve algum, foi compensado pelo avanço do ambiente econômico. Saiba quais são as primeiras medidas do governo Biden-Harris Dólar e China Yellen garantiu também que valor do dólar norte-americano e de outras moedas deve ser determinado pelos mercados e que os Estados Unidos deveriam se opor às tentativas de outros países de manipular artificialmente os valores de moedas para obter vantagens comerciais. Trata-se de uma menção à China, que ela definiu como "claramente o concorrente estratégico mais importante dos Estados Unidos". Yellen destacou a determinação do governo Biden em reprimir o que chamou de "práticas abusivas, injustas e ilegais" do país asiático. Em resposta a perguntas do Comitê de Finanças do Senado em sua audiência de confirmação, Yellen observou que a China tem prejudicado as empresas americanas com uma série de políticas, incluindo subsídios ilegais, dumping (venda abaixo do custo) de produtos e roubo de propriedade intelectual e barreiras à entrada de produtos norte-americanos. "Estamos preparados para usar toda a gama de ferramentas" disponíveis para responder, disse ela após anos de guerra comercial entre o governo Trump e Pequim. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia

EDP Brasil indica João Marques da Cruz para ser novo CEO

Atual ocupante do cargo, Miguel Setas será presidente do conselho. A elétrica EDP Brasil indicou João Marques da Cruz à presidência-executiva da companhia, após o atual CEO, Miguel Setas, ter sido nomeado para uma posição no Conselho de Administração Executivo de sua controladora, a EDP Energias de Portugal. A companhia disse em comunicado nesta terça-feira (19) que convocará uma assembleia-geral de acionistas para deliberar sobre o novo CEO, enquanto também indicará Setas para assumir o cargo de presidente de seu conselho de administração, em substituição a António Mexia. Embraer e EDP Brasil fazem parceria em pesquisa de avião elétrico O movimento da EDP Brasil vem na sequência de uma assembleia de sua controladora que aprovou Miguel Setas como um dos membros de um conselho executivo que será liderado por Miguel Stilwell de Andrade, com mandato entre 2021 e 2023. A companhia acrescentou que, apesar das mudanças no comando, "permanece a orientação estratégica da EDP Brasil". A elétrica, que opera distribuidoras de energia e tem negócios também em geração e comercialização no maior país da América Latina, estendeu mais recentemente as atividades da unidade brasileira para os setores de linhas de transmissão e geração solar. Setas estava no comando da EDP Brasil desde 2014. Natural de Portugal, ele já ocupava posições executivas em empresas do grupo no país desde 2008. Embraer cria empresa para produzir "carro voador" Em nota a clientes, analistas do Credit Suisse disseram avaliar as alterações na cúpula como neutras para as ações da companhia, mas ressaltaram que a saída de Setas "pode gerar preocupações no mercado", uma vez que a gestão do executivo à frente da empresa vinha sendo bem avaliada. "Setas aumentou a eficiência e investiu em bons ativos de transmissão", escreveram. O anúncio da EDP Brasil sobre a nomeação de um novo presidente e a escolha de Setas para liderar o conselho ocorre meses após o afastamento de membros do conselho da EDP Portugal em meados do ano passado, em meio a uma investigação no país sobre possíveis irregularidades dos executivos. A empresa tem negado qualquer ilegalidade. A EDP Energias de Portugal tem a elétrica chinesa China Three Gorges como principal acionista, com 19% de participação. O grupo EDP possui 51,2% das ações da EDP Brasil. A EDP Brasil disse em nota que a assembleia para confirmação das nomeações dos executivos no Brasil está prevista para 19 de fevereiro. A empresa acrescentou que o novo CEO, João Marques da Cruz, acumula mais de 15 anos como membro do Conselho de Administração Executivo da EDP. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia

Índia pede que WhatsApp cancele atualização de política de privacidade

Autoridades do país entendem que novos termos não deveriam ser obrigatórios e questionam tratamento diferente na União Europeia. Ícone do WhatsApp. Dado Ruvic/Reuters O governo da Índia solicitou que o WhatsApp cancele a nova política de privacidade, prevista para entrar em vigor em 15 de maio. A mudança nos termos passou a ser comunicada no início de 2021 e prevê o compartilhamento de novos dados com o Facebook, dono do app. Segundo o app, as novidades valem somente para conversas com empresas. SAIBA MAIS: Veja o que se sabe e o que ainda falta esclarecer na nova política do WhatsApp WhatsApp, Telegram e Signal: COMPARE os apps de mensagens O Ministério da Tecnologia da Informação da Índia enviou uma carta para o presidente-executivo do WhatsApp, Will Cathcart, afirmando que a nova política causou "graves preocupações em relação à escolha e autonomia dos cidadãos indianos" e pede o recuo da nova política, segundo a agência de notícias indiana PTI. “Quaisquer alterações unilaterais nos termos de serviço e privacidade do WhatsApp não seriam justas e aceitáveis”, diz a carta. Os usuários do aplicativo não têm opção de não compartilhar informações entre as empresas do Facebook. O ministério também enviou uma série de perguntas para entender mais sobre a coleta de dados e questionou o WhatsApp sobre o tratamento diferenciado dado a usuários na União Europeia, que podem optar pelo compartilhamento de dados. No bloco europeu, o WhatsApp precisa seguir um conjunto de regras diferente do restante do mundo, por causa da lei de proteção de dados local. O anúncio de alterações na política de privacidade gerou desconfiança entre usuários – aplicativos concorrentes como o Telegram e o Signal foram baixados milhões de vezes desde que a notificação surgiu para usuários do WhatsApp. Na última sexta-feira (15), o aplicativo adiou o início dos novos termos. Inicialmente, eles valeriam a partir do dia 8 de fevereiro, mas o WhatsApp afirmou que as novidades só vão ter efeito em 15 de maio. Segundo o app, a data mudou para que as pessoas "tenham mais tempo de entender a política". Veja vídeos sobre tecnologia no G1

Veja os projetos para aviões não poluentes no futuro (e qual a chance de saírem do papel)

A indústria aeroespacial está testando modelos de aeronaves com uma aparência radical, mas será que algum dia eles entrarão em produção? O Airbus Maveric é uma aeronave de teste de asa mista com controle remoto Airbus via BBC Em um local não revelado, a Airbus passou meses testando um avião com uma aparência radical. Com 3 metros de largura, ele é pequeno, mas pode ser o início de algo muito grande na indústria aeroespacial. Ele se parece com uma rampa voadora — conhecido na área como um design de asa mista. A Airbus chama a aeronave controlada remotamente de Maveric e faz questão de enfatizar que, no momento, está apenas explorando como funciona a configuração dela. Mas diz que o design tem "grande potencial". Um dia, ele poderá ser dimensionado para o tamanho de um avião normal de passageiros. Em aeronaves tradicionais, a fuselagem é basicamente um peso morto e precisa de asas grandes para se manter no céu. Em um projeto de asa combinada, toda a fuselagem fornece sustentação, portanto pode ser mais leve e menor do que os projetos atuais, carregando potencialmente a mesma carga útil. O Maveric é uma das várias iniciativas da Airbus, mas há muitas outras de empresas aeroespaciais que tentam cumprir a meta da indústria de reduzir pela metade as emissões das viagens aéreas até 2050, em comparação com os níveis de 2005. SAIBA MAIS: Embraer e EDP Brasil fazem parceria em pesquisa de avião elétrico "Há um grande desafio aqui. E há uma grande expectativa da sociedade para a qual acreditamos ser nosso dever encontrar respostas", disse Sandra Bour-Schaeffer, presidente-executiva da Airbus UpNext, que avalia novas tecnologias para o gigante mercado aeroespacial europeu. "Acreditamos que temos que entrar em uma tecnologia realmente… revolucionária", diz ela. O projeto do Flying-V veria os passageiros transportados nas asas da aeronave TU Delft via BBC Uma ideia igualmente radical está sendo explorada na Delft University of Technology, na Holanda. Os pesquisadores estão trabalhando em um projeto conhecido como "Flying-V" (V-Voador, em tradução livre). É um novo conceito para uma aeronave comercial, que eles afirmam ser até 20% mais eficiente do que um avião moderno de última geração, como o Airbus A350. Como o Maveric, ele abandona a ideia de uma fuselagem convencional. Mas, neste caso, a forma é mais parecida com uma ponta de flecha, com duas asas se estendendo atrás da cabine em formato de V. Os passageiros e a carga seriam transportados dentro das próprias asas. Os designers acham que seria mais barato construir tudo ao invés de fazer uma asa mista porque os dois braços do V poderiam ser "plugados" no resto da fuselagem. Portanto, a aeronave poderia ser construída em partes, em vez de toda de uma vez. "Achamos que podemos manter os custos de fabricação relativamente baixos, em comparação com conceitos que teriam componentes mais exclusivos", disse Roelof Vos, o líder do projeto do Flying-V e professor assistente da Delft University of Technology. SAIBA MAIS: Alice, o primeiro avião comercial totalmente elétrico O projeto foi feito a partir da tese de um aluno de pós-graduação. Ele está sendo desenvolvido com o apoio da companhia aérea holandesas KLM e da Airbus — e em julho um protótipo voou pela primeira vez, de uma base aérea na Alemanha. O voo da aeronave de teste — um drone movido a bateria com uma envergadura de 9 pés (2,74 metros) — foi considerado um sucesso. Um modelo em escala de voo do Flying-V sendo preparado para testes TU Delft via BBC Os pesquisadores disseram que a máquina teve um bom desempenho, embora tenha sofrido uma espécie de oscilação aerodinâmica, conhecida como "rolamento holandês". Isso tornou difícil manter as asas niveladas e resultou no que eles descreveram como "uma aterrissagem um tanto áspera", que danificou o trem de pouso dianteiro. Os dados desses testes estão sendo analisados ​​e incorporados a um simulador de voo. As companhias aéreas viram suas receitas caírem devido à pandemia, mas, apesar disso, a KLM diz que continuará apoiando as pesquisas sobre o Flying-V. Os atrativos de aeronaves mais eficientes são óbvios, para um setor onde o controle de custos é vital para a lucratividade e que está sob intensa pressão para reduzir seu impacto ambiental. SAIBA MAIS: Embraer mostra fotos do protótipo do 1º avião elétrico; veja Mas como o layout básico das aeronaves comerciais permanece inalterado há décadas, outras questões práticas devem ser consideradas — algumas das quais o especialista em aviônica Steve Wright, da Universidade do Oeste da Inglaterra, descreve como "obstáculos". Entre eles estão a forma como os passageiros embarcam ou saem da aeronave. No caso da asa mista, por exemplo, a ampla seção central poderia tornar o embarque mais demorado, enquanto os passageiros do meio estariam longe das saídas em caso de emergência. Há também a questão do conforto do passageiro. Aqueles sentados perto da lateral da aeronave — e efetivamente perto da borda da "asa" — sentiriam um movimento muito maior quando a aeronave estivesse inclinada, pois a decolagem e a aterrissagem teriam que ser em ângulos mais íngremes do que o normal. Construir um novo tipo de aeronave também representaria um desafio para a indústria aeroespacial. A Airbus, por exemplo, fabrica partes e componentes de aeronaves existentes em toda a Europa, antes de trazê-los para a montagem final em Hamburgo e Toulouse. É uma cadeia de suprimentos experimentada e testada, usando a experiência específica presente em cada região. A Airbus insiste que questões como essas já estão sendo consideradas como parte do processo de design — mas há poucas dúvidas de que um design como a asa combinada ou Flying-V representa uma grande aposta para um fabricante. Projeto Transonic Truss-Braced Wing da Boeing Boeing via BBC Sua rival Boeing passou anos estudando um conceito que é menos obviamente radical, mas ainda assim um afastamento claro do que temos hoje: a asa transônica com suporte em treliça. Aeronaves equipadas com a asa pareceriam relativamente convencionais, com uma fuselagem central. Mas a própria asa seria muito mais longa e fina, e seria apoiada por um suporte, ou treliça, inclinada por baixo da fuselagem. A asa seria dobrada para facilitar o acesso aos portões convencionais dos aeroportos. A Boeing diz que o novo design precisaria de 9% menos combustível do que um design convencional. Mas a pesquisa atual não se concentra apenas na aerodinâmica. Há também a questão de como as futuras aeronaves serão movidas. Para voos de curto alcance, com um número limitado de passageiros, a energia da bateria pode ser viável. Projetos como o Eviation Alice — exibido no Paris Airshow 2019 — baseiam-se na comprovação desse conceito. Para distâncias mais longas, as baterias são hoje impraticáveis porque são simplesmente muito pesadas e não contêm energia suficiente para compensar esse peso. A indústria explorou outras opções, como a hibridização — na qual parte do impulso necessário para voar é fornecido pela energia elétrica. Um grande projeto de pesquisa foi o E-Fan X da Airbus, uma parceria entre a Airbus, Rolls-Royce e a Siemens. Envolveu a instalação de um único motor elétrico de 2 MW (2.700 cv), alimentado por um gerador de bordo, em um avião de teste BAe 146 com quatro motores. Mas o experimento foi cancelado no ano passado — antes que o sistema pudesse ser testado em voo — porque os efeitos do surto da covid-19 levaram a Airbus a rever suas prioridades. A Airbus está explorando o uso de hidrogênio como combustível em seu projeto ZEROe Airbus via BBC Essas prioridades agora incluem pesquisas sobre propulsão de hidrogênio. A Airbus se comprometeu a construir a primeira aeronave de emissão zero do mundo até 2035. Seus planos contam com a criação de sistemas híbridos, usando motores de turbina a gás com queima de hidrogênio, além de células de combustível de hidrogênio para gerar energia elétrica. Em setembro, a Airbus apresentou três projetos conceituais movidos a hidrogênio. O combustível de hidrogênio poderia até ser combinado com um design radical — um dos conceitos incluía a asa mista. Mas há um problema significativo aqui. A maior parte do nosso suprimento de hidrogênio hoje é derivado do metano — um combustível fóssil — que é misturado ao vapor em altas pressões. É um processo de uso intensivo de energia que cria quantidades significativas de dióxido de carbono. Para ter emissões verdadeiramente zero, as aeronaves precisariam ser movidas a hidrogênio produzido de uma forma muito mais ecológica — e grandes quantidades seriam necessárias. Mas, de acordo com Glenn Llewellyn, vice-presidente da Airbus para aeronaves de emissão zero, a própria sociedade acabará fornecendo a solução. "Na próxima década, para que a sociedade em geral cumpra o Acordo de Paris, para cumprir nossas metas climáticas, precisamos mudar para o hidrogênio renovável", explica ele. Veja vídeos sobre tecnologia no G1

