Bolsas dos EUA têm alta com mercado de olho em balanços de empresas de tecnologia

Na quarta-feira (28), bolsas recuaram com o nervosismo dos investidores diante do aumento de casos do coronavírus. As bolsas de valores dos Estados Unidos encerraram em alta nesta quinta-feira (29), com os papéis pesos pesados de tecnologia recuperando-se antes dos relatórios de balanços importantes e dados econômicos domésticos favoráveis acalmando o nervosismo dos investidores diante do aumento de casos do coronavírus. A recuperação veio após uma queda de mais de 3% um dia antes nos principais índices de Wall Street, evidenciando a elevada volatilidade do mercado antes das eleições presidenciais da próxima semana e diante do aumento dos temores de outra desaceleração provocada pela Covid-19. Covid-19: EUA registram aumento de 46% de internações pela infecção O Dow Jones avançou 0,52%, aos 26.659,11 pontos, o S&P 500 teve alta de 1,19%, aos 3.310,11 pontos, e o Nasdaq valorizou-se 1,64%, aos 11.185,59 pontos. As ações viveram um rali, com investidores antecipando os fortes resultados trimestrais de uma lista dos principais nomes do universo corporativo dos EUA - Apple Inc, Amazon.com Inc, e a controladora do Google Alphabet Inc e Facebook Inc - publicados após o fechamento do mercado. "Até agora, a temporada de balanços resultou em significativas surpresas de lucros positivos", disse Tim Ghriskey, estrategista-chefe de investimentos do Conselho de Inverness em Nova York. "Acreditamos que isso está ajudando a alimentar o rali de hoje em antecipação às surpresas positivas dessas empresas." As empresas de tecnologia viram a demanda por seus produtos e serviços crescer por parte de pessoas que ficaram em casa durante a pandemia. Ganhos melhores do que o esperado do Pinterest Inc, que previa uma recuperação nos gastos com publicidade, ajudaram a impulsionar a recuperação. As ações da empresa de compartilhamento de imagens subiram mais de 26,9%. A receita da Amazon no terceiro trimestre superou as estimativas de Wall Street à medida que a pandemia levava mais pessoas a fazer compras online de mantimentos e outros itens essenciais em sua plataforma. As vendas líquidas aumentaram para US$ 96,15 bilhões, ante US$ 69,98 bilhões um ano antes. A receita divulgada pela Alphabet subiu para US$ 46,17 bilhões, ante US$ 40,5 bilhões um ano antes, quando a empresa voltou a crescer em vendas no terceiro trimestre, uma vez que as empresas inicialmente prejudicadas pela Covid-19 retomaram a publicidade. A Alphabet subiu 7,9% após o sino, mas os papéis da Amazon caíram. O sentimento também melhorou com dados que mostraram que a economia norte-americana cresceu a um ritmo recorde no terceiro trimestre, depois que o governo injetou mais de US$3 trilhões em alívio à pandemia. Um relatório separado mostrou que os pedidos de desemprego semanais caíram na semana passada. Vídeos: Veja as últimas notícias de economia

Pedidos de seguro-desemprego nos EUA ficam abaixo do esperado na semana

A média móvel de 4 semanas foi de 787.750, uma diminuição de 24.500 em relação à média revisada da semana anterior. Na semana encerrada em 24 de outubro, os pedidos iniciais ajustados sazonalmente de seguro-desemprego caíram para 751 mil nos Estados Unidos, menos 40 mil do nível revisado da semana anterior e abaixo da expectativa de consenso, de 775 mil. Os dados são do Departamento de Trabalho. O número da semana anterior foi revisado para cima em 4 mil de 787 mil para 791 mil. A média móvel de 4 semanas foi de 787.750, uma diminuição de 24.500 em relação à média revisada da semana anterior. Os pedidos contínuos sazonalmente ajustados até a semana que terminou em 17 de outubro foi de 7.756.000, uma diminuição de 709.000 em relação ao nível revisado da semana anterior. O nível da semana anterior foi revisado para cima, de 8.373.000 para 8.465.000. A média móvel de 4 semanas caiu para 9.053.250, uma diminuição de 1.055.750 da média revisada da semana anterior. A média da semana anterior foi revisada de 10.085.750 para 10.109.000. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia

Governo estuda reduzir imposto de importação para material de construção, diz Guedes

Objetivo é conter 'boom' de preços devido ao aquecimento do mercado imobiliário e uso de auxílio em reformas. Ministro disse que pode desonerar mais produtos para estimular economia. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (29), durante audiência pública por videoconferência de comissão do Congresso, que a equipe econômica estuda reduzir a tarifa de importação do material de construção, a exemplo do que já foi feito com arroz e óleo de soja. De acordo com o ministro, o custo do material de construção subiu nos últimos meses devido aos juros baixos para aquisição da casa própria. Segundo ele, isso tem movimentado o mercado imobiliário. Além disso, afirmou, o auxílio emergencial vem sendo usado pela população para obras nas moradias, o que está "correto", na visão do ministro Nesse contexto, avaliou Guedes, a redução da tarifa de importação ajudará a conter o "boom" de alta nos preços do material de construção. Guedes também disse que estuda reduzir o imposto sobre a importação de outros produtos com o objetivo de "estimular a retomada do crescimento", mas não citou quais. Preços do material de construção sobem por causa do dólar e alta procura "Os preços subiram. Agora, esses preços vão trazer mais produção desses insumos. Tudo isso vai começar a entrar, e o que não entrar, vamos derrubar a tarifa de importação. Já estamos estudando quais tarifas de importação vão descer para estimular a retomada do crescimento", afirmou à comissão do Congresso que faz o acompanhamento das medidas contra a Covid-19. Na avaliação do ministro, a redução de tarifas de importação sobre o arroz surtiu efeito. "Desde que liberamos a tarifa de importação, o arroz travou. Estava subindo, mas agora travou. Mais dois, três meses, começa a entrar a safra no Ano Novo, e vai ceder de novo. Estamos de olho nas tarifas da importação, mas sobretudo celebrando a retomada da economia", afirmou. Juliana Rosa: ‘Preços do material de construção subiram muito’ Pronampe Questionado sobre a prorrogação do programa de crédito para micro e pequenas empresas, conhecido como Pronampe, em um momento que o governo avalia a terceira rodada de empréstimos, Guedes afirmou que a equipe econômica vai fazer uma "evolução institucional". E indicou que o governo pode propor a utilização de fundos públicos para direcionar recursos de forma permanente para o Pronampe. Atualmente, está em discussão no Congresso Nacional uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) sobre esses fundos. "Vamos fazer uma evolução institucional. O que estiver funcionando bem e merecer, vamos tentar expandir a utilização (...) É dentro daquela ideia de utilizar recursos de fundos inúteis, parados, e jogar para cá", declarou. Segundo ele, poderiam ser eliminados até 20 "fundos inúteis" para que seja criada "uma criatura nova que se mostrou útil [Pronampe]". "Vamos reavaliar esses gastos e realocar cada vez melhor. Isso é feito não uma vez na vida. Chamado lá fora de "spending review". E vamos caminhar juntos nisso", concluiu. Rosa: Presidente do Banco Central prevê aprovar autonomia da instituição Autonomia do Banco Central O ministro também defendeu a autonomia do Banco Central, que pode ser votada pelo Senado Federal no próximo mês, segundo indicação do presidente da Casa, Davi Alcolumbre. "Autonomia do BC é um sonho que eu tenho há mais de 40 anos. Para despolitizar a moeda. Milhões de pessoas poupam, têm suas aposentadorias, tudo determinado naquela moeda. Se perde o controle do poder de compra, e começa a ter inflação, vêm essas discussões que temos há 30, 40 anos, de juros altos, indexadores. Tudo isso é pela falta da estabilidade do poder de compra", disse. Segundo Guedes, a autonomia do BC é um "capítulo decisivo da história brasileira" que representaria um "aperfeiçoamento institucional do país". Guedes lembrou que a Alemanha e outros países desenvolvidos, têm BCs autônomos. Isso evitaria, de acordo com o ministro, manipulação política da instituição por governantes.

Mercado tem em setembro maior número mensal de IPOs desde 2010

Volume total movimentado em IPOs no mês foi de R$ 13,04 bilhões, somando as ofertas primárias e secundárias de ações. Painel da B3 - Bovespa Nelson Almeida/ AFP O número de ofertas públicas iniciais (IPO, o lançamento de ações de uma empresa na bolsa) realizadas na B3 em setembro foi o maior desde 2010, com oito empresas abrindo capital, informou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira (29). Mesmo com crise, entrada de empresas na bolsa este ano já é mais do dobro da registrada em 2019 O volume total movimentado em IPOs no mês foi de R$ 13,04 bilhões, somando as ofertas primárias e secundárias de ações, o que equivale a pouco menos da metade dos R$ 29,08 bilhões captados no ano inteiro. Contando com as três empresas que abriram capital em outubro, já foram realizados 19 IPOs em 2020, com o movimento se intensificando mesmo diante da crise econômica provocada pela pandemia de Covid-19. Apenas em outubro, mais 15 companhias pediram registro para abrir capital, totalizando 44 empresas na fila para estrear no mercado, das quais 5 estão interrompidas. Dentre os destaques de setembro, está a estreia no mercado da empresa de logística Hidrovias do Brasil, que levantou R$ 3,4 bilhões, e a rede de produtos para animais de estimação Petz, que movimentou cerca de R$ 3 bilhões. A agenda de ofertas públicas iniciais na bolsa brasileira continua recheada nas próximas semanas, começando com a da Pacaembu Construtora. Assista as últimas notícias de economia

Guedes diz que Febraban é casa de 'lobby' e que associação dos bancos agiu para derrubá-lo

Ministro da Economia deu a declaração durante audiência pública promovida por comissão do Congresso. Segundo ele, Febraban financiou 'estudo' e 'ministro fura-teto' para desestabilizá-lo. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (29) que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) é uma "casa de lobby" e que a instituição agiu para derrubá-lo. O lobby é exercido por grupos de interesse junto a agentes públicos com o objetivo de tentar influenciar na aprovação de projetos ou atender a demandas de um determinado setor. A prática é bastante comum nos órgãos públicos. As declarações foram dadas durante audiência pública na comissão mista do Congresso que acompanha as medidas de enfrentamento à Covid-19. O G1 entrou em contato com a Febraban e aguardava resposta até a última atualização dessa reportagem. Guedes fez a acusação contra a Febraban no momento em que falava sobre a proposta de criação de um imposto sobre transações financeiras realizadas por meio digital, em estudo pela área econômica. Paulo Guedes defende imposto digital, mas volta atrás: ‘Imposto está morto’ O ministro é a favor do novo imposto, que ele chamou de "digitax", e que, segundo ele, irá compensar a redução de outros tributos que hoje oneram as empresas. A proposta vem sendo comparada à antiga CPMF, que incidia sobre transações financeiras, e sofre resistências no Congresso. O próprio presidente da Febraban, Isaac Sidney, criticou, em agosto, a possibilidade de recriação da CPMF, que ele chamou de " tributo regressivo, na contramão dos outros países." "A Febraban é uma casa de 'lobby', muito justo o lobby, mas está escrito assim na testa: ‘lobby bancário’, para todo mundo entender do que se trata. Inclusive financiando estudos que não têm nada a ver com a atividade de defesa das transações bancárias, financiando ministro gastador para ver se fura teto, para ver se derruba o outro lado. Tem que falar a verdade", disse Guedes. Ministro fura-teto Guedes não citou qual ministro, e nem qual estudo, a Febraban estaria financiando com o objetivo de desestabilizá-lo. Recentemente, porém, o titular da Economia se envolveu em um embate público com o colega Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional. Em um episódio, após uma reportagem revelar que Marinho o havia criticado durante uma reunião com investidores, Guedes afirmou a jornalistas que, se aquilo fosse verdade, Marinho seria "despreparado", "desleal" e "fura-teto". Fura-teto é como Guedes se refere a quem defende, dentro do governo, a adoção de medidas para driblar a regra do teto de gastos, que limita o aumento das despesas públicas, para garantir mais recursos para investimentos no ano que vem. O ministro da Economia tem atuado dentro do governo para que a regra do teto de gastos seja respeitada. Em agosto, após notícias de que o ministro Rogério Marinho era um defensor da flexibilização da regra do teto, o ministro da Economia conseguiu que o presidente Jair Bolsonaro se manifestasse publicamente a favor da regra e manifestasse o compromisso de que o governo respeitará o teto de gastos. Nesta quinta, enquanto Guedes participava da audiência, Marinho acompanhava o presidente Jair Bolsonaro em viagem ao Maranhão. Em discurso, Bolsonaro fez elogios a ele. "Ninguém viu um ministro do Desenvolvimento Regional [melhor] do que Rogério Marinho, o homem que vive pelo Brasil todo, mas em especial no Nordeste", disse o presidente. "Onde mais necessita de obras, ele está presente. Ao Rogério Marinho, a minha solidariedade e meu muito obrigado pela confiança", completou. Guedes diz que, se Marinho falou mal dele, é 'despreparado', 'desleal' e 'fura-teto'

Brasil criou 313 mil vagas de emprego em setembro, informa Ministério da Economia

Dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Esse foi o melhor resultado, para meses de setembro, desde o início da série histórica, em 1992. A economia brasileira criou 313.564 empregos com carteira assinada em setembro, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério da Economia. O saldo é a diferença entre as contratações e as demissões. Em setembro, o país registrou 1.379.509 contratações e 1.065.945 demissões. Números oficiais do governo mostram que esse foi o terceiro mês positivo de criação de empregos com carteira assinada. Esse também foi o melhor resultado, para meses de setembro, desde o início da série histórica, em 1992, ou seja, em 29 anos. Até então, o melhor valor, para esse período, havia sido registrado em 2008, quando foram abertas 282.841 vagas com carteira assinada. Produção industrial vem dando sinais de recuperação no trimestre; veja reportagem De janeiro a setembro de 2020, foram fechados 558.597 postos de empregos com carteira assinada, segundo informou o ministério. Segundo o Ministério da Economia, mesmo com o crescimento dos empregos formais nos últimos três meses, ainda não houve recuperação das perdas registradas entre março e maio deste ano - quando foram perdidos 1,594 milhão de empregos. De julho a setembro, foram abertas 697.296 vagas com carteira assinada. O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou que os números crescentes de geração de emprego, nos últimos dias, indicam uma recuperação da economia "em V". "Nos últimos três meses foram criados 100 e poucos, 200 e poucos e 300 e poucos [mil]. Não só estamos criando empregos, como estamos criando em ritmo crescente. Nós tivemos em abril o fundo do poço, perdemos empregos três meses seguidos, mas já estamos criando três meses seguidos empregos em todos os setores e em todas as regiões do Brasil”, disse. Guedes afirmou ainda que no acumulado do ano, até setembro, o Brasil perdeu mais de 558 mil postos de emprego, mas esse valor é inferior à perda acumulada nesse mesmo período durante os anos de recessão, em 2015 e 2016. “No acumulado do ano de 2020, que foi a pior pandemia da história, o acumulado de perda é menor do que nos dois anos de queda do PIB. 2015 e 2016. Em setembro de 2015 tínhamos perdido, no acumulado do ano, 657 mil. Em 2016 perdemos, no acumulado do ano, 683 mil empregos. Pois bem, no ano de 2020, na pior pandemia da história perdemos 570 mil empregos, 100 mil empregos a menos que em 2015 e 2016”, disse. Setores da economia A movimentação das vagas de empregos nos diferentes setores da economia em setembro foi a seguinte: Por região Segundo o Ministério da Economia, as cinco regiões do país registraram contratações em setembro.

Produção global de milho será menor na safra 2020/21

Conselho Internacional de Grãos estima 4 milhões de toneladas a menos no período, refletindo quedas nas perspectivas para as safras dos Estados Unidos, Ucrânia e União Europeia. Produção de milho em MT José Medeiros/Gcom-MT O Conselho Internacional de Grãos (IGC, na sigla em inglês) reduziu nesta quinta-feira (29) sua estimativa para a produção global de milho 2020/21 em 4 milhões de toneladas, para 1,156 bilhão, refletindo quedas nas perspectivas para as safras dos Estados Unidos, Ucrânia e União Europeia. Em sua atualização mensal, o IGC cortou a projeção para a safra da Ucrânia para 33 milhões de toneladas, uma mínima de três anos, ante 35 milhões de toneladas vistas anteriormente. A produção de milho dos EUA foi estimada em 373,9 milhões de toneladas, em linha com a estimativa do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA, na sigla em inglês), mas abaixo da projeção anterior do IGC, de 376,5 milhões de toneladas. Já a safra de milho da UE deverá atingir 62,6 milhões de toneladas, versus previsão de 67,4 milhões de toneladas publicada anteriormente. O IGC elevou marginalmente sua estimativa para a safra global de trigo 2020/21, em 1 milhão de toneladas, e passou a projetá-la em 764 milhões de toneladas. A produção global de soja em 2020/21, enquanto isso, foi estimada em 370 milhões de toneladas, uma queda frente à previsão anterior de 373 milhões de toneladas, diante de reduções vistas nas safras dos EUA, Argentina, Índia e Ucrânia. VÍDEOS: tudo sobre o agronegócio

Bolsas europeias fecham em queda após BCE manter juros

Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,03%, a 4.569,67 pontos. As ações europeias encerraram esta quinta-feira (29) em queda, atingindo as mínimas da sessão depois que o Banco Central Europeu deixou sua política monetária inalterada, sugerindo a implementação de mais suporte em dezembro. O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,03%, a 1.324 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,12%, a 342 pontos, após ter caído até 1% depois que o BCE resistiu à pressão para que anunciasse mais estímulos em meio a uma nova onda da pandemia. No entanto, o banco apresentou sua sinalização mais clara até agora de que adotará uma nova flexibilização em sua próxima reunião, em dezembro. Os movimentos desta quinta-feira se seguiram a uma forte venda na sessão anterior, quando Alemanha e França anunciaram restrições nacionais -- quase tão severas quanto as que levaram a economia global à sua recessão mais profunda em gerações este ano -- em meio ao salto nos casos de coronavírus. Aumentam casos de Covid-19 na Europa e países ampliam medidas restritivas Recuperando-se de mínimas em cinco meses, o DAX, da Alemanha, avançou 0,3%, apoiado pelo setor de comunicações e tecnologia. Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 0,02%, a 5.581,75 pontos. Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,32%, a 11.598,07 pontos. Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,03%, a 4.569,67 pontos. Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 0,14%, a 17.872,28 pontos. Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,97%, a 6.411,80 pontos. Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 0,66%, a 3.863,20 pontos. Assista as últimas notícias de economia

Prático, barato, mas pouco seguro? Por que voto online ainda não é realidade

TSE fará pequenas simulações de voto por internet durante eleição municipal; opção ainda é rara no mundo No Brasil, 31 empresas realizarão simulações de votações pela internet — usando celular, tablet ou computador Getty Images via BBC O Brasil vai se juntar ao crescente grupo de países que está realizando experimentos para desenvolver o voto online — alternativa que permite ao eleitor escolher seus governantes e representantes legislativos através de poucos cliques na tela do celular ou no teclado do computador, algo especialmente vantajoso em tempos de pandemia de coronavírus. Por enquanto, a Estônia, nação de apenas 1,3 milhão de habitantes do Leste Europeu, é o único país a colher parte significativa dos votos pela internet, a despeito de críticas sobre a segurança do sistema — em 2019, 44% dos eleitores votaram online para escolher seus parlamentares. Outros como Suíça e Estados Unidos estão fazendo experimentos em pequena escala, mas a tentativas também têm enfrentado resistência de acadêmicos que apontaram falhas capazes de comprometer a integridade de eleições. Os críticos reconhecem que qualquer sistema de votação está sujeito a fraudes — o problema do voto online, argumentam, é que a conectividade das informações aumenta o risco de uma manipulação em larga escala capaz de modificar o resultado. No Brasil, sob supervisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 31 empresas realizarão simulações de votações pela internet — usando celular, tablet ou computador — em algumas seções eleitorais no dia 15 de novembro, quando haverá eleições municipais. Os testes com candidatos fictícios ocorrerão em São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Valparaíso de Goiás (GO), onde eleitores poderão participar de forma voluntária. Após essa experiência, o TSE deve avaliar se desenvolve um sistema para fazer votações piloto na disputa presidencial de 2022 — isso significaria usar o voto online na eleição real, mas em poucas seções eleitorais, como um teste. A iniciativa foi determinada pelo presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, com objetivo de buscar uma alternativa mais barata que à urna eletrônica. A última compra fechada pelo TSE neste ano prevê o gasto de R$ 699 milhões na aquisição de 180 mil unidades. O modelo envolve ainda custos de transporte, armazenamento e manutenção das urnas. Outra vantagem do voto online seria permitir que eleitores que estejam fora de suas cidades no dia da eleição possam votar, reduzindo as abstenções. "Do ponto de vista teórico, não temos dúvida que o modelo online é mais barato e eficiente. Agora temos que fazer os estudos para ver se, do ponto vista prático, ele é viável, se nós conseguimos evitar as fraudes, se conseguimos garantir que o eleitor tenha respeitada sua vontade no momento da eleição", disse à BBC News Brasil Sandro Vieira, coordenador do projeto "Eleições do Futuro" no TSE. "Essa solução nunca será colocada em um projeto piloto sem que sós tenhamos trabalhado com toda a transparência possível e tenhamos certeza do ponto de vista técnico de que ele é uma solução confiável", reforçou. 'Enormes riscos', diz organização internacional Aos poucos, diversos países têm começado a adotar a votação online Getty Images via BBC Em relatório sobre o uso do voto online no mundo publicado em abril, a Fundação Internacional para Sistemas Eleitorais (IFES, na sigla em inglês) reconhece que a "pandemia de covid-19 aumentou o interesse e a demanda por tornar serviços online, incluindo a votação", mas desencoraja iniciativas apressadas, alertando para os "enormes riscos" envolvidos na introdução de novas tecnologias. "A votação pela internet ainda é uma tecnologia emergente, com poucos casos de sucesso para estudar e aprender", diz também a publicação. Segundo o relatório, os países que já adotam o voto online em geral o oferecem para poucos eleitores, como cidadãos que moram no exterior. É o caso de Armênia, Austrália, Canadá, Estados Unidos, México, Nova Zelândia, Panamá e Suíça. Na Estônia, a alternativa online já existe há mais de uma década e foi usada por 44% dos eleitores que votaram para escolher seus parlamentares em 2019. O país tem condições muito particulares, por estar na vanguarda do governo digital. Lá, cada cidadão tem um cartão de identidade com um chip e senha usado para usar diversos serviços públicos online, e que permite também votar por meio de um computador, usando um dispositivo que lê esse chip. Para contornar um dos problemas do voto fora da sessão eleitoral — a possibilidade de o eleitor sofrer alguma coerção ou oferta de dinheiro para escolher determinado candidato —, o sistema permite que a mesma pessoa vote diversas vezes e contabiliza apenas a última escolha. O eleitor pode, inclusive, optar por depois comparecer a uma sessão eleitoral para votar presencialmente, anulando seus votos online. Mas, apesar do uso consolidado do sistema, ele não é isento de críticas. Em 2014, um grupo de especialistas liderados pela Universidade de Michigan apontou falhas que permitiriam alterar o resultado da eleição. Segundo esses especialistas, seria possível, por exemplo, infectar o computador do eleitor com um malware (software malicioso) que copiaria a senha do cartão digital quando ele registrasse seu voto. Posteriormente, quando o cartão fosse inserido no leitor do computador para outro serviço, o malware conseguiria alterar a votação do eleitor. "As autoridades da Estônia se recuperaram da crise adotando uma política de máxima transparência sobre o impacto da vulnerabilidade e as medidas adotadas para mitigá-la. Isso só é possível em um contexto onde o público confia nas autoridades e onde a população é relativamente pequena e homogênea — a Estônia tinha 887.420 eleitores em 2019", nota o relatório de abril da Fundação Internacional para Sistemas Eleitorais. EUA registram seu 1º voto por celular em eleição presidencial Nos Estados Unidos, onde o sistema de votação é fragmentado, podendo variar de acordo com o Estado ou a cidade, o aplicativo de votação Voatz vem sendo usado desde 2018 em algumas localidades, de forma experimental, para colher votos de militares e civis que vivem no exterior ou de pessoas com alguma deficiência. A empresa privada americana que desenvolveu a plataforma diz que a integridade do voto e a identidade do eleitor é protegida com tecnologias como blockchain e criptografia. O eleitor autorizado a usar o aplicativo confirma sua identidade fotografando um documento pessoal com foto e realizando reconhecimento facial (por meio de um vídeo em modo selfie) e biométrico (impressão digital). Depois de votar, recebe por email um "recibo" com os candidatos que escolheu, como forma de confirmar que suas escolhas foram registradas corretamente. Esse mesmo "recibo" (sem a identificação do eleitor para manter a privacidade do voto) é enviado à autoridade eleitoral para que possa ser feita, caso necessário, auditoria dos votos contabilizados online. Usando essa plataforma, o Condado de Utah (subregião do Estado de Utah) foi o primeiro na história a registrar um voto por celular para a eleição presidencial americana em 13 de outubro, segundo o portal da rede de TV Fox News. Embora o pleito esteja marcado para 3 de novembro, diversos Estados e cidades nos EUA permitem o voto antecipado, que tradicionalmente é feito por correio ou presencialmente em sessões eleitorais. Neste ano, mais de 50 milhões de americanos já votaram dessa forma, para reduzir o risco de contrair covid-19. A segurança do Voatz, porém, é contestada por especialistas. O Condado de Utah manteve o uso do aplicativo neste ano para eleitores no exterior ou com certas deficiências, a despeito de pesquisadores do prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) terem publicado em fevereiro um estudo apontando uma série de vulnerabilidades de segurança na plataforma, desenvolvida por uma empresa privada americana. Segundo essa análise, o aplicativo tem falhas que podem ser usadas por hackers para alterar, interromper ou expor o voto. Além disso, os pesquisadores afirmam que o uso de um fornecedor terceirizado pela Voatz para identificação e verificação do eleitor apresenta possíveis riscos à privacidade dos usuários. A empresa questionou os resultados, dizendo que o estudo analisou uma versão antiga do aplicativo, o que os pesquisadores refutam. O Estado da West Virginia, pioneiro do uso do Voatz em 2018, preferiu cancelar seu uso neste ano após a publicação do MIT. Suíça quer teste a partir de 2021 Já a Suíça — que costuma realizar cerca de três votações por ano, tanto para eleger representantes políticos como para consultar a população em referendos — vem realizando alguns experimentos de votação por internet na última década. Lá, mais de 80% dos votos já é colhida remotamente, mas em papel, por correio. Uma tentativa de implementar o voto online para ao menos 18 dos 26 cantões do país em 2019 foi interrompida quando especialistas em segurança apontaram falhas graves no sistema que estava sendo desenvolvido com tecnologia da empresa espanhola Scytl. A análise — realizada por Sarah Jamie Lewis (diretora da ONG canadense Open Privacy) e os acadêmicos Olivier Pereira (Universidade Católica de Louvain, na Bélgica) e Vanessa Teague (Universidade de Melbourne, na Austrália) — verificou que era possível alterar votos sem que essa interferência fosse detectada. O Swiss Post (Correio Suíço), responsável pela implementação do voto online, reconheceu o problema, mas disse que a falha identificada não permitia que agentes externos se infiltrassem no sistema. Ou seja, para que o resultado fosse alterado seria necessária a participação de funcionários dos Correios com conhecimento especializado. Após a interrupção da iniciativa, a nova previsão é ter um sistema de voto online para uso experimental no país a partir de 2021. "Não vamos minimizar isso (a falha detectada). Este código se destina a garantir eleições nacionais. A segurança eleitoral tem um impacto direto na distribuição de poder em uma democracia", escreveu Sarah Jamie Lewis, em uma série de publicações no Twitter divulgando o resultado da análise. No Brasil, urna eletrônica não é conectada à internet Questionado por apoiadores sobre a iniciativa do TSE de experimentar o voto online, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o voto em papel. Ele é ferrenho crítico da urna eletrônica e chegou a dizer em março que tinha "provas" de que venceu a eleição de 2018 em primeiro turno. No entanto, nenhuma evidência disso foi apresentada. "Eu prefiro o papel. O papel não tem como (ser) acoplado ao eletrônico, é uma forma ideal de você não ter fraudes em eleições", afirmou, em 13 de outubro. Ao responder críticas como a de Bolsonaro ao sistema de votação usado no Brasil há mais de vinte anos, o TSE usa como um dos argumentos o fato de a urna eletrônica não se conectar à internet. No atual sistema brasileiro, cada urna é uma dispositivo isolado (não conectado a outros) — ao final da votação, os votos registrados naquela urna são impressos em um boletim em papel ao mesmo tempo em que são enviados ao TSE por meio de uma rede de transmissão de dados criptografados de uso exclusivo da Justiça Eleitoral. O boletim impresso permite depois a auditoria dos resultados. "Muito se fala da possibilidade de hackers invadirem as urnas no dia da votação, mas a urna eletrônica não é vulnerável a ataques externos. Esse equipamento funciona de forma isolada, ou seja, não dispõe de qualquer mecanismo que possibilite sua conexão a redes de computadores, como a Internet", diz o site do TSE. Devido a argumentos como esse, o especialista em segurança de sistemas Diego Aranha, professor do departamento de Engenharia da Aarhus University, na Dinamarca, se diz "surpreso" com o anúncio de testes para uso de voto online pelo TSE. Aranha ficou conhecido por ter apontado vulnerabilidades no sistema de votação eletrônico brasileiro em 2012 e 2017. Para ele, o voto online representaria riscos maiores porque a maioria dos eleitores é leiga em segurança computacional e não saberia proteger seu celular ou computador contra invasão de malwares (softwares maliciosos) programados para alterar votos. Na sua avaliação, uma fraude eleitoral é mais grave que fraudes bancárias, por exemplo, porque, mesmo se detectada, sua reversão depois é mais complicada, exigindo novas eleições, com o impacto de gerar desconfiança no pleito e na democracia. "O mundo não está pronto pra votações em internet em escala razoável. Problemas não estão resolvidos", disse à BBC News Brasil. EM VÍDEO: Veja as regras e tire as dúvidas sobre as eleições 2020

Contas do governo registram déficit de R$ 76,1 bi em setembro, informa Tesouro

Resultado é o pior para o mês desde o início da série histórica, iniciada em 1997. Déficit está relacionado ao aumento de despesas durante a pandemia do novo coronavírus. O Tesouro Nacional informou nesta quinta-feira (29) que as contas do governo registraram déficit primário de R$ 76,155 bilhões em setembro. Segundo o Tesouro, foi o pior resultado para o mês desde o início da série histórica, iniciada em 1997, isto é, em 24 anos. O déficit primário ocorre quando as despesas superam as receitas. Não são considerados os gastos do governo com o pagamento de juros da dívida pública. O rombo recorde nas contas está relacionado ao aumento de despesas para combater a pandemia do novo coronavírus. As medidas de restrição influenciaram a atividade econômica e levaram a diversas medidas de adiamento da cobrança de impostos. Depois de ter apresentado aumento real em agosto, a receita total do governo voltou a cair em setembro e registrou queda real de 2% se comparada a setembro de 2019. Segundo o Tesouro, o resulto foi influenciado "majoritariamente" pela "queda das receitas não administradas". As receitas não administradas incluem, por exemplo, os royalties de petróleo. Já as receitas administradas, que incluem impostos e contribuições, apresentaram alta real de 3,4% em setembro. Parcial do ano No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, informou o Tesouro Nacional, as contas do governo apresentaram déficit primário de R$ 677,437 bilhões. Esse também foi o pior resultado da série histórica, iniciada em 1997, para esse período. De janeiro a setembro do ano passado, o rombo fiscal somou R$ 72,537 bilhões.