Confiança do empresário começa 2021 em queda, aponta CNC

Índice recuou 2,2% entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, para 105,8 pontos. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), calculado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), caiu 2,2% entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, para 105,8 pontos. Na comparação com janeiro de 2020, a queda foi de 16,4%, informou a entidade. Para a confederação, uma desconfiança em relação às condições atuais da economia levou aos recuos no primeiro mês do ano. Ao detalhar a evolução do indicador, a CNC informou que, dos três tópicos usados para cálculo do Icec, dois mostraram recuo em janeiro ante dezembro. É o caso de condições atuais, com queda de 5,8% nessa comparação, para 80,5 pontos; e expectativas, com queda de 2,3%, para 142,1 pontos. Nessa comparação, apenas o item intenções de investimentos apresentou saldo positivo, com aumento de 1%, para 94,9 pontos. No entanto, a CNC informou que, na comparação com janeiro de 2020, todos os três tópicos mostram queda. As condições atuais mostraram recuo de 25,6%; as expectativas, de 12,3%; as intenções de investimento, de 13,3%. Em nota, o economista da CNC Antonio Everton cita contexto desfavorável na economia, que levou ao desempenho desfavorável do indicador em janeiro. Para ele, o aumento do dólar, o endividamento das empresas, o reajuste dos aluguéis e a cautela do consumidor para efetuar compras podem ter influenciado o resultado negativo. “A predominância das percepções adversas também pode ter relação com a necessidade de se fazer investimentos em tecnologia e logística para avançar no e-commerce”, acrescentou. VÍDEOS: as últimas notícias de economia

Após quase 50 anos da inauguração, edifício-sede da Petrobras passa por primeira reforma completa

Considerado um marco na arquitetura nacional, prédio no Centro do Rio, edifício será revitalizado com medidas de sustentabilidade, de design inclusivo e do modelo de smart-office. Com a reforma e adoção do teletrabalho permanente, capacidade de ocupação do prédio poderá quase dobrar. Sede da Petrobras, localizada na Avenida Chile, no Centro do Rio de Janeiro, passará pela sua primeira reforma completa desde que foi inaugurado, no começo dos anos 1970 André Motta de Souza / Agência Petrobras Depois de quase 50 anos do início de suas atividades, o edifício-sede da Petrobras (Edise), localizado no Centro do Rio, passa por sua primeira reforma completa. O início das obras foi anunciado nesta terça-feira (19) pela estatal, que espera poder ampliar, em quase o dobro, a capacidade de ocupação do prédio. De acordo com a Petrobras, a reforma visa a revitalização do edifício, com a implementação de medidas de sustentabilidade, de design inclusivo, além do modelo de smart-office, no qual a ocupação e a gestão dos escritórios é mais eficiente por meio de soluções tecnológicas como agendamento de salas de reunião e estações de trabalho por aplicativo. “Os novos modelos de instalações promoverão o uso de tecnologia e reduzirão ociosidades, alinhando o edifício à estratégia da Petrobras de redução de custo, aumento contínuo da produtividade, e contribuindo para o processo de transformação digital e de cultura organizacional pelos quais a Petrobras vem passando”, destacou a companhia. Petrobras vai fechar parte de escritórios no exterior e no Brasil Com a reforma, o Edise passará a abrigar um número maior de funcionários. Atualmente, ele comporta até 5,8 mil empregados simultaneamente. A adoção do modelo smart-office, segundo a empresa, permitirá aumentar para 7 mil o número de posições de trabalho. Todavia, o regime de teletrabalho implementado pela companhia de forma permanente permitirá que cerca de 11,5 mil funcionários sejam lotados na sede. O teletrabalho permanente, anunciado em agosto do ano passado pela Petrobras, é direcionado para os funcionários do regime administrativo. O modelo tem adesão voluntária por parte dos empregados e limite de até três dias por semana. Detalhes da reforma Segundo a Petrobras, entre as melhorias previstas no projeto de revitalização do Edise estão “a criação de espaços colaborativos, de criação, experimentação e tecnologia, propiciando adoção de metodologias ágeis de trabalho”. No segundo pavimento do prédio, por exemplo, será instalada uma incubadora de startups, de forma a permitir maior integração dessas companhias com a Estatal. Sede da Petrobras, localizada na Avenida Chile, no Centro do Rio de Janeiro, passará pela sua primeira reforma completa desde que foi inaugurado Reuters/Sergio Moraes A reforma prevê também prevê uma série de medidas para tornar o edifício mais sustentável, entre elas a implantação de um sistema de reaproveitamento de água da chuva para os jardins e torres de resfriamento, e a instalação de painéis energia solar no topo do prédio. Outro destaque do projeto é o piso podotátil, que será aplicado nos novos espaços. Trata-se de piso diferenciado com textura e cor, para que seja perceptível às pessoas com deficiência visual. Também haverá placas de sinalização em Braile, entre outras melhorias, de forma a tornar o prédio mais inclusivo para pessoas com deficiência. A previsão da Petrobras é que a primeira etapa da obra seja concluída no primeiro semestre de 2022. A partir dessa data, a obra seguirá com o prédio parcialmente ocupado, com estimativa de concluir toda a reforma o segundo semestre de 2023.  Marco da arquitetura nacional O edifício-sede da Petrobras foi construído na Avenida Chile, no Centro do Rio, entre 1969 e 1974, tendo iniciado suas atividades um ano antes da conclusão da obra, em 1973. O projeto do prédio foi escolhido por meio de um concurso, em nível nacional, organizado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil. Sede da Petrobras no Rio de Janeiro Daniel Silveira/G1 Mais de 200 escritórios de construção civil participaram da disputa, que foi vencida pelo projeto liderado pelo arquiteto Roberto Luis Gandolfi. Arrojado e futurista, o prédio acabou se tornando um marco da arquitetura brasileira e símbolo da própria Petrobras. Cinco anos depois a conclusão das obras, foi inaugurada, ao lado do Edise, a Catedral Metropolitana do Rio, tornando a região um dos cartões postais da cidade. Assista às últimas notícias de Economia:

Leilão das áreas Sépia e Atapu, na cessão onerosa, será em novembro, diz ministro

As duas áreas não tiveram interessados no megaleilão do pré-sal realizado em 2019. O governo ofertará novamente em novembro deste ano as áreas de petróleo e gás natural de Sépia e Atapu, do excedente da cessão onerosa, no pré-sal da Bacia de Santos, afirmou nesta terça-feira (11) o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. "Trabalhamos o ano todo de 2020 nas recomendações do Tribunal de Contas da União... cumprindo o cronograma que estabelecemos", disse ele, em entrevista em vídeo transmitida pela MegaWhat, plataforma especializada no setor de energia. "O custo de oportunidade de nós não realizarmos esse leilão é cerca de R$ 18 bilhões por ano", acrescentou Albuquerque. Atapu e Sépia foram licitados em 2019, sem sucesso. Na ocasião, identificou-se que as incertezas sobre o acordo de coparticipação e a compensação à Petrobras, que só seriam negociados entre os vendedores da rodada e a Petrobras após o leilão, foram determinantes para o desinteresse das petroleiras na licitação. Em dezembro de 2020, a diretoria da Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovou os valores negociados entre a Petrobras e a Pré-Sal Petróleo S.A (PPSA) sobre as participações que cabem à estatal e à União nos volumes excedentes das áreas de Atapu e Sépia. O objetivo da negociação é dar maior clareza sobre os percentuais dos excedentes que caberão à Petrobras e ao vencedor do futuro leilão dos excedentes dessas duas áreas. Plataforma P-69 da Petrobras, localizada na Bacia de Santos Divulgação/Sindipetro Vídeos: veja mais notícias de economia

Uso do glifosato, agrotóxico mais vendido no mundo, é mantido no Brasil com restrições

Em março de 2019, órgão já havia publicado um parecer afirmando que o químico não causava câncer. Agricultores que aplicarem químico terão que utilizar tecnologias que reduzam em 50% a dispersão do defensivo para fora da lavoura. Número de agrotóxicos registrados em 2020 é o mais alto da série histórica TV Globo A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu manter, com restrições, o uso do glifosato, o agrotóxico mais vendido no mundo e no Brasil. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 9 de dezembro, e marcou o fim de uma reavaliação do produto que se iniciou ainda em 2008. Em março de 2019, o órgão já havia publicado um parecer que concluía que a substância "não apresenta características mutagênicas e carcinogênicas" - ou seja, que não causa câncer - e que "não é um desregulador endócrino", não interferindo, portanto, na produção de hormônios. Por outro lado, o químico é alvo de processos no exterior que relacionam o seu uso ao desenvolvimento de câncer. Estudos de instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS) chegaram à mesma conclusão. Número de agrotóxicos registrados em 2020 no Brasil é o mais alto da série histórica LISTA: quais são e para que servem os ingredientes dos agrotóxicos mais vendidos No final do ano passado, o órgão estabeleceu que, para aplicar o defensivo nas lavouras, os agricultores devem utilizar tecnologias que reduzam em 50% a deriva para doses acima 1,8 mil gramas por hectare. A deriva é a dispersão das gotas do agrotóxico para fora da lavoura no momento da aplicação do produto, o que pode provocar contaminação de áreas próximas à plantação. Já para doses acima de 3,7 mil gramas por hectare, além da redução da deriva em 50%, a Anvisa exige uma margem de segurança de 5 metros no limite externo da plantação, em regiões próximas a moradias ou escolas. O que é o glifosato e para que serve? Trata-se de um princípio ativo, isto é, uma molécula desenvolvida na fabricação de produtos químicos. Inicialmente, o glifosato surgiu na indústria farmacêutica e também chegou a ser usado para limpar metais. Porém, se popularizou nos herbicidas da Monsanto, que hoje pertence à Bayer. Ele serve para matar as plantas silvestres que estão na área antes do plantio de uma safra. A predominância desse pesticida, segundo agrônomos, se deve à sua eficácia, maior que qualquer outro produto de sua categoria (herbicida). O glifosato pode controlar mais de 150 espécies de plantas daninhas, em diversas culturas. Não é comum ele ser usado durante o ciclo de produção porque pode afetar o cultivo principal. Mas uma exceção é na soja, maior cultura agrícola do Brasil. Isso porque as plantas transgênicas possuem resistência, então é possível utilizar o agrotóxico durante todo o ciclo. Por outro lado, as ervas daninhas também aumentaram a resistência ao pesticida, o faz com que o glifosato esteja sendo misturado a outros, para funcionar melhor. O Brasil autoriza seu uso no plantio de algodão, ameixa, arroz, banana, cacau, café, cana-de-açúcar, citros, coco, feijão, fumo, maçã, mamão, milho, nectarina, pastagem, pera, pêssego, seringueira, soja, trigo e uva. Como reduzir a chance de ingerir agrotóxicos nos alimentos Glifosato no mundo Na União Europeia, a Áustria e Alemanha, decidiram banir o uso do glifosato. Já o Ministério da Agricultura da França afirmou, em dezembro do ano passado, que irá conceder auxílio financeiro a agricultores que concordarem em interromper a aplicação do químico nas lavouras. No México, o governo anunciou, no final de 2020, que o uso do agrotóxico será eliminado até 2024 e que ele será substituído por uma alternativa “sustentável e culturalmente apropriada”. Durante o período de transição, o glifosato não será usado em nenhum programa do governo mexicano. Os Estados Unidos usam o agrotóxico, mas, por lá, ele é alvo de uma série de processos contra a empresa alemã Bayer, que chegou a fechar um acordo bilionário para encerrar as ações na Justiça em junho de 2020. As alegações são de que o herbicida Roundup, à base do glifosato, causa câncer. Em março de 2019, por exemplo, um júri de São Francisco (EUA) decidiu, por unanimidade, que o químico contribuiu para o linfoma não Hodgkin (LNH) de um morador da Califórnia, Edwin Hardeman. Ele usou o herbicida com regularidade de 1980 a 2012 em sua propriedade em Sonoma County. Initial plugin text

Polícia Rodoviária Federal divulga edital de concurso com 1,5 mil vagas; salário é de R$ 9,8 mil

Inscrições começam na próxima segunda-feira (25) e vão até 12 de fevereiro; taxa é de R$ 180. Provas são para candidatos com nível superior. Polícia Rodoviária Federal durante fiscalização PRF/Divulgação A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou, nesta segunda-feira (18), o edital para o concurso da corporação. São 1,5 mil vagas, de nível superior, para policial rodoviário federal, com salários de R$ 9.899,88 e 40 horas de trabalho semanais. Confira edital completo As inscrições começam na próxima segunda-feira (25) e vão até o dia 12 de fevereiro. A taxa é de R$ 180. O cadastro pode ser realizado no site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora do certame. Polícia Federal lança edital de concurso com 1,5 mil vagas; salários chegam a R$ 23 mil Lei do DF reserva 10% das vagas em concursos públicos a pessoas de baixa renda A prova está prevista para o dia 28 de março, e a divulgação do gabarito, para o dia 30. A primeira turma deve ser convocada ainda em agosto de 2021. Confira relação de vagas: Ampla concorrência: 1.125 vagas Reservadas para candidatos negros: 300 Pessoas com deficiência: 75 Drones vão ajudar a Polícia Rodoviária Federal (vídeo de arquivo) Etapas de prova O concurso da Polícia Rodoviária Federal contará com duas etapas: 1ª Etapa Prova escrita objetiva, de caráter eliminatório e classificatório Prova escrita discursiva, de caráter eliminatório Exame de Avaliação Física, de caráter eliminatório Avaliação Psicológica, de caráter eliminatório Apresentação de documentos, de caráter eliminatório Avaliação Médica, de caráter eliminatório Avaliação de Títulos, de caráter classificatório 2ª Etapa Curso de Formação, de caráter eliminatório Veja o peso de cada fase para a aprovação dos candidatos: Prova objetiva (120,0 pontos) Prova discursiva (20,0 pontos) Avaliação de títulos (10,0 pontos) Curso de Formação Profissional (50,0 pontos) VÍDEOS: Concursos e Emprego Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.