Economia alemã deve atingir nível pré-crise apenas em 2022, diz ministro

Governo está oferecendo auxílio financeiro direcionado aos mais afetados, especialmente as pequenas empresas. A Alemanha vai lidar com a crise do coronavírus e suas consequências por meses e só em 2022 pode esperar alcançar novamente os níveis de produção observados antes da pandemia, disse o ministro da Economia do país, Peter Altmaier, nesta quinta-feira (29). Para mitigar o impacto de um lockdown parcial de um mês em novembro, que inclui o fechamento de bares e restaurantes, o governo está oferecendo auxílio financeiro direcionado aos mais afetados, especialmente as pequenas empresas. Sob um pacote de alívio de 10 bilhões de euros, as empresas com até 50 funcionários receberão 75% de suas receitas do ano anterior para o mês de novembro. "Isso pode ajudar a amortecer as consequências econômicas o máximo possível", disse o ministro das Finanças, Olaf Scholz, a repórteres, acrescentando que o financiamento para a medida foi contemplado pelo Orçamento existente para que não houvesse a necessidade de se solicitar mais dinheiro ao Parlamento. Além disso, trabalhadores autônomos, como artistas e auxiliares de palco, terão acesso a empréstimos de emergência, e o governo irá expandir um programa de liquidez para dar às pequenas empresas com menos de 10 funcionários acesso a empréstimos mais baratos. No entanto, em sua coletiva de imprensa conjunta, os dois ministros não revelaram novas medidas além das delineadas na quarta-feira. Altmaier disse que as novas restrições iriam ter um impacto na economia, mas que o crescimento no terceiro trimestre acelerou mais rapidamente do que o esperado. "(A economia) está tão forte que podemos evitar cair em um longo período de recessão", disse Altmaier, acrescentando que a Alemanha não está experimentando um colapso industrial como na fase inicial da pandemia. O governo já introduziu um amplo conjunto de medidas de resgate e estímulo que apoiaram uma recuperação no verão, depois que a economia despencou quase 10% no segundo trimestre. Os números preliminares do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre serão divulgados na sexta-feira. Assista as últimas notícias de economia

Apple é notificada pelo Procon-SP sobre iPhones sem carregador

Empresa deixou de incluir adaptador de tomada e fone de ouvido em seus celulares, deixando apenas o cabo USB-C. Apple não inclui mais carregador no iPhone 11, apenas um cabo USB-C. Fabio Tito/G1 O Procon-SP notificou a Apple na última terça-feira (27) solicitando explicações sobre a retirada do carregador dos iPhones. A empresa deixou de colocar o adaptador de tomada em todos os seus celulares neste mês, após anunciar os novos iPhone 12, afirmando que a decisão faz parte de "seus objetivos ambientais". Os consumidores devem comprar o item separadamente. No Brasil, um carregador custa R$ 219 na loja oficial da empresa. Saiba mais: iPhone 11, XR e SE ficam mais caros no Brasil e também virão sem carregador e fone de ouvido O Procon-SP solicitou que a Apple esclareça os motivos de sua decisão, qual a alternativa que a empresa irá oferecer ao consumidor para carregar o novo aparelho, qual é a estimativa de tempo para o carregamento e como vai funcionar a garantia de cada item. Em seu site, a fabricante do iPhone afirma que os consumidores podem usar carregadores que já possuem ou comprar os acessórios separadamente. No entanto, a maioria dos acessórios antigos tem entrada USB-A, enquanto todos os celulares virão com cabo USB-C. Somente o iPhone 11 Pro e 11 Pro Max eram vendidos com adaptador de tomada com porta USB-C. Carregador com entrada USB-A (esquerda) e carregador com entrada USB-C (direita). Reprodução/Apple O órgão pediu que a empresa respondesse os questionamentos em 72 horas, contados a partir de terça (27). Porém, a assessoria de imprensa do Procon-SP disse ao G1 que a companhia pediu uma extensão do prazo, e que devem responder até 9 de novembro. A Apple disse que não irá comentar o caso. Apple anuncia a nova geração do iPhone Veja os vídeos mais assistidos do G1

Guedes defende criação de imposto digital, mas depois diz que tributo está 'morto'

De acordo com o ministro, sem criação do 'digitax' não será possível fazer a desoneração da folha de pagamentos. Na semana passada, presidente Bolsonaro negou alta de impostos. Paulo Guedes defende imposto digital, mas volta atrás: ‘Imposto está morto’ O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a defender nesta quinta-feira (29), durante audiência pública no Congresso Nacional, a criação de um imposto sobre transações financeiras realizadas por meio digital, que ele chamou de "digitax". Logo depois, ainda durante a audiência, Guedes disse que, para ele, "o imposto está morto". Mas alertou que, sem os recursos que viriam com esse tributo, ele não pode levar adiante uma proposta, em discussão na área econômica, de fazer uma ampla desoneração da folha de pagamentos de empresas - não apenas dos 17 setores que já foram beneficiados com a desoneração e podem ter o benefício estendido até o final de 2021. Guedes também voltou a negar relação do possível novo imposto com a antiga Contribuição Provisória Sobre Movimentação Financeira (CPMF). "As pessoas nem entenderam que tem um futuro digital chegando. O Brasil é a terceira ou quarta maior economia digital do mundo, nós vamos ter que ter um imposto digital mesmo", disse o ministro. Minutos depois, o ministro disse: “O imposto está morto, ele não existe. Então, como eu não tenho fonte, eu não posso aprovar, tendo dado um parecer que, enquanto não tiver o dinheiro, eu não posso aprovar a desoneração", disse. " Do meu ponto de vista, o imposto está morto. Não tem imposto nenhum, não tem desoneração", emendou. Veja abaixo vídeo de 23 de setembro com análise da proposta do governo de recriar imposto aos moldes da antiga CPMF: Júlia Duailib: Guedes sinalizou que Governo deve formalizar a 'nova CPMF' Guedes deu a declaração uma semana depois de o presidente Jair Bolsonaro afirmar, em cerimônia de formação de diplomatas, que o Brasil não aumentou impostos durante a pandemia do novo coronavírus nem aumentará quando a pandemia acabar. Bolsonaro fez a afirmação se dirigindo ao próprio ministro da Economia, que também estava presente ao evento. No Congresso, parlamentares também têm dado sinais de que uma proposta do governo prevendo a criação de um novo imposto pode não ter apoio. No final de setembro, por exemplo, o presidente da comissão que debate a reforma tributária, senador Roberto Rocha (PSDB-MA) declarou que não considerava “oportuno” discutir um imposto nos moldes da antiga CPMF. De acordo com o ministro, porém, esse novo imposto não representará aumento da carga tributária, já que a proposta é que ele substitua outros tributos existentes, como o que incide sobre a folha de pagamentos. "Vamos diminuir os outros [tributos], vamos simplificar os outros. Vamos desonerar a mão de obra. Estamos indo para um futuro melhor", acrescentou. Nota de R$ 200 Paulo Guedes disse, ainda, que a nota de R$ 200, estampada pelo lobo-guará, foi inventada para pagar o auxílio emergencial durante a pandemia do novo coronavírus. Ele disse ainda que, no futuro, ela pode ser aposentada. "O lobo-guará, essa nota grande, foi inventada porque tínhamos um problema logístico de pagar as pessoas. As pessoas mais simples não tinham as ferramentas digitais, então tínhamos de dar dinheiro físico. E o dinheiro estava ficando entesourado, ficava travado em uma comunidade, não saía de lá. Precisamos criar uma nota mais alta, na contramão da direção do mundo", disse. Banco Central lança nota de R$ 200, com imagem de um lobo-guará De acordo com o ministro, o "mundo está indo para notas mais baixas para acabar com o crime que se financia dessas notas altas, acabar com a corrupção". "Está vindo o PIX para transferências digitais. O futuro é de menos dinheiro na mão e notas mais simples. No futuro, vai acabar o lobo-guará, vai acabar a nota de R$ 200, de R$ 100, tudo isso vai diminuir brutalmente. Da mesma forma como tivemos o auxilio emergencial, tivemos o lobo-guará, tivemos de pedir ajuda para o lobo-guará para o dinheiro poder circular", disse.

Petrobras e parceiros podem fazer IPO de empresa de gasodutos, diz Castello Branco

Presidente da estatal não deu prazo de quando a eventual abertura de capital pode ocorrer. A Petrobras e parceiros que incluem a anglo-holandesa Shell poderão fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de uma empresa criada para operar infraestruturas de escoamento e processamento de gás, disse nesta quinta-feira (29) o presidente da estatal brasileira, Roberto Castello Branco. Sede da Petrobras no Rio de Janeiro Daniel Silveira/G1 A companhia anunciou no final de setembro a assinatura de contratos para compartilhamento de ativos de escoamento de gás do pré-sal com a Shell Brasil, Petrogal Brasil e Repsol Sinopec Brasil. Petrobras tem prejuízo de R$ 1,5 bilhão no terceiro trimestre Os acordos preveem interligação física e compartilhamento de capacidades das chamadas rotas 1, 2 e 3 de gasodutos para escoamento da produção do pré-sal, essa última a cargo da Petrobras e em fase de construção. "É uma oportunidade de criação de uma empresa de 'midstream', fazer um 'spin-off' (cisão) e a criação de uma empresa de 'midstream' cujas ações poderão ser lançadas no mercado, pode ser alvo de um IPO", disse Castello Branco, durante teleconferência com analistas sobre resultados do terceiro trimestre. "(A empresa) se transformaria em um veículo de 'midstream' para construção de novos gasodutos no Brasil com recursos da iniciativa privada, dispensando recursos públicos para isso", acrescentou o executivo. Ele não comentou quando o IPO poderia ocorrer e nem quanto as empresas poderiam buscar levantar com a operação. Uma empresa de gasodutos poderia colaborar para viabilizar investimentos em infraestrutura para garantir o desenvolvimento de um plano do governo para reduzir o preço do gás e consquentemente da energia elétrica. Dividendo O presidente da Petrobras também negou que a companhia tenha sofrido qualquer tipo de pressão do governo para pagamento de dividendos, após a estatal ter anunciado na véspera uma revisão de sua política de remuneração aos acionistas para poder distribuir proventos mesmo em anos de prejuízo contábil. Castello Branco disse que essa decisão foi tomada porque o fluxo de caixa tem maior peso para a companhia do que os resultados contábeis. "Há uma especulação maldosa sobre a decisão da companhia", afirmou ele, durante a teleconferência. "Alguns levantaram a suspeita de que a Petrobras está mudando as regras, e não está mudando regra nenhuma, para beneficiar a União, porque a União precisa de recursos para cobrir seu déficit... seria muito pouco inteligente tentar fazer isso", apontou. O executivo disse que o governo federal recebe cerca de R$ 360 mil a cada R$ 1 milhão distribuído em dividendos pela companhia, devido à sua participação acionária no capital da petroleira. "Em nenhum momento se interferiu na gestão da Petrobras", acrescentou o CEO. Venda de ativos Castello Branco disse ainda que a Petrobras espera realizar em dezembro um processo para recebimento de ofertas vinculantes por sua refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná. "Está tudo prosseguindo como esperado, exceto pelo fato, como mencionei, de um atraso devido à Covid-19", afirmou ele, ao ser questionado sobre as negociações para venda do ativo durante a teleconferência. A Petrobras já recebeu propostas iniciais pela Repar, mas sinalizou no final de setembro que abriria uma nova rodada para os interessados na unidade, após ter recebido dois lances com valores próximos. A empresa também considerou os valores oferecidos baixos, disseram fontes à Reuters. O CEO também afirmou que a Petrobras espera obter em novembro aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a venda de sua unidade de gás liquefeito de petróleo, a Liquigás. Por outro lado, tentativas de desinvestimento de fatia da companhia na Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) estão "travadas" por questões regulatórias, acrescentou Castello Branco. Vídeos: Veja as últimas notícias de economia

INSS notifica 1,7 milhão de segurados para revisão cadastral; veja o que fazer

Pente fino está reavaliando documentos que embasaram a concessão dos benefícios; beneficiários estão sendo notificados por meio de carta de cumprimento de exigência. Em setembro, mais de 1,5 milhão de processos estavam na fila do INSS. Pedestre passa diante de agência do INSS em Brasília Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está notificando por meio de cartas, desde setembro, 1,7 milhão de segurados que tiveram seus benefícios revisados. De acordo com o instituto, trata-se de uma revisão administrativa que está reavaliando documentos que embasaram a concessão dos benefícios. Essa revisão abrange benefícios de todas as espécies, como pensão por morte e aposentadoria por invalidez. Veja aqui o modelo de carta que está sendo enviada. Enquanto o INSS revisa benefícios já concedidos, o número de processos aguardando atendimento segue grande: em meados de setembro, mais de 1,5 milhão estavam na fila. Pelo menos metade (50,4%) precisava, necessariamente, de atendimento presencial. O que fazer se for notificado Os beneficiários que tiveram o benefício revisado estão sendo notificados por meio de uma carta de cumprimento de exigência. O INSS alerta que os segurados devem ficar atentos pois, após o recebimento da carta, eles terão 60 dias para enviar a documentação solicitada. Não é necessário o envio de documentos originais, apenas cópia simples, sem necessidade de autenticação. O envio dos documentos solicitados pode ser feito pelo site ou aplicativo Meu INSS. Pelo Meu INSS, o segurado terá que solicitar o serviço ‘Atualização de Dados de Benefício’, anexando a cópia digitalizada dos seguintes documentos para demonstrar a regularidade da manutenção do benefício: CPF RG Certidão de nascimento ou casamento Titulo de Eleitor Carteira de Trabalho e Previdência Social Entrega presencial Segurados notificados pelo INSS devem ficar atentos sobre a revisão de benefício Caso o segurado não consiga fazer o envio da documentação pelo Meu INSS, ele deve agendar o cumprimento da exigência em uma agência do INSS mais próxima da sua residência. Para isso, é preciso ligar para o telefone 135 do INSS e escolher a opção ‘Entrega de Documentos por Convocação’. O INSS não receberá o cumprimento de exigências sem agendamento prévio. No caso de atendimento presencial, o requerente tem o prazo de 60 dias para agendar o serviço de cumprimento de exigência, a contar do recebimento da convocação. A entrega dos documentos também pode ser feita nas chamadas urnas expressas que estão colocadas do lado de fora das agências, inclusive por terceiros, com os dados do agendamento. Não cumprimento pode cessar benefício O segurado notificado que não apresentar a documentação pelo Meu INSS ou não realizar o agendamento para entrega dos documentos no prazo de 60 dias poderá ter o benefício suspenso. E, após 30 dias da suspensão, se ainda assim o beneficiário não fizer os procedimentos pedidos, terá o benefício bloqueado. Segundo o INSS, essas cartas de convocação são enviadas aos beneficiários com algum tipo de dado cadastral inconsistente apurado pelo Sistema de Verificação de Conformidade da Folha de Pagamento de Benefícios e apresentado pelo Painel de Qualidade de Dados do Pagamento de Benefícios. O instituto ressalta que a revisão dos benefícios só está relacionada a pendências cadastrais e não às regras de direito que geraram o benefício. Instituto questiona medida Adriane Bramante, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), lembra que o prazo para o INSS rever os benefícios é de 10 anos, salvo se comprovada a má-fé, e questiona essa providência por parte do instituto em meio à pandemia, já que boa parte dos segurados é do grupo de risco. O INSS justifica a revisão como “finalidade de dar fiel cumprimento à lei”. Entre os casos que o IBDP relata estão uma pensionista com 85 anos de São Paulo que recebe o benefício há 52 anos e tem 60 dias para apresentar documentos que ela acredita que o marido nunca teve. Outra segurada de Brasília de 86 anos está em busca de uma inexistente carteira de trabalho do marido falecido para comprovar a pensão por morte que recebe do INSS há 58 anos. “Há casos em que as pensionistas estão tendo de entregar de forma presencial os documentos no INSS porque o sistema não aceita através do Meu INSS”, diz. A orientação de Adriane é cumprir com a solicitação apresentando o que tiver em mãos. No caso da impossibilidade de apresentar algum documento solicitado, ela recomenda buscá-los nos órgãos públicos (Receita Federal, por exemplo, no caso do CPF) ou fazer uma declaração de cumprimento de exigência ao INSS afirmando que não possui mais nada a apresentar. Endereço atualizado e carta digital O INSS alerta sobre a importância de o segurado manter seus dados atualizados para que possa receber a carta de cumprimento de exigência. Se houve mudança recente de endereço, por exemplo, ele pode fazer a atualização pelo Meu INSS ou telefone 135. Para facilitar a comunicação com os beneficiários, o INSS firmou parceria com os Correios para disponibilizar um alerta com a informação de que enviou a carta no aplicativo da estatal, serviço chamado de ‘Entrega Digital’. As cartas em formato digital estarão disponíveis na seção ‘Minhas Mensagens’ do aplicativo. Esta alternativa permite aos destinatários terem acesso às correspondências, mesmo diante de situações que impossibilitam a entrega da carta física, como endereço desatualizado. Após baixar o aplicativo Correios no smartphone, é necessário fazer um cadastro. Em ‘Minhas Mensagens’, o usuário acessa a sua própria caixa de correspondência digital, na qual poderá verificar se foi notificado pelo INSS para entrega de documentação. Veja modelo da carta que está sendo enviada pelo INSS: Modelo de carta de comunicação de exigência Reprodução Assista a mais notícias de Economia: Enquanto o INSS revisa benefícios já concedidos, a fila de processos aguardando atendimento segue grande: em meados de setembro, mais de 1,5 milhão e

PIX faz estreia restrita no dia 3, com horários reduzidos

Sistema passará por testes com 1% a 5% da base de inscritos, segundo o BC, para que se façam ajustes antes da liberação para público geral no dia 16. Entenda o que é e como vai funcionar o PIX O PIX, novo sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, entra em operação no próximo dia 3 para uma base restrita de clientes e em horários reduzidos. Segundo o Banco Central, o serviço estará disponível para que um grupo de usuários faça testes e os desenvolvedores detectem possíveis ajustes. PIX: veja perguntas e respostas sobre o novo sistema de pagamentos Saiba tudo sobre o PIX na página especial do G1 Entre 3 e 8 de novembro, um grupo de 1% a 5% da base de clientes cadastrada no PIX poderá fazer as primeiras operações entre 9h e 22h. Do dia 9 até o 15, o BC avaliará a ampliação do número de clientes se os resultados forem bons. Nas duas quintas e sextas-feiras desse período, as operações com o PIX funcionaram sem limitação de horário. "Se definiu uma janela diária de forma a termos espaço durante esses dias em que o PIX não estará efetivamente funcionando para conectar, fazer ajustes necessários", diz Carlos Eduardo Brandt, chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC. Ao longo das semanas de teste, todos os cadastrados poderão receber dinheiro pelo PIX, mas não transferir. Apenas os selecionados terão todas as funcionalidades em mãos. No dia 16, às 9h, as operações serão liberadas a todos, prevê o BC. "Nesse processo pode haver alguma intercorrência, tudo vai ser tratado, gerenciado pelas equipes envolvidas do BC e das instituições financeiras. Os sistemas estão exaustivamente testados, a gente está falando aqui só desse processo de passagem específico para o ambiente real", afirma Brandt. Quem for selecionado para o grupo de testes do PIX deve ser avisado pelo banco ou instituição financeira em que foi cadastrada a chave. Segundo o BC, o aviso deve ser feito até o dia 3, quando o sistema entra em operação restrita. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia n