Posse de Joe Biden: como o futuro presidente quer reverter políticas de Trump já nos primeiros dias

O presidente eleito planejou uma série de ordens executivas que incluem o retorno dos EUA ao Acordo de Paris sobre mudança climática e a reunião de familiares indocumentados separados na fronteira. Biden está planejando começar sua presidência com dez dias intensos de medidas e decretos Reuters/BBC O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, planeja assinar uma série de ordens executivas assim que assumir o poder na quarta-feira (20). Os detalhes destas medidas estão começando a ser revelados. Biden emitirá decretos para reverter os vetos à imigração e retornar ao Acordo de Paris sobre mudança climática em seu primeiro dia na Casa Branca, noticia a mídia americana. O presidente eleito também deve ter como objetivo a reunificação de famílias separadas na fronteira dos EUA com o México e ordenará medidas sobre o uso de máscaras contra Covid-19. O que acontece se Trump se recusar a deixar a Casa Branca? O que era Trump representou para os EUA e para o Brasil Cidades americanas reforçam a segurança para a posse do presidente eleito, Joe Biden O presidente tomará posse nesta quarta-feira sob estritas medidas de segurança. Todos os 50 Estados americanos estão em estado de alerta máximo para enfrentar a possível violência que possa ocorrer em torno da cerimônia de posse. Milhares de soldados da Guarda Nacional se moveram para proteger Washington DC. Onda de ordens executivas Poucas horas depois de entrar na Casa Branca, Biden planeja assinar uma série de ordens executivas destinadas a fazer um claro rompimento com o governo de seu antecessor, de acordo com um memorando publicado pela imprensa americana. As ordens executivas são apenas parte de um plano ambicioso para seus primeiros 10 dias no cargo, de acordo com o memorando. O presidente eleito também deve enviar um novo projeto de lei de imigração ao Congresso, bem como sua intenção de obter a aprovação de seu plano de estímulo de US$ 1,9 trilhão para ajudar na recuperação econômica do país após o coronavírus. Biden também afirmou que seu governo terá como objetivo fornecer 100 milhões de vacinas conta a Covid-19 em seus primeiros 100 dias no cargo, descrevendo a estratégia atual de entrega da vacina como um "fracasso deplorável". "O presidente eleito Biden entrará em ação — não apenas revertendo os piores danos do governo Trump — mas também começando a fazer nosso país avançar", escreve o novo chefe de gabinete Ron Klain no memorando. Algumas das primeiras ordens executivas de Biden Reincorporação dos EUA ao Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, um pacto global para reduzir as emissões de carbono Revogação do polêmico veto à entrada de viajantes de países de maioria muçulmana Reunificação de famílias de migrantes sem documentos Requisito de uso obrigatório de máscara em instalações federais e viagens interestaduais Extensão de uma restrição nacional a despejos de domicílio devido à pandemia Retorno ao Acordo Climático de Paris As mudanças climáticas são consideradas uma das questões que devem ser enfrentadas com mais urgência Getty Images/BBC Em junho de 2017, o presidente Donald Trump anunciou que os EUA estavam se retirando do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, pacto global assinado em 2015 que visa manter o aumento das temperaturas "bem abaixo" de 2ºC. em comparação com a era pré-industrial. Formalmente, a saída dos EUA ocorreu em 4 de novembro de 2020, logo após as recentes eleições presidenciais. Nesse mesmo dia, Biden prometeu que o país voltaria a esse acordo. "Hoje, o governo Trump abandonou oficialmente o Acordo Climático de Paris. E em exatamente 77 dias, o governo Biden voltará a ele", escreveu o presidente eleito em uma mensagem no Twitter. De acordo com o memorando assinado por Ron Klain, o retorno a esse pacto climático é uma das decisões que o novo presidente pretende aprovar em seu primeiro dia no Salão Oval. Fim do veto migratório a países de maioria muçulmana A deputada democrata Ilhan Omar, um muçulmano, criticou o veto de Trump durante um comício que marcou o primeiro aniversário da aprovação dessa lei pela Suprema Corte Getty Images/BBC Uma das primeiras decisões de Donald Trump após chegar à Casa Branca foi vetar a imigração de pessoas de vários países com população predominantemente muçulmana. A polêmica medida foi questionada na Justiça por ser considerada discriminatória, de modo que o governo optou por reformulá-la duas vezes até obter a aprovação da Suprema Corte em junho de 2018. Em sua versão mais recente, a medida afeta os cidadãos do Irã, Líbia, Síria, Iêmen e Somália. Biden deve assinar uma ordem executiva na quarta-feira para reverter essa medida. Reunificação de famílias migrantes Uma das medidas mais extremas aplicadas pela administração Trump em questões de imigração foi a separação das famílias de imigrantes indocumentados que chegaram ao país, acomodando filhos menores em centros diferentes daqueles onde seus pais estavam. A política de "tolerância zero" separou os filhos de imigrantes indocumentados de suas famílias Getty Images/BBC A medida fazia parte de uma política de "tolerância zero" aplicada na fronteira com o México e contemplava a colocação de menores sob custódia do governo dos EUA, enquanto os pais eram processados ou deportados. Esta política esteve oficialmente em vigor entre abril e junho de 2018. Em outubro de 2020, um escândalo surgiu quando, depois que um juiz ordenou que as crianças se reunissem com suas famílias, se descobriu que as autoridades não conseguiam localizar os pais de mais de 500 desses menores. Muitos deles haviam sido deportados. Em novembro de 2020, advogados que trabalhavam para conseguir a reunificação indicaram que o número de menores cujos pais não conseguiram localizar era maior do que o inicialmente indicado, atingindo 666 casos, segundo a rede NBC. O presidente eleito Biden prometeu criar uma força de trabalho dedicada a resolver essa situação. A expectativa é que no próximo dia 20 de janeiro ele assine uma ordem executiva instruindo os órgãos federais a buscar mecanismos que possibilitem essa reunificação. Uso obrigatório de máscaras em instalações do governo federal Nos Estados Unidos, o uso obrigatório de máscaras não é bem definido ou regulamentado Getty Imagrs/BBC Um dos elementos que tem dificultado o combate ao coronavírus nos EUA tem a ver com a disparidade de normas de controle da pandemia emitidas por diferentes autoridades locais, estaduais ou federais. Essa disparidade é encontrada até na aplicação das regras mais básicas que, segundo os cientistas, ajudariam a conter a propagação do vírus, como é o caso do uso de máscaras faciais. O governo Biden prevê a edição de um decreto-lei para tornar obrigatório o uso de máscaras nas dependências federais, bem como nas transferências que cruzam as fronteiras interestaduais. Esta decisão faz parte de um pacote muito mais amplo de medidas que o novo governo planeja implementar para tentar controlar a pandemia. Quais desafios Biden enfrentará? Há uma grande presença militar e policial em Washington DC para a posse de Biden Reuters/BBC O novo presidente assumirá o comando de um país em meio a uma pandemia sem precedentes. As mortes diárias por covid-19 são contadas aos milhares e quase atingiram um total de 400 mil. Além de um vírus que circula desenfreadamente, o país está instável com a violência política recente. O tema da posse de Biden será "América Unida", com o presidente se concentrando em reparar as divisões políticas. O vice-presidente americano, Mike Pence, deve comparecer à cerimônia, embora Trump tenha dito que não estaria presente. Biden fará o juramento exatamente duas semanas após o violento ataque ao Capitólio nacional, em 6 de janeiro, que visava impedir sua vitória eleitoral. Mesmo comparada aos padrões de segurança para uma inauguração, a presença militar e policial em Washington DC para a cerimônia de quarta-feira é extraordinária. VÍDEOS mais vistos do G1

PRF abre concurso público para 1,5 mil vagas

Vagas são de policial rodoviário federal. O salário é de R$ 9.899,88. PRF fiscaliza as rodovias durante as festas de fim de ano e verão Polícia Rodoviária Federal/Divulgação A Polícia Rodoviária Federal (PRF) abriu concurso público para 1,5 mil vagas de policial rodoviário federal. O salário é de R$ 9.899,88. Veja o edital no Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) O concurso é de abrangência nacional, sendo ofertadas aos novos policiais as oportunidades de lotação de acordo com a necessidade do serviço e o interesse público. As vagas disponíveis para lotação serão oferecidas primeiramente aos servidores já em exercício, mediante processo seletivo interno, e o saldo de vagas remanescentes será oferecido aos novos policiais. O candidato deve ter graduação em qualquer área de formação e ter Carteira Nacional de Habilitação ou permissão para dirigir veículo automotor na categoria "B" ou superior. As inscrições devem ser feitas de 25 de janeiro a 12 de fevereiro pelo site https://www.cebraspe.org.br/concursos/PRF_21. A taxa é de R$ 180. Do total de vagas, 1.125 são para ampla concorrência, 300 para candidatos negros e 75 para candidatos com deficiência. O concurso terá as seguintes fases: Prova objetiva e prova discursiva, de caráter eliminatório e classificatório; Exame de aptidão física, de caráter eliminatório; Avaliação psicológica, de caráter eliminatório; Apresentação de documentos, de caráter eliminatório; Avaliação de saúde, de caráter eliminatório; Avaliação de títulos, de caráter classificatório. Investigação social, de caráter eliminatório, que se estenderá durante todo o concurso. Curso de Formação Policial (CFP), de caráter eliminatório e classificatório, a ser realizado na Universidade Corporativa da Polícia Rodoviária Federal (UniPRF), na cidade de Florianópolis ou em outros locais indicados pela PRF, e contemplará a realização de provas teóricas e práticas. Todas as fases, com exceção do curso de formação, serão realizadas nas capitais de todos os estados e do Distrito Federal. As provas objetiva e discursiva serão em 28 de março. O curso de formação, após todas as etapas da seleção, começa em 10 de agosto. Assista a mais notícias de Economia:

IMC é notificada por KFC por descumprimento de contrato

Companhia brasileira considera abrir um procedimento arbitral contra a rede americana. Com a Pizza Hut, outra rede de lanchonetes cujas lojas brasileiras são administradas pelo grupo, a IMC conseguiu acordo. A International Meal Company (IMC) foi notificada pela rede de lanchonetes americana KFC por descumprimento de contrato, especificamente em relação às metas e ao prazo de abertura de lojas, afetados, segundo a companhia, pelo cenário de pandemia. A IMC, que é a master franqueda da KFC no Brasil, diz que não chegou a um acordo com a companhia dos Estados Unidos, havendo divergências quanto à aplicação de penalidades e à revisão dos prazos e metas, e que considera abrir um procedimento arbitral contra a KFC para resolver o caso. A empresa brasileira chegou a apresentar no foro da capital de São Paulo um pedido liminar para manter o contrato em vigor enquanto a questão não fosse resolvida, mas o pedido foi negado hoje. Segundo o entendimento da IMC, a denúncia da KFC não afeta o direito de manter as lojas abertas no país e nem mesmo a possibilidade de abrir novas unidades da rede. Com a Pizza Hut, outra rede de lanchonetes cujas lojas brasileiras são administradas pela IMC, a companhia brasileira conseguiu acordo. Os termos do contrato original foram revisados e o prazo para inauguração de unidades foi expandido, diz a IMC em comunicado. Vídeos: veja as últimas notícias de economia