'Jamais esteve sob análise privatizar o SUS, seria uma insanidade falar isso', diz Guedes

Após as reações contra a proposta, presidente Jair Bolsonaro revogou decreto que autorizava inclusão de unidades básicas de saúde em programa de privatizações do governo. 'Jamais esteve sob análise privatizar o SUS, seria uma insanidade falar isso', diz Guedes O ministro da Economia, Paulo Guedes, negou nesta quinta-feira (29) que a equipe econômica tenha intenção de privatizar o Sistema Único de Saúde (SUS). Em audiência pública na comissão mista de acompanhamento das medidas de combate à Covid-19 do Congresso Nacional, ele afirmou que a intenção era buscar alternativas para participação do setor privado. "Jamais esteve sob análise privatizar o SUS, seria uma insanidade falar isso. Seria como o setor privado ajudar. Vamos fazer o que o setor privado pode fazer. Não entrou em nossa consideração invadir a área de saúde para privatizar, jamais", afirmou o ministro. A declaração de Guedes foi dada após o governo federal ter publicado na terça-feira (27) um decreto, assinado por ele e pelo presidente Jair Bolsonaro, autorizando o Ministério da Economia a estudar a inclusão das unidades básicas de saúde (UBSs) no programa de privatizações do governo federal, o PPI (Programa de Parcerias de Investimentos). Na quarta-feira (28), após as reações à proposta, Bolsonaro optou por revogar o decreto, mas argumentou que a simples leitura do texto publicado "em momento algum sinalizava para a privatização do SUS". "Em havendo entendimento futuro dos benefícios propostos pelo Decreto o mesmo poderá ser reeditado", escreveu Bolsonaro em uma rede social. De acordo com Guedes, na pandemia de coronavírus, o SUS mostrou a "decisiva importância" de o país ter um sistema descentralizado de acesso à saúde. "Mostrou durante a crise por que é decisivo e por que foi um passo acertado essa ferramenta poderosa de um sistema descentralizado de saúde. Sobre o decreto, seria um contrassenso privatizar o SUS", declarou. De acordo com o ministro, a ideia de incluir as unidades de saúde no programa foi trazida pela secretária especial do PPI, Martha Seillier, para aumentar a capacidade de atendimento no sistema de saúde para a população. O PPI é o programa do governo que trata de privatizações e abrange projetos que incluem desde ferrovias até empresas públicas. O texto do decreto afirmava que a "política de fomento ao setor de atenção primária à saúde" estaria "qualificada" para participar do PPI. Segundo o decreto, os estudos sobre as UBSs deveriam avaliar "alternativas de parcerias com a iniciativa privada para a construção, a modernização e a operação de Unidades Básicas de Saúde dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios". Na quarta-feira, o Ministério da Economia informou que a autorização para inclusão das unidades básicas de saúde no PPI foi feita após pedido do Ministério da Saúde, apoiado pela Economia. De acordo com a pasta, há mais de 4 mil unidades básicas de saúde com obras inacabadas que já consumiram R$ 1,7 bilhão de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Obras inacabadas Na audiência pública desta quinta-feira, o ministro da Economia explicou que a ideia foi trazer capital privado, que estaria disponível, para terminar obras de unidades básicas de saúde e unidades de pronto atendimento ao público. "Podemos terminar a obra, não gasta com obra, com equipamento, e você dá um cheque. Como se fosse um voucher em saúde. E a pessoa seria atendida, melhor do que não ter. Possivelmente, foi esse o curso natural [da proposta]", explicou ele. Guedes disse que a secretária especial do PPI é uma funcionária de carreira do setor público, que já trabalhou em governos anteriores, e criticou o que classificou como "guerra ideológica" que, na visão dele, "tanto prejudica o país". "Foi uma iniciativa da Martha que chega e fala assim: 'Podemos fazer assim?'. Se vamos botar em funcionamento 4,5 mil unidades básicas de saúde e 168 unidades de pronto atendimento, fica muito mais barato para nós. A gente gasta em atendimento, pagando as consultas. Deixo bem esclarecido isso. Ideia é como aumentar o acesso universal, como dar um voucher em saúde, educação. Porque o setor público não tem capacidade de atender todo mundo", concluiu Críticas à proposta Especialistas ouvidos pelo G1 demonstraram preocupação com o decreto. "Obscuro", "apressado" e "inconstitucional" foram alguns dos adjetivos usados para qualificar o texto. O presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernando Pigatto, entendeu o decreto como um caminho para a retirada de direitos da população. "Precisamos fortalecer o SUS contra qualquer tipo de privatização e retirada de direitos", afirmou. SP: Organizações Sociais cadastram médicos como se trabalhassem no Acre e em SP ao mesmo tempo; MP de Contas investiga RIO: Operação prende cinco pessoas ligadas a organização que tinha contratos na Saúde do Rio Para o pesquisador em saúde e direito Daniel Dourado, da Universidade de São Paulo (USP), a Constituição não permite a privatização de serviços de saúde. "Quando eles estão falando de modelo de negócio e de privatização e concessão, uma coisa tem que ficar muito clara: ter a lógica da iniciativa privada dentro do SUS não pode, é inconstitucional", disse. A pesquisadora Ana Maria Malik, da Fundação Getúlio Vargas, lembra que a rede básica tem um papel fundamental de organização da assistência à saúde. "Precisa tomar um cuidado muito grande para tentar evitar que isso [a parceria com o setor privado] atenda interesses diferentes, que não sejam exatamente os de organizar o sistema de saúde", diz Malik. A especialista em saúde pública Lígia Bahia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), avaliou o decreto como "apressado". "Essa inversão, essa chegada do Ministério da Economia na saúde é uma coisa extremamente preocupante, é um desastre. O ministro Paulo Guedes não entende nada de saúde”, afirmou a pesquisadora. Ministério da Economia está 'tacando fogo no SUS', diz Ligia Bahia VÍDEOS: veja as últimas notícias de política

Microsoft começa a distribuir atualização que remove o Adobe Flash Player do Windows 10

Programa é considerado obsoleto. Atualização deve chegar para todos os usuários pelo Windows Update em 2021. Flash Player é responsável por reproduzir animações e vídeos em Flash, mas programa é executado dentro de navegadores e de documentos do Office, criando oportunidades para hackers. Divulgação A Microsoft disponibilizou uma atualização para o Windows 10 que remove a instalação do Flash Player inclusa no sistema e também impede o software de ser instalado novamente. Já considerado obsoleto, o Flash ainda é mantido no sistema para garantir compatibilidade com conteúdos antigos. O Windows inclui o Flash Player para ser usado como parte do Internet Explorer – que também vem sendo abandonado pela Microsoft. A empresa anunciou que as versões web do pacote Office e do Teams não devem mais funcionar no navegador ao longo de 2021. Saiba mais: Microsoft anuncia a aposentadoria do Internet Explorer Por enquanto, a atualização que remove o Flash embutido no Windows 10 (chamada de KB4577586) é opcional e só está disponível por meio do Microsoft Catalog, um site específico para fazer o download de atualizações. Essa página é mais utilizada por empresas. De acordo com um comunicado da Microsoft enviado ao site "Bleeping Computer", a atualização deve chegar para os usuários do Windows 10 por meio do Windows Update só em 2021. Outras versões do Flash (como a que faz parte do navegador Edge, também da Microsoft) não são desinstaladas nem alteradas. No entanto, apenas o Internet Explorer ainda permite a visualização de conteúdo em Flash – os demais navegadores já bloqueiam esse conteúdo. De 'queridinho' da web a vilão O Flash foi uma das tecnologias mais revolucionárias da web no final da década de 90 e início dos anos 2000, dando mais interatividade para as páginas e permitindo a criação de games dentro do navegador. O software também foi muito utilizado para a criação de infográficos e animações, como desenhos e charges. Mas a tecnologia perdeu relevância quando a Apple adotou uma postura inflexível para não incluir o Flash no iPhone. Steve Jobs, então CEO da Apple, publicou uma "carta aberta" com "reflexões sobre o Flash" em abril de 2010. Defendendo a relação que a Apple tinha com a Adobe (responsável por programas muito ligados ao ecossistema da Apple, como o Photoshop), Jobs criticou o Flash por ser uma tecnologia fechada, incompatível com telas sensíveis a toques e prejudicial à autonomia da bateria dos smartphones. Ele também defendeu que experiências mais personalizadas – por meio de apps desenvolvidos especialmente para o iPhone – seriam muito superiores a qualquer coisa que o Flash pudesse oferecer. O Flash continuou sendo usado no computador e até apareceu em alguns aparelhos com Android, mas uma série de vulnerabilidades colocou a tecnologia dos engenheiros responsáveis pela segurança de navegação na web. Este blog recomendou desativar o Flash pela primeira vez em 2015. Na época, muitos anúncios e até vídeos on-line ainda dependiam do Flash. Com o avanço de tecnologias como o HTML 5 e outros recursos que facilitaram a exibição de conteúdo em vídeo – especialmente as transmissões ao vivo –, o Flash perdeu espaço. Em julho de 2017, a Adobe, terceira dona do Flash após FutureWave e Macromedia, publicou o primeiro comunicado com um cronograma para encerrar o ciclo da tecnologia. Projeto arquiva 45 mil jogos em Flash O Flash Player costumava ser integrado como "plug-in" em navegadores. Ele se tornou icônico no final dos anos 1990 e início de 2000, quando ainda estava nas mãos da sua segunda dona, a Macromedia. Nesse período, o Flash permitiu a criação de sites mais interativos e até de jogos on-line – muito além das capacidades dos navegadores da época. Com o fim do Flash, esse conteúdo antigo pode se perder para sempre. Embora os navegadores hoje tenham tecnologias equivalentes ao Flash, eles não são compatíveis com o formato. Sendo assim, não haverá motivo para sites manterem no ar um conteúdo que nenhum navegador ou computador pode reproduzir. Isso motivou um arquivista digital, conhecido simplesmente como "BlueMaxima", a criar um projeto de preservação de jogos antigos. A coleção Flashpoint já ocupa 400 GB e tem 49 mil jogos, entre os quais 45 mil estão em Flash. Existe também uma opção para baixar apenas o conteúdo desejado. A legalidade do projeto é incerta. A Adobe informou que não vai distribuir o Flash Player após o dia 31 e não recomenda o download de fontes não oficiais. A companhia também disse que não pretende disponibilizar versões antigas do programa – é possível que versões antigas continuem funcionando após a data de corte de 31 de dezembro, o que geraria interesse por essas versões, ainda mais inseguras. Além de ter se transformado em uma plataforma para jogos, o Flash também foi muito usado por sites como YouTube e Facebook para transmitir conteúdo em vídeo, desviando das limitações que os navegadores tinham para a decodificação de streaming de alto desempenho. Aos poucos, esses e outros sites migraram para as tecnologias de reprodução de vídeo que hoje vêm embutidas nos próprios navegadores. Dúvidas sobre segurança digital? Envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com VÍDEOS: Aprenda dicas sobre segurança digital

BCE mantém juros, mas sinaliza redução em dezembro

Maiores economias do bloco, Alemanha e França, anunciaram novos lockdowns por conta dos casos crescentes de coronavírus. O Banco Central Europeu (BCE) manteve sua taxa de juros inalterada nesta quinta-feira (29), entre 0 e 0,25%, resistindo à pressão de adotar mais estímulo em meio a uma nova onda da pandemia. O órgão, no entanto, deu a indicação mais clara até agora de novo afrouxamento na reunião de dezembro. Em nota, o BCE apontou que espera que as taxas permaneçam no patamar atual ou em níveis mais baixos até que as expectativas de inflação convirjam de forma robusta para um nível suficientemente perto, mais abaixo, de 2%. Com uma segunda onda de infecções por coronavírus ameaçando a Europa antes do inverno, as maiores economias do bloco, Alemanha e França, anunciaram novos lockdowns. Outros entre os 19 países que usam o euro também estão fechando grande parte de seus setores de serviços, um golpe para a recuperação. Segunda onda na Europa: Alemanha e França se preparam para anunciar novas restrições O BCE alertou que a pandemia apresenta riscos para o crescimento econômico e que vai reavaliar se será necessário mais suporte na reunião de 10 de dezembro, quando novas projeções serão disponibilizadas. "O Conselho vai recalibrar seus instrumentos, conforme apropriado, para responder aos desdobramentos da situação e garantir que as condições de financiamento permaneçam favoráveis para sustentar a recuperação econômica e combater o impacto negativo da pandemia na trajetória projetada de inflação", disse o BCE em comunicado. Já tendo adotado estímulo sem precedentes , o BCE parece não ter pressa para agir, embora tenha mantido a antiga promessa de fornecer mais estímulo se necessário. O BCE separou 1,35 trilhão de euros para compras de títulos até meados de 2021 e ainda tem cerca de 700 bilhões disso para usar. Assista as últimas notícias de economia

Maia diz que presidente do BC negou vazamento de conversa e afirma confiar em Campos Neto

Presidente da Câmara fez a afirmação em rede social onde, mais cedo, disse que Campos Neto não estava 'à altura' de presidir um banco de país sério. Maia acusa presidente do BC de vazar conversa entre os dois em rede social O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou em nova postagem em rede social na manhã desta quinta-feira (29) que, por telefone, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse não ter vazado a conversa do dia anterior entre os dois. "Recebi há pouco ligação do presidente do BC afirmando que ele não divulgou à imprensa a nossa conversa. Diante da palavra do presidente, o vazamento certamente foi provocado por terceiros. Deixo aqui registrado a ligação e a confiança que tenho nele", publicou Maia. A postagem foi feita cerca de meia hora após Maia, também na rede social, acusar o chefe do BC de divulgar para a imprensa uma conversa por telefone entre os dois: "A atitude do presidente do Banco Central de ter vazado para a imprensa uma conversa particular que tivemos ontem não está à altura de um presidente de Banco de um país sério." Como apurou Gerson Camarotti, colunista do G1 e comentarista da GloboNews, Maia e Campos Neto conversaram nesta quarta-feira (28) sobre o cenário político e os impactos na economia. No telefonema, segundo apurou o colunista, o chefe do BC alertou o presidente da Câmara sobre os reflexos para a economia e para os mercados da dificuldade política em se avançar na pauta do ajuste fiscal. Maia foi direto na resposta: "Ligou para a pessoa errada. Quem está obstruindo a pauta é a base do governo." Ao G1, a assessoria de imprensa do Banco Central informou que o presidente da instituição não comentará o episódio. VÍDEO: veja as últimas notícias de política

China quer ter PIB per capita de país desenvolvido em 15 anos

Segundo agência de notícias estatal, país buscará desenvolvimento econômico sustentado e saudável, com ênfase em uma qualidade maior de crescimento. A China buscará desenvolvimento econômico sustentado e saudável nos cinco anos até 2025, com ênfase em uma qualidade maior de crescimento, informou a agência de notícias Xinhua nesta sexta-feira (29), citando o Comitê Central do Partido Comunista. A agência acrescentou que a China busca ampliar seu Produto Interno Bruto (PIB) per capita para o nível de países moderadamente desenvolvidos até 2035, enquanto o PIB deverá ultrapassar 100 trilhões de iuanes (US$ 15 trilhões) em 2020. O presidente, Xi Jinping, e membros do Comitê Central, maior das entidades de decisão do partido, reuniram-se a portas fechadas desde segunda-feira para detalhar o 14º plano de cinco anos para desenvolvimento econômico e social. O ambiente externo da China "está se tornando mais complicado", disse a agência, acrescentando que "existe um aumento significativo das instabilidades e incertezas". Entretanto, o desenvolvimento do país está ainda em um período de oportunidades estratégicas importantes, apesar de novos desafios, completou. O país ainda aprofundará reformas e deixará as forças de mercado exercerem papel decisivo na alocação de recursos, completou a agência. A China ainda promoverá um modelo de "dupla circulação", tornará a autossuficiência em tecnologia um pilar estratégico de desenvolvimento, desenvolverá e urbanizará regiões e combinará esforços para expandir a demanda doméstica com reformas do lado da oferta, completou. A estratégia de "dupla circulação", proposta pela primeira vez por Xi em maio, prevê que a próxima fase de desenvolvimento da China dependerá principalmente da "circulação doméstica" ou um ciclo interno de produção, distribuição e consumo, apoiada pela inovação tecnológica doméstica. A China deve ser a única grande economia a registrar crescimento neste ano. O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta um crescimento de 1,9% para o PIB da China em 2020, bem abaixo porém do avanço de 6,1% registrado em 2019. China mantém recuperação econômica Vídeos: veja últimas notícias de economia no Brasil e no mundo