Bovespa opera em queda com EUA no radar

Na segunda-feira, o principal índice da bolsa subiu 0,74%, a 121.241 pontos. Bovespa - Painel da bolsa de valores de São Paulo, B3 Cris Faga/Estadão Conteúdo O principal índice da bolsa de valores brasileira, a B3, opera em queda nesta terça-feira (19), com o início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil — 20 estados já começaram a vacinar a população. Os investidores seguem de olho na transição de governo nos EUA, marcada para amanhã. Às 14h52, o Ibovespa caía 1,31%, a 119.666 pontos. Veja mais cotações. Entre as maiores quedas do dia, CSN caía acima de 6% e Usiminas tinha baixa de mais de 3%, acompanhando a baixa do minério de ferro na China. Na segunda-feira, o índice subiu 0,74%, fechando a 121.241 pontos. No mês, a bolsa acumula alta de 1,87%. Por que as Bolsas bateram recordes em 2020 enquanto a economia mundial afundou Dezesseis estados começam a campanha de vacinação contra a Covid-19 Cenário global e local No exterior, a perspectiva de lockdowns mais longos na Europa mantinha os investidores cautelosos. No radar dos mercados está a audiência no Senado de Janet Yellen, secretária do Tesouro indicada por Joe Biden. Ela deve apresentar os planos de Biden na área fiscal. Na quarta-feira, Joe Biden toma posse como novo presidente dos Estados Unidos. Na semana passada, ele anunciou uma proposta de pacote de estímulo econômico de US$ 1,9 trilhão destinada a impulsionar a economia e acelerar a resposta dos Estados Unidos à pandemia do coronavírus. Por aqui, todas as atenções seguem voltadas para o ritmo da campanha nacional de vacinação contra o coronavírus e no “bate cabeça” nos Estados. Na véspera, após anunciar um acordo com governadores para adiantar o início da vacinação, o governo federal cometeu falhas de logística, o que atrasou o cronograma de 10 Estados e do Distrito Federal. Até as 8 horas desta segunda-feira, apenas Acre e Rondônia não haviam recebido as doses da CoronaVac. 20 estados iniciaram a imunização desde domingo (17). O avanço da vacinação é citado por profissionais do mercado como fator crucial para a recuperação da economia e nas análises sobre os rumos da taxa de câmbio, já que uma economia em crescimento tende a atrair mais investimentos estrangeiros com potencial para baixar o preço da moeda norte-americana. De olho nos problemas de logística e do recrudescimento da pandemia no país, a consultoria A.C. Pastore reduziu de 4,5% para 3,0% a previsão de crescimento do PIB este ano. Investidores seguem avaliando também os cenários após a inflação em 2020 ter ficado no maior nível em quatro anos, reforçando discussão sobre o momento de alta de juros no Brasil -- o que poderia aumentar a rentabilidade do real e elevar a atratividade da moeda brasileira. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta terça e quarta para decidir sobre o rumo da Selic. Histórico de variação do Ibovespa G1 Economia VÍDEOS: Últimas notícias de Economia e

Dólar fecha cotado a R$ 5,34 na véspera do Copom e com EUA no radar

Nesta terça-feira (19), moeda norte-americana avançou 0,78% e foi cotada a R$ 5,3456. Notas de dólar Reuters O dólar fechou em alta de 0,78%, cotado a R$ 5,3456, nesta terça-feira (18). Os investidores ficaram de olho no ritmo da campanha de vacinação contra a Covid-19 no Brasil, na transição de governo nos Estados Unidos e na trajetória da taxa básica de juros no Brasil. No mês e no ano, a moeda acumulou avanço de 3,05%. Veja mais cotações. Estados começam a campanha de vacinação contra a Covid-19 Cenário global e local No exterior, a perspectiva de lockdowns mais longos na Europa mantinha os investidores cautelosos. No radar dos mercados também está a audiência no Senado de Janet Yellen, secretária do Tesouro indicada por Joe Biden. Ela deve apresentar os planos de Biden na área fiscal. Na quarta-feira, Joe Biden toma posse como novo presidente dos Estados Unidos. O mercado reagiu com dólar em queda quando notícias apontaram Yellen como a escolhida por Biden para comandar o Tesouro, levados por expectativa de que ela abra as torneiras de dinheiro barato para irrigar o mercado com mais liquidez. "O governo Biden deve dar suporte a uma política de dólar forte. Contudo, não acreditamos que os fundamentos são um apoio para o dólar forte e continuamos a esperar fraqueza adicional da moeda ao longo do ano", disseram em nota analistas do banco MUFG. Os preços do petróleo subiam nesta terça-feira, em meio a um otimismo de que estímulos governamentais possam impulsionar o crescimento da economia global e a demanda por petróleo, o que superava preocupações com novos lockdowns contra o coronavírus e seu efeito sobre o consumo de combustíveis. Por aqui, todas as atenções seguem voltadas para o ritmo da campanha nacional de vacinação contra o coronavírus após a Anvisa ter aprovado o uso emergencial das vacinas Coronovac e de Oxford. Até as 8 horas desta segunda-feira, apenas Acre e Rondônia não haviam recebido as doses da CoronaVac. 20 estados iniciaram a imunização desde domingo (17). O avanço da vacinação é citado por profissionais do mercado como fator crucial para a recuperação da economia e nas análises sobre os rumos da taxa de câmbio, já que uma economia em crescimento tende a atrair mais investimentos estrangeiros com potencial para baixar o preço da moeda norte-americana. Na agenda de indicadores, a FGV anunciou que a segunda prévia do IGP-M de janeiro acelerou alta para 2,37%, acumulando alta em 12 meses de 25,46%. Investidores seguem avaliando também os cenários após a inflação em 2020 ter ficado no maior nível em quatro anos, reforçando discussão sobre o momento de alta de juros no Brasil -- o que poderia aumentar a rentabilidade do real e elevar a atratividade da moeda brasileira. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta terça e quarta para decidir sobre o rumo da Selic, atualmente na mínima histórica de 2% ao ano. Segundo analistas, um dos motivos para a pressão sobre o real é o juro em patamar muito baixo, que deixa a moeda mais vulnerável a operações de hedge ou de financiamento para apostas em outras divisas. Histórico da variação do dólar G1 VÍDEOS: Últimas notícias de Economia

Importações de milho e trigo pela China têm nível recorde em 2020

Aperto na oferta doméstica de milho elevou preços internos, gerando demanda por produtos mais baratos. As importações de grãos pela China saltaram para níveis recorde em 2020, mostraram dados da alfândega na segunda-feira (19), após um aperto na oferta doméstica de milho ter levado os preços a máximas em anos, gerando demanda por importações mais baratas. A China, maior mercado agrícola do mundo, adquiriu um recorde de 11,3 milhões de toneladas de milho importado no ano passado, incluindo 2,25 milhões de toneladas apenas em dezembro, segundo a Administração Geral de Alfândegas. Exportações do agro voltam a superar US$ 100 bilhões em 2020, lideradas por soja e carnes As importações de milho em 2020 foram mais que o dobro do volume do ano anterior e excederam pela primeira vez sua cota anual, que havia sido fixada em 7,2 milhões de toneladas. A China também importou um recorde de 8,38 milhões de toneladas de trigo, contra uma cota de 9,64 milhões de toneladas. Em 2019, a China usou apenas 67% de sua cota anual para milho e um terço da cota para trigo. A China acelerou a compra de grãos globais no ano passado devido à forte demanda do setor de suínos e à redução na oferta doméstica de milho. As importações devem seguir altas neste ano por motivos similares, segundo analistas. Os futuros do milho na China subiram 40% nos últimos dois meses e atingiram máximas recordes na semana passada. VÍDEOS: veja mais notícias do agronegócio

Lojas dos shoppings de Mogi e Suzano reúnem mais de 20 de emprego nesta terça; veja lista

Interessados podem acessar as lojas de acordo com o descritivo ou procurar pessoalmente o Balcão de Informações. Shopping de Suzano tem 14 vagas de emprego Willian Ruiz/TV Diário As lojas dos shoppings de Mogi das Cruzes e Suzano reúnem 22 oportunidades de emprego nesta terça-feira (19). Os candidatos devem acessar as lojas de acordo com o descritivo ou procurar pessoalmente o Balcão de Informações. As oportunidades são para as funções de vendedor, coordenador, operador de caixa, gerente, ajudante de cozinha, atendente, chapeiro, consultor de vendas, professor de ginástica e assistente administrativo PCD. Oportunidades em Mogi das Cruzes Vagas de emprego no shopping de Mogi das Cruzes O Mogi Shopping fica na Avenida Vereador Narciso Yague Guimarães, 1001 e funciona das 10h às 22h. Para mais informações o telefone é 4798-8800. Oportunidades em Suzano Vagas de emprego no shopping de Suzano As vagas também estão disponíveis no site. O Suzano Shopping fica na Rua Sete de Setembro, 555 e funciona das 11h às 21h. Para mais informações o telefone é 2500-7940. Assista a mais notícias

IGP-M: inflação do aluguel acelera alta para 2,37% na 2ª prévia de janeiro

Com o resultado, a taxa em 12 meses passou de 23,41% para 25,46%. O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 2,37% na segunda prévia de janeiro, segundo divulgou nesta terça-feira (19) a Fundação Getúlio Vargas, pressionado mais uma vez pelos preços de commodities no atacado. Na leitura realizada no mesmo período de dezembro, o indicador havia registrado taxa de 1,18%. Com este resultado, a taxa em 12 meses passou de 23,41% para 25,46%. “A aceleração dos preços de commodities importantes componentes do IPA, justificam a aceleração do índice ao produtor e sua influência na taxa do IGP-M. O comportamento dos preços da soja (-6,11% para -4,06%), dos suínos (-10,87% para -2,44%) e do minério de ferro (2,01% para 26,78%) respondem por parte importante da aceleração do índice geral”, destacou André Braz, Coordenador dos Índices de Preços. O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis. Ele sofre uma influência considerável das oscilações do dólar, além das cotações internacionais de produtos primários, como as commodities e metais. A segunda prévia do IGP-M calculou as variações de preços no período entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência. A chamada inflação do aluguel encerrou 2020 em 23,14%, a maior alta desde 2002. Preço do aluguel tem alta de 2,48% em 2020, diz FipeZap Como fica o aluguel em 2021 com a alta do IGP-M Componentes do índice O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem peso de 60% no IGP-M, subiu 3,08%, ante 1,17% no segundo decêndio de dezembro. Entre as maiores pressões individuais de alta, destaque para o minério de ferro 26,78,% o diesel (6,72%), a carne bovina (3,37%)e a gasolina 5,46%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no IGP-M, variou 0,42% no segundo decêndio de janeiro, contra 1,23% no mesmo período de coleta de dezembro. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Educação, Leitura e Recreação (3,91% para -2,22%). Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que tem peso de 10% no indicador, variou 0,97% na segunda prévia de janeiro, contra 1,20% na leitura de dezembro. Os três grupos componentes do INCC apresentaram as seguintes variações na passagem do segundo decêndio de dezembro para o segundo decêndio de janeiro: Materiais e Equipamentos (2,78% para 1,63%), Serviços (0,41% para 0,30%) e Mão de Obra (0,13% para 0,58%). Preços dos alimentos são afetados por aumento da inflação

Confira as vagas de emprego disponíveis nesta terça (19) em Petrolina, Araripina e Salgueiro

Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio. Mauricio Vieira/Arquivo/Secom Foram divulgadas as vagas de emprego disponíveis nesta terça-feira (19) em Petrolina e Salgueiro, Sertão de Pernambuco. As oportunidades são disponibilizadas pela Agência do Trabalho de Pernambuco e atualizadas no G1 Petrolina. Os interessados nas oportunidades podem entrar em contato com a Seteq através da internet. O atendimento na Agência do Trabalho ocorre apenas com agendamento prévio, feito tanto pelo site da secretaria, quanto pelo Portal Cidadão. Petrolina Contato: (87) 3866 - 6540 Vagas disponíveis Araripina Contato: (87) 3873 - 8381 Vagas disponíveis Salgueiro Contato: (87) 3871-8467 Vagas disponíveis GR2 de segunda, 18 de janeiro

Por que o consumo de carne bovina no Brasil deve voltar em 2021 ao patamar de décadas atrás

Em meio a uma alta de 18% no preço das carnes em 2020, o consumo de proteína bovina pelos brasileiros caiu no ano passado ao menor nível em mais de duas décadas. E não há perspectiva de recuo dos preços a curto prazo. A perspectiva para 2021 é de que os preços da carne de boi continuem em alta AMANDA PEROBELLI/Reuters Em meio a uma alta de 18% no preço das carnes em 2020, o consumo de proteína bovina pelos brasileiros caiu no ano passado ao menor nível em mais de duas décadas. A perspectiva para 2021 é de que os preços da carne de boi continuem em alta, como resultado da oferta restrita de gado no país e forte demanda da China. Isso num cenário de menor disponibilidade de renda dos brasileiros, com desemprego recorde, avanço da pandemia e fim do auxílio emergencial. Diante desse quadro, a expectativa de analistas é de uma nova queda no consumo interno de carne bovina esse ano, o que deve levar o acesso à proteína preferida pelos brasileiros a níveis anteriores à década de 1990. "Quem mais sofre nesse cenário são os consumidores", diz Rodrigo Queiroz, analista de mercado da Scot Consultoria, especializada em cotações do agronegócio. Consumo é o menor desde pelo menos 1996 Segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o consumo brasileiro de carne bovina foi de 29,3 quilos por habitante em 2020, uma queda de 5% em relação aos 30,7 quilos por habitante de 2019, ano em que o consumo já havia recuado 9%. O patamar de 2020 é o menor da série histórica da Conab, que tem início em 1996. E representa uma redução de 13,5 quilos por habitante em relação ao ponto máximo da série, de 42,8 quilos por habitante em 2006, durante o primeiro governo Lula (PT). No ano passado, o preço das carnes subiu 17,97%, segundo o IPCA AMANDA PEROBELLI/Reuters A Conab mede o chamado consumo aparente ou disponibilidade interna per capita, que é o volume produzido, descontadas as exportações e somadas as importações. O número para 2020 é uma estimativa, já que ainda não há dados fechados para a produção pecuária no ano passado. Os dados da Conab consideram apenas a carne bovina fiscalizada. Mas, considerando a produção informal, a tendência é a mesma. Segundo estimativa da consultoria Agrifatto, levando em conta a produção formal e informal, o consumo de carne bovina teria caído 11% em 2020, para 34 quilos por habitante, contra 38,2 quilos por habitante em 2019. Preço da carne de segunda foi o que mais subiu No ano passado, o preço das carnes subiu 17,97%, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), bem acima da alta de 4,52% da inflação em geral. Dos cortes bovinos analisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas o nobre filé-mignon teve queda de preço em 2020, de 6,28%. Já a picanha (17,01%), o contrafilé (12,71%) e a alcatra (5,39%) ficaram mais caros no ano passado. As carnes de segunda, mais consumidas pela população de baixa renda, cujos rendimentos foram impulsionados pelo auxílio emergencial em 2020, foram as que mais subiram, com alta de 29,74% da costela, aumento de 27,67% do músculo e avanços de 26,79% e 20,75%, respectivamente, do cupim e do acém. A alta das carnes nos supermercados acompanhou o aumento do preço do boi no campo. A arroba do boi gordo fechou 2020 cotada a R$ 267,15, uma alta de 29% em relação ao final de 2019, segundo o Cepea da Esalq/USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo). Somente nos primeiros 15 dias de 2021, o preço do boi gordo já subiu 7,77%. Falta gado e sobra demanda chinesa "Há uma combinação de fatores que explica a alta no preço do boi", diz Lygia Pimentel, diretora-executiva da Agrifatto. "O mais determinante é o ciclo pecuário: entre 2016 e 2018, nós abatemos muitas fêmeas no Brasil, com isso, o preço do bezerro subiu muito e diminuiu a oferta de gado pronto para entregar." Desde o final de 2019, com o preço dos chamados animais de reposição (bezerro, boi magro e garrote) em alta, os produtores passaram a reter as fêmeas nas fazendas para produzir novos animais. Com menos fêmeas "indo para o gancho", na linguagem dos pecuaristas, a oferta de gado para abate ficou reduzida no ano passado e a tendência é que a retenção de fêmeas continue ao longo desse ano, já que o preço do bezerro segue nas alturas. "O segundo fator importante certamente foi a China, porque, nos outros mercados compradores de carne brasileira — Egito, Rússia, Chile, Estados Unidos —, houve retração", diz Pimentel, destacando ainda o papel da alta do dólar nesse impulso às exportações para a China, o que reduz a oferta de carne no mercado interno, levando à alta de preços. A analista destaca que a participação do país asiático nos embarques brasileiros de carne bovina chegou a 40,9% em 2020, comparado a 25,3% em 2019 e 6,5% em 2015. E que, com esse impulso chinês, a participação das exportações na produção total de carne bovina brasileira chegou a 28% no ano passado, contra 24% em 2019 e 19,3% em 2015. Forte demanda da China ainda é reflexo da gripe suína O coronavírus em 2020 tornou o quarto surto de gripe suína da China em 2018 uma lembrança distante. Mas é essa epidemia que ainda repercute na forte demanda chinesa por proteínas. "Ainda não houve resolução para a peste suína africana. Ninguém sabe o número exato, mas se estima que ela dizimou entre 40% e 60% do plantel de suínos na China, isso representa mais ou menos um terço da produção de carne de porco do mundo", diz Rodrigo Queiroz, da Scot Consultoria. Com essa redução na oferta de suínos, os chineses têm consumido mais frango e carne bovina, daí o forte aumento da demanda naquele país. Além desse fator conjuntural, também contribuíram para o crescimento das importações pela China o fato de ela ter sido a única grande economia do mundo a registrar crescimento em 2020, mesmo em meio à pandemia do coronavírus, e um fator mais de longo prazo, que é o gradual aumento de renda da população chinesa, o que resulta em maior consumo de proteínas mais caras, como é o caso da carne bovina. Exportações de carne bovina batem recorde em 2020; Abrafrigo vê alta de 5% para este ano Quem se beneficia da alta de preços? Segundo os analistas, a alta de preços do boi gordo tem impacto distintos na cadeia pecuária. Os pecuaristas que trabalham com engorda e recria chegaram a perder margem no ano passado, já que o farelo de soja subiu 100%, o milho subiu 70% e o bezerro, mais de 80% dependendo da categoria. "Por mais que o boi tenha subido de preço, os custos de produção variaram acima", observa Pimentel, da Agrifatto. Segundo ela, pecuaristas que trabalham com o ciclo completo — produzindo o bezerro, engordando ele e vendendo o boi dois anos depois - tiveram margens melhores, porque seu estoque se valorizou. Já entre os frigoríficos, a diferença está entre os pequenos dedicados ao mercado interno e os maiores, com certificação para exportar. "O frigorífico que trabalha exclusivamente com o mercado doméstico foi muito prejudicado em 2020, porque o preço do boi gordo subiu muito e o preço da carne no atacado não acompanhou na mesma medida, então ele perdeu margem." Segundo Paulo Bellincanta, presidente do Sindifrigo-MT (Sindicato das Indústrias de Frigoríficos de Mato Grosso), foram muitos os frigoríficos que precisaram fazer ajustes para sobreviver ao ano passado. "Toda indústria tem uma linha de equilíbrio de produção, com uma série de custos fixos. Quando o abate fica muito abaixo da capacidade da empresa, aumenta o custo no produto final, isso se reflete nesse preço maior que estamos vendo na ponta, com a carne mais cara para o consumidor", diz Bellincanta, que estima que a ociosidade da indústria frigorífica esteve entre 15% e 25% ao longo de 2020, sendo que o normal é uma folga em torno dos 10%. E o que esperar para 2021? Os preços das carnes devem permanecer pressionados pelo menos até a metade de 2022 Getty Images via BBC No ano que se inicia, as perspectivas não são melhores, já que a renda e a demanda do brasileiro devem diminuir, mas os preços da carne tendem a continuar em alta, devido à escassez de oferta e à forte demanda externa. "Com o desemprego acima dos 14% e a extinção do auxílio emergencial, o consumidor brasileiro de baixa renda vai para proteínas alternativas, como ovo, frango e suíno, que também estão com valores altos, mas a carne bovina é a que mais sente quando o poder aquisitivo da população diminui", diz Queiroz, da Scot Consultoria. "Esperamos uma nova queda do consumo per capita de carne bovina esse ano, voltando a patamares antigos, de 20, 30 anos atrás", completa. O pesquisador Thiago Bernardino de Carvalho, do Cepea, estudou em sua tese de mestrado a relação entre variação de renda e consumo de carnes. "O consumo de qualquer tipo de alimento de valor agregado maior é determinado por renda, preço e preferência", diz Carvalho. "A carne bovina de primeira é a que tem maior elasticidade entre as carnes, em torno de 0,6. Ou seja, se a renda aumentar 10%, o gasto com carne bovina de primeira aumenta 6%. Para carne de segunda, a elasticidade é de 0,2." "Nesse primeiro semestre, com o fim do auxílio, o consumo cai no mercado brasileiro, sem sombra de dúvida", diz o pesquisador, ponderando que o quadro pode ser melhor na segunda metade do ano, caso a economia venha a se recuperar, levando a um aumento da renda. O problema não acaba em 2021 Pimentel, da Agrifatto, avalia que os preços das carnes devem permanecer pressionados pelo menos até a metade de 2022, por conta do ciclo pecuário. "A baixa oferta de boi gordo não é algo que se consegue resolver de imediato. A produção de bovinos é plurianual, começa a produzir hoje, para entregar esse animal daqui dois, três, quatro anos. Então demora." Já Bellincanta, do Sindifrigo-MT, avalia que, mesmo quando houver aumento da oferta de gado, os preços da carne bovina não voltarão aos níveis do passado, devido a mudanças na indústria pecuária que tornaram o processo de produção mais custoso. "O Brasil, a cada dia que passa, tem menos animais sendo terminados a pasto. O grande rebanho brasileiro hoje é terminado em confinamento", diz o empresário. "Há cerca de dez ou 15 anos atrás, havia menos de 20% de animais terminados a cocho, hoje é mais da metade. Esses animais comem grãos, e por isso são finalizados em 18 a 24 meses, comparado a três a quatro anos quando o animal era solto no pasto." "Então teremos uma proteína mais cara sem data, não há volta nesse processo. A arroba do boi ganhou valor e terá oscilações, mas estará sempre em novo patamar." Vídeos: tudo sobre o agronegócio

Bolsas da China fecham em queda com ressurgimento de casos de coronavírus

Índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,47%, enquanto o índice de Xangai teve perda de 0,83%. Os índices acionários da China recuaram nesta terça-feira (19) uma vez que o ressurgimento dos casos de Covid-19 afetou o sentimento do mercado, com as ações de consumo discricionário e matérias-primas liderando as perdas. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,47%, enquanto o índice de Xangai teve perda de 0,83%. O índice de start-ups ChiNext perdeu 2,1%, enquanto o STAR50 teve queda de 2,5%. Liderando as perdas, o índice de consumo discricionário do CSI300 caiu 2,9%, enquanto o de matérias-primas recuou 2,7%. A China está enfrentando o pior surto de Covid-19 desde março de 2020, com uma província registrando alta recorde diária de casos, no momento em que um painel independente que avalia a pandemia global disse que a China poderia ter agido mais vigorosamente para conter o surto inicial. A economia da China ganhou velocidade no quarto trimestre, com o crescimento superando as expectativas ao encerrar um ano de 2020 marcado pelo coronavírus em boa forma e pronta para expandir ainda mais este ano. No 4º trimestre, o PIB chinês cresceu a uma taxa de 6,5%, na comparação com o mesmo período do ano passado, mostrando uma ganho de ritmo frente ao avanço de 4,9% no 3º trimestre. No ano, a economia chinesa cresceu 2,3%, desemprenho mais fraco em 44 anos. Veja as cotações de fechamento das bolsas da Ásia: Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 1,39%, a 28.633 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 2,70%, a 29.642 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,83%, a 3.566 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 1,47%, a 5.437 pontos. Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 2,61%, a 3.092 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 1,70%, a 15.877 pontos. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,18%, a 2.995 pontos. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 1,19%, a 6.742 pontos. Economia da China cresce 2,3% em 2020 Vídeos: veja as últimas notícias de economia

O que é o 'cache' e por que eliminá-lo pode liberar espaço no celular?

Tira-dúvidas explica os benefícios do cache e por que ele pode ocupar mais espaço do que o necessário. Opções de armazenamento de aplicativos no Android permitem 'limpar dados' e 'limpar cache'. Reprodução Por que é preciso eliminar o cache para ter espaço celular? O que é cache? – Gilvan Pereira O "cache" é um conjunto de arquivos que um aplicativo já baixou, processou ou carregou. Esses dados ficam guardados para que não seja preciso repetir o trabalho de carregá-los. Sendo assim, o cache ocupa um certo espaço, mas traz vários benefícios. Ele acelera o aplicativo e diminui o consumo do seu plano de dados e da bateria, pois dispensa o download de elementos que são usados com frequência. Em geral, o cache não deve ser apagado, pois seu uso faz parte da programação dos apps. Ou seja, os aplicativos contam com a existência do cache para que tudo funcione da maneira esperada e na velocidade esperada. Se você utiliza algum aplicativo que promete "otimizar" seu celular apagando o cache, fique atento: ele está fazendo o oposto. Limpar o cache repetidamente não vai dar deixar o celular mais rápido. Pelo contrário: tende a deixá-lo mais lento e com menor duração da bateria, obrigando o smartphone a repetir tarefas que deveriam estar guardadas no cache. Em um app como o Instagram, o cache terá stories e fotos que você viu recentemente, fotos de perfil das pessoas que você segue e assim por diante. São conteúdos que precisam ser carregados com frequência ou que talvez você reveja em breve enquanto confere seu "feed". De forma semelhante, um app de música pode manter no cache as fotos dos artistas que você mais escuta ou capas dos discos e playlists que você adicionou à lista de favoritos, além das próprias músicas, evitando downloads que consomem dados e bateria. O cache faz parte do funcionamento do aplicativo. Se você não tem espaço em seu celular para guardar o cache, o app não funcionará da maneira correta. O ideal é obter espaço de outras formas (apagando fotos, vídeos ou desinstalando por completo apps menos usados) para que o cache possa ser usado corretamente por todos os apps instalados. Qual a diferença entre 'dados' e 'cache'? As opções de armazenamento de aplicados no Android permitem "limpar dados" ou "limpar o cache". Os "dados" são informações necessárias para o aplicativo funcionar. Suas configurações e sua sessão de login são exemplos. Se você limpar os dados, o app terá de ser reconfigurado, comose ele tivesse acabado de ser instalado. Em alguns casos, você poderá recuperar esses dados de um backup. O cache, por sua vez, são sempre de natureza temporária. Apagá-lo não deve causar nenhuma mudança no funcionamento do app e não exigirá qualquer reconfiguração. Contudo, qualquer informação que estava no cache para acelerar o app terá de ser baixada novamente, exigindo processamento e uso da conexão com a internet. Em resumo, os "dados" do Android são as configurações e arquivos permanentes do aplicativo, que ele não pode reconstruir sem que você restaure um backup ou refaça seu login. Por isso, são diferentes do "cache", o qual armazena arquivos que podem ser readquiridos. Quando apagar o cache Você pode apagar o cache de apps pré-instalados no telefone que você não utiliza, mas que não podem ser simplesmente desinstalados; Quando um app está apresentado problemas, apagar os dados e o cache tem praticamente o mesmo efeito de uma reinstalação, permitindo configurar o app do zero; Caso você tenha feito uma grande modificação em um aplicativo (modificado sua conta de acesso, por exemplo), apagar o cache pode ser interessante para garantir que informações associadas ao estado anterior não sejam mantidas ocupando espaço desnecessário; É possível recuperar espaço limpando o cache de apps de uso muito frequente, mas o app provavelmente ficará levemente mais lento por um tempo e o cache tende a voltar ao tamanho anterior. Como apagar o cache No Android, o cache dos aplicativos pode ser apagado com os seguintes passos: Acesse "Configurações" ou "Configurar Toque em "Aplicativos" ou "Apps e notificações" Selecione o app desejado Toque em "Armazenamento" Toque em "Limpar cache" E no iPhone? O iOS da Apple (usado no iPad e no iPhone) não possui o cache de dados como uma categoria de separada dos demais dados do aplicativo, exceto para o navegador web do telefone. Para apagar o cache dos demais aplicativos, você é obrigado a desinstalar o aplicativo e instalá-lo novamente, a não ser que o app em si forneça opções próprias para a finalidade de gestão de cache. Por regra, no entanto, o app deve cuidar do seu cache automaticamente. A decisão da Apple de projetar o sistema desta forma provavelmente não é acidental. Como este blog explicou, não é recomendado interferir no armazenamento do cache. Os próprios aplicativos é que devem gerenciá-lo. Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com 5 dicas para sua segurança digital 5 dicas de segurança para sua vida digital Assista mais vídeos para se manter seguro online