Bovespa fecha em alta, acompanhando melhora nos EUA

Nesta quinta-feira, Ibovespa subiu 1,27%, a 96.582 pontos. A bolsa de valores brasileira, a B3 teve um pregão de recuperação nesta quinta-feira (29), acompanhando a melhora de Wall Street, mas sem muito fôlego, com o avanço do Covid-19 nos Estados Unidos e Europa ainda preocupando e uma bateria de resultados no radar. O Ibovespa fechou em alta de 1,27%, a 96.582 pontos. Mais cedo, chegou a cair mais de 2%. Veja mais cotações. Já o dólar subiu 0,11%, cotado a R$ 5,7661. Ao longo do dia chegou a bater R$ 5,79. Na quarta-feira, a bolsa fechou em queda de 4,25%, a 95.368, na pior pontuação de fechamento desde 2 de outubro. Na parcial do mês, a bolsa ainda acumula alta de 2,16%. No ano, há queda de 16,43%. Com novos lockdowns na Europa, mercados financeiros do mundo registraram quedas Cenário externo Lá fora, as bolsas mundiais ensaiavam uma recuperação, após a economia dos Estados Unidos crescer 33,1% no terceiro trimestre deste ano em relação aos três meses anteriores, segundo dados anualizados divulgados nesta quinta-feira. Outro dado positivo foi o de pedidos de seguro-desemprego que caíram para 751 mil nos EUA, menos 40 mil do nível revisado da semana anterior e abaixo da expectativa de consenso, de 775 mil. Permanecia, porém, a cautela diante das incertezas a cinco dias da eleição presidencial nos Estados Unidos. Entre as commodities, os preços do petróleo tinham mais uma sessão de queda em meio às preocupações sobre queda de demanda. Alemanha e França anunciam lockdown parcial após explosão de casos de Covid-19 Na véspera, o mercado viveu um dia tenso por conta de uma nova onda de contágios da Covid-19 e temores de uma nova parada da economia global. Com casos de Covid-19 crescendo pela Europa, a França vai exigir que pessoas fiquem em suas casas exceto para atividades essenciais a partir de sexta-feira, enquanto a Alemanha vai fechar bares, restaurantes e teatros de 2 de novembro até o final do mês. Nesta quinta, o Banco Central Europeu (BCE) manteve sua taxa de juros inalterada, entre 0 e 0,25%, resistindo à pressão de adotar mais estímulo em meio a uma nova onda da pandemia. O órgão, no entanto, deu a indicação mais clara até agora de novo afrouxamento na reunião de dezembro. Em nota, o BCE apontou que espera que as taxas permaneçam no patamar atual ou em níveis mais baixos até que as expectativas de inflação convirjam de forma robusta para um nível suficientemente perto, mais abaixo, de 2%. Como resultado, as ações europeias encerraram o dia em queda. O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,03%, a 1.324 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,12%, a 342 pontos. Cena local Paulo Guedes defende imposto digital, mas volta atrás: ‘Imposto está morto’ Na cena política, estava no radar dos investidores atritos na relação entre o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, após Maia ter acusado o chefe do BC de divulgar para a imprensa uma conversa por telefone entre os dois. Em nova postagem em rede social, Maia disse ter recebido ligação de Campos Neto e confiar nele. Preocupações ampliadas com a situação fiscal do país, além da capacidade do governo de avançar numa agenda de reformas continuavam também dominando as atenções dos investidores. O ministro da Economia, Paulo Guedes, distribuiu recados em uma tentativa de reacender a agenda. Guedes insistiu na defesa da criação de um imposto sobre transações financeiras realizadas por meio digital, para logo depois dizer que, para ele, "o imposto está morto". Ele afirmou ainda que, sem esses recursos, não pode aprovar a proposta de estender, até o final de 2021, a desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia. Ainda sobre o imposto, o ministro atacou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), chamando-a de uma "casa de lobby" e que a instituição agiu para derrubá-lo. A boa notícia fica por conta da criação de 313.564 empregos com carteira assinada em setembro, segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério da Economia. De janeiro a setembro de 2020, foram fechados 558.597 postos de empregos com carteira assinada, segundo informou o ministério. Na agenda de indicadores, a inflação calculada pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) perdeu força em outubro, apesar dos preços dos alimentos continuarem em alta. O indicador, que é usado para corrigir a maioria dos contratos de aluguel residencial, ficou em 3,23% este mês, depois de atingir 4,34% em setembro. Em 12 meses, o IGP-M acumula alta de 20,93%, e no ano, de 18,10%. Já o índice de confiança do setor de serviços caiu em outubro após cinco altas seguidas, segundo a FGV Na véspera, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros em 2% ao ano. No comunicado da reunião, o Copom afirmou que, apesar dessa pressão inflacionária, foi mantido o diagnóstico de que o choque é temporário. A alta dos preços, segundo o comitê, segue compatível com o cumprimento da meta no "horizonte relevante para a política monetária". "Temos um cenário que sugere que o Banco Central não se precipitará para elevar a taxa de juros neste momento caso o arcabouço fiscal atual seja mantido", avaliou Felipe Sichel, estrategista-chefe do banco digital Modalmais. Variação do Ibovespa em 2020 G1 Economia VÍDEOS: Últimas notícias de Economia O

Antecipação do auxílio-doença é prorrogada até 30 de novembro

INSS informou a prorrogação do prazo, que terminava nesta sexta. O novo prazo vale também para o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Peritos que não apareceram para trabalhar no INSS atendem nos próprios consultórios O pedido de antecipação do auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, poderá ser feito até 30 de novembro. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) informou a prorrogação do prazo, que terminava nesta sexta-feira (30). O novo prazo vale também para o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A prorrogação está em decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro na quarta-feira (28) e tem o objetivo de evitar aglomerações nas agências durante a pandemia. Essa antecipação prevê o pagamento de R$ 1.045 (um salário mínimo) sem a realização de perícia médica no caso do auxílio-doença. Já a antecipação do BPC é de R$ 600. Nesse caso, a antecipação é paga com base nos dados do Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico) e CPF. A renda familiar do beneficiário deve ser de até um quarto do salário mínimo. E antecipação será encerrada logo após a avaliação definitiva do pedido, segundo o INSS. Assim, os beneficiários podem fazer os pedidos no site Meu INSS, sem necessidade de comparecimento às agências do INSS. Pagamento da diferença exige perícia Em setembro, portaria da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho e o INSS estabeleceu que o segurado pode fazer a opção pelo agendamento da perícia médica para a concessão do auxílio em uma das unidades de atendimento da Perícia Médica Federal cujo serviço de agendamento esteja disponível, ou optar pela antecipação. Segundo o INSS, todos os segurados poderão requerer a antecipação do auxílio por incapacidade temporária, e não somente aqueles que residam a mais de 70 quilômetros de uma agência com serviço de perícia médica. Essa alteração tem o objetivo de atender os segurados durante o período de retorno gradual do atendimento presencial. O segurado que optar pela antecipação será posteriormente notificado pelo INSS para agendamento da perícia médica destinada à concessão definitiva do benefício e pagamento da diferença devida, caso tenha direito a um valor maior do que R$ 1.045, que é o estabelecido para a antecipação. Para requerer a antecipação do auxílio-doença o segurado deve enviar, pelo Meu INSS, o atestado médico e a declaração de responsabilidade pelos documentos apresentados. O atestado passará por análise da perícia médica para concessão da antecipação. O atestado médico deverá estar legível e sem rasuras; conter a assinatura do profissional emitente e o carimbo de identificação, com registro do respectivo Conselho de Classe ou Registro Único do Ministério da Saúde (RMS); conter as informações sobre a doença ou Código Internacional de Doenças (CID); e ainda conter o período estimado de repouso necessário. O pagamento das antecipações não poderá exceder o dia 31 de dezembro - ressalvada a possibilidade de o segurado apresentar pedido de revisão para fins de obtenção integral e definitiva do auxílio por incapacidade temporária. Dor, descaso e filas: mais de um milhão de brasileiros esperam por atendimento no INSS Veja como pedir pelo Meu INSS Os sistemas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão adaptados para receber atestados médicos de trabalhadores que estão na fila do auxílio-doença e queiram solicitar a antecipação no valor de R$ 1.045. O segurado pode enviar o atestado médico diretamente pelo site Meu INSS ou pelo aplicativo do serviço. Para quem já usa o aplicativo, é preciso baixar a atualização disponível para Android e iOS. Ao entrar no Meu INSS, selecione a opção "Agendar Perícia". Quem ainda não tem o cadastro no site, precisa se cadastrar para fazer o login. Feito o login, basta fazer o seguinte: Clique em "Agendar Perícia" Selecione a opção “Perícia Inicial” e, em seguida, clique em “Selecionar” Na pergunta “Você possui atestado médico”, selecione “SIM” e clique em continuar Preencha as informações pedidas e clique em “Avançar” Em “Anexos”, clique no sinal + para inserir o documento e clique em "Anexar" Agora basta selecionar o documento (seu atestado médico) que você quer anexar, clicar em “Abrir” e, em seguida, em “Enviar” Siga os passos seguintes e clique em “Gerar Comprovante” para que você o salve em seu computador ou celular Cuidados O atestado médico deverá ser anexado ao requerimento por meio do site ou aplicativo "Meu INSS" e deve observar os seguintes requisitos: estar legível e sem rasuras; conter a assinatura do profissional emitente e carimbo de identificação, com registro do Conselho de Classe; conter as informações sobre a doença ou CID; conter o prazo estimado de repouso necessário. Em algumas situações os beneficiários terão que ser submetidos à perícia médica no INSS, após o término do regime de plantão reduzido nas agências. São elas: quando o período de afastamento da atividade, incluídos os pedidos de prorrogação, ultrapassar o prazo máximo; para fins de conversão da antecipação em concessão definitiva do auxílio-doença; quando não for possível conceder a antecipação do auxílio-doença com base no atestado médico por falta de cumprimento dos requisitos exigidos. A emissão ou a apresentação de atestado falso ou que contenha informação falsa configura crime de falsidade documental e sujeitará os responsáveis às sanções penais e ao ressarcimento dos valores indevidamente recebidos, alerta o INSS. INSS mantém benefício para quem aguarda perícia para a reabilitação profissional

PIB dos EUA tem alta recorde de 33,1% no terceiro trimestre

Forte expansão no período de julho a agosto vem sobre uma base fraca, mas aponta para uma retomada após o tombo de 31,4% nos três meses anteriores. A economia dos Estados Unidos cresceu 33,1% no terceiro trimestre deste ano em relação aos três meses anteriores, em dados anualizados, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo escritório oficial de estatísticas (BEA) do Departamento do Trabalho do país. É a maior alta da série histórica do indicador. PIB dos EUA - terceiro trimestre de 2020 Economia G1 A expectativa era de uma alta de 31%, de acordo com a Reuters, também em dados anualizados. Os dados ainda passarão por duas revisões nos próximos meses. Os EUA utilizam uma metodologia diferente da feita pela maioria dos países para a divulgação do PIB. No Brasil, por exemplo, o IBGE divulga o crescimento trimestral em relação ao trimestre imediatamente anterior e em relação ao mesmo período do ano anterior, e não a taxa anualizada. Pela métrica não anualizada, a alta foi de 7,4%. Base fraca A forte expansão no período de julho a agosto vem sobre uma base fraca, mas aponta para uma retomada após o tombo de 31,4% nos três meses anteriores, a maior desde a Grande Depressão, no início do século passado, conforme a pandemia atingiu fortemente os gastos das famílias e das empresas. "O aumento do PIB real no terceiro trimestre refletiu aumentos nos gastos do consumidor, estoque, investimento, exportações, investimento empresarial e investimento em habitação, que foram parcialmente compensado por uma diminuição dos gastos do governo", apontou o BEA em nota. Já o aumento nos gastos dos consumidores refletiram altas em serviços (liderados por cuidados de saúde) e bens (liderado por veículos motorizados e peças). De acordo com o escritório de estatísticas, a alta do PIB no terceiro trimestre reflete os esforços continuados para reabrir os negócios e retomar as atividades que foram adiadas ou restringidas devido à pandemia da Covid-19. O escritório ressalta, no entanto, que os efeitos econômicos totais da pandemia não podem ser quantificados nessas estimativas, porque seus impactos estão geralmente incorporados nos dados de origem e não podem ser identificados separadamente. Pedidos de seguro desemprego Também nesta quinta-feira, o Departamento do Trabalho apontou que os pedidos iniciais de seguro-desemprego tiveram queda na semana encerrada em 24 de outubro. Foram 751 mil pedidos, ante um número revisado de 791 mil na semana anterior. Pedidos de seguro desemprego nos EUA Economia G1 Assista as últimas notícias de economia ç

Rodrigo Maia acusa presidente do Banco Central de vazar conversa entre os dois

Atitude 'não está à altura de um presidente de banco de um país sério', afirmou presidente da Câmara. Ele e Roberto Campos Neto conversaram por telefone nesta quarta-feira (28). Maia critica presidente do Banco Central em rede social O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na manhã desta quinta-feira (29) que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, não está "à altura de um presidente de banco de um país sério". A afirmação foi feita em uma postagem em rede social. Na mensagem, Maia acusa o chefe do BC de divulgar uma conversa por telefone entre os dois: "A atitude do presidente do Banco Central de ter vazado para a imprensa uma conversa particular que tivemos ontem não está à altura de um presidente de banco de um país sério." Cerca de meia hora após a publicação, Maia afirmou, na mesma rede social, que Campos Neto ligou para ele nesta quinta e disse não ter divulgado a conversa do dia anterior. O presidente da Câmara disse que confia no presidente do BC. "Recebi há pouco ligação do presidente do BC afirmando que ele não divulgou à imprensa a nossa conversa. Diante da palavra do presidente, o vazamento certamente foi provocado por terceiros. Deixo aqui registrado a ligação e a confiança que tenho nele", publicou Maia. Como apurou Gerson Camarotti, colunista do G1 e comentarista da GloboNews, Maia e Campos Neto conversaram nesta quarta-feira (28) sobre o cenário político e os impactos na economia. No telefonema, segundo apurou o colunista, o chefe do BC alertou o presidente da Câmara sobre os reflexos para a economia e para os mercados da dificuldade política em se avançar na pauta do ajuste fiscal. Maia foi direto na resposta: "Ligou para a pessoa errada. Quem está obstruindo a pauta é a base do governo." Ao G1, a assessoria de imprensa do Banco Central informou que o presidente da instituição não comentará o episódio. VÍDEO: veja as últimas notícias de política

Índice de confiança do setor de serviços tem queda após cinco altas seguidas, aponta FGV

Seis dos 13 segmentos pesquisados registraram queda em outubro. Segundo a FGV, apesar da alta no volume de serviços prestados, houve piora das expectativas. O Índice de Confiança de Serviços, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), recuou 0,4 ponto em outubro, para 87,5 pontos, após cinco altas consecutivas. “Apesar do aumento no volume de serviços em outubro, a piora das expectativas foi fator determinante para queda da confiança no mês”, apontou Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE. Índice de Confiança dos Serviços tem queda após cinco altas seguidas Economia/G1 De acordo com o levantamento, houve queda do indicador em 6 dos 13 segmentos pesquisados. “A grande cautela dos consumidores e a incerteza sobre a evolução da pandemia sugerem que o setor ainda enfrentará dificuldades para retornar ao ritmo de recuperação observado do início do ano”, enfatizou Tobler. Segundo a FGV, as avaliações sobre o momento atual melhoraram, enquanto as expectativas em relação aos próximos meses pioraram. O Índice de Situação Atual (ISA-S) aumentou 2,6 pontos, para 79,5 pontos, mantendo tendência crescente iniciada em maio. O Índice de Expectativas (IE-S), por sua vez, caiu 3,2 pontos, para 95,7 pontos, voltando a se situar abaixo do nível pré-pandemia. Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de serviços cedeu 0,5 ponto percentual para 81,3%. Assista às últimas notícias em Economia:

Concurso da Prefeitura de Cacimba de Dentro, PB, é reaberto após nove meses suspenso

Certame oferece agora 176 vagas e salários de até R$ 12 mil. Inscrições são de 2 de novembro a 2 de dezembro. Retomado concurso da prefeitura de Cacimba de Dentro Divulgação Suspenso desde janeiro após várias retificações no edital e recomendações de alteração do documento, o concurso da Prefeitura de Cacimba de Dentro, no Agreste paraibano, vai ser retomado. De acordo com o novo edital, publicado pela organizadora do concurso, as inscrições reabrem no dia 2 de novembro e seguem até o dia 2 de dezembro. Veja edital retificado do concurso para a Prefeitura de Cacimba de Dentro Várias alterações foram feitas no edital inicial do concurso. Agora são oferecidas 176 vagas para o certame (antes eram 71), em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários também foram alterados e agora são do salário mínimo até R$ 12 mil. O cargo com o maior número de vagas continua sendo o de gari, que antes oferecia 10 oportunidades e agora oferece 35 vagas para pessoas com ensino fundamental incompleto. Já os cargos com maior salário são os de médico ESF e médico clínico geral, com quatro vagas cada. Além destes cargos, ainda há vagas para agente de portaria, auxiliar de serviços gerais, motorista D, motorista AB, monitor de creche, operador de máquinas, pedreiro, vigia, coveiro, servente de pedreiro, agente administrativo, agente comunitário de saúde, agente de combate a endemias, auxiliar de saúde bucal, recepcionista, técnico em secretariado escolar, técnico em enfermagem, professor A - fundamental I, assistente social, assessor jurídico, assessor contábil, bioquímico, educador físico, enfermeiro, enfermeiro ESF, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, médico veterinário, nutricionista, odontólogo ESEF, psicólogo e professor B (história, português, inglês, matemática, educação física, geografia, ciências e libras). As taxas de inscrição continuam com o mesmo valor, sendo R$ 65 para cargos até nível fundamental completo; R$ 85 para cargos de nível médio e técnico e R$ 105 para cargos de nível superior. As inscrições devem ser feitas no site da organizadora. Com a retomada do concurso, também foram alteradas as datas das provas. Agora as provas escritas foram divididas em duas etapas. No dia 28 de fevereiro de 2021 serão aplicadas as provas para cargos até nível fundamental e no dia 14 de março as provas para cargos de nível médio e superior. Concurso da Prefeitura de Cacimba de Dentro Vagas: 176 Níveis: fundamental, médio, técnico e superior Salários: mínimo a R$ 12 mil Prazo de inscrição: 2 de novembro a 2 de dezembro Local de inscrição: site da organizadora, CPCon Taxas de inscrição: R$ 65 (fundamental), R$ 85 (médio/técnico) e R$ 105 (superior) Provas: 28 de fevereiro de 2021/14 de março de 2021 Edital retificado do concurso da Prefeitura de Cacimba de Dentro Vídeos mais assistidos da Paraíba

Dólar fecha em alta pelo terceiro dia consecutivo, cotado a R$ 5,76

Moeda norte-americana avançou 0,11% e foi cotada a R$ 5,766, maior valor desde 15 de maio. Homem conta notas de dólar em casa de câmbio Reuters Depois de passar a maior parte desta quinta-feira (28) em forte alta, o dólar perdeu força à tarde e fechou com avanço de 0,11%, cotado a R$ 5,7661. É o maior valor desde 15 de maio. Já o câmbio turismo chegou a R$ 6,0352. Veja mais cotações. Na parcial do mês, o dólar acumula alta de 2,63%. No ano, tem valorização de 43,80%. Os investidores ainda avaliam a decisão do Copom de manter a taxa básica de juros em 2% ao ano e os mercados globais temem o avanço da pandemia da Covid-19 e uma nova parada da economia global. A Bovespa, por sua vez, fechou em alta de 1,27%, a 96.582 pontos. Mais cedo, chegou a cair mais de 2%. Na cena política, esteve no radar dos investidores atritos na relação entre o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, após Maia ter acusado o chefe do BC de divulgar para a imprensa uma conversa por telefone entre os dois. Em nova postagem em rede social, Maia disse ter recebido ligação de Campos Neto e confiar nele. Nervosismo nos mercados No exterior, foi divulgado que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu à taxa anualizada de 33,1% no terceiro trimestre em relação aos três meses anteriores, acima do esperado pelo mercado. Na véspera, o mercado viveu um dia tenso por conta de uma nova onda de contágios da Covid-19 e temores de uma nova parada da economia global. Com casos de Covid-19 crescendo pela Europa, a França vai exigir que pessoas fiquem em suas casas exceto para atividades essenciais a partir de sexta-feira, enquanto a Alemanha vai fechar bares, restaurantes e teatros de 2 de novembro até o final do mês. Alemanha e França anunciam lockdown parcial após explosão de casos de Covid-19 Na quarta-feira (28), a alta do dólar só perdeu força após intervenção do Banco Central, que vendeu US$ 1,042 bilhão em leilão de dólares à vista. Veja vídeo abaixo. Banco Central investe no mercado financeiro para tentar conter a alta do dólar Por que o real é a moeda que mais desvalorizou em 2020 Cena local Na agenda de indicadores, a inflação calculada pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) perdeu força em outubro, apesar dos preços dos alimentos continuarem em alta. O indicador, que é usado para corrigir a maioria dos contratos de aluguel residencial, ficou em 3,23% este mês, depois de atingir 4,34% em setembro. Em 12 meses, o IGP-M acumula alta de 20,93%, e no ano, de 18,10%. Já o índice de confiança do setor de serviços caiu em outubro após cinco altas seguidas, segundo a FGV Na véspera, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros em 2% ao ano. No comunicado da reunião, o Copom afirmou que, apesar dessa pressão inflacionária, foi mantido o diagnóstico de que o choque é temporário. A alta dos preços, segundo o comitê, segue compatível com o cumprimento da meta no "horizonte relevante para a política monetária". "Temos um cenário que sugere que o Banco Central não se precipitará para elevar a taxa de juros neste momento caso o arcabouço fiscal atual seja mantido", avaliou Felipe Sichel, estrategista-chefe do banco digital Modalmais. O Itaú avalia que a Selic permanecerá inalterada até perto do final de 2021, quando seria elevada para 3%. "Mas o risco, na ausência de uma solução satisfatória para o dilema fiscal do Brasil, é de uma alta antecipada", observou em relatório. Segundo o Valor Online, a decisão do Copom resultava em maior inclinação à curva de juros, com queda das taxas de curto prazo e alta firme nos trechos mais longos. Por volta de 9h40, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 recuava de 3,51% no ajuste anterior para 3,47%; a do DI para janeiro de 2023 caía de 5,03% para 5,01%; a do contrato para janeiro de 2025 subia de 6,70% para 6,74%; e a do DI para janeiro de 2027 avançava de 7,47% para 7,52%. Preocupações ampliadas com a situação fiscal do país e sustentabilidade das contas públicas, além da capacidade do governo de avançar numa agenda de reformas, têm dominando as atenções dos investidores, sendo apontadas como os principais fatores de pressão sobre o real. A taxa de juros em mínimas históricas também faz com que o Brasil se torne menos atrativo para investidores internacionais, em razão do diferencial de juros na comparação com outras economias, reduzindo o fluxo de dólares para aplicações financeiras no país, o que também contribui para um patamar de câmbio mais alto. Variação do dólar em 2020 G1 Assista às últimas notícias de economia a

Ciee seleciona para oito vagas de estágio no Alto Tietê nesta quinta

As vagas são para estudantes dos ensinos médio, técnico e superior nas cidades de Suzano, Guararema e Poá. São oito vagas de estágio disponíveis no CIEE de Mogi das Cruzes nesta quinta-feira (29). Jamile Santana/G1 O Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) seleciona para oito oportunidades de estágio nesta quinta-feira (29). As vagas são para estudantes dos ensinos médio, técnico e superior em diversas áreas, nas cidades de Suzano, Guararema e Poá. Os estudantes com interesse em participar e acessar todos os detalhes da vaga devem realizar cadastro pela internet. A unidade do Ciee na região fica na Rua Duarte de Freitas, Parque Monte Líbano, Mogi das Cruzes. Para mais informações, o telefone é o 4728-3131. Confira as vagas disponíveis para a região do Alto Tietê: Vagas para ensino superior Vagas para ensino médio e técnico Assista a mais matérias

Bolsas da Ásia fecham mistas

Na China, ações subiram om setor de consumo favorecido por resultados corporativos O mercado acionário da China reverteu perdas anteriores e fechou em alta nesta quinta-feira (29), sustentado pelo setor de consumo após divulgação de resultados robustos para o terceiro trimestre de grandes empresas. Já no Japão, o índice Nikkei recuou fechou em queda de 0,37%. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,75%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,11%. O índice de start-ups ChiNext ganhou 1,1%, enquanto o STAR50 subiu 0,4%. Liderando os ganhos, o índice de consumo do CSI300 fechou em alta de 2,2%, enquanto o de consumo discricionário avançou 2,9%. A fabricante de bebidas Luzhou Laojiao atingiu máxima recorde após resultado favorável e a Hangzhou Robam Appliances saltou o limite diário de 10% após sólido crescimento do lucro no terceiro trimestre. Veja as cotações de fechamento na Ásia: Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,37%, a 23.331 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 0,49%, a 24.586 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,11%, a 3.272 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,75%, a 4.772 pontos. Em SEUL, o índice KOSPI teve desvalorização de 0,79%, a 2.326 pontos. Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou baixa de 1,02%, a 12.662 pontos. Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 1,32%, a 2.450 pontos. Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 1,61%, a 5.960 pontos. Vídeos: veja as últimas notícias de economia

Petróleo fecha em queda com receio de excesso de oferta

O contrato do petróleo Brent para dezembro fechou em queda de 3,75%, a US$ 37,65 por barril, enquanto o do WTI para o mesmo mês recuou 3,26%, a US$ 36,17 por barril. Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda acentuada nesta quinta-feira (29), ainda pressionados pelos receios de excesso da oferta da commodity e pelas perspectivas mais fracas de recuperação econômica na Europa e nos Estados Unidos, em meio aos temores sobre o ressurgimento da pandemia. O contrato do petróleo Brent para dezembro fechou em queda de 3,75%, a US$ 37,65 por barril, na ICE, em Londres, enquanto o do WTI para o mesmo mês recuou 3,26%, a US$ 36,17 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Covid-19: EUA registram aumento de 46% de internações pela infecção O comunicado de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e os comentários da presidente da instituição, Christine Lagarde, indicaram uma perspectiva muito mais fraca para a recuperação econômica da zona do euro no quarto trimestre, alimentando receios sobre a demanda global por petróleo. "O dado do PIB do terceiro trimestre, que será divulgado amanhã, pode surpreender positivamente, mas esperamos uma piora no quarto trimestre. E o motivo disso é que achamos que os dados de novembro serão negativos", disse Lagarde, na entrevista coletiva dada após a divulgação do comunicado. Os investidores seguem atentos também à aproximação do furacão Zeta, mas o que causou o maior impacto no mercado de energia, hoje, foi o último furacão a passar pelo Golfo do México, o Delta. Dados divulgados na tarde de quarta (28) indicam que a produção da região caiu a 9,9 milhões de barris diários devido à passagem do furacão Delta, mas subiu em 1,2 milhão na semana passada, chegando à máxima de três meses de 11,1 milhões. Analistas apontam que companhias como a Shell e a Chevron não apenas retomaram a produção normal após a passagem do Delta, mas ampliaram ainda mais a produção para cumprir obrigações contratuais. Os preços do petróleo também são prejudicados pelos dados divulgados ontem pelo Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês), que reportou aumento nos estoques americanos da commodity em 4,32 milhões de barris na semana passada, ficando bem acima da expectativa dos analistas consultados pelo "Wall Street Journal", de alta de 800 mil barris no período. Vídeos: veja mais notícias de economia no Brasil e no mundo

'Inflação do aluguel' desacelera em outubro, mas alimentos sobem mais

Preços do arroz, óleo de soja e tomate estão entre itens que mais contribuíram para a alta dos preços ao consumidor, segundo o IGP-M. A inflação calculada pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) perdeu força em outubro, após a disparada do mês anterior. O indicador, que é usado para corrigir a maioria dos contratos de aluguel residencial, ficou em 3,23% este mês, depois de atingir 4,34% em setembro. Variação mensal do IGP-M Economia G1 Mesmo com a desaceleração, é a maior taxa para um mês de outubro desde 2002, quando ficou em 3,87%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Em 12 meses, o IGP-M passou a acumular alta de 20,93%, e no ano, de 18,10%. IGP-M meses de outubro Economia G1 A desaceleração do indicador foi puxada pela trégua nos preços do minério de ferro, que caíram 0,71%, depois de subirem 10,81% em setembro. Com isso, o Índice de Preços no Atacado (IPA), um dos três componentes do IGP-M, desacelerou de 5,92% para 4,15%. Mas os preços para o consumidor, medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e da construção - os outros dois índices que compõem o IGP-M - tiveram nova aceleração este mês. O IPC passou de 0,64% para 0,77% (a maior variação desde dezembro de 2019, quando ficou em 0,84%), enquanto o INCC acelerou de 1,15% para 1,69%. Alimentos pesaram nos preços ao consumidor Os dados da FGV apontam que os preços dos alimentos para o consumidor continuaram acelerando este mês. A taxa, que havia ficado em 1,30% no mês anterior, atingiu 1,90%. Três dos quatro itens com maior influência de alta sobre o IPC este mês foram alimentos: arroz (14,84%), óleo de soja (22,87%) e tomate (11,30%). IGP-M - IPC Economia G1 A maior influência, no entanto, veio das passagens aéreas, que ficaram 34,21% mais caras este mês. Já os automóveis novos completam a lista das cinco maiores influências, com alta de 0,70%. Maiores influências de alta: Ao produtor Soja em grão: 14,96% Milho em grão: 10,95% Bovinos: 6,92% Farelo de soja: 13,45% Carne bovina: 4,70% Ao consumidor Passagem aérea: 34,21% Arroz: 14,84% Óleo de soja: 22,87% Tomate: 11,30% Automóvel novo: 0,70% Na construção Tubos e conexões PVC: 16,28% Vergalhões e arames: 10,54% Esquadrias de alumínio: 7,07% Tubos e conexões de aço e ferro: 7,62% Tijolo/telha cerâmica: 5,31% Assista as últimas notícias de economia a

Lucro da Ambev cai para R$ 2,274 bilhões no 3º trimestre, mas receira cresce

Receita líquida da companhia cresceu 30,5%, para R$ 15,6 bilhões. No Brasil, volume de vendas de cerveja aumentou em 25,4%. Fábrica da Ambev em Jaguariúna (SP) Marcelo Brandt/G1 A Ambev apurou lucro líquido de R$ 2,274 bilhões no 3º trimestre deste ano, um recuo de 8,9% sobre o lucro líquido de R$ 2,497 bilhões em igual período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (29). Os valores referem-se aos atribuíveis aos controladores. A companhia teve receita líquida de R$ 15,6 bilhões de julho a setembro deste ano, um crescimento de 30,5% ante a receita de R$ 11,9 bilhões no mesmo período do ano passado. "Todos os países apresentaram melhorias sustentadas de volume a partir do segundo trimestre à medida em que as restrições foram gradualmente flexibilizadas nos países em que operamos, com algumas exceções", destacou a companhia. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 5,07 bilhões no terceiro trimestre deste ano, representando aumento de 15% ante o Ebitda de R$ 4,4 bilhões no mesmo intervalo de 2019, destaca a o Valor Online. No acumulado em 9 meses, o lucro líquido atribuído aos controladores soma R$ 4,593 bilhões, contra R$ 7,680 bilhões no mesmo intervalo do ano passado. Volume de vendas de cerveja cresce 25,4% no Brasil O volume de vendas de cerveja aumentou em 25,4% no Brasil, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. No segmento de bebidas não alcoólicas, o volume de venda aumentou em 4,3% no trimestre. Com isso, a receita líquida teve crescimento de 21,2% no 3º trimestre de 2020, chegando a R$ 7,7 bilhões. As vendas totais da companhia no mundo cresceram de 12%, chegando a 42,3 milhões de hectolitros, com aumento de 2,8% na receita por hectolitro. "Em Cerveja Brasil, nós tivemos uma performance consideravelmente melhor que a indústria, impulsionados pela implementação bem sucedida da nossa estratégia comercial, adaptabilidade do nosso calendário de preços e efeito líquido positivo dos subsídios governamentais no suporte à renda disponível dos consumidores", destacou a companhia. Resultado financeiro e fluxo de caixa O resultado financeiro da companhia, por sua vez, ficou negativo em R$ 1,1 bilhão o 3º trimestre. Entre as razões para tal desempenho, a companhia citou despesas com juros R$ 539,3 milhões e perdas com instrumentos derivativos de R$ 562,7 milhões, com custo de carrego de hedges cambiais, entre outros. De acordo com a Ambev, o fluxo de caixa das atividades operacionais foi de R$ 7 bilhões no período, alta de 99,3% ano a ano, enquanto os investimentos alcançaram R$ 1,1 bilhão, queda de 29,5%. "O impacto total da pandemia da Covid-19 em nossos resultados futuros permanece incerto, mas nossas ações serão orientadas no sentido de manter o momentum da nossa recuperação em formato de 'V' dos volumes e da receita", citou a empresa, acrescentando que o cenário continua desafiador. As ações acumulam queda de 28% em 2020, enquanto a empresa luta contra uma forte concorrência que pressiona os preços, destaca a Reuters. AB InBev registra forte queda do lucro líquido O grupo de capital belga e brasileiro AB InBev, controlador da Ambev, registrou no terceiro trimestre uma queda de um terço do lucro líquido, a US$ 1,58 bilhão, devido às consequências persistentes da pandemia de Covid-19. No terceiro trimestre do ano passado, o lucro líquido foi de US$ 2,14 bilhões. Apesar de anteciparmos um resultado melhor no segundo semestre na comparação com o primeiro, o contexto continua instável, em particular porque alguns governos prolongam as medidas restritivas em vários mercados", afirmou o grupo em comunicado. Vídeos: veja últimas notícias de economia

Sindivarejista de Campinas abre inscrições em 80 vagas de cursos gratuitos para trabalhar no comércio