5 passos para começar um negócio digital ou levar sua empresa para a internet

Do planejamento aos cuidados com a Lei Geral de Proteção de Dados, veja dicas de como montar um empreendimento na internet. 5 passos para começar um negócio digital ou levar sua empresa para a internet A pandemia de coronavírus impulsionou as vendas online em 2020. Com medidas de isolamento social e lojas com as portas fechadas, o crescimento no faturamento do comércio online superou 38% no ano, segundo estimativa da Ebit/Nielsen. Os números dos 12 meses do ano passado ainda não foram compilados, mas, somente no primeiro semestre, o faturamento de lojas online cresceu 47%, maior alta registrada em 20 anos, segundo a consultoria. “A tendência é que o digital cresça cada vez mais. Avançamos o equivalente a 5 anos com a pandemia”, afirma Eder Max, consultor do Sebrae. “O consumidor já se acostumou a comprar de maneira digital”. Especialistas recomendam focar em 5 pontos na hora de montar o empreendimento digital: planejamento, plataforma de vendas, rede social, pós-venda e adequação a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Plano de negócios: como montar em 7 itens A maioria deles serve para quem está começado, do zero, um negócio online ou migrando do meio físico para o digital (veja algumas dicas para quem quer fazer este segundo processo no final da reportagem). O motivo para a escolha do meio digital está ligada também ao custo, explica o consultor. “É mais seguro e mais barato começar só no digital. No negócio físico é necessário atrair a pessoa até o local”, afirma Eder Max. 1. Planejamento Planejar é essencial ao começar um negócio, seja no meio físico ou digital. Por isso, é importante fazer um plano de negócios, para quem está começando um empreendimento ou migrando para o digital, focando em 6 pontos: formar o preço de venda; garantir fornecedores; negociar o frete; estudar empresas da área; pesquisar números do segmento; entender quais os custos fixos e prazo de retorno do investimento; definir meios de receber os pagamentos. “É preciso entender antes de construir, tem que analisar tudo e somente depois investir”, recomenda Miklos Grof, CEO da Company Hero, startup que auxilia empresas a migrarem para o meio digital. Para Miklos, um empreendedor húngaro radicado no Brasil, é importante encontrar o chamado “Mínimo Produto Viável” (MPV), ou seja, qual o gasto mínimo para que a loja funcione dentro do que o empresário espera, um patamar para que a empresa tenha o mínimo de funcionalidade, com o menor gasto, para testar o encaixe do produto no mercado. "Um bom teste do MPV para quem não tem e-commerce é começar a vendendo apenas pelas redes sociais e WhatsApp", explica Eder Max, do Sebrae. Conheça sete passos para montar um plano de negócios 2. Plataforma de vendas Outro passo essencial é escolher qual será a sua plataforma de vendas. Além de vender diretamente pelas redes sociais para ter menor custo, os empreendedores podem optar por 2 formas mais avançadas: E-commerce (com seu próprio site de vendas). Market place (são plataformas agregadoras, como Amazon, Mercado Livre e Magalu). A escolha entre essas opções vai depender do que se mostrar mais financeiramente viável para cada negócio. Para Márcia Ogawa, sócia-líder de tecnologia da consultoria Deloitte, apostar em market place tem suas vantagens principalmente para quem está começando. Isso porque a estrutura possibilita o uso de meios de pagamento e de entrega. “Ela reduz as suas despesas e acaba tornando o negócio visível para um público maior", afirma Márcia. Mas, o consultor do Sebrae, Eder Max, indica que é importante construir um site próprio, mesmo que não efetue a venda diretamente por este meio. “Ter o site dá mais segurança para o comprador. Ele acaba funcionando como uma vitrine de loja, um endereço virtual para quem não tem o físico”, afirma. Nessa hora, é importante que o site seja compatível com smartphones. Sobre o uso de redes sociais, pode ser um modo de evitar custos e participação de terceiros na venda. "Pode usar catálogos de WhatsApp e Facebook para expor de forma organizada, mas a transação comercial é feita por fora da plataforma", explica Eder Max. O consultor aponta o uso do Pix como uma opção em alta para quem vai fazer a venda direta. Escolha correta da plataforma e plano de negócio são essenciais para começar um e-commerce 3. Redes sociais Um de seus primeiros passos deve ser abir uma página nas redes sociais, ainda quando se está engatinhando no planejamento. Nas redes sociais, você vai encontrar os seus primeiros clientes, mesmo antes de iniciar as vendas. Esse espaço não serve só para mostrar o produto, mas também é importante para o empreendedor se tornar uma verdadeira referência no assunto. Para isso, é indicado: entender do assunto para se tornar uma referência; buscar informações em livros, cursos e podcasts; postar dicas e curiosidades sobre seu produto; interagir com os seguidores; cadastrar a empresa no “Meu negócio”, do Google (página de cadastro com informações principais da empresa: telefone, endereço, etc0; caprichar no visual (cuidados com as fotos com luz ruim, escuro e fora de foco. É indicado procurar sites que oferecem templates gratuitos para postagens). A ideia é trabalhar nas postagens falando amplamente sobre o tema de seu nicho. Se for vender bolos, faça postagens sobre confeitaria em geral, por exemplo. "Tudo que você escreve, organicamente, vai funcionar a longo prazo no seu SEO”, diz o gestor Miklos Grof. O termo SEO vem de “Search Engine Optimization”, em inglês, que é a maneira como seu conteúdo melhora o posicionamento nos buscadores da internet. Só não vale exagerar nas postagens. “Cuidado para não postar demais, não ser aquele cara chato”, afirma Eder Max, do Sebrae. “A cada três posts, dois podem ser de dicas e apenas um, de venda”, recomenda. Uso adequado das redes sociais pode aproximar o cliente e trazer resultados 4. Pós-venda Além disso, o Sebrae explica que o pós-venda não se trata apenas de ouvir e resolver reclamações, o empreendedor deve: ouvir sobre a experiência de compra do cliente; ter área de atendimento ao consumidor de fácil acesso no site; oferecer diversos canais de contato como: telefone, WhatsApp, e-mail e redes sociais. Como não possui o local físico para que o cliente possa efetuar a devolução, o empreendedor do meio digital precisa seguir corretamente a política de reenvio da mercadoria não desejada pelo consumidor. "Sobre a lei do arrependimento, durante 7 dias, o empresário não pode cobrar a logística reversa”, explica Eder Max, do Sebrae. Desse modo, o vendedor tem que arcar também com o possível frete de devolução. E-commerce: saiba qual o tipo de estoque ideal para o seu negócio 5. Adequar à LGPD Por estar no ambiente online, o empreendedor precisa seguir regras específicas da LGPD. Ela entrou vigor em setembro de 2020, mas as penalidades só começam a ser aplicadas em agosto de 2021. Entre alguns pontos da lei estão: Empresas que possuem canais digitais têm que pedir o consentimento para coletar informações dos clientes, como o CPF, por exemplo. Os cidadãos podem solicitar a retificação de informações e pedir que dados sejam apagados. Se a empresa reconhecer algum vazamento de dados de clientes, por exemplo, precisará solucioná-lo e notificar a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Além da LGPD, o empreendedor ainda deve estar atento ao Marco Civil da Internet e o Código de Defesa do Consumidor. “Não é somente abrir uma plataforma e começar a vender a internet”, relembra Eder Max, do Sebrae. “Quando divulga o produto, por exemplo, tem que mostrar o preço. Boa parte dos empreendedores não coloca o preço". Em alguns casos, além de multa, descumprir a legislação pode levar até a prisão. EXTRA: migrando para o online Mesmo quem tem um negócio estabelecido em meio físico pode querer migrar também para o online. Além do que já foi mencionado, o Sebrae indica algumas estratégias iniciais para isso: Se não tiver muita habilidade com ferramentas digitais, migrar para um market place, onde encontrará toda estrutura já pronta; Se tem um pouco de habilidade com ferramentas digitais, utilizar plataformas prontas de e-commerce; Se possui habilidade com as ferramentas digitais, construir o próprio site. Tanto no caso 2 como no 3, o empreendedor deve usar as redes sociais para poder gerar tráfego aos seus endereços. Vídeos de empresas que estão superando a pandemia

INSS fecha 2020 com quase 1,7 milhão de benefícios represados; tempo médio é de 66 dias para concessão

Desse total, 1,2 milhão esperavam pela primeira avaliação dos seus requerimentos e 477 mil já haviam passado pela análise e necessitavam cumprir exigências do INSS para serem pagos. Trabalhadores reclamam que não conseguem receber auxílio do INSS Em dezembro de 2020, havia cerca de 1,7 milhão de requerimentos de benefícios previdenciários na fila para concessão. Desse total, 1,2 milhão esperavam pela primeira avaliação do Instituto Nacional do Seguro Social e 477 mil já haviam passado pela análise do instituto e necessitavam que o segurado apresentasse documentação para serem concluídos. O INSS informou ao G1 que está ampliando o número de servidores na análise e concessão de requerimentos, o que diminuirá tanto o tempo de concessão quanto o estoque de pedidos (leia mais abaixo). O tempo médio de concessão de benefícios no país era de 66 dias em dezembro. Atualmente, por lei, os pedidos devem ser analisados em um prazo de até 45 dias. O INSS conseguiu cumprir o que determina a lei entre junho e setembro, mas a partir de outubro o tempo de espera voltou a subir. Veja abaixo: Tempo médio de concessão de benefícios mês a mês Economia G1 Espera chega a 97 dias no Acre Em novembro, de acordo com o último Boletim Estatístico da Previdência Social disponível, os estados com maior tempo de espera para concessão de benefícios eram o Acre, Amapá e Tocantins. No caso do Acre, o tempo de espera era de 97 dias, mais que o dobro do estabelecido em lei. Além disso, nenhum estado tinha o prazo de análise dentro do previsto em lei. O estado com o menor tempo médio de espera era Mato Grosso do Sul, porém, 6 dias a mais que os 45 exigidos. Veja abaixo: Tempo médio de concessão de benefícios por estados Economia G1 Maioria dos pedidos depende do INSS e passa dos 45 dias Dentro do total de pedidos aguardando análise, o número dos que aguardam há mais de 45 dias eram bem maiores dos que estavam dentro do que prevê a lei. Além disso, após queda em maio e junho, o número de requerimentos na fila voltou a subir a partir de julho e, em novembro, se aproximou do número de janeiro. Em dezembro, o número voltou a cair. Desde setembro, o número de pedidos à espera de análise do INSS é maior que os que dependem de cumprimento de exigências dos segurados. Veja no quadro abaixo: Total de requerimentos na fila do INSS Economia G1 Vale lembrar que as agências do INSS ficaram fechadas por mais de cinco meses e foram reabertas em setembro de forma gradual. Atualmente, menos da metade conta com realização de perícias, que são exigidas para concessão de benefícios por incapacidade como auxílio-doença. Portanto, dentro da fila de pedidos a serem analisados pelo INSS entram os segurados que ainda não realizaram a perícia. Com o fechamento das agências no período, os servidores do atendimento foram realocados para a análise de benefícios, feitos de forma online pelos segurados. Segundo o INSS, isso permitiu acelerar o trabalho e reduzir sensivelmente o tempo médio de conclusão e o estoque de pedidos esperando resposta. No entanto, a expectativa do instituto de zerar o estoque até outubro não se concretizou. INSS vai ampliar equipe de análise O INSS informou ao G1 que está ampliando o número de servidores na análise de requerimentos de 30% para 40% do total de servidores a partir deste mês. Isso foi possível em função da contratação temporária dos aposentados e militares inativos para substituir os servidores da área de atendimento, que passarão para a área de análise. “Isso diminuirá sensivelmente o tempo de concessão, o que acarretará na diminuição de pagamento de correção, uma vez que os benefícios serão concedidos dentro do prazo previsto”, informou o INSS. Além disso, o INSS informa que está ampliando o número de servidores que atuam exclusivamente na concessão de benefício, através da implementação de programas de gestão por teletrabalho. “Esses servidores trabalham com meta mensal maior do que os demais, portanto, apresentam maior produtividade na análise de requerimentos, o que acarretará em notória queda do estoque de pedidos”, prevê. Segundo o instituto, em junho de 2019, o estoque era de 2,232 milhões – sem contar os requerimentos que dependem de cumprimento de exigências dos segurados. Em dezembro de 2019 foi reduzido para 1,632 milhão e em março de 2020, para 1,3 milhão. O INSS afirma ainda que tem analisado em média 835 mil benefícios por mês, o que inclui análises feitas pelos temporários. O INSS lembra que um acordo do instituto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU), que foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em dezembro do ano passado, prevê novos prazos para a concessão, que entrarão em vigor seis meses após a homologação, ou seja, em junho deste ano. Veja abaixo: Salário-maternidade: 30 dias Aposentadoria por invalidez comum e acidentária: 45 dias Auxílio-doença comum e por acidente do trabalho: 45 dias Pensão por morte: 60 dias Auxílio-reclusão: 60 dias Auxílio-acidente: 60 dias Benefício assistencial à pessoa com deficiência: 90 dias Benefício assistencial ao idoso: 90 dias Aposentadorias, salvo por invalidez: 90 dias Pelo acordo, os prazos para o cumprimento de decisões judiciais serão os seguintes (considerados a partir da intimação do INSS): Benefícios por incapacidade: 25 dias Benefícios assistenciais: 25 dias Concessões e recusas Já em relação às concessões e indeferimentos de benefícios, 2019 foi o ano com o maior número de recusas desde 2006. Já as concessões naquele ano só não superaram os números registrados em 2013 e 2014. Em 2020, até novembro, o número de recusas estava bem próximo do de concessões – os dados de dezembro ainda não estão disponíveis no boletim estatístico. Veja no gráfico abaixo: Benefícios concedidos e negados ano a ano Economia G1 Assista a mais notícias de Economia:

Venda de vinhos tem alta de 31% em 2020, impulsionada pela quarentena

Pandemia do coronavírus reduziu comemorações que priorizavam outras bebidas; expectativa para 2021 é mais contida por conta da crise econômica. Vinho: foram 501,1 milhões de litros comercializados em 2020 contra 383,9 milhões de litros no ano anterior. Freepik Na contramão de setores que sofreram com a pandemia do coronavírus, o mercado de vinhos teve alta de 31% em 2020. Ao todo, foram 501,1 milhões de litros comercializados em 2020 contra 383,9 milhões de litros no ano anterior. Como mostrou o G1 em outubro, as vendas subiram no ano passado por conta do isolamento social. Subiu a preferência pela bebida para momentos de lazer em casa. Wine pede suspensão de sua entrada na bolsa O levantamento final de 2020 foi cedido com exclusividade ao G1 pela Ideal Consulting, empresa que mede o comércio entre as vinícolas e supermercados, lojas e restaurantes, somando importações. Os números captam, portanto, a formação de estoque e não a venda na ponta. A venda de vinhos nacionais subiu 32,4% no ano passado, enquanto os importados tiveram crescimento de 26,5%. Assim, o produto brasileiro ganhou 3 pontos percentuais no mercado. A preferência por vinhos daqui é efeito direto do dólar mais alto. A moeda americana teve alta acumulada de 29% no ano, elevando junto o preço de produtos importados. A boa notícia para produtores é que os vinhos finos brasileiros ganharam 2 pontos percentuais do mercado, um crescimento de 100% em 2020. Casal pede vinho barato em restaurante de NY e recebe garrafa de US$ 2 mil por engano Os finos são aqueles de qualidade mais alta, feitos com uvas próprias para a produção da bebida (vitiviníferas). São eles que tentam bater de frente com produtores vizinhos, como Argentina, Chile e Uruguai, e que têm ampla procura de quem aprecia a bebida. "Foi um ano atípico. O desafio para 2021 será sustentar esse crescimento, com as pessoas voltando às suas rotinas, com crise econômica, câmbio desfavorável e aumento do preço dos vinhos brasileiros por conta da falta de insumos", diz Felipe Galtaroça, CEO da Ideal Consulting. Segundo Galtaroça, a moeda americana será decisiva também no ano que virá. Por conta das pressões de mercado de commodities, por exemplo, as vinícolas brasileiras sofreram com a falta de garrafas e caixas de papelão nos últimos meses. As importadoras, diz, também aproveitaram para formar estoque com o enfraquecimento do dólar depois das eleições americanas. Houve, então, queda de procura em dezembro e haverá nos primeiros meses deste ano. Felipe Galtaroça, CEO da Ideal Consulting: mercado de vinhos sofrerá pressão da crise econômica e falta de insumos produtivos Divulgação Mercado de vinhos comemora crescimento recorde nas vendas Consumo A Ideal estima ainda que o volume consumido em litros por habitante no Brasil tenha crescido substancialmente. Em 2019, cada brasileiro maior de 18 anos bebia, em média, 2,13 litros de vinho ao ano, segundo a empresa. O resultado apurado de 2020 foi de 2,78 litros no ano. A autoridade máxima nessa estatística, a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), nem mesmo divulgou o resultado para 2019. Em 2018, o número apurado no Brasil foi de 2 litros anuais para cada habitante. A diferença para outros mercados é considerável. O líder do ranking da OIV foi Portugal, que teve consumo de 62 litros per capita naquele ano. Franceses beberam 50 litros em média. Italianos, 44 litros. Argentinos, 25 litros. Em outras palavras: a cada garrafa bebida por um brasileiro, mais de 30 são consumidas por um português. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia ,

Preço do aluguel tem alta de 2,48% em 2020, diz FipeZap

Indicador teve alta de 0,43% em dezembro, novamente abaixo da inflação registrada por IPCA e IGP-M. Goiânia teve o maior aumento do preço médio no mês, de 1,17% Fernanda Carvalho/Fotos Públicas msmosicO O oooiO nooo O preço médio dos novos alugueis residenciais teve alta de 2,48% em 2020, segundo o Índice FipeZap. O indicador foi divulgado nesta terça-feira (19), e fecha o último mês do ano, de dezembro, com valorização de 0,43%. No resultado anterior, o valor de locação subiu 0,03%, interrompendo uma sequência de 5 meses de queda. Mesmo acelerando em dezembro, a alta novamente foi menor que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, e que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), da FGV. Variação do preço de locação de imóveis residenciais no Índice FipeZap G1 Economia No ano, a alta nos de preços de aluguel só venceram o IPCA em 5 das 11 capitais monitoradas. Goiânia lidera o índice, com valorização acumulada de 8,87% em 2020. As outras quatro são Belo Horizonte (6,24%), Recife (5%), Salvador (4,96%) e Brasília (4,91%). A menor valorização anual foi em Fortaleza (0,26%). Em seguida, estão Rio de Janeiro (0,7%), Florianópolis (0,82%), São Paulo (1,14%) e Porto Alegre (1,27%). Curitiba foi a única cidade que teve desvalorização de preços de aluguel no ano: -0,37%. Como fica o aluguel em 2021 com a alta do IGP-M Preço médio Em relação ao mês anterior, o preço médio do aluguel residencial em dezembro subiu, ficando em R$ 30,46/m². Entre as 11 capitais monitoradas, São Paulo permaneceu com o maior valor (R$ 40,06/m²), seguida de Brasília (R$ 32,16/m²), Recife (R$ 31,50/m²) e Rio de Janeiro (R$ 30,74/m²). O menor preço médio ficou em Fortaleza, R$ 17,34/m²). Inquilinos brasileiros começam o ano negociando o valor do aluguel Rentabilidade Para quem investe em imóveis, o melhor negócio está em Recife. A rentabilidade foi de 0,50% ao mês. Em seguida, vêm Salvador (0,44% a.m.), São Paulo (0,43% a.m.) e Porto Alegre (0,41% a.m.). A pior rentabilidade está em Fortaleza, com 0,29% ao mês. O Rio de Janeiro vem em seguida, com 0,32% a.m. A média do FipeZap foi de 0,39% ao mês entre as capitais. VÍDEOS: veja as últimas notícias de economia

PIS-Pasep 2020-2021: abono salarial é pago para nascidos em janeiro e fevereiro

Valor do benefício varia de R$ 92 a R$ 1.100, de acordo com a quantidade de meses trabalhados no ano-base 2019. Calendário de pagamentos se estenderá até 30 de junho de 2021. O abono salarial 2020-2021 começa a ser liberado nesta terça-feira (19) para os trabalhadores com direito ao benefício nascidos em janeiro e fevereiro. Para os trabalhadores que não são correntistas da Caixa, o dinheiro é depositado em poupança social digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Para quem já tem conta na Caixa, os créditos são realizados nas contas existentes e os valores podem ser movimentados com a utilização do cartão da conta, internet banking ou APP da Caixa. Com o aumento do salário mínimo em janeiro, o valor do abono salarial varia de R$ 92 a R$ 1.100, de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano-base 2019. Valores do abono salarial que serão pagos em 2021 Reprodução O PIS é destinado aos trabalhadores do setor privado e é pago na Caixa Econômica Federal. Já o Pasep é pago para servidores públicos por meio do Banco do Brasil. O calendário de saques do PIS-Pasep 2020-2021 se estenderá até 30 de junho de 2021. No caso do PIS (trabalhadores do setor privado), os pagamentos são feitos de acordo com o mês de nascimento do trabalhador. No Pasep (para servidores públicos), seguem o número final do benefício. Caixa começa a pagar abono salarial em poupança digital; entenda Como funciona o Caixa Tem A movimentação da poupança social digital é feita pelo aplicativo Caixa Tem, com limite mensal de R$ 5 mil. O trabalhador pode realizar compras em estabelecimentos com o cartão de débito virtual e QR Code, por meio de maquininhas de cartão, e pagar contas de água, luz, telefone, gás e boletos em geral pelo próprio aplicativo. Os saques podem ser realizados nos terminais de autoatendimento, lotéricas e Correspondentes Caixa Aqui a partir da geração de token diretamente no app Caixa Tem. O token também pode ser gerado nas agências, com a apresentação de documento de identificação com foto. Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares Android Clique aqui para baixar o aplicativo para celulares iOS (Apple) Caixa inicia nesta semana o pagamento de abono para trabalhadores inscritos no PIS PIS-Pasep 2020-2021 Quem nasceu nos meses de julho a dezembro (PIS) ou tem número final de inscrição entre 0 e 4 (Pasep) recebeu o benefício ainda no ano de 2020. Já os nascidos entre janeiro e junho e com número de inscrição entre 5 e 9 receberão no primeiro semestre de 2021. Em qualquer situação, o recurso ficará à disposição do trabalhador até 30 de junho de 2021, prazo final para o recebimento. A Caixa vai disponibilizar cerca de R$ 15,8 bilhões para mais de 20,5 milhões de beneficiários do PIS até o final do calendário do exercício 2020/2021. Só entre os aniversariantes em janeiro e fevereiro com direito ao saque do benefício, são mais de 3,4 milhões de trabalhadores, que receberão mais de R$ 2,75 bilhões em recursos. Calendário do PIS Calendário de pagamento do PIS Reprodução Calendário do Pasep Calendário de pagamento do Pasep Reprodução/D.O.U. Qual o valor e quem tem direito? O valor do abono salarial varia de R$ 92 a R$ 1.100, de acordo com a quantidade de meses trabalhados durante o ano base 2019. Só receberá o valor total quem trabalhou os 12 meses de 2019. Tem direito ao abono salarial quem recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais com carteira assinada e exerceu atividade remunerada durante, pelo menos, 30 dias em 2019. É preciso ainda estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). Para saber se tem direito e como sacar Para sacar o abono do PIS, o trabalhador que possuir Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir aos terminais de autoatendimento da Caixa ou a uma casa lotérica. Se não tiver o Cartão do Cidadão, pode receber o valor em qualquer agência da Caixa, mediante apresentação de documento de identificação. Informações sobre o PIS também podem ser obtidas pelo telefone 0800-726-02-07 da Caixa. O trabalhador pode fazer uma consulta ainda no site www.caixa.gov.br/PIS, em Consultar Pagamento. Para isso, é preciso ter o número do NIS (PIS/Pasep) em mãos. Veja como localizar o número do PIS na internet Os servidores públicos que têm direito ao Pasep precisam verificar se houve depósito em conta. Caso isso não tenha ocorrido, precisam procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações sobre o Pasep podem ser obtidas pelo telefone 0800-729 00 01, do Banco do Brasil. Abono salarial 2019-2020 Cerca de dois milhões de trabalhadores que não realizaram o saque do Abono Salarial do calendário anterior, finalizado em 29 de maio deste ano, ainda podem sacar os valores. O prazo vai até 30 de junho de 2021. A consulta do direito ao benefício, bem como do valor disponibilizado, pode ser realizada por meio do app CAIXA Trabalhador, pelo atendimento CAIXA ao Cidadão - 0800 726 0207 e no site http://www.caixa.gov.br/abonosalarial/. Assista às últimas notícias de Economia