Entidade oferece três modalidades de capacitação e as aulas, que serão presenciais, acontecem de 9 a 24 de novembro. Projeto tem parceria com o governo estadual; saiba como se inscrever. Sindicato dos Varejistas de Campinas abre inscrições para 80 vagas em cursos de capacitação O Sindicato do Comércio Varejista de Campinas e Região (Sindivarejista) abriu inscrições para 80 vagas de cursos profissionalizantes gratuitos voltados para quem quer trabalhar no comércio. De acordo com a entidade, são três modalidades de capacitação e as aulas acontecem de 9 a 24 de novembro. O projeto tem parceria com o governo estadual. As modalidades oferecidas são: técnica de vendas, operador de caixa, além de almoxarife e estoquista. As aulas serão presenciais e ministradas na sede do Sindivarejista de Campinas em dois períodos. Pela manhã, das 8h às 12h10, e a tarde, das 13h às 18h10. As inscrições podem ser feitas pela internet até o dia 6 de novembro. O prazo acabaria na sexta-feira (30), mas o governo estadual pediu prorrogação para que os interessados tenham mais tempo para se inscrever. Com isso, o início das aulas, que estava previsto para 3 de novembro, também foi adiado uma semana. O uso de máscaras de proteção é obrigatório para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. Segundo o Sindivarejista, serão adotados todas os protocolos de segurança sanitária. Ao final do curso, com o certificado em mãos, o profissional é diretamente encaminhado para processos seletivos na áreas de comércio e varejo. "Mais uma vez, o sindicato abre suas portas para capacitar profissionais do varejo, dando apoio e ajudando a prover as pessoas de conhecimento e ferramentas que as tornem melhores profissionais no comércio. Quem está atrás de capacitação, faz a inscrição porque, com o certificado, você vai conseguir a vaga", disse a presidente do sindicato, Sanae Murayama Sato. O Sindivarejista de Campinas fica na Rua General Osório, número 883, no Centro. Rua 13 de Maio, é a principal via de comércio de Campinas Jefferson Barbosa/EPTV VÍDEOS: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja mais notícias da região no G1 Campinas

Auxílio Emergencial: governo divulga calendário para 95 mil novos aprovados

Pagamento da primeira parcela para quem teve o pedido reavaliado será feito a partir desta sexta-feira (30). Total de beneficiados no país sobe para 67,7 milhões de pessoas. Auxílio emergencial de R$ 600 reais para trabalhadores informais CAIO ROCHA/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO O governo divulgou um novo calendário dos pagamentos e saques do Auxílio Emergencial para trabalhadores que tiveram o pedido reavaliado em outubro, decorrente de atualizações de dados governamentais. O lote contempla um público de 95 mil novos beneficiários. Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Veja como serão os pagamentos de R$ 300 e tire dúvidas Saiba como liberar a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Portaria publicada nesta quinta-feira (29) no Diário Oficial da União traz o calendário de créditos na conta social digital e de saques das 5 parcelas originais do Auxílio Emergencial para esse público. Esses novos beneficiários não terão direito a nenhuma das parcelas de R$ 300. O crédito da primeira parcela em poupança social digital será feito a partir desta sexta-feira (30), e se estenderá até 20 de novembro, de acordo com a data de nascimento. Segundo o Ministério da Cidadania, com o novo lote o Auxílio Emergencial chegou a 67,7 milhões de pessoas, representando um gasto público de mais de R$ 230 bilhões. "Os novos lotes do Auxílio Emergencial liberados para pagamento entram nos ciclos em vigor. O público da Portaria nº 519 será integrado ao calendário a partir do Ciclo 4. São oito mil cidadãos nascidos em janeiro que já terão o crédito da primeira parcela na conta social digital nesta sexta-feira", informou, em nota, a Cidadania. A segunda parcela será creditada entre 22 de novembro e 12 de dezembro. Já crédito da terceira, quarta e quinta parcelas será feito entre 19 de dezembro e 27 de janeiro de 2021. Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. VEJA O CALENDÁRIO: Auxílio emergencial - reavaliados em outubro Economia G1 VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial VÍDEOS: últimas notícias sobre auxílio emergencial| em G1 / Economia

15 empresas abrem vagas de emprego e estágio; veja lista

Empresas com vagas abertas são Grupo Fleury, Acesso Digital, Grupo GR, Kinvo, Followize, Gofind, Embracon, UP Consórcios, Magote.com, Kenzie Academy, Group Software, Leadlovers, Zarpo, Devninjas e Ilegra. As empresas Grupo Fleury, Acesso Digital, Grupo GR, Kinvo, Followize, Gofind, Embracon, UP Consórcios, Magote.com, Kenzie Academy, Group Software, Leadlovers, Zarpo, Devninjas e Ilegra estão com vagas de estágio e emprego abertas. Veja abaixo detalhes dos processos seletivos: Veja mais vagas de emprego pelo país Grupo Fleury O Grupo Fleury abriu mais de 30 vagas para o programa de estágio. As oportunidades são para atuar em diversas áreas como: recursos humanos, marketing, finanças, engenharia, pesquisa e desenvolvimento, suprimentos e sustentabilidade, e estão distribuídas em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Todas as vagas possuem opções de trabalho remoto, integral ou parcial, além de ter o diferencial de que o inglês não é um pré-requisito. Para concorrer é preciso ter disponibilidade para trabalhar 6 horas por dia e estar cursando a faculdade, tendo a formação prevista entre julho de 2022 e dezembro de 2022. Os interessados devem acessar o link . Acesso Digital A Acesso Digital está com mais de 60 vagas abertas nos escritórios de São Paulo (SP), Londrina (PR) e Porto Alegre (RS). As posições são nas áreas de Desenvolvimento (back end, front end, mobile e full stack), QA, ITOps, Produto, Projetos, Marketing, Customer Success, Recrutamento e Seleção, Compliance, Comercial e Operações. Todas as entrevistas serão realizadas virtualmente e a pretensão salarial será avaliada no primeiro contato com o recrutador. Todos os candidatos vão receber retorno. A Acesso Digital ainda oferece vale-alimentação mensal no valor de R$ 1.120 para as vagas de SP e R$ 952 para as vagas de Londrina e Porto Alegre. Os interessados em participar do processo seletivo devem cadastrar o currículo no Trabalhe Conosco no site da empresa. Grupo GR O Grupo GR abriu processo seletivo para vagas nas cidades de Jundiaí e Jaguariúna, interior de São Paulo. Em Jundiaí os cargos são de Limpeza e Porteiro e, na cidade de Jaguariuna, o cargo aberto é para Vigilantes. A empresa não recebe currículos por e-mail ou contato telefônico, a candidatura é feita somente online no site https://grupogr.pandape.com.br/ Kinvo A fintech Kinvo está com 10 vagas disponíveis para atuação no modelo de trabalho remoto. As oportunidades são para Redator, Software Engineer 1, Developer Back de Integrações, Product Designer, Mobile Software Engineer 1, Operations Analyst, Developer, Quality Assurance Analyst, Scrum Master e Trainee Mobile Developer. Os interessados devem se candidatar pelo link: https://kinvo.abler.com.br/. Followize A Followize abriu três novas vagas para contratação imediata para Desenvolvedor Back End, Inside Sales Analyst e Sales Development Representative. Os candidatos podem se inscrever no link: https://www.followize.com.br/trabalhe-conosco. Gofind A Gofind está com cinco novas vagas, sendo três para Sales Development Representative, uma para Back-End Developer e uma para UX Designer. Os candidatos interessados podem acessar o link: https://www.gofind.online/trabalhe-conosco/. Embracon A Embracon está com mais de 120 vagas abertas em todo o território nacional. Neste primeiro momento, as oportunidades seguem no formato de teletrabalho, por conta do período de isolamento social. Entre os benefícios oferecidos estão vale-refeição, assistência médica, seguro de vida e participação nos resultados. Os interessados podem acessar o link: https://embracon.gupy.io/ . UP Consórcios O UP Consórcios tem quatro vagas em aberto: uma para Consultor de Inside Sales e três para operador SDR. Os currículos podem ser cadastrados diretamente na plataforma no site https://www.upconsorcios.com.br/up-contrata Magote.com O Magote.com está com quatro vagas abertas para desenvolvedores. Duas delas são para desenvolvedores Front End e Back End, enquanto as outras duas para desenvolvedores Mobile. Para saber mais, envie o currículo para: rh@magote.com Kenzie Academy A Kenzie Academy está com quatro vagas abertas. Duas são para atuar como Analistas Facilitadores de Ensino de Programação, sendo um de Node/Python e outro de React. A edtech também busca um Consultor de Admissões - Tech Recruiter e um Analista de Dados Sênior. Todas as vagas são para atuar pelo regime CLT, na sede da escola em Curitiba (PR). Para se candidatar, os interessados devem acessar o link: https://kenzie.abler.com.br/. Group Software A Group Software está com mais de 62 vagas nas áreas de Backoffice, Mercado, Sucesso do Cliente e Tecnologia, com oportunidades que vão de estagiários, analistas e técnicos a desenvolvedores e head de novos negócios. As vagas são para todo o Brasil, podendo ser remoto. Mais informações no site https://www.groupsoftware.com.br/carreira/ . Leadlovers A Leadlovers está com duas vagas: Desenvolvedor(a) Front-end Pleno e Assistente de Atendimento ao Cliente I. As oportunidades são para home office e a empresa prevê um modelo de trabalho híbrido após a pandemia, mantendo a sede em Curitiba, onde as equipes poderão usar a infraestrutura. Os detalhes das vagas estão no link: https://leadlovers.abler.com.br/. Zarpo O Zarpo está com cinco vagas em aberto para as áreas de tecnologia, comercial, marketing e conteúdo. Os interessados podem enviar o currículo para o e-mail recrutamento@zarpo.com.br. As oportunidades são para trabalhar home office, com possibilidade de voltar ao escritório, localizado na capital paulista, após a pandemia passar. Devninjas A Devninjas está com seis vagas in loco para para Desenvolvedor Node.Js, Front-end React, Designer UI/UX, Comercial Closer e Comercial SDR. Para mais detalhes, basta acessar: https://www.devninjas.com.br/trabalhe-conosco/ . Ilegra A Ilegra está com 47 vagas abertas para as posições de Desenvolvedor(a) Backend Java, Desenvolvedor(a) Backend Node, Desenvolvedor(a) Frontend Angular, Desenvolvedor(a) Frontend React, Agile Coach, Analista de Sistemas, Analista de testes automatizados, Arquiteto(a) Cloud, Designer, Executivo de Negócios, Inside Sales, Customer Sucess e Analista de Marketing. As oportunidades são para trabalho remoto e são aceitos candidatos de todo Brasil. Mais informações pelo site: https://ilegra.gupy.io/ Assista a mais notícias de Economia:

Redes sociais e privacidade: amigos ou conhecidos podem ver anúncios com base na nossa navegação?

Tira-dúvidas comenta as tecnologias usadas para direcionar a publicidade na web e quais configurações existem para que você controle o uso dos seus dados. Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados etc.), envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com. A coluna responde perguntas deixadas por leitores às terças e quintas-feiras. Redes sociais prometem privacidade, mas usuários precisam navegar por um labirinto de configurações e ajustes para evitar o uso de dados. Stephen Lam/Reuters Toda vez que estou pesquisando um produto no Safari, poucos segundos/minutos depois aquele mesmo produto aparece como "sugestão" no Instagram/Facebook da minha esposa no iPhone dela, que está conectado à mesma rede. Ou seja, tudo que eu pesquiso na web aparece sugestão pra ela. Com isso, se eu quiser fazer alguma surpresa, ela acaba descobrindo antes. Como bloquear esse tipo de "compartilhamento"? – Alexandro Que situação chata, Alexandro! Infelizmente, se isso está acontecendo e você quer comprar um presente surpresa para sua esposa sem que ela fique sabendo, talvez seja melhor fazer a compra em uma loja física. E, só para garantir, coloque seu celular em modo avião antes de se aproximar da loja. O problema é que a conexão/rede que vocês compartilham pode não ser o único fator responsável por essas sugestões. Acessar a internet de outro local até pode ajudar, mas também pode não ter efeito algum. As empresas que oferecem publicidade contextualizada (como é o caso do Facebook e do Google) são capazes de obter seus dados de navegação em muitos sites da internet. Quando você visita um site com tecnologias como AdSense, Analytics (ambos do Google) e Facebook Pixel, a visita é associada ao seu perfil. Além de você usar a mesma rede que sua esposa, é muito provável que o Facebook também saiba que vocês dois costumam interagir nas redes sociais. Se você tem um perfil no Facebook e colocou que é casado com sua esposa, essa informação também pode ser usada para vincular os perfis, ou seja, gerar semelhanças entre as sugestões que vocês recebem. Não existem detalhes específicos sobre como o Facebook e o Google vinculam os dados de perfil e navegação para escolher a publicidade que aparece para cada usuário – isso é parte do "molho secreto" da tecnologia dessas empresas. O que podemos imaginar é que todas as informações do perfil e interações (curtidas, frequências de mensagens, e outros) podem ser usadas para essa finalidade. Facebook deixa anunciantes direcionarem campanhas com base em informações do perfil, mas usuário pode ajustar configuração. Reprodução Uma solução "rápida" é realizar sua navegação em modo anônimo ou privado (esse modo está disponível em qualquer navegador; veja aqui como iniciar uma janela privada no iPhone). Isso evita que as informações sejam facilmente atreladas ao seu perfil. Saiba mais: As empresas de tecnologia te escutam para vender publicidade? É mais provável que elas nem precisem. Como diminuir seus 'rastros' on-line O Facebook e o Google oferecem dezenas de configurações e ajustes de privacidade que podem influenciar o que é levado em conta para definir os anúncios. No Facebook, você pode encontrar essas configurações a partir da página Verificação de privacidade. Ela possui diversas seções e subseções e você terá de navegar em todas elas e conferir. Uma das seções mais importantes é a de preferências de anúncios. Configurações de privacidade do Facebook permite escolher o que será levado em conta para anúncios contextualizados. Reprodução Veja alguns dos ajustes disponíveis no Facebook: Quais informações do seu perfil podem ser usadas em publicidade direcionada (relacionamento, emprego, formação). Por exemplo, se você colocou no seu perfil que tem formação em ensino superior, um anunciante pode direcionar anúncios de mestrado ou de segunda graduação para você. Se você desligar, esses anúncios podem não aparecer (ou você irá recebê-los mesmo sem ter concluído a faculdade, por exemplo); Ativar ou desativar frequências de anúncios sobre álcool, política, criação de filhos e animais de estimação; Ativar ou desativar anúncios com base em dados de parceiros, atividade fora do Facebook e interações; Atividade fora do Facebook; Histórico de localização; Dados da própria rede social: quem pode ver suas publicações, quem pode procurar você pelo e-mail ou número de telefone. Esta última opção, se deixava ativa, pode associar seu número ao seu nome com facilidade. O Google oferece duas páginas importantes para ajustes de privacidade. Uma delas é o "Check-up de privacidade", onde você encontra algumas configurações, entre as quais estão: Atividade na web. Monitora todos os sites que você acessa. Desativar o registro da atividade vai impactar gravemente as sugestões de notícias no app do Google, além dos anúncios. Histórico de localização. Histórico do YouTube. Os vídeos que você já assistiu ficam registrados no histórico. Eles são usados para recomendar outros vídeos. A personalização de anúncios do Google é configurada em outra página e pode ser desativada. As configurações de privacidade dos anúncios do Google usados por outros sites podem ser configuradas no site do AdChoices. Depois que a página carregar, você pode clicar em "Opt out of all" para reduzir o rastreamento. O 'labirinto' da privacidade Como fica evidente pelo número de opções existentes em apenas duas empresas (Facebook e Google), proteger a privacidade na web é um verdadeiro labirinto. Uma "configuraçãozinha" aqui e outra ali podem fazer a diferença entre um anúncio personalizado aparecer para você ou não. É fácil se perder ou se sentir intimidado pela quantidade de ajustes. E isso vale apenas para esses dois serviços. Muitos outros sites possuem seus próprios ajustes de privacidade. É necessário configurar cada um individualmente. Se você usa Windows e/ou uma conta Microsoft, vale a pena conferir as configurações de privacidade da conta Microsoft (você pode visualizar as informações e realizar ajustes on-line, mas muita coisa precisa ser ajustada no próprio Windows ou nos apps da empresa). Embora leis como a GDPR na Europa e a Lei Geral de Proteção de Dados do Brasil tenham insistido na ideia de que cada cidadão possa controlar o compartilhamento e o uso dos seus dados, nenhuma lei enfrentou o maior problema: a criação de uma forma padronizada para manifestarmos nossa vontade. Saiba mais: O que a LGPD muda para os cidadãos? Veja perguntas e respostas Em vez de cada site nos perguntar se autorizamos o uso de "cookies", por exemplo, seria muito mais fácil que os sites respeitassem uma configuração realizada uma única vez, preferencialmente no próprio navegador. Infelizmente, não é assim. Os navegadores web até tentaram introduzir uma configuração chamada "Não Rastrear", mas nem todas as redes de anúncios respeitam essa configuração. Configuração 'não rastrear' no Google Chrome. Mesmo com esse ajuste ligado, ainda é necessário configurar preferência de privacidade para não ser rastreado. Reprodução Por mais que cidadão tenha legalmente o controle dos seus dados, é mais difícil fazer esse controle ter efeito prático quando não há uma forma simples de comunicá-lo aos serviços que usamos. Dúvidas sobre segurança digital? Envie um e-mail para g1seguranca@globomail.com VÍDEOS: Aprenda dicas sobre segurança digital

Venda de vinhos dispara no Brasil durante a pandemia e produtores tentam segurar o novo consumidor