Exportação de café do Brasil bate recorde em 2020, diz Cecafé

Vendas cresceram 9,4% com relação ao ano anterior, atingindo 44,5 milhões de sacas de 60 kg. Segundo a entidade, efeito da seca ainda será avaliado. Plantação de café em Minas Gerais Reprodução/Globo Rural As exportações de café do Brasil atingiram recorde de 44,5 milhões de sacas de 60 kg em 2020, considerando a soma dos produtos verde, solúvel e torrado & moído, afirmou o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) nesta segunda-feira (18). Exportações de commodities do Brasil em 2020 têm recordes que vão do petróleo ao café De onde vem o que eu como: café é a 2ª bebida mais consumida no país e interesse por métodos de preparo cresceu na pandemia A tendência indica que o ritmo de exportações continue, mas podem ocorrer efeitos do ciclo de baixa da cultura e da longa estiagem ocorrida no ano passado, que ainda serão avaliados, de acordo com Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé. "Ainda temos café suficiente para atender os mercados. O Brasil vai continuar embarcando o máximo que é possível, mas é importante esperarmos fevereiro e março para termos um número mais seguro (sobre os estoques e safra)", afirma Carvalhaes. Em relação a 2019, o resultado dos embarques de 2020 representa alta de 9,4%. Do volume total embarcado, 40,4 milhões de sacas foram de café verde, aumento de 10,2% comparado ao ano anterior. Os cafés verdes são compostos pelos grãos tipo arábica, cujas exportações totalizaram 35,5 milhões de sacas no ano passado, alta de 8,4% ante 2019 e recorde histórico para essa variedade. Os embarques da variedade robusta (conilon) atingiram 4,9 milhões de sacas, crescimento de 24,3% e também maior volume embarcado na história, segundo o Cecafé. As exportações de café solúvel foram de 4,1 milhões de sacas, alta de 2,4% e volume recorde do produto industrializado. "Devido à pandemia da Covid-19, estamos passando por um período desafiador e, ao mesmo tempo, tivemos uma das maiores safras, batendo um recorde histórico", afirmou o presidente da entidade. Segundo o Cecafé, houve uma mudança na dinâmica de consumo da bebida imposta pelo surto do novo coronavírus no mundo, que fez com que a população parasse de frequentar as cafeterias, mas não parasse de tomar café. Além do consumo em casa, também avançaram novas modalidades de venda, como a online. Quanto à segunda onda da pandemia, que desencadeou novos lockdowns em diversos países, Carvalhaes disse que o comportamento dos consumidores será avaliado. "O consumo doméstico deverá continuar firme e forte, mas o fora do lar continuará prejudicado com esses lockdowns, principalmente na Europa", alertou o presidente. Entre os compradores, os Estados Unidos permaneceram como principal destino do café brasileiro, com 8,1 milhões de sacas exportadas para o país, equivalente a 18,3% das exportações totais no ano passado. O segundo maior destino foi a Alemanha, com 7,6 milhões (17,1%) e, em terceiro, a Bélgica, com 3,7 milhões (8,4%). "Nos dois continentes mais afetados pela Covid-19, Europa e América do Norte, o Brasil apresentou crescimento nas exportações, de 8,8% e de 3,8%, respectivamente", pontuou Carvalhaes. Retorno financeiro A receita cambial com as exportações de café no ano passado alcançou 5,6 bilhões de dólares, alta de 10,3% em relação a 2019 e equivalente a R$ 29 bilhões, representando aumento de 44,1% na conversão em moeda local, de acordo com o Cecafé. Com isso, o conselho afirmou que o setor teve participação de 5,6% nas exportações do agronegócio e de 2,7% nos embarques totais do país. Já o preço médio da saca no ano foi de 126,52 dólares. "O Brasil é o país que mais repassa preço ao produtor. De todos os ganhos que se tem nas exportações, a maior parte fica com o produtor. Mostrar recordes significa receita a mais para o produtor", disse a entidade. Dezembro recorde Ainda de acordo com o Cecafé, em dezembro o Brasil exportou 4,3 milhões de sacas de café para o mundo, dado que representa também um recorde histórico em volume exportado para o mês, além do aumento de 38,6% no comparativo anual. A receita cambial gerada no período foi de 541 milhões de dólares, crescimento de 37,1% e equivalente a 2,8 bilhões de reais, representando alta de 71,7% na conversão em reais. As exportações de cafés verdes somaram 3,9 milhões de sacas (+41,8% ante dezembro de 2019), sendo 3,5 milhões de sacas de café arábica (+46,3%) e 381 mil de robusta (+10,1%). Os cafés industrializados corresponderam a 353,1 mil sacas embarcadas (+11,3%), sendo 352 mil sacas de café solúvel (+11,5%). Vídeos: tudo sobre o agronegócio

Ministro diz não ver prejuízo se privatização da Eletrobras ficar para o segundo semestre

Bento Albuquerque (Minas e Energia) afirmou que se não for privatizada estatal não manterá participação na geração e transmissão de energia. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse nesta segunda-feira (18) que não haverá prejuízo se a votação pelo Congresso Nacional da privatização da Eletrobras ficar para o segundo semestre deste ano. A expectativa da pasta era que o projeto fosse aprovado ainda no primeiro semestre. O ministro afirmou que, se não for privatizada, a Eletrobras não terá como manter a participação atual na geração e na transmissão de energia elétrica. "Não há prejuízo. A empresa está lá, está fazendo aquilo que ela pode fazer. Ela não tem recursos que seriam necessários para manter a participação dela na geração e na transmissão de energia, mas ela está sendo muito bem administrada”, disse. Saiba qual pode ser o impacto da privatização da Eletrobras na economia No fim da tarde desta segunda-feira, Albuquerque se reuniu por mais de duas horas com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para planejar a articulação junto ao Congresso da aprovação de projetos econômicos considerados de maior prioridade para as duas pastas. Albuquerque negou que para isso seja necessária a vitória de Arthur Lira (PP-AL)— que tem o apoio do governo — para a presidência da Câmara. A eleição será no próximo dia 2. "Nós trabalhamos com o Congresso Nacional, com as lideranças políticas, quaisquer que sejam elas", disse. Segundo Albuquerque, a articulação com o Congresso começará após a eleição das presidências da Câmara e do Senado, quando as comissões legislativas estiverem constituídas. Os dois ministros também debateram a atuação conjunta dos ministérios nos leilões de geração e transmissão de energia anunciados para 2021. Além da Eletrobras, Albuquerque apontou como prioritários o projeto que remete o regime de exploração do polígono do pré-sal ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), a modernização do setor elétrico e a Nova Lei do Gás. VÍDEOS: notícias de economia

Ministros da zona do euro prometem apoio fiscal contínuo no enfrentamento ao coronavírus

Autoridades da região alertaram que a pandemia está piorando os desequilíbrios econômicos do bloco. Os ministros das Finanças da zona do euro reiteraram nesta segunda-feira (18) apoio fiscal contínuo para suas economias e discutiram o desenho de planos de recuperação pós-pandemia, enquanto a Comissão Europeia alertou que a crise da Covid-19 está piorando os desequilíbrios econômicos do bloco. Presidente do Eurogrupo, Paschal Donohoe Reuters "Nossa discussão de hoje reconfirmou o consenso muito forte sobre a necessidade de manter uma posição orçamentária de apoio", disse o presidente do Eurogrupo - que reúne os ministros das Finanças do bloco -, Paschal Donohoe, em entrevista coletiva após a reunião. "Os ministros também enfatizaram a importância de coordenar nossos esforços a nível da zona do euro e o fato central de que podemos realizar mais coletivamente do que individualmente." Em uma nota preparada aos ministros, a Comissão informou que a pandemia estava pressionando países, já altamente endividados, a assumirem mais dívidas e aumentando os problemas em áreas como competitividade e emprego. Essas divergências entre as economias que compartilham a mesma moeda aumentam o risco de crises e tornam a política monetária única do Banco Central Europeu (BCE) menos eficaz. Para evitar isso, a UE concordou com um pacote de recuperação de 750 bilhões de euros, a ser emprestado e reembolsado em conjunto, que financiará reformas e investimentos em cada um dos 27 países-membros da UE para impulsionar o potencial de crescimento, evitando o aumento da dívida. "Teremos de prestar muita atenção aos desequilíbrios decorrentes do impacto social da crise, que ainda não foram totalmente sentidos. Devemos evitar um agravamento das já preocupantes desigualdades dentro das nossas comunidades e entre os nossos países", afirmou Paolo Gentiloni, comissário europeu para Assuntos Econômicos e Financeiros. Antes de conseguirem obter os recursos do pacote de recuperação, os governos da UE devem traçar planos para gastá-lo sob a orientação da Comissão. Os planos têm de cumprir os requisitos da UE de tornar as economias mais verdes, mais digitalizadas, melhorar a resistência a crises e impulsionar o crescimento potencial. Eles também precisam levar em conta as recomendações individuais de cada país, emitidas pela Comissão no ano passado. Vídeos: Últimas notícias de economia

Preços do petróleo caem por temor com coronavírus e valorização do dólar

Ritmo lento da vacinação gera dúvidas sobre o quão cedo as economias poderão se recuperar. Os preços do petróleo tiveram leve queda nesta segunda-feira (18), com a valorização do dólar e temores relacionados ao aumento no número de casos de Covid-19 ao redor do mundo e ao ritmo lento de vacinação contra o coronavírus ofuscando uma recuperação trimestral acima do esperado na economia da China. Economia da China cresce 2,3% em 2020 O petróleo Brent fechou em queda de 0,35 dólar, ou 0,64%, a US$ 54,75 por barril, enquanto o petróleo dos Estados Unidos (WTI) cedeu 0,27 dólar, ou 0,52%, para US$ 52,09 o barril, em dia em que os mercados norte-americanos permaneceram fechados devido a um feriado local. "Os temores econômicos induzidos pelo coronavírus, o dólar mais forte e o sentimento mais pessimista dos investidores estão desempenhando seus papéis no fato de que o Brent está operando cerca de 3 dólares abaixo do visto na quarta-feira passada", disse Eugen Weinberg, analista do Commerzbank. Os contratos de referência haviam se recuperado nas últimas semanas, impulsionados pelos avanços da vacina contra a Covid-19 e por um corte inesperado na produção de petróleo da Arábia Saudita. O ritmo lento da vacinação, porém, gerou dúvidas sobre o quão cedo as economias poderão se recuperar. O dólar, enquanto isso, se fortaleceu pelo terceiro dia seguido nesta segunda-feira, atingindo uma máxima de quatro semanas. O preço do petróleo geralmente é cotado em dólares, o que faz com que a valorização da divisa norte-americana torne a commodity mais cara para compradores com outras divisas. Vídeos: Últimas notícias de economia

Canadá vai retirar proibição a voos do Boeing 737 MAX em 20 de janeiro

Air Canada informou que vai retomar os voos comerciais com o 737 MAX em 1º de fevereiro. O Canadá informou nesta segunda-feira (18) que vai retirar uma proibição de quase dois anos de voos do Boeing 737 MAX em 20 de janeiro, aumentando a lista de países que liberaram o retorno da operação da aeronave após duas quedas que mataram centenas de pessoas. Foto aérea mostra vários aviões Boeing 737 MAX no aeroporto internacional Grant County em Moses Lake, nos EUA Lindsey Wasson/Reuters Separadamente, a Air Canada afirmou que vai retomar os voos comerciais com o 737 MAX em 1º de fevereiro, retornando gradualmente a operação do modelo em rotas na América do Norte. No início deste mês, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou a Boeing de conspirar para cometer fraude por não ter fornecido todas as informações sobre o processo de aprovação do 737 Max, modelo de avião que sofreu dois acidentes fatais. Vídeos: Últimas notícias de economia

Produção de carne suína da China em 2020 supera estimativas

Ainda sim, montante foi 3,3% menor que o de 2019. A produção de carne suína da China ficou acima do esperado por alguns analistas no ano passado, em recuperação após o setor ter sido dizimado por uma incurável doença que atingiu os suínos em 2019. A produção de carne de porco da China em 2020 caiu 3,3% na comparação com o ano anterior, para 41,13 milhões de toneladas, após ter desabado 21% em 2019, disse o Escritório Nacional de Estatísticas nesta segunda-feira (18). Exportações da carne brasileira bateram recorde Com isso, 'PF' do brasileiro ficou mais caro Mas alguns analistas disseram que esperavam queda bem maior em 2020, depois que a peste suína africana devastou o rebanho suíno chinês em 2019. Os estoques de porcos para reprodução na China haviam caído cerca de 60% em meados de 2019, depois que a doença atingiu fortemente o país na metade de 2018. O número final foi "bem elevado, maior do que eu esperava", doses Pan Chenjun, analista do Rabobank. "Em novembro, nós provavelmente esperaríamos uma redução de 10% a 15%". Xiao Lin, analista da Win & Fun Investment, com sede em Shenzhen, também disse que ela esperava um recuo maior, de entre 5% e 10% na produção em 2020. Políticas de apoio ao setor e incentivos ajudaram a reviver a indústria, liberando mais de 200 bilhões de iuanes (US$ 30,87 bilhões) em investimentos. A produção no último trimestre de 2020 saltou para 13 milhões de toneladas, segundo cálculos da Reuters com base nos dados. Isso representa alta de 21% frente aos 10,74 milhões de toneladas no mesmo período do ano anterior, e também fica acima dos 8,4 milhões de toneladas do terceiro trimestre. Apesar do salto na produção, os preços da carne suína subiram significativamente no final de novembro, atingindo 47 iuanes por quilo na semana passada, quase no mesmo nível de há um ano atrás. "Esse é um sinal de que há uma escassez muito grande", disse Pan, ao acrescentar que a demanda não aumentou de maneira acentuada. Os dados também mostraram que o rebanho suíno chinês cresceu para 406,5 milhões de cabeças ao final de dezembro, de 370,39 milhões ao final de setembro.

Governo libera pagamento do Garantia-Safra para 197 mil agricultores familiares

Ministério da Agricultura vai desembolsar R$ 168 milhões para pagar produtores em uma parcela única de R$ 850. Programa tem o objetivo de assegurar o sustento básico das famílias que têm perdas na lavoura devido a enchentes ou secas. Produtos da agricultura familiar no Piauí Divulgação/Ccom O Ministério da Agricultura publicou uma portaria nesta segunda-feira (18) que libera o pagamento do Garantia-Safra para 197 mil agricultores familiares de 249 municípios. O governo vai desembolsar R$ 168 milhões para pagar os produtores em uma parcela única de R$ 850. Tradicionalmente, a União divide o pagamento em 5 parcelas de R$ 170,00, porém decidiu liberar o valor de uma única vez, em função da pandemia do coronavírus. O programa tem o objetivo de assegurar o sustento básico das famílias que têm perdas na lavoura devido a secas ou enchentes. Saiba o que é agricultura familiar Nova geração da agricultura familiar encara dificuldades para continuar missão dos pais Segundo o ministério, os valores serão liberados para agricultores dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí. Os valores Garantia-Safra da temporada 2019/2020 ainda estão sendo desembolsados. No ciclo anterior (2018/2019), o governo pagou R$ 361 milhões a 425.404 agricultores, uma queda de 18,7% em relação à safra 2017/2018, quando foram liberados R$ 444 milhões, a 522.425 produtores. Como funciona o Garantia-Safra O Garantia-Safra é disponibilizado para os agricultores que têm renda mensal de até um salário mínimo e meio e que morem em municípios que tiveram perdas de produção igual ou superior a 50%. O Garantia-Safra é disponibilizado obedecendo o calendário de pagamento dos benefícios sociais. Benefício bloqueado O agricultor que está com o benefício bloqueado deve acessar o seu perfil no Sistema de Gerenciamento do Garantia-Safra neste link, e verificar o motivo do bloqueio por meio da notificação que consta no perfil. O agricultor terá até 30 dias, após essa segunda-feira (18), para se manifestar em relação ao bloqueio. VÍDEO: veja mais notícias sobre o agronegócio