Mês de julho bateu recorde histórico de vendas, mas agosto teve desaceleração; produtores apostam no dólar alto para que consumidor perca preconceito com vinhos brasileiros e passe a comprá-los com maior frequência. Vinhos: crescimento das vendas dos finos brasileiros foi de 93% entre janeiro e agosto contra o mesmo período do ano anterior. Marcello Casal Jr/Agência Brasil Não houve ano melhor para a venda de vinhos no Brasil que 2020. Diferente do restante da economia, as políticas de isolamento social contra a disseminação do novo coronavírus tiveram papel importante para impulsionar os negócios. Com o setor de eventos paralisado e fechamento de bares e restaurantes, o vinho ganhou espaço ao se tornar a escolha de bebida para momentos de lazer em casa. Dados da Ideal Consulting mostram que a comercialização mensal da bebida em julho deste ano alcançou 63,4 milhões de litros – três vezes mais que o mês de março, com 21,3 milhões. Foram os meses em que o isolamento foi mais forte no país. De janeiro a agosto, foram 313,3 milhões de litros, 37% mais que no mesmo período do ano passado. Casal pede vinho barato em restaurante de NY e recebe garrafa de US$ 2 mil por engano A exceção foram os espumantes, muito ligados às festas e comemorações. No período, houve queda de 5% nas vendas, de 9,3 milhões para 8,8 milhões de litros. Os números dão conta da venda de vinícolas para supermercados, lojas e restaurantes, somando importações. Captam, portanto, a formação de estoque e não a venda na ponta. De qualquer forma, trata-se do melhor resultado da série histórica. O recorde mensal de julho é 32% maior que a melhor marca anterior à pandemia, de outubro de 2019. O desafio de produtores de vinhos, agora, é manter a clientela. Dados de agosto mostraram uma queda de 21% em relação ao mês anterior, escancarando uma desaceleração do setor junto com a abertura da economia. "Esse volume de crescimento não vai se manter, mas deve cair para um patamar acima do que estava em 2019", diz Felipe Galtaroça, CEO da Ideal Consulting. "Foi como um chicote: subimos, encontramos erros e acertos e, agora, vem uma nova fase", afirma o especialista. Champagne está virando álcool em gel na França Batalha de preços O dólar mais alto tornou o vinho brasileiro mais competitivo nas gôndolas e animou bons produtores. Neste ano, a moeda americana subiu cerca de 40% em reais, elevando o preço dos importados por aqui. Resultado é que, até agosto, o crescimento das vendas de vinhos finos brasileiros foi de 93% no intervalo contra o ano anterior. Relatos de quem enfrenta o alcoolismo em tempos de coronavírus O aumento expressivo do segmento, contudo, vem de uma base muito baixa. A fatia dos vinhos finos brasileiros é de apenas 6% do mercado. Quem domina as vendas é o vinho de mesa (67%), feitos com variantes de uva mais baratas e para os quais muitos especialistas na bebida torcem o nariz. São os finos que tentam bater de frente com produtores vizinhos, como Argentina, Chile e Uruguai, e que têm ampla procura de quem aprecia a bebida. Os tradicionais europeus – da França, Portugal e Itália, em especial – também costumam ter preços competitivos. Vinícola Guaspari: agenda para que visitantes conheçam a vinícola está esgotada até o fim de 2020. Divulgação Em geral, os importados ganham o duelo. Mas o câmbio fez a fatia dos estrangeiros cair de 32% para 27% do mercado, de janeiro a agosto. Quem se esforça para ganhar mercado, comemora. "Estou muito otimista. Tenho ouvido de clientes experimentados que não deixamos a desejar contra vinhos internacionais de mesmo padrão de qualidade. Isso nos dá certeza que a segunda compra será nossa", afirma Fabrizia Zucherato, diretora executiva da vinícola Guaspari. Além da procura maior, a vinícola da cidade de Espírito Santo do Pinhal, interior de São Paulo, quer aproveitar o interesse nos vinhos brasileiros para desenvolver o enoturismo. Reaberta em meados de outubro, a agenda para grupos que queiram conhecer os vinhedos lotou até o fim do ano. "As pessoas estão viajando para mais perto e estamos a duas horas de São Paulo. Até durante a semana passamos a receber visitantes", diz Fabrizia. Também saíram vencedoras desse período as vinícolas como a Salton, que têm portifólio de produtos variado. Produtora de sucos, vodka e vinhos, a companhia teve crescimento apurado de 40% até aqui, mesmo com 40% dos rendimentos baseados em espumantes. "A aceleração que tivemos nos vinhos se manteve, com ganhos de mercado acima do projetado. Com a reação dos espumantes desde agosto, será um bom último quadrimestre do ano, que sempre foi importante para nosso faturamento", afirma Maurício Salton, presidente da empresa. Maurício Salton: vinícola teve aumento de 40% das vendas, mesmo com redução de procura por espumantes. Divulgação/Eduardo Benini Novos hábitos O clima quente, os altos preços, a dificuldade de importação e uma produção incipiente são fatores que sempre afastaram o Brasil de se tornar uma grande referência no mercado mundial. A estimativa da Ideal Consulting é que o consumo em ano recorde tenha chegado próximo a 2,8 litros per capita neste ano. Autoridade mundial na estatística, a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) traz números ainda menores. Em 2018, último dado disponível, o brasileiro bebeu apenas 2 litros de vinho em 12 meses. A diferença com outros mercados é considerável. O líder do ranking foi Portugal, que teve consumo de 62 litros per capita naquele ano. Franceses beberam 50 litros em média. Italianos, 44 litros. Argentinos, 25 litros. Em outras palavras: a cada garrafa bebida por um brasileiro, mais de 30 são consumidas por um português. Não bastasse a distância, o Brasil quer crescer em um momento em que o consumo da bebida no mundo todo vem caindo. Em 1995, quando começou a série histórica da OIV, a líder França tinha consumo de 77,8 litros per capita. A Itália, 73,2. "O mercado brasileiro abriu para os vinhos finos há 30 anos, quando o [presidente] Collor liberou importações. Vamos melhorar o consumo, o paladar e a produção, mas demora um pouco ainda", diz Gustavo Andrade de Paulo, presidente da Associação Brasileira de Sommeliers de São Paulo (ABS-SP). O especialista garante que a evolução dos produtores nos últimos 10 anos surpreende e faz frente com similares estrangeiros. Além do Rio Grande do Sul, destaca que há ótima produção se desenvolvendo na Serra Catarinense, em polos no Nordeste e na Serra da Mantiqueira. Ainda assim, reconhece que europeus, argentinos e chilenos sempre terão um melhor "terroir". O termo técnico é usado para definir os fatores naturais que dão identidade à produção de vinhos, como a variação de temperatura, regime de chuvas e as características do terreno onde a uva é plantada. É o microcosmo que dá sabor ao vinho e característica única a cada garrafa. "O brasileiro sabe fazer vinho, mas tem que correr atrás do prejuízo, enquanto outros países têm a natureza ajudando", afirma o sommelier. "Não dá para pegar um grande Bordeaux, um Borgonha, que tem 3 mil anos de história, contra os 30 anos que temos. É sacanagem tentar comparar." Gustavo Andrade de Paulo, da ABS-SP: associação realizou lives durante a pandemia e faz cursos para que público tenha contato com cultura do vinho Arquivo pessoal Barreiras tributárias Ainda que precise de maturidade, o obstáculo unânime para o mercado, de acordo com apreciadores e produtores, é o preço. Uma boa garrafa de vinho fino nacional não sai por menos de R$ 40 – e para cima, o céu é o limite. Da quantia, cerca de metade é retida em impostos, o que faz com que produtores joguem a culpa do valor pago pelo consumidor no fator tributário. Entenda a proposta de reforma tributária entregue pelo governo ao Congresso A produção latina da vinícola Chandon serve de exemplo das distorções. A marca possui produção na região de Mendoza, na Argentina, e outro polo em Garibaldi (RS), no Brasil. O que é produzido na unidade argentina da marca abastece todo o mercado da América do Sul, exceto aqui. O Brasil exporta apenas para o Japão. Em resumo: é mais interessante ter uma operação dupla no continente do que lidar com os encargos e redução da competitividade. Procurada, a empresa reconhece que há barreiras tributárias no país, mas afirma que as vinícolas têm quase 50 anos de produção e são resultado de uma busca da matriz por terroirs próprios para a produção de espumantes. Nesse sentido, o que se encontra no Brasil e na Argentina é diferente. "Cada portfólio tem a ver com nível de maturidade de cada mercado, o paladar, a penetração da categoria etc. Claro que tem a questão de impostos, benefícios fiscais, e a relação de comércio entre os países influencia a decisão. Mas o ponto de partida é o perfil do consumidor", diz Gabriela Moreno Sanches, diretora de marketing e comunicação da Moët Hennessy Brasil, responsável pela marca Chandon. Em Petrolina, adegas comemoram aumento de consumo de vinhos E há uma nova ameaça à vista: o acordo entre União Europeia e Mercosul. Hoje, vinhos europeus são taxados pela importação em 27%, e espumantes em até 35%, segundo a Comissão Europeia. Os impostos devem ser zerados no comércio do setor, em prazo a ser definido, colocando pressão enorme na produção brasileira. "Além de novas alíquotas de ICMS e IPI, estamos negociando um plano em que o governo retornará impostos para que possamos reinvestir na cadeia, como modernização de vinhedos, compra de equipamentos e marketing", afirma Deunir Argenta, presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra). O setor reclama também da falta de linhas de crédito pensadas para atender a necessidade do produtor de vinhos, um problema antigo e que passa por uma série de outros setores da indústria. IPO à vista A pandemia do novo coronavírus também colocou em evidência o comércio eletrônico – e o mercado de vinhos acompanhou a tendência. Para Felipe Galtaroça, da Ideal Consulting, o país tinha boas empresas com grau de digitalização para se sair bem na quarentena. "É impressionante como o mercado evoluiu. Há pouco tempo, era um ambiente todo familiar, passaram a vir investidores e, agora, há um IPO à vista", afirma. Cai o consumo de cerveja no Brasil; homens bebem três vezes mais que as mulheres, diz IBGE A primeira oferta pública de ações (IPO, o lançamento inicial de ações de uma empresa na bolsa de valores) do setor será da Wine. A empresa se notabilizou pelo clube de vinhos por assinatura, com mais de 178 mil associados, mas possui operação de vendas online e, desde 2019, atende em lojas físicas. O dinheiro captado – espera-se algo em torno de R$ 1 bilhão – será usado para ampliar as operações, comprar concorrentes, investir na distribuição, marketing e tecnologia. Procurada, a empresa não concedeu entrevista para respeitar o período de silêncio exigido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a quem vai se lançar na bolsa de valores. Ari Gorenstein, Co-CEO da Evino: A previsão de vendas para o ano todo é de R$ 400 milhões. Divugação/Jussara Martins Mas os planos são seguidos de perto pelos concorrentes. A Evino, especializada no e-commerce de vinhos, angariou uma base de 500 mil clientes ativos, com aumento de 140% de público entre o segundo trimestre deste ano contra o do anterior. O faturamento até setembro foi 72% maior que nos primeiros nove meses de 2019. "O brasileiro descobriu novas ocasiões para abrir uma garrafa e o online passou a ser usado para maior proteção de saúde. Somos nativos digitais e soubemos atender a essa demanda", diz Ari Gorenstein, Co-CEO da Evino. Segundo a empresa, o aumento da frequência de compra foi de 50%. "Para o futuro, queremos encantar o cliente. Criar uma fidelização tanto pela comodidade como pela riqueza de informação para que ele beba melhor", afirma o executivo. Na Grand Cru, a transformação teve que ser mais intensa. Conhecida importadora e com a maior parte do faturamento vinculado à venda para restaurantes e lojas próprias, a empresa fez um esforço de transformação digital para continuar vendendo na pandemia. O e-commerce, que começava a se estruturar no início do ano, passou de uma participação de 8% para 20% do faturamento da empresa. "A captação de clientes por meio digital cresceu 10 vezes. As lojas reabriram e entramos nos supermercados. Em setembro, crescemos 30% em relação ao mesmo mês do ano passado", afirma Alexandre Bratt, diretor comercial da Grand Cru. Com empresários investindo pesado na evolução do mercado, resta o básico: saber se o brasileiro continuará disposto a beber mais. VÍDEOS: Últimas notícias de Economia

Internet é ruim para 77 milhões na zona rural de América Latina e Caribe, diz estudo

Estudo internacional revela diferença entre o acesso em áreas urbanas e áreas rurais. Segundo levantamento, Brasil tem o melhor índice de conectividade na área rural. Pelo menos 77 milhões de pessoas que vivem em territórios rurais da América Latina e do Caribe não têm acesso à internet com padrões mínimos de qualidade, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela Microsoft. De acordo com o estudo, esse contingente representa 63% da população rural de 24 dos 33 países latino-americanos e caribenhos. O levantamento revela grande diferença entre o acesso à internet de qualidade em áreas rurais e urbanas na América Latina e Caribe: na área urbana, 71% da população têm opções de conectividade; na área rural esse percentual cai para 37%. Em toda a região, aponta o levantamento, 32% da população (244 milhões de pessoas), não têm acesso a serviços de internet. O Brasil integra o grupo com melhor qualidade de acesso na área rural, informa o estudo. Segundo o levantamento, o país é o que apresenta melhor índice de conectividade, com 47% da população rural com acesso a serviços de conectividade em padrões mínimos de qualidade. Extra Globo Rural: internet ampla pode levar mais cidadania ao campo O estudo classificou os países pesquisados em três categorias: Baixa conectividade: Jamaica, El Salvador, Belize, Bolívia, Peru, Honduras, Venezuela, Guatemala, Nicarágua e Guiana Média conectividade: Trinidad e Tobago, México, Argentina, Uruguai, República Dominicana, Equador e Paraguai Alta conectividade: Brasil, Chile, Costa Rica, Bahamas, Barbados, Panamá e Colômbia “Melhorar a conectividade e eliminar os hiatos digitais entre pessoas e entre territórios rurais e urbanos deve ser de grande interesse e prioridade para o projeto de políticas, quando se reconhecem e evidenciam seus benefícios”, afirma o estudo. O levantamento ressalva, no entanto, que o desafio será grande, considerando a recessão provocada pela pandemia da Covid-19, a maior registrada na história da América Latina e do Caribe. Sem internet, alunos da zona rural sofrem com aulas online no Agreste

Auxílio Emergencial: Caixa paga nova parcela a 5,1 milhões nesta quinta

Entre os que recebem nesta quinta estão 1,6 milhão de trabalhadores do Bolsa Família, que recebem a segunda parcela de R$ 300. A Caixa Econômica Federal (CEF) paga nesta quinta-feira (29) mais uma parcela do Auxílio Emergencial a 5,1 milhões de trabalhadores. Aos trabalhadores que fazem parte do Bolsa Família, o pagamento já é referente à 2ª parcela de R$ 300 do benefício. Nesta quinta, recebem 1,6 milhão de trabalhadores cujo número do NIS encerra em 9. Entre os demais trabalhadores, estão 2,2 milhões que vão receber a primeira parcela do Auxílio Emergencial extensão, de R$ 300. Outros 1,3 milhão ainda vão receber alguma das parcelas de R$ 600 - entre eles, trabalhadores que fizeram a contestação entre os dias 20 de julho e 25 de agosto, e que receberão a primeira das 5 parcelas de R$ 600 do benefício. Os pagamentos desta quinta são para nascidos em novembro. Veja o calendário completo de pagamentos do Auxílio Emergencial Veja como serão os pagamentos de R$ 300 e tire dúvidas Saiba como liberar a conta bloqueada no aplicativo Caixa Tem Tira dúvidas sobre o Auxílio Emergencial SAIBA TUDO SOBRE O AUXÍLIO EMERGENCIAL Confira as datas para o pagamento da nova fase do Auxílio Emergencial de R$ 300,00 Para os trabalhadores fora do Bolsa Família, a ajuda paga nesta quinta será creditada em conta poupança social digital da Caixa, que poderá ser usada inicialmente para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual. Saques e transferências para quem receber o crédito nesta quinta serão liberados no dia 5 de dezembro (veja nos calendários mais abaixo). VEJA QUEM RECEBE NESTA QUINTA: 1,6 milhão de trabalhadores que fazem parte do Bolsa Família, cujo número do NIS encerra em 9, recebem a 2ª parcela de R$ 300 1,3 milhão de trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em novembro, recebem a próxima parcela de R$ 600: - aprovados que já receberam 4 parcelas recebem a quinta parcela; - aprovados que já receberam 3 parcelas recebem a quarta parcela; - aprovados que já receberam 2 parcelas recebem a terceira parcela; - aprovados que já receberam 1 parcela recebem a segunda parcela; - novos aprovados recebem a primeira parcela. 2,2 milhões de trabalhadores do Cadastro Único e inscritos via site e app, nascidos em novembro, recebem a primeira parcela de R$ 300: - trabalhadores que já receberam as 5 parcelas de R$ 600 recebem a primeira de R$ 300 Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br. Calendários de pagamento Veja abaixo os calendários de pagamento. BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA Auxílio Emergencial - Beneficiários do Bolsa Família Economia G1 BENEFICIÁRIOS FORA DO BOLSA FAMÍLIA Clique aqui para ver o calendário completo dos pagamentos VÍDEOS: as últimas notícias sobre o Auxílio Emergencial pa. Os pagamentos desta quarta são